Notas iniciais
Sério, estou MUITO chateada com vocês! Só UMA leitora comentou no capítulo anterior, UMA. Eu deixei ele aqui por dias e ninguém apareceu. Vocês não mereciam o capítulo de hoje e vou deixar ele mofando até que apareçam. De verdade, estou me sentindo desprestigiada e desvalorizada. Isso é falta de respeito com a pessoa que está escrevendo, que mesmo com problemas e afazeres tira parte do dia e se dedica a dar o melhor para que vocês possam se entreter. Antes de vir aqui pedir por mais capítulos, pensem se estão agindo como as leitoras que deveriam ser. Na maioria das fics são dois posts por semana (quando são!), eu posto aqui todo santo dia a não ser que tenha algum problema. Recebo todo mundo com carinho, com afeto, troco MP, trato bem, agrado como posso e no final vocês me deixam dias aqui esperando como se estivesse mendigando por atenção? Isso não se faz. Estou muito decepcionada, muito mesmo. Querem continuação? Então está na hora de agir como quem quer, porque para ser bem franca eu não tenho nem vontade de me matar para escrever um capítulo e vocês só mandarem um "perfeita" no comentário. Porra, eu me esforço, ideia não nasce em árvore. Eu tenho um cronograma do que vai acontecer, estudo as melhores maneiras de colocar a ordem para que não altere o rumo, vou dormir montando as frases para no dia seguinte escrevê-las... Eu sei que dou meu melhor e não é justo que eu gaste meus dedos escrevendo 1.000 e poucas palavras para que vocês dêem um review que não tem nem dez delas OU então sumam. Sinceramente, quando todo mundo vier aqui, a gente se entende. E, só para deixar aqui, um muito obrigada à Mary que foi a única que apareceu.

Logo que entrei no carro com Alejandro não houve um intervalo sequer de três ou quatro minutos para que meu celular começasse a tocar sem parar. O som era alto, intrusivo e não tinha como ser ignorado. Assim que peguei o aparelho nas mãos vi exatamente do que se tratava: James e, para piorar, a cada ligação que eu não atendia aparecia o recado de que havia uma mensagem na caixa postal. Minha curiosidade atiçava para que eu escutasse cada uma delas e dentro de mim meu coração se acelerava de nervosismo pela situação constrangedora de estar ao lado do meu namorado tentando disfarçar o fato de que meu ex estava tentando ligar-me provavelmente para cobrar satisfações pelo que fiz. Incomodado com a insistência dos toques e com a minha teimosia em não atender, Ale decidiu tomar uma atitude.

– Sinceramente Giselle, por que não atende essa merda?

– Não se preocupe, eu vou desligar.

– Desligar? Na boa, por que não pode atender na minha frente?

– Porque não é nada demais, provavelmente é alguém sem importância.

– E esse alguém insistiria tanto assim? Já foram mais de dez chamadas.

– É, eu sei. – Fingi que não seria nada demais

– E qualquer pessoa pensaria que é urgente e teria atendido.

– Mas eu sei que não é.

– Então sabe quem está ligando.

– Não, não sei.

– Ah, é mesmo? O número não aparece no visor?

– Porra Ale, vai mesmo desconfiar?

– Vou Giselle, atende.

– Olha, já até parou de tocar.

E nesse momento tocou de novo. Irritadíssimo e com todo o direito de estar desconfiado, Alejandro parou o carro em um acostamento. Olhei-o assustada, o que ele pretendia fazer? O vi respirar fundo e estender a mão para mim. NÃO, NÃO E NÃO.

– Me dá o celular.

– O QUE?

– Me dá o celular, eu vou atender.

– Não vai atender porra nenhuma.

– Seriamente Gi, eu não sou palhaço. Ou você vai atender seu ex marido e falar para ele que é bom essas ligações terminarem ou eu vou dar meia volta, te deixar em casa e nosso jantar vai pra puta que pariu.

– Não é o James.

– Ah não? – Antes que eu pudesse evitar, meu celular já estava em suas mãos. Dada por vencida, apenas revirei os olhos.

– E dai que é ele?

– E daí que você mente para acobertar o homem que te fez de imbecil.

– Olha, eu...

– Quer saber? Que se foda.

Alejandro me interrompeu e deslizou os dedos pelo ícone verde na tela do meu celular fazendo com que a ligação fosse aceita. Merda, merda, merda. Por favor, meu Deus, cava um buraco agora e me puxa pra Nárnia porque eu não quero testemunhar esse duelo de titãs que está por vir. Ele colocou a chamada em viva voz e com um sorriso desafiador no rosto começou a provocar meu ex marido.

– Vai continuar ligando para a minha mulher ou o que?

Escutei James rir do outro lado.

– SUA mulher? Peça a ela para te lembrar que nenhum papel foi assinado ainda.

– James, por favor, deixe de ser o babaca da história. Você a traiu, a perdeu e teve alguém que soube dar valor.

– Dar valor? Você só está interessado no corpo dela.

– E você se interessou no coração quando mesmo? Anos casados e você sequer dava um carinho a ela.

– Você não estava na nossa relação para julgar.

– Posso até não estar, mas sei muito bem quando uma mulher está infeliz e a Giselle está feliz ao meu lado agora.

– Oh, estou vendo. Filho da puta, acho que está mais do que na hora da sua ficha cair de que é a mim que ela ama e que eu a amo também.

– Ama fudendo a outra? Hm, interessante.

– CALA A BOCA!

– Por que? E, outra coisa, não venha dizer que a ama porque eu amo muito mais do que você algum dia amou. Você a teve nas tuas mãos e deixou ir embora por babaquice.

– Por que você não desliga esse caralho de telefone e vem aqui dizer isso tudo na minha cara se você é homem o bastante?

– Porque eu não preciso fazer como teu melhor amigo que te deu um soco pra você ter um choque de realidade.

Senti um nó em minha garganta. Era horrível escutar todas as coisas que Alejandro estava dizendo para James e o pior disso tudo era saber que a última é verdadeira.

– PARA DE SE METER NA MINHA VIDA, PARA DE SE COLOCAR ENTRE MIM E A MINHA MULHER E PARA DE QUERER SABER SOBRE MINHAS AMIZADES. VOCÊ É UM VIADO DO CARALHO QUE NÃO SABE NEM COMO FAZER UMA MULHER TER PRAZER, FILHO DA PUTA.

– Mesmo? Tem certeza disso? – Ale debochou

– Ah tenho! Se você fosse tão bom assim, a “tua” mulher não estaria colocando a mão no meu pau até hoje.

Meu corpo todo congelou e imediatamente foi como se eu tivesse sido tingida de vermelho. Estava nervosa, tremendo, querendo fugir dali e o olhar que meu namorado direcionava para mim era digno de um matador em série. Sem responder a James, ele simplesmente desligou a ligação e varou meu aparelho telefônico pela janela fazendo com que eu escutasse apenas o som do impacto dele com o solo sendo feito em pedaços. Alejandro pegou-me pelo braço com força e minhas pupilas se dilataram de medo.

– Explica isso. – Sua voz era cheia de ordem e podia ver seus dentes se apertarem uns contra os outros reprimindo uma raiva que talvez não conseguisse controlar. Medo? Sim, essa era a palavra no momento.

– Me leva para casa. – Foi a única coisa que soube dizer

Por mais curioso que fosse, ele soltou-me e segundos depois o carro deu partida cantando pneus nas ruas movimentadas de Los Angeles. Eu podia ver o velocímetro ia a 100km/h e 120 km/h e intimamente agradeci por James ter ligado tão pouco tempo depois de termos entrado no carro para jantar, pois isso só tornava o trajeto de volta mais curto. Vinte minutos depois eu estava em frente da minha casa. Alejandro mal olhava para mim e apenas destravou a porta. Tentei me aproximar, talvez explicar com uma das mil desculpas que vim montando na cabeça durante o caminho. Toquei seu braço e ele apenas puxou-o impedindo-me.

– Ale...

– Sai do carro, Giselle. Agora.

Obedeci e sai de lá sem olhar para trás. Porra, o que eu havia feito? Quero dizer, não precisava ter envolvido mais ninguém nessa espécie de novela mexicana que se tornou minha vida nas últimas semanas. Coloquei as mãos no rosto deixando meus dedos pressionarem meus olhos que já traziam aquelas tão não-convidadas lágrimas à tona. Assim que ergui minha cabeça lá estava ele. James mantinha seus braços cruzados, os olhos preocupados e estava esperando por mim, mais do que isso, ele estava me vendo chorar. Em meu interior tudo que eu precisava era correr até ele e abraçá-lo bem forte, pedir que esse pesadelo acabasse e beijá-lo com a mesma necessidade com a qual preciso respirar ou me alimentar. Ao contrário disso, caminhei até ele determinada, furiosa e culpando-o por todos os acontecimentos que me levaram a estar sofrendo como jamais imaginei sofrer. Antes que ele pudesse abrir a boca para dizer qualquer coisa, não pensei duas vezes e dei-lhe o tapa mais forte que poderia dar em alguém. Estalado, cheio de ódio e digno de uma boxeadora. Vi seus olhos desviarem até os meus como se perguntassem “por quê?” e me dei conta de que nem eu possuía a resposta.

Notas finais
Não sendo injusta, quero deixar aqui também boas vindas à nova leitora PrincesadoLogan, seja muuuuuuito muito muito bem vinda *-*'