Notas iniciais
Minhas meninas lindas, como estão? Decidi postar antes de alcançarmos a meta porque reconheci que coloquei um número meio absurdo dessa vez (desculpem! rs). Então pegarei mais leve agora e posto quando as recomendações chegarem à 12, ou seja, só cinco, rapidinho. Quem sabe amanhã mesmo não posto heim? Só depende de vocês. Desculpem pedir isso, mas é que estamos em reta final e queria que a fic tivesse uma cara bonita com bastante comentários e recomendações. Vejo tantas meninas elogiando, babando na história e nem fazem um agradinho. EEEEEENFIM, PRESTEM ATENÇÃO AQUI SENÃO ARRANCO SEUS DEDINHOS: Eu adoro vocês e quero contato, quero conhecê-las, saber como são, trocar ideias, vocês são as melhores leitoras do mundo porrinha. Então, quem quiser (espero que tooodas!) me perturbem fora daqui. MAS COOOOMO JU?
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Venham que eu juro que não mordo *-*


– Papai! — Nicolas chamou com um tom um pouco aborrecido
– Meu filho, graças a Deus. Onde está? — Falei preocupado enquanto os policiais faziam gestos com as mãos me pedindo para puxar assunto e meus olhos ficavam vidrados em uma espécie de cronômetro que eu tinha que alcançar a meta de um minuto para localizarem a chamada
– Onde mais estaria? Na escola! Vocês me esqueceram.
– O.. O.. O que? — Gaguejei incrédulo
– É pai, eu estou desde a hora da saída esperando vocês me buscarem, fiquei na sala na diretora um tempão e ela agora me pediu que ligasse porque viu umas notícias na tv. Que noticias, pai?
Meus olhos arregalaram e um sorriso de felicidade ganhou meus lábios. Ignorei a pergunta ainda surpreso com o fato recém descoberto.
– Está falando sério, Nick? Está na escola?
– Tooooo, pai! — Juro que se pudesse vê-lo agora, ele teria revirado os olhos assim como Giselle faz — E, além do mais, minha barriguinha está com fome.
Ri com sua gula sempre evidente e respirei fundo aliviado. Meu filho estava bem!
– Eu pedirei para irem buscá-lo agora mesmo, tá?
– Não vai me esquecer de novo?
– Não Nick, prometo que não.
– Então tá bom papai. Tchau.
– Hey, espere.
– O que foi?
– Eu te amo, pequeno.
– Também te amo, pai.
Ele desligou a ligação e finalmente me senti seguro. Vi alguns dos policiais comemorarem e sorrisos se espalharam pela sala enquanto Julieta derramava mais lágrimas de felicidade. Pedi que Roberto fosse buscá-lo — como deveria ter feito hoje — acompanhado por três seguranças e continuei em casa agora focando em onde estaria minha esposa.
– Sr. Walker! — O detetive Robinson chamou
– Pois não.
– Precisamos identificar de onde veio a ligação que a dona Julieta recebeu. Se o seu filho está mesmo na escola, alguém ligou para cá tentando causar a ilusão de que o menino estava desaparecido.
– Isso para...
– Sim, provavelmente para atrair sua esposa. — Ele completou
– Acha que foi o filho da puta que apareceu no trabalho dela mais cedo?
– Não sabemos ainda, sr. Walker, é evidente que esse meliante possui um interesse em especial na sua família, mas ainda é cedo para afirmarmos que ambas as ações tenham sido feitas por ele.
– Compreendo. Devemos insistir nas ligações para Giselle?
– Não, não no momento.
– Mas temos que avisar que Nicolas está a salvo.
– Sr. Walker, sua esposa foi atraída para sair de casa, ela burlou os seguranças e desapareceu. Existe a possibilidade de que ela esteja em segurança procurando pelo seu filho, o que duvido porque ela já teria lhe avisado, assim como existe a possibilidade de que o celular esteja em mãos erradas.
– E o que faremos?
– Por hora, estamos tentando conseguir os ultimos registros telefônicos de sua esposa para saber as últimas ligações feitas e recebidas.

Atravessei a mão pelo cabelo deixando um ar pesado sair pela minha boca. Essa impaciência misturada ao temor e a incerteza de saber onde ela está só me deixavam ainda mais desesperado. Caminhei pela sala irritado e sentei-me no sofá levantando segundos depois. Eu estava definitivamente "pilhado".
– Sr, esse é um processo de paciência.
– Eu sei, eu sei.
– Sr James — dessa vez era Julieta — precisa se acalmar, logo o Nicolas vai estar chegando.
– Uhum — concordei apenas com a cabeça
– Quer um cházinho? — Ela ofereceu
– Não, Julieta, quero minha mulher de volta.

GISELLE POV:

Assim que despertei novamente me vi em um lugar completamente distinto. Estava em um quarto tão pequeno quanto um corredor, havia uma luz precária e fraca no teto, um colchão no chão sobre o qual eu estava deitada e uma privada alguns metros a diante. Não existia nenhuma janela — o que impedia a ventilação — e tudo em volta parecia não ser limpo há um bom tempo. O cheiro de poeira e mofo deixava-me alérgica e aos poucos sentia-me enjoada. Merda, isso é culpa do maldito nervosismo! Olhei ao redor procurando por Alejandro e ele não estava no minúsculo cômodo. Levantei-me encarando detalhadamente cada canto buscando por câmeras ou algo que mostrasse que eu estava sendo observada, nada. Caminhei até a porta e tentei abrir a maçaneta, mas é claro que estaria trancada. Desferi, então, alguns socos contra a madeira causando um estrondo irritante.
– ALEJANDRO, ABRA ESSA MERDA AGORA! — Eu continuava batendo até chamar a atenção dele e por mais que me esforçasse, parecia que nunca o faria ir até ali. Depois de longos minutos gritando e perdendo forças, sentei cansada no colchão empoeirado. Merda, o que eu fiz? Deveria ter falado com James, deveria ter buscado por socorro. Encostei a cabeça na parede e fechei os olhos. Permaneci assim por algum tempo até que ouvi um barulho de trinco e os abri podendo me deparar com a figura de Alejandro adentrando ao recinto.
– Vejamos quem acordou. Olá, namorada!
– Namorada é o caralho, cadê o meu filho?
– Acha mesmo que vou deixar vê-lo agora? Vai precisar se comportar antes.
– Você vai ver o comportamento com a minha mão na sua cara.
– Tudo bem, a minha vai parar na cara do pirralho.
– FILHO DA PUTA!
– Como quiser. — Ele deu de ombros — Lhe trouxe algumas coisas úteis, até porque tenho certeza que passará um bom tempo por aqui.
– Do que está falando? Você não vai me devolver o meu filho?
– Não hoje. Te trouxe essa garrafa de água, juro que não misturei com nada — ele sorriu irônico — , nessa vasilha tem comida e também trouxe a roupa que quero que use como minha mulher.
Ele deixou tudo ao meu lado e reparei na roupa. Era uma camisola extremamente curta e branca e o tecido era fino e barato.
– Não vou usar essa merda.
– Vai sim. — Alejandro abaixou ficando próximo a mim e segurou meu queixo — Vou te explicar uma coisa, linda, aqui são minhas regras e você tem que jogar meu jogo. Ama o seu filho, não ama? — Permaneci calada — Ótimo, foi o que pensei. Então obedeça!

O vi se levantar e sair do cômodo deixando-me sozinha mais uma vez. Engoli a saliva sentindo-me amargurada e me dei conta do quanto minha boca realmente estava seca até mesmo pelo medo. Bebi um pouco da água e deixei a comida assim como ele trouxe. Peguei a maldita camisola e balancei a cabeça de um lado para o outro indignada. Tirei minha blusa jogando-a no chão e em seguida desci as mãos pelo meu jeans abrindo o botão e guiando-as para a parte de trás objetivando retirá-lo. Toquei meus bolsos e inacreditavelmente eles não haviam sido esvaziados. Meu Deus! Meu celular estava comigo e, com sorte, essa poderia ser minha saída desse calabouço.