Notas iniciais
Desculpem pelos dois dias sem postar, meninas. É que se acabaram os capítulos que eu já tinha escrito e fiquei um pouco sem ideias. Aproveitem o capítulo enquanto eu continuarei aqui feliz e contente escrevendo horrores até minhas unhas caírem KKKKKK Um beijão!

Roupa do James: http://www.popstaronline.com/wp-content/uploads/2012/07/53ae80a2d50e11e1b6791231380e6c3a_7-600x600.jpg
Roupa da Gi: http://nikimic.files.wordpress.com/2010/09/kim-kardashian.jpg

JAMES POV:

Desci as escadas apressado enquanto minha mão esquerda foi diretamente ao bolso procurando minhas chaves. Caralho, onde eu tinha colocado? Respirei fundo sentindo o mal humor se aproximar e já reconsiderando a hipótese de voltar novamente o percurso, mas como que uma sereia encantando o pescador, a voz de Giselle veio inebriar-me. Minha esposa cantava uma das músicas antigas que compus e o som vinha da cozinha. Sorri um tanto quanto abobalhado imaginando o que ela poderia estar fazendo de pé e alegre as seis da manhã já que a noite anterior fora difícil, mas a curiosidade foi tamanha que não pude deixar de ir verificar. Logo que entrei a vi completamente arrumada e pronta para o trabalho, no entanto, o curioso é que mesmo assim seus cabelos estavam em um coque desajeitado e ela parecia entretida o suficiente com algo próximo a pia. Um dos meus lados mais perversos morreu de vontade de assustá-la ou até mesmo puxá-la contra o meu corpo e surpreendê-la, ainda assim, pareceu rude da minha parte tirá-la de algo que estava dedicando tanta atenção. Tolo o bastante para me pegar suspirando pela mesma mulher a tantos anos, parei na porta da cozinha e fiquei a observá-la por longos minutos até que ela mesma me viu.

– Amor, oi! — Giselle parecia surpresa com a minha presença. Com rapidez e um pouco afobada, ela limpou as mãos em um pano de prato e veio até mim pendurando-se em meu pescoço e dando-me um selinho demorado — Bom dia!

– Bom dia, meu amor. — Cumprimentei-a sorrindo logo em seguida e envolvendo meus braços em seu pescoço — Posso saber que arte a senhorita está fazendo?

– Só se me disser a quanto tempo está ai me observando.

Fiz uma expressão pensativa como se estivesse contabilizando horas e horas, o que a fez dar um pequeno sorriso.

– Digamos que tempo suficiente para ver que você é uma excelente cozinheira.

– Não, sabemos que isso não é verdade! — Ela deu de ombros — Mas com toda aquela situação de dormir boa parte do dia, acordar ontem em meio a um pesadelo, você estar na delegacia, voltar a dormir já mais de meia noite e ainda com aquele pinguinho de gente jogando as pernas em cima de mim, digamos que meu sono foi embora com muita facilidade.

– Dormiu mal, então? — A apertei com carinho em meu corpo enquanto a olhava entrigado

– Nada que não possa ser recompensado. E além do mais, isso foi bom! Levantei era 4h, me arrumei e vim preparar um lanche para o Nicolas levar para a escola. Vem ver!

Giselle soltou-se de mim e veio me puxando até próximo da mesa, nossos dedos se entrelaçaram e tive que lembrar a mim mesmo o quanto era maravilhosa a sensação das nossas mãos se encaixando. Isso fez com que eu sorrisse mais uma vez.

– Tcharam! O que me diz? — Ela apontou para um tabuleiro com alguns cookies já decorados e logo vi uma bisnaga cheia de chocolate que ela certamente estava espremendo nos outros fazendo todo tipo de desenho — Falta só terminar de fazer esses desenhos com chocolate em cima, vida. Acha que ele vai se incomodar se eu fizer um coração?

– Mô, de repente ele não, mas os amigos dele... — Deixei a frase em aberto esperando que ela entendesse. Como dizer para a sua mulher que se seu filho de sete anos chegar com coraçõezinhos no biscoito, os coleguinhas vão zoá-lo para o resto da vida?

– Melhor continuar fazendo só pinguinhos né?

Eu ri, as vezes minha esposa era tão ingênua e em outras tão madura. Isso me surpreendia e essas duas polaridades tão distintas a tornavam ainda mais especial. Beijei o topo de sua cabeça com carinho e ela se aninhou em mim.

– Sim, minha rainha, acho que pinguinhos estão ótimos. Cuidado para não se sujar, está bem?

– Pode deixar! — Ela disse já voltando a se ocupar com os cookies — Aliás, por que acordou tão cedo?

– Vou aproveitar pra malhar mais cedo, você sabe como os papparazzis ficam em cima e depois devo ir gravar as músicas que ficaram pendentes ontem.

– Tudo bem, então. — Giselle disse enquanto se esforçava para espremer o chocolate sobre sua obra de arte — Acha que pode levar o Nicolas? Ele provavelmente está terminando de se arrumar.

– Levo, pequena, faço o que você quiser! — Abracei-a por trás e falei sendo um pouco dramático para arrancar um sorriso dela, consegui. — Estou preocupado que não tenha dormido direito. Se quiser posso ligar para o ateliê e dizer que não vai hoje!

– Não mesmo, jamais, NÓS DOIS já faltamos ontem. Quero trabalhar, ficar em casa me preocupando com aquela situação é pior.

– Ah amor, aliás, estive pensando: temos que ligar para a advogada e resolver a questão do nosso divórcio que não acontecerá mais. Ela deu entrada já no pedido?

– Acredito que não né, porque teve uma pessoinha que não ligou para ela como pedi e muito menos assinou os papéis.

– Ainda bem, dona Giselle, ainda bem! — Toquei a ponta de seu nariz e ela riu deixando a bisnaga de lado e vindo dar-me mais alguns selinhos — Amor, acho que podemos aproveitar para pedir que ela resolva a situação das ameaças. Deve ter algum advogado criminalista no mesmo escritório.

– Por mim está ótimo, temos que dar um jeito de mantê-lo longe da nossa familia.

– Mãe! — Nicolas chegava correndo como um furacão pela cozinha, interrompendo nossa conversa e passando direto por mim

– Hey, rapazinho, volte aqui agora. Cadê a educação, heim?

– Bom dia pai, bom dia! — Meu filho olhou para o chão encabulado

– Bom dia. Por que tanta pressa? — Falei enquanto mexia em seus cabelos

– Senti cheiro de cookies.

– Esfomeado! Preciso dizer a quem puxou?

– VOCÊÊÊ! — Ele disse pulando em mim e eu o segurei em meu colo. Caramba, Nicolas estava pesado!

– Viu, até ele sabe que você é o comilão daqui! — Giselle brincou

– Concordo, meu amor, eu como muuuuito aqui em casa. — Maliciei a resposta dando uma piscadinha para ela

– Sossega! — Ela sussurrou próximo ao meu ouvi e aumentou o tom de voz se dirigindo agora a Nicolas — Pronto, pimpolho. Coloquei tudo aqui!

Eu a vi entregar os cookies que estavam embalados em uma tupperware azul e assim que nosso pequeno a segurou nas mãos, o coloquei no chão.

– Vamos?

– Vamos!

– Cadê a mochila?

– Já tá no sofá, papai.

– Então dá o beijo da sua mãe pra gente poder ir.

Gi sorriu para mim com a ordem que dei e Nicolas foi até ela. Minha esposa se ajoelhou ficando na mesma altura, ele a beijou com ternura na bochecha e disse baixinho um "eu te amo" que pude escutar. Assim que terminou, também caminhei na direção daquela que havia sido minha eleita para partilhar muitas manhãs em família. A abracei com força e dei-lhe um beijo lento aproveitando de seus lábios com delicadeza e amor. Suas mãos tocaram minha nuca e senti suas unhas me fazerem arrepiar.

– Tenha um bom dia, minha rainha. Vou pedir que dois seguranças te acompanhem, tá? — Giselle revirou os olhos — Estou falando sério! Ele pode aparecer no seu ambiente de trabalho e não quero isso.

– Tá amor, tá. — Ela respirou fundo se dando por vencida

– Te pego pra almoçar! — Falei já sendo puxado por Nicolas que resmungava por presenciar tanta melação. Soltei-me do meu filho e corri até minha esposa puxando-a novamente e dando um último beijo, surpreendo-a — Eu te amo! — Sussurei com meu olhar fixo em seus lábios e só assim pude sair.