Notas iniciais
Primeiramente quero me desculpar por não estar postando diariamente. Estou com um pequeno bloqueio que, se Deus quiser, vai terminar em breve *-* Ainda assim, tenho me esforçado para escrever mesmo tendo certeza que não está ficando bom o bastante :/ Então se eu demorar, por favor vejam que é porque quero entregar algo com qualidade e não esse lixo que está aqui embaixo ;s Outra coisa: tenho percebido que algumas leitoras sumiram, o que está havendo? Por favor, comentem, comentem .. tem muito fantasminha aqui que eu sei u-u É isso e um beijo a todas.
ROUPA DA GI: http://img1.mlstatic.com/vestidos-de-herve-leger-modelo-kim-kardashian-nova-colecao_MLB-O-3095419954_092012.jpg
ROUPA DO JAMES: http://urbanfancies.files.wordpress.com/2011/01/d4b3824acf79092e_olivia-leihart-8139-8.jpg

O dia seguinte transcorreu com ligações amorosas de Alejandro que insistia em ser meloso o bastante, ao ponto de parecer enjoativo. Foi como em um gourmet japonês que fui anos atrás e comi tanta yakisoba que nunca mais consegui comer na vida. Meu namorado – e, creia, era estranho demais dizer isso – era como uma yakisoba mal feita que não me abria o apetite e somente o cheiro já me deixava de estômago embrulhado. Tudo que eu queria era um único minuto de sossego, passar o dia na minha casa, manter-me longe daquele grude e faria isso nem que precisasse brincar de pique esconde. Sabe aquela coisa: conte de um a dez que vou me esconder onde não possa ver-me? Pois então, bem isso. Pedi a Julieta que dissesse a todos que ligassem que eu não estava em casa, deixei o celular no silencioso e passei meu dia tomando sol enquanto escutava uma boa MPB. Ah, que delicia! Providenciei água de côco, um bom bronzeador e cantei em um português arranhado os versos de alguma música que não sabia o nome. Logo me dei conta de que meu corpo estava bronzeado e fui denunciada pelo meu lado mais safado que deixou escapar um singelo pensamento: “James certamente vai adorar essa marquinha”, é claro que meu eu controlador o repreendeu com bravura e insistiu em gritar “VOCÊ É DE OUTRO”. Obrigada, vou tentar me lembrar disso. Para quem havia mal começado um relacionamento, eu já estava com um pé – para não dizer os dois — para fora desse namoro e isso era decepcionante. Esse sentimento de que eu havia tomado a atitude de forma precipitada só fazia minha consciência pesar cada vez mais e deixava-me envergonhada por saber que estava usando os sentimentos de Alejandro mesmo sem uma intenção ruim aparentemente. Ainda assim, parte de mim me dizia que eu deveria dar meu melhor e fiquei disposta a tentar, tentar não apenas pela relação ou por ele, mas também porque eu devia isso a mim mesma. A mágoa ainda era recente, eu ainda estava sofrendo e a cada vez que pensava no que James fez, meu coração acelerava de novo como se fosse sair correndo pela minha boca e fugir de toda essa dor. Não, eu não tinha me permitido chorar de novo e havia um grande esforço dos meus olhos para conter as lágrimas insistentes que queriam cair a todo custo. Foi uma luta, uma batalha típica do século XIII e eles lutaram bravamente não deixando que elas escorressem pelo meu rosto novamente. O que eu não contava era que elas derramariam em breve.

Quando domingo chegou todo o meu corpo parecia uma bomba relógio. Eu podia ouvir o tic e tac dando eco dentre os sulcos, giros e lobos do meu cérebro e não conseguia desligar a adrenalina que corria dentro de mim. Não sabia se ele, provavelmente já ciente, viria se explicar ou se deveria esperá-lo no aeroporto para dar um tapa bem dado na frente de todo mundo, não sabia sequer se estava pronta para vê-lo novamente e encarar aqueles olhos que um dia me olharam com ternura e, no entanto, agora eram infiéis. Se eu seria forte ou não, apenas a situação em si seria um teste para minha determinação, teste esse que eu estava torcendo para não falhar. De qualquer maneira tratei de me arrumar e manter-me impecável. Se James não viesse por mim, viria pelo filho e de alguma maneira iria confrontá-lo.

Esperei, esperei, esperei e ele simplesmente não ligou ou apareceu. Pelo visto devia estar muito mais do que satisfeito com aquele pedaço de carne. Ah, não, esqueça! Magra daquele jeito provavelmente era um resto de osso e... Ops! Olha que coincidência, apenas cachorros gostam de ossos, digno dele. Indignada – Pelo quê? Acaso estava planejando que ele viesse em um cavalo branco, se ajoelhasse e pedisse perdão? — acabei indo contra meus próprios princípios e liguei para Alejandro. Marcamos um jantarzinho por aqui perto, nada muito elegante, e dentro de uma hora ele viria buscar-me. Coloquei um vestido com um corte entre os seios e tiras que marcassem minhas curvas, aproveitando-me de tarjas largas e negras nas laterais para afinar minha silhueta. Maquiei-me levemente e calcei Louboutins escuros, dei uma última parada no enorme espelho em uma moldura dourada que estava sobre um aparador com tulipas e amassei meu cabelo garantindo um ar desarrumada-sexy. Prontinho, já estava arrumada. Certa de que seria uma noite tranquila, estiquei a mão para tocar a maçaneta e antes mesmo que pudesse alcançá-la a porta se abriu revelando a visão que mais me atormentaria. Era James e ele estava aqui, AGORA. Perfumado, postura perfeita, cabelo bagunçado e uma sobreposição de camisas que o deixava com ainda mais volume no peitoral. Senti que meu coração mais uma vez se acelerava, era como se uma escola de samba estivesse dentro de mim e antes que pudesse impedir percebi que minhas mãos tremiam de desespero. Foi então que subindo mais um pouco, perdi-me em seus olhos. Olhos esses cujos quais passei longos segundos observando enquanto em minha cabeça a única pergunta plausível era “o que fazer?”