All Over Again
52 Capítulo 52
Notas iniciais
Me sentei no chão colocando o celular no ângulo entre minhas pernas e barriga garantindo que caso a porta fosse aberta, Alejandro não o veria. Mirei o visor e haviam milhares de chamadas perdidas do meu marido. A vontade de retorná-las e pedir ajuda era enorme, mas eu não tinha certeza de onde estavamos e se o alarde fosse feito, talvez não pudesse recuperar meu filho. Eu tinha que dar um jeito de tê-lo junto de mim mais uma vez e assim que estivessemos juntos pediria por socorro, não arriscaria que uma equipe tática da policia chegasse ali sem que eu pudesse protegê-lo do perigo. Chequei a bateria e tinha apenas trinta porcento, ótimo! Me precavendo de que poderia utiliza-lo em uma situação de maior emergência, desliguei o aparelho — até mesmo para que não tocasse e fosse capturado — guardando-o em seguida embaixo do colchão. Agradeci mentalmente aos astros, deuses ou o que fosse por ter em minhas mãos uma luz no fim do túnel e torci para que meu pequeno Nicolas estivesse logo em meus braços.
JAMES POV:
Eu permanecia irritado e desesperado andando de um lado para o outro enquanto cada pequeno som fazia meu coração vir à boca acreditando que seria minha amada. A porta se abriu fazendo-me mirar fixamente como um predador em meio à selva. Era Roberto e os seguranças voltando com meu filho. Nicolas correu com sua mochilinha balançando enquanto seu corpo acelerava para me alcançar, ele pulou em meus braços e abracei meu filho com força deixando uma ou outra lágrima cair dos meus olhos.
– Por que está chorando, pai? — Suas mãos tocaram meu rosto e o toque de suas mãos infantis me acalmaram
– Porque eu fiquei muito preocupado achando que você tinha sumido.
– Sumido? Vocês me esquecem e eu sumo? — Ele cruzou os bracinhos e sorri mexendo em seus cabelos com carinho
– Tem razão. Desculpe por isso, tá bem?
Ele assentiu.
– Cadê a mamãe?
Respirei fundo obtendo a percepção da dor que ainda habitava meu coração. Senti meus olhos marejarem mais uma vez, mas fiz questão de esconder as lágrimas. Como poderia contar a ela?
– Ela... — Me calei, eu não sabia como ou o que dizer. As malditas lágrimas vinham ainda com mais força insistindo em sair. Desviei os olhos impedindo o contato visual com meu filho que me faria desfalecer. — A mamãe vai ter que passar um tempinho fora, Nick.
– POR QUUUUE? — Sua voz parecia chorosa e eu sabia o que estava por vir — Eu quero a minha mãe!
– Eu sei que quer, pitoco e eu também quero. Venha cá! — Andei com meu filho até o sofá onde o sentei, sentando em seguida ao seu lado — Precisamos conversar mais uma vez.
– Não tá se separando da mamãe de novo, né?
– Não, Nick, não estou. Você sabe que a mamãe namorou um moço enquanto separamos né?
– Mais ou menos, pai, eu não entendi direito.
– Era o Alejandro.
– Er, não gosto dele. — Meu filho fez careta
– Nem eu. O problema é que o Alejandro é mau. — Expliquei em uma linguagem infantil
– Muito mau?
– Sim, filho. E ele agora pode estar com a mamãe.
– COM A MAMÃE? — Ele subiu no sofá desesperado e de impulso o puxei abraçando, saiam lágrimas dos seus olhos e as minhas decidiram escapar também. — Ele vai matar a minha mãe?
– Não, meu pequeno. Eu não vou deixar, entendeu? — Segurei seu rostinho e meus olhos já avermelhados encontraram os olhinhos desesperados do meu filho — Tá vendo aqueles moços todos ali? — Ele assentiu — Eles vão nos ajudar a achar a mamãe bem rapidinho pra ela fazer mais um monte de cookies para você.
– Promete, papai.
– O que, meu filho?
– Promete que a mamãe vai passar por aquela porta de novo. — Ele apontou para a porta de casa
– Eu prometo, eu prometo. — O puxei contra meu corpo e Nicolas ficou chorando em meu ombro por um tempo até Julieta chegar com biscoitinhos e um leite quente para acalmá-lo
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