All Over Again
35 Capítulo 35
Jay manteve seus braços em volta de mim sem soltar-me, mas ainda possuía uma expressão entristecida.
— Me perdoe. Por favor, me perdoe por tudo. — Tudo? — Tudo, inclusive pelo deslize na Espanha. Sei que não falamos disso, mas preciso que acredite que eu fiz aquilo de cabeça quente e me senti o pior dos homens,um lixo, um canalha. Aliás, eu vou entender se quiser ir embora agora e não me perdoar... O que? Não deixei que meu marido continuasse. Pulei em cima dele e comecei a enchê-lo de selinhos sussurrando entre eles: “Não fale bobagem!”. Ele sorriu mais aliviado e acabei por derrubá-lo com meu “ataque de beijinhos”. Ficamos ambos rindo como crianças enquanto eu mantinha meu corpo acima do dele. — Se eu for embora agora, você vai ter que correr atras de mim. — Não môzinho, eu estou velho para correr atras de ti. — Velho é? — Uhum. – Ele disse fazendo dengo. — Meu velhinho? — Espero que sim. — Até a morte? — Até a morte, minha pequena. — Mesmo se eu te sujar de chocolate? — Mesmo se você... O QUE? Já era tarde, passei meus dedos pelo chocolate derretido ao nosso lado e sujei o rosto de James deixando-o com o nariz, as bochechas e os lábios cheios do doce. Seus olhos se estreitaram e eu sabia que aquilo não daria coisa boa. Ágil, meu marido trocou as posições e sentou-se por cima de mim prendendo-me entre suas pernas. — Agora você vai ver! – Jay dizia fingindo ser o vilão de algum conto da Disney e comecei a me debater embaixo dele pedindo pelo amor de Deus para que não me sujasse. Seus dedos encostaram no chocolate dentro do pote trazendo uma grande quantidade para a ponta e pude ver que ele estava pronto para cair em meu rosto. — Não faz isso, eu to bonita e maquiada. – Apelei — Tratamento de chocolate grátis para a pele, paixão. – Ele disse gargalhando e sujou-me também, indo mais além e passando pelo meu cabelo. Eu estava pegajosa e nojenta, meu cabelo estava imundo e, porra, não se zoa o cabelo de mulher nenhuma! Comecei a dar tapinhas fortes em sua coxa e Jay ria da minha tentativa. – Esposa brava! — Muito, muito brava. — Vou limpar a sujeira, tá? Concordei, acreditando que teria algum pano úmido ou coisa do tipo que me deixasse pelo menos um pouco mais limpa, mas eu estava enganada. Jay abaixou-se sobre mim e começou a distribuir beijos pelo meu rosto sugando o chocolate que ele mesmo espalhou. Eu tinha um sorriso de orelha a orelha enquanto sentia os lábios carnudos e gostosos do meu homem pela minha pele. Os beijos foram ficando um pouco mais fortes e pude sentir descê-los até meu pescoço dando pequenos e fracos chupões. — Ai não tem chocolate... – Repreendi — Tem sim! – Ele mentiu e continuou com as carícias. Levei minhas mãos ao seu cabelo dando puxões um pouco fortes enquanto estremecia e meu marido subiu realizando um trajeto com a lingua até meus lábios onde a deslizou lambendo o doce que tinha sobre eles. Era tortura e das boas! Tentei empurrá-lo para o lado para trocar as posições novamente e poder fazer o mesmo, mas James era pesado, muito pesado. Com a força que fiz, acabei conseguindo tirá-lo de cima de mim para subir por cima, só que caímos do lado errado. Não demorou muito para que algo quente escorresse por baixo de nós dois. Eu e Jay caímos em cima do pote de chocolate que entornou rapidamente sujando-nos antes que pudessemos levantar. — NÃÃÃO! – Eu disse tentando me erguer e levantando o mais rápido que podia ainda com uma expressão de nojo por estar completamente melecada, mas fui puxada para baixo caindo novamente e dessa vez de bunda. – AAAAI! — Arregalei os olhos e logo os transformei em irritação, só que James ria tão lindamente que não tinha como ter raiva. Estavamos encharcados dechocolate, imundos e ele ainda conseguia ver graça. Como? Parecendo uma criança de três anos de idade, Jay passou suas mãos pela sujeira e as deslizava pelas próprias roupas e também nas minhas. Era guerra? Ele teria guerra. Peguei o resto que estava no potinho e coloquei sobre seus cabelos que ganharam um tom provisório de castanho escuro. — Chega, chega. Amor, acabou o chocolate, para. – Ele dizia gargalhando e me abraçou puxando-me para pertinho enquanto apoiei a cabeça em seu ombro. Eu não conseguia parar de rir e só para implicar lambi sua bochecha. — O chocolate era bom! — Era sua bestinha, mas você fez o favor de deixar ele na minha bunda me jogando em cima do pote! Gargalhei. Estavamos nojentos e nos divertindo como nunca havia acontecido, parecia mágica. — Eu te amo – Sussurrei — Também te amo, minha esposa. – Ele deu ênfase no final da frase e eu sabia que não teríamos mais problemas para enfrentar. E se tívessemos, e dai? James estaria ao meu lado, ele era meu abrigo mais seguro.
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