All Over Again
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Vou estar dedicando capítulos a algumas de vocês - a pedido da Letícia Veras - até porque vocês também merecem reconhecimento. Então, pagando a minha dívida de antes da Fic ser deletada no Nyah e aproveitando o ensejo, dedico esse capítulo pra linda da LENA RICO. Aliás, meninas, vocês que gostam de fics, entrem no blog dela a respeito: http://lenaeanapouch.wordpress.com/ , tem várias dicas de histórias boas e ainda pode divulgar sua fic. Lá inclusive tem o link da história dela chamada DESLIGAMENTO (a única que recomendei até agora!), acompanhem pois é ótima e, mais do que isso, ela é uma gracinha! Está sempre disposta a dar atenção, é simpática, foi a primeira a me recomendar quando a fic foi postada da outra vez e até hoje está sempre sendo muito dedicada, além de escrever muitíssimo bem... Um amor de pessoa, de verdade!
Bom, é isso girls, boa leitura a todas e quem sabe serão as próximas homenageadas!
DOIS DIAS DEPOIS:
Ainda não havia conseguido me decidir a respeito da resposta que daria a James. Parte de mim adoraria uma viagem romântica – apesar de em família – com meu ex marido, uma espécie de segunda lua de mel, revisitar os lugares que já vimos só pelo simples prazer de reaver lembranças e dar a nós mesmos uma segunda chance. Todavia, a outra parte insista em dizer que ao ir com ele estaria mais uma vez abrindo mão da minha vontade, da minha vida e de tudo que batalhei. Eu estaria abandonando minha empresa mesmo que por dias, estaria novamente me sacrificando em prol desse homem sendo que já o havia feito por esses longos nove anos e não me considerava merecedora de ter esse castigo de novo. Além do mais, não teria como em cima da hora comprar a passagem para hoje de madrugada. Quer dizer, talvez até tivesse. Merda! James ficaria desapontado, eu sei que ficaria. Só que assim como essa era uma oportunidade de decidirmos juntos, eu também estaria sendo injustiçada. Afinal, esse é um novo começo onde tudo aparentemente será diferente e, no entanto, já estaríamos começando comigo abrindo mão como sempre foi feito. Parece contraditório, certo? Certo. Se a intenção era mudar, então que mudássemos desde o primeiro passo, poxa! Apesar de insegura e temendo as conseqüências da minha decisão ainda não tomada, liguei para o homem que mexe com minhas estribeiras de maneira sobre-humana e pedi que me encontrasse numa cafeteria aqui perto.
Assim que cheguei fui pega de surpresa por uma quantidade absurda de paparazzi parados em frente ao local e outros chegando atrás de mim. Dei-me conta de que já estavam no meu encalço desde que saí e que talvez isso já estivesse acontecendo há bastante tempo. Os funcionários do estabelecimento vieram ajudaram-me enquanto eu era bombardeada por perguntas do tipo: “Você e James voltaram?” , “Conseguiu perdoar a traição?” , “É verdade que vai voltar para o país dos seus pais?”. O que? De onde eles tiram essas coisas? Puxei minha bolsa colocando-a em frente ao meu rosto e com dificuldade passei pelos empurrões e cotoveladas que levava. Respirei fundo assim que adentrei e senti o cheiro forte de café e bolo, estava a salvo. De longe vi que James estava sentado na mesa ao fundo – talvez a mais discreta possível – e levantou-se de pronto quando me avistou. Ele estava lindo e aquela camisa xadrez só aumentava mais o contraste com sua pele. Ah, sim, lindo não fazia jus. James estava gostoso e isso só tornava as coisas mais confusas. Como eu podia dizer não para um Deus Grego daquele? Fui repetindo baixinho para mim mesma “Seja o que Deus quiser” por várias vezes como um mantra até que finalmente sua anatomia esteve de frente a mim, droga!
– O que disse? – Ele indagou rindo da minha prece
– Seja o que Deus quiser. – Repeti alto para que escutasse e sem medo de quão ridícula poderia parecer
– Tomara que ele queira você perto de mim
Ele sorriu largamente e me dei conta de que sentia cada vez mais falta daquele sorriso largo, daqueles lábios, daqueles beijos, de tudo. James estava com os cabelos mais bagunçados — ao contrário dos fios sempre bem penteados — e aparentava autoconfiança. Lindo demais pro meu gosto.
– É, bem, vamos nos sentar?
– Vamos. Pedi um bolo de chocolate com cenoura bem quentinho, sei que você adora. Capuccino para acompanhar?
– Jay, não tenho fome. – Murmurei
– Jay? Achei que eu era Walker agora! – Debochou
– HAHA, engraçadinho. O que eram aqueles paparazzi lá fora?
– Alguns me seguiram, não consegui evitar. – Sua cabeça pendeu e em seguida balançou para os lados em negação
– Me seguiram também.
– Tem sido assim desde o nosso almoço.
– Eu não tinha percebido!
COMO NÃO PERCEBI? Ando tão desligada assim?
– Mas estão Gi, estão. – James encerrou o assunto e deu um gole em seu café sobre a mesa – Suas malas já estão prontas?
“Para, para de jogar verde para colher maduro, isso não é legal e me oprime”, pensei.
– Ahm... Então, por isso pedi que viesse.
– O que foi? Não sabe quantas malas vai levar? Relaxa, sabe que cada um pode levar 23 quilos.
– Jay, Jay... – Eu tentava interrompê-lo e ele continuou falando como uma matraca
– Você deveria levar aquele seu Donatella Versace que eu gosto, sabia?
– Jay... – Eu continuava tentando falar
– Ah e aquele colar que te dei no nosso aniversário de cinco anos! Podemos sair para jantar.
– JAMES! – Falei alto numa tentativa de interrompê-lo
– O que?
– Eu não vou.
JAMES POV:
Sempre soube que a frustração era um sentimento horrível de se ter, entretanto, nunca havia provado dela com tanta amargura e concretude. Assim que Giselle proferiu as palavras que foram para mim um verdadeiro desprazer, não pude deixar de evitar o nó em minha garganta. Apertei minhas próprias mãos com firmeza controlando qualquer reação exagerada e rancorosa, olhei em seus olhos deixando evidente meu sentimento e por fim levantei-me.
– Onde vai? James, espera. — A ouvi dizer
Puxei minha carteira e de dentro dela uma quantidade de dinheiro que parecia o suficiente para pagar a conta. Deixei sobre a mesa e, sem qualquer resposta à minha ex mulher, andei em direção a porta. Apenas ouvi o barulho de seus Louboutins atrás de mim e tive certeza de que ela me seguia – assim como os flashes que nos acompanhavam.
– O QUE QUER? – Finalmente gritei explodindo pela primeira vez os sentimentos que antes estavam eclodidos em mim.
– James, deixe-me explicar meu ponto de vista.
Ela se aproximou e tentou segurar meu braço com gentileza. Ao avistar suas unhas extremamente bem feitas e sentir o calor de seus dedos sobre o mesmo, o puxei evitando o contato. Giselle estava dando um prato cheio para aqueles repórteres de meia tigela e eu já podia nos ver na capa de alguma revista sensacionalista graças àquela cena ridícula. Aproximei-me o suficiente deixando nossos corpos quase colados e sussurrei pausadamente deixando que lesse meus lábios:
– Vá. Embora. Daqui.
– Precisamos conversar.
– Não, não precisamos não – Continuei andando até o carro – O que você acha que pode me dizer para amenizar isso tudo? Que tentei criar uma segunda oportunidade para nós dois e você simplesmente me diz “não”?
– James Walker, você já não é nenhum garotinho para não entender. Dá para conversarmos?
– Não, Giselle, não dá mais.
– Merda! – Ela gritava assim que alcançamos as portas pretas do meu carro – VOCÊ SEMPRE QUER QUE AS COISAS CORRAM DA MANEIRA QUE LHE CONVÉM!
Mais flashes nos iluminavam.
– Eu não vou discutir com você.
– VOCÊ NÃO VAI DISCUTIR COMIGO? POIS EU ESTOU DISCUTINDO CONTIGO.
– Não faça uma cena maior.
– Ah, não faça uma cena? Achei que nossa vida fosse um espetáculo.
Bufei. Está certo, eu procurei por tudo aquilo, eu dei início à nossa separação e, sim, eu quis terminar. Ainda assim, nos últimos dias eu e Giselle estávamos vivendo um verdadeiro sonho, nos entendendo, começando a fortalecer de novo nossos vínculos antigos e se eu estava disposto a pôr meu orgulho no chão e reconhecer meu erro, por que ela não poderia compreender e dar uma chance ao nosso amor? Encarei pela última vez a mulher que havia dito “não” à nossa oportunidade de sermos felizes e estreitei meus olhos para ela. Respirei fundo questionando a mim mesma se tinha tomado a decisão certa e respondi:
– Não me procure mais, Giselle.
Entrei em meu carro e fui embora, assim como ela fez comigo dias atrás.
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