All Over Again
31 Capítulo 31
Assim que entramos no cômodo, James fez o favor de me colocar no chão. Ele andou calmamente até a cama e sentou-se observando atentamente enquanto eu revirava o armário procurando uma roupa adequada para irmos onde-quer-que-fosse que ele tenha planejado. Curioso, percebi que suas sobrancelhas se erguiam e seu olhar estava cada vez mais estreito conforme as portas do closet iam abrindo. Ciumento o bastante, meu marido veio atrás de mim e parou incomodado na porta, sempre encarando-me emburrado.
– O que foi? – Perguntei sem entender enquanto abria a gaveta de lingerie
James aproximou-se e parou ao meu lado passando os dedos devagar pelas peças recém compradas. Seus olhos encararam-me com um aspecto irritadiço e com um pouco de seriedade o ouvi perguntar:
– É esse tipo de roupa que você tem usado?
Meu marido ia tirando uma por uma as peças curtas e justas enquanto prendia o riso e eu podia perceber que não era apenas ciúme o sentimento presente entre nós naquele instante. Devagar e de uma forma extremamente sedutora, James contornou meu corpo dando a volta ao meu redor enquanto inspecionava cada detalhe ou curva que o compunha.
– Sabe – ele disse enquanto desviava o olhar novamente para uma saia – acho que considerando o tamanho da sua bunda, isso daqui ficaria curto o bastante!
Ele colocou a mão no queixo fazendo uma expressão pensativa.
– É mesmo? – Decidi dar corda à espécie de jogo que ele estava realizando
– Uhum. E esse top aqui? – Ele segurava pelas alças um top cropped rendado
– Bonito, não acha?
– Curto demais, não acha? – Ele repetiu me imitando
– Não, não acho.
James então pegou um vestido (http://www.dstoreusa.com.br/images/5680.jpg) com algumas transparências e franziu a testa enquanto batia o pé no chão. Em seguida perguntou como um pai à uma filha:
– E essa roupa aqui, mocinha?
Ri demais retirando o vestido de suas mãos e colocando novamente dentro do armário.
– Já disse que você é besta? – Falei entre gargalhadas
– To sendo franco, eu podia ver nossos futuros filhos dentro do seu ventre de tão transparente que era!
– Quanto exagero. Não é nada demais!
– Pode não ser nada demais para eu ver, afinal sou seu marido, mas não quero homem nenhum vendo o que é meu.
– Está querendo dizer que sou sua, é? – Perguntei com a voz aveludada me aproximando dele e mordendo meu lábio forte
James aproveitou para puxar-me pela cintura com agilidade e logo nossos corpos estavam colados.
– Somente minha, acho que deixei isso bem claro ontem e todo mundo que ver essas marcas no seu pescoço vai saber que você me pertence.
– COMO É QUE É?
Arregalei meus olhos mal acreditando na resposta que meu marido havia dado. Então era por isso que Julieta estava sem graça mais cedo, não era apenas pela roupa. Corri até o grande espelho perto de mim e puxei meu cabelo para o lado observando meu pescoço e procurando por marcas. Eu só não era um verdadeiro código de barras pela falta de números em minha pele, fora isso, toda a vermelhidão e pontos levemente roxos mostravam que James esteve por ali... E como esteve!
– JAAAAAAY! Como você faz isso comigo? Deixou nosso filho me ver assim. – Eu falava irritada e ele apenas gargalhava enquanto revirava minha gaveta de lingeries novas mais interessado em me fazer usá-las do que com o meu ataque – James!
– Que?
– Tá me ouvindo, caralho?
– To amor, to ouvindo. Deixa pra lá, é só uma prova de que você tem dono.
Me virei para ele irritada.
– Não! É uma prova de que eu fudi a noite toda!
– Fudeu mesmo. – Ele deu de ombros ainda bagunçando minha gaveta e tirando um conjuntinho preto com um único fio atrás – Olha, gostei dessa! Vai usar hoje?
– JAAAAAAAAAAMES! – Eu gritei já agoniada pela falta de atenção – Olha para mim, idiota.
– Me chamou de que? – Ele finalmente parou, todavia me olhou de uma maneira quente e, merda, isso não ia prestar.
– De idiota.
– Idiota?
– Uhum – Minha respiração entrecortou conforme percebi Jay se aproximando de mim – Muito idiota!
– E o que mais? – Ele disse perto, perto demais
– Babaca
– É mesmo?
– Aham...
Eu mal conseguia responder. Logo já estava encostada contra o espelho e definitivamente presa. Sua mão foi subindo pela minha coxa deixando que aqueles dedos torneados e grossos transformassem minha pele em avermelhada conforme pressionava sobre mim.
– O que mais eu sou?
– Ciumento – ele foi subindo mais e POR DENTRO da minha perna – e... e...
– E o que? – Sua boca estava junto à minha, sua respiração leve soprava em meus lábios, mas ainda assim James não me beijava. Não respondi. Se a intenção era provocar, eu também sabia jogar. – Responda, Giselle.
Balancei a cabeça negativamente e sussurrei:
– Não.
– Não? Não vai dizer que eu sou gostoso? – Aos poucos as pontas dos seus dedos já deslizavam pela minha virilha brincando devagar para cima e para baixo – Não vai dizer que adorou a forma como te fiz gemer?
– Não mesmo. – Eu disse ao mesmo tempo em que tentava prender um sorriso. Meu coração estava acelerado e se continuasse daquela maneira seria impossível resistir.
– E se eu te convencer de que essas marcas aqui ... – Ele aproximou o rosto e devagar, muuuito devagar, sua lingua quente e úmida deslizou por onde estava roxo — ... são porque você é gostosa demais e eu não resisto a te chupar?
– Para isso você vai ter que chupar outro lugar.
– Hm, é mesmo? – Meu marido formou um biquinho* em seus lábios e em seguida uma carinha pensativa – Por acaso o lugar seria esse? – Seus dedos escorregaram desde minha virilha para minha vagina e lentamente James começou a acariciá-la por cima da minha calcinha. Eu estava úmida, latejando e, merda, como esse homem tem poder sobre mim!
– Uhum! – Minha respiração já estava acelerada e em resposta apertei meus lábios um contra o outro
James puxou minha calcinha para o lado deixando minha vagina exposta ao seu toque. De maneira lenta e torturante, seu polegar deslizou por toda a extensão dela e o ouvi sussurrar para si mesmo alguma coisa a respeito de como eu estava molhada. Céus, ele ia mesmo me comer a essa hora da manhã? Mantive minhas pernas um pouco abertas dando-lhe acesso e logo seu indicador estava roçando em minha intimidade.
– Acertei onde era?
– Acertou... – Apertei meus lábios mais forte e antes mesmo que pudesse pestanejar ou concluir, Jay penetrou-me com força deixando as pontas dos seus dedos dentro de mim. Ele as rodava com delicadeza tocando-me e eu estava completamente molhada.
– E agora? Vai dizer que eu sou gostoso?
– Não.
– Poxa amor, assim a brincadeira vai ter que ser pesada, vou ter que castigar você! – Ele dizia como se sentisse muito
– Ah é? – Eu o olhava com malícia
James apenas sorriu. Aquele sorriso de canto de boca que me deixa com os quatro pneus arriados por ele. Sem dizer mais nenhuma palavra, logo seus dois dedos estavam por completo dentro de mim masturbando-me em um ritmo tão lento, mas tão lento que chegava a ser angustiante. Pedindo por mais, movimentei meu quadril aceleradamente na expectativa de que minha vontade fosse feita. Tentativa fahada! Um gemido baixo escapou pela minha boca conforme podia senti-lo mais fundo e isso o incentivou a aumentar o ritmo. Eu estava louca e meu marido estava adorando brincar com meu corpo daquela forma.
– E agora? Tá gostoso?
Eu não respondi, apenas deixei que outro gemido falasse por mim.
– Eu sou gostoso? – Ele insistia
– Muito – Respondi com a voz rouca e falhada
– E não tem problema estar marcada?
– Nenhum problema! – Conclui
– Ótimo amor, fico feliz que concorde comigo! – James deu um largo sorriso e tirou seus dedos de dentro de mim lambendo-os sem seguida. Assoviando, ele saiu de dentro do nosso closet e pegou a toalha em uma pratelheira
– ONDE PENSA QUE VAI?
Eu estava indignada. Como assim? Eu estava... Eu estava quase gozando, porra.
– Tomar banho, ué. – Jay respondeu com naturalidade e eu via o ar de riso em seu rosto
– Mas, mas... ?
– Ah você queria mais? Achei que as marcas te incomodavam! – Ele debochou e riu
– AMOOOOOR, não faz isso! — Fui até ele e grudei envolvendo meus braços em seu pescoço – Eu quero mais, poxa, olha as coisas que você faz.
– Quer mais?
Concordei acenando com a cabeça enquanto fazia uma carinha de criança. Se o gato de botas conseguia em Shrek, eu também conseguiria.
– Não, não, não vem com essa carinha.
– Mas amor...
– Considere isso uma punição pelo fato da senhorita reclamar tanto.
– Mas...
– Vai escolher sua roupa, amor, fica bem linda que hoje vai ser especial.
James deu uma piscadinha e foi até o banheiro me deixando abobalhada olhando para meu próprio corpo. Ah, mas isso não vai ficar assim, se ele sabe provocar, eu também sei.
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