All Out War

2 The Man Behind the Curtain


Notas iniciais
Anteriormente Uma grande tempestade assolara um pequeno grupo de sobreviventes. Vincent, o médico amputado, não conseguira acompanhar o ritmo de seus companheiros e por muito pouco não sucumbiu à fúria da natureza. Agora resta saber a identidade do desconhecido que o salvara da morte certa e quais seriam suas intenções.

Vincent abre os olhos lentamente, ainda quer ter certeza de que tudo o que ocorrera na última madrugada fora realmente real. As lembranças ainda vivas e a dor de cabeça latente, reflexo da queda que tivera enquanto lutava por sua vida, mandavam o recado de que tal experiência não se tratara de um sonho. De algum modo, que mesmo espremendo a mente ele não conseguia compreender, sua vida fora poupada, logo a dele que se julgava o mais inútil dos sete, não fossem os seus conhecimentos médicos talvez o doutor Hall fosse totalmente dispensável. Ele está deitado sobre um chão de terra batida, a seu lado, Leah dorme recoberta por um velho cobertor, a menina de rosto límpido e meigo, parece estar tendo um pesadelo, suas feições estão fechadas e seus lábios se movimentam brevemente. Não há motivos para acordá-la, talvez o pesadelo seja até menos sôfrego do que a realidade, além do mais, a essa altura, todos ali já estão acostumados a noites mal dormidas e sonhos ruins.

As paredes do galpão abandonado, no qual o grupo protegera-se da tempestade, parece estranhamente ter resistido as fortes rajadas de vento, talvez fossem por sua altura, de aproximadamente quatro metros, ou por sua espessura já que as mesmas parecem ter sido erguidas a partir de resistentes troncos retirados da mata virgem. O teto recoberto por placas de metal também conseguiu se manter intacto, salvo duas ou três que se soltaram de suas bordas, mas não chegaram a ser arrancadas. O grande portão duplo revestido, reforçado por uma tranca de estaca e correntes, também pôde resistir à força insaciável da natureza. Ao que parece, o grupo conseguiu encontrar o local ideal para se refugiarem, um lugar que assim como eles também se mostrara resistente às provações do novo mundo.

Susie também despertara há alguns minutos, assim como todos ali sentia-se aliviada, ela ainda não conseguia acreditar que a ajuda havia chegado, principalmente na situação em que se encontravam. Se não fossem pelos desconhecidos que os guiaram até esse porto seguro, as chances de sobrevivência encarando o olho da tempestade dentro daquele furgão seriam muito pequenas. Mas não é por sua vida que Susie agradece nesse momento, nos últimos meses, quando uma gravidez inesperada e até certo ponto desesperadora surgiu, sua mente, sua alma e todos os seus esforços se voltaram para o pequeno Jacob. Seu filho hoje é o centro de seu universo e é por ele que ela ainda não desistira de tudo. Aconchegado em seu colo, o pequeno bebê de pele branca e poucos fios de cabelo ruivo sobre a cabeça, recoberto por um poncho acinzentado, recebe o leite materno como se fosse a última refeição de sua vida, os olhinhos cerrados trazem uma concentração àquele pequeno rostinho, demonstrando que sua única preocupação no momento é em saciar-se.

O rosto arredondado da jovem mãe de vinte e cinco anos, apesar do largo sorriso que exprime por seus discretos lábios róseo, traz um cansaço inerente a alguém que vive no limite todos os dias. As cicatrizes permanentes em sua clara pele branca a fazem lembrar o quão foi difícil chegar até ali, e é justamente por isso que ela está sorrindo. O simples gesto de poder amamentar o seu filho após conseguir superar uma madrugada tão complicada já são motivos suficientes para que ela esteja feliz, nem mesmo o desaparecimento de Goodwin, seu namorado e pai de Jacob, que conhecera após tudo virar de cabeça para baixo, é capaz de esmorecer esse seu sorriso. Há tempos atrás seria difícil ver a garota que sempre se incomodou por estar acima do peso, sentir-se satisfeita com algo tão trivial. Apesar de ainda não ter resolvido o seu eterno desentendimento com a balança, nada tão fútil é digno de sua atenção nos tempos atuais. Seus cabelos negros e lisos sempre foram muito bem cuidados, a analista de sistemas costumava gastar horas, além de uma razoável quantia em dinheiro, dentro de salões de beleza. Hoje em dia, as mesmas madeixas agora um pouco abaixo dos ombros e com as pontas ressecadas e quebradiças, são usadas quase que integralmente presas em um coque ou rabo de cavalo, vaidade que também fora varrida com o fim do mundo.

̶ Não importa o que disseram ou fizeram... Ainda acho essa merda toda muito estranha! – Vocifera Tom. Ele está de pé, encarando os dois homens que salvaram todo o seu grupo, nas mãos empunha sua ruger descarregada. Ainda tenta entender como e porque aqueles dois surgiram exatamente no momento em que mais precisavam, oferecendo ajuda e ainda por cima trazendo uma oferta que no mínimo soava como irreal.

̶ Já dissemos a você... Somos recrutadores, percorremos os arredores em busca de pessoas que possam se encaixar em nossa comunidade. Monitoramos vocês a distância durante alguns dias, apenas para termos certeza se vocês eram gente boa...

O homem que se manifesta está sentado, recostado a uma coluna de madeira bem ao centro do galpão. Seu rosto limpo e sem marcas, pele branca, cabelos castanhos ondulados caídos sobre as orelhas e o porte físico normal para alguém com aproximadamente trinta e cinco anos de idade não se assemelha em nada aos maltrapilhos sobreviventes que ele ajudara, mais parece que eles vieram de outro universo, tamanha as diferenças. Seu casaco azul escuro por sobre uma camisa social xadrez e a calça jeans parecem alinhados e limpos o suficiente para que suas palavras comecem a ser consideradas. A expressão que trás em seus olhos claros somado a sua fala tranquila e serena dão ao homem, de nome Aaron, a segurança necessária para fazer-se acreditar.

̶ Como estamos tentando explicar pra vocês... – Manifesta-se o outro homem – Fazemos parte de uma comunidade nos arredores de Washington, não muito longe daqui... Temos muros, casas, energia elétrica, roupas... Como disse Aaron, nosso trabalho é agregar novas pessoas ao nosso povo... Estávamos monitorando vocês, já fizemos isso várias vezes nessas redondezas, por isso já conhecíamos essa cabana. Quando a tempestade apareceu, só fizemos o que julgamos correto... Salvamos suas vidas!

Diferentemente de seu companheiro Aaron, Eric, apesar de seus volumosos cabelos negros arrumados para trás e o rosto igualmente sem barba ou cicatrizes, demonstra ser um pouco menos impassível frente às ameaças e desconfianças de Tom. Ele parece ser alguém cansado, acostumado a receber frases truculentas como resposta a sua proposta, feita a tantas outras pessoas durante os últimos meses, e mesmo assim, alguém disposto a seguir cumprindo sua missão, sejam quais forem os percalços para que isso seja alcançado. Sua fala é um pouco mais mansa que a de seu namorado, porém mais direta, os olhos pequenos recobertos por finas sobrancelhas negras sob uma larga testa, demonstram sinceridade, ele não parece ser alguém ameaçador, apesar disso não querer dizer nada.

̶ Vocês só precisam entender o quanto isso soa bizarro! Porra, dois estranhos aparecem do nada dizendo que podem nos tirar da merda?! – Indaga Tom de forma seca – Já vimos muita coisa desde que essa merda toda começou, mas algo que ainda não vimos é uma solução cair do céu! Agradeço por terem nos ajudado com a tempestade, mas não temos como confiar em vocês... Não podemos confiar em vocês...

̶ Nada cai do céu... – Volta a dizer Aaron – Procuramos membros para nossa comunidade porque precisamos de ajuda para mantê-la de pé! – Ele se ergue, começa a olhar para cada um ali presente – Todos vocês irão cooperar de alguma forma, fazer dela um lugar melhor e mais seguro... É por isso que eu e Eric arriscamos nossas peles fazendo isso... Por que esse é o nosso trabalho!

̶ Temos em torno de cinquenta pessoas, o lugar possui um sistema de água próprio, é alimentado por energia solar e cercado por placas de metal que precisaram ser carregadas por sei lá quantos homens! – Toma a palavra Eric ao mesmo tempo em que gesticula com as mãos – Nossa comunidade é segura, mas no momento precisamos de mais pessoas – Ele olha para Tom – Precisamos de vocês para que ela siga assim por muito tempo... Quanto mais acham que vão durar sem um veículo e quase sem comida e água?

Tom nada diz, parece ainda tentar mensurar tudo o que fora dito, no fundo ele tem medo de mais uma vez tomar uma decisão equivocada e acabar botando a vida de todos em risco. Se ele escolher ir para a nova comunidade, tudo pode não passar de uma armadilha que no pior dos cenários levaria todos a morte, mas se ele escolher recusar a proposta e ela se mostrar verdadeira de alguma forma, o grupo não conseguirá sobreviver por muito tempo, vide a falta de comida e transporte e o desaparecimento dos caçadores oficiais do grupo, Mike e Goodwin. É uma reflexão muito complicada, mas que deve ser feita naquele momento, tal decisão não pode ser deixada para depois.

̶ Eu vou com eles! – Exclama Susie. Ela acabara de levantar e caminha com seu filho nos braços na direção da discussão que já durava horas. Tom demonstra espanto ao dirigir o olhar até a moça de não mais que um metro e sessenta e cinco de altura, mas que no momento prostra-se de forma altiva. – Se tudo o que eles disseram for verdade, talvez finalmente seja o fim de toda essa nossa angústia... Não era isso o que queríamos? Achar um lugar que fosse bom o suficiente para planejar nossas vidas? Pra dormir tendo a certeza que veremos o próximo dia?

̶ E se não for esse lugar? – Questiona Amanda, manifestando-se pela primeira vez. Ela olha diretamente nos olhos de Susie antes de prosseguir – E quanto ao Goodwin?

̶ Eu não posso mais me dar a esse luxo...Tenho que pensar no meu filho, eu vivo por ele! Droga, eu nem sei por quanto tempo mais eu vou produzir leite, comendo as sobras que nós temos conseguido! – Ela respira fundo e fecha os olhos brevemente – Eles me convenceram, não acredito que tudo isso que eles fizeram vai de alguma forma nos levar a uma arapuca... A comunidade deles é o lugar certo! Quanto ao Goodwin... – Os olhares se voltam para Susie, todos parecem aguardar o seu posicionamento – Não acredito que ele esteja vivo, nem o Mike... Já faz vinte e quatro horas que eles partiram atrás de comida, e com toda a chuva...

̶ Mas nós conseguimos não foi? – Interrompe Tom. Seus olhos arregalados aproximam-se da mãe de Jacob – Olha pra mim... – Seus dedos erguem o queixo de Susie fazendo com que ela o encarasse – Nós sobrevivemos... Tivemos ajuda, mas não significa que os caipiras também não tenham conseguido... Vai mesmo deixá-los pra trás? Vai deixar o pai do seu filho pra trás?

̶ Eu só estou pensando no que é melhor para o meu filho! – Seus dedos tocam o peitoral de Tom, afastando-o – Não me obrigue a ver o meu bebê morrer de fome! – Tom parece espantar-se – Eu vou com eles, preciso ver isso com meus próprios olhos!

̶ Ela está certa! – Asseverou Vincent – Você mesmo viu o que essa tempestade fez com tudo lá fora! Ainda acho uma puta sorte termos sobrevivido... Duvido muito que isso tenha se repetido com o Mike e Goodwin. Eu compreendo a sua desconfiança, mas... – Ele abre os braços – O que mais podemos fazer? Se o que eles disseram for verdade será a nossa salvação... Se não for, bom, voltaremos à estaca zero. – Ele suspira profundamente – Vamos lá Tom, precisamos disso... Não vamos sobreviver se voltarmos pra estrada!

̶ Eu vou onde o Vincent for! – Interpusera-se Leah. A menina que despertara por conta da barulheira, não parecia ter dúvidas de que aquele seria o melhor caminho a se tomar – Não tenho razão pra não confiar no doutor Hall... – Vincent passa a mão por sobre os loiros fios de cabelo da jovem, ela prossegue – Se ele acha que é melhor irmos com esses homens, então eu vou...

Price parecia rendido, não sabia como lidar com a situação, talvez fosse o desespero somado à fome, ou talvez ele não estivesse mais apto a tomar decisões que não cabiam só a ele. Tentar viver nesses novos tempos com democracia já se mostrou falho em diversas situações, porém, dessa vez, talvez o melhor fosse ouvir o que todas aquelas pessoas pensavam sobre o próximo passo do grupo. Absolutamente o corpulento homem não sabia como se portar quanto aquele impasse, naquele exato momento, diversas situações tomavam conta da sua mente. Será que já estava na hora do ex-soldador aposentar-se da liderança? Logo ele que não conseguira proteger a esposa do mal do mundo, caíra de paraquedas tendo que zelar pela vida de um bando. Sua missão ainda não havia terminado, apesar de todos ali aparentemente já terem tomado as suas decisões finais, ainda respeitavam Tom o suficiente para aguardar suas considerações. É, talvez já estivesse mesmo na hora de retirar das costas um pouco daquele peso, como diria o doutor Hall “seguir a maré”. Ele olha para Amanda, aguardando sua posição, a mulher apenas direciona o olhar para o chão, como que ‘lavando as mãos’.

̶ E como poderíamos fazer isso? – Pergunta Tom, passando a ponta dos dedos da mão direita sobre a testa. Aaron sorri brevemente enquanto se prepara para a resposta.

̶ Temos uma SUV nos esperando perto daqui... Contanto que ela não tenha sido levada pela chuva, poderemos chegar lá ainda hoje. – Aaron volta-se para Eric, coloca a mão sobre o seu ombro e prossegue a explanação – Nós costumamos agir sempre da mesma maneira, acampamos a uma distância segura do grupo no qual queremos estudar, observamos por alguns dias e quando finalmente atestamos que eles estão aptos, eu entro em contato. Eric fica em algum ponto da estrada, como a minha apólice de seguros – Os dois trocam olhares e sorrisos – Se por um acaso as pessoas tentarem algo contra mim, ele entra em ação. O que ocorreu ontem foi atípico, foi preciso quebrar o protocolo para ajudar vocês, mas como eu disse... – Ele agora encara Tom, mantendo o ar amistoso – Confiamos em vocês, não se preocupe Tom, o seu pessoal é muito bem vindo em nosso lar.

A visão proporcionada aos olhares assustados de todos que saíram do velho galpão, era no mínimo aterradora, para não cunhar outros adjetivos. Dezenas de árvores tombadas, indo além do horizonte em um bizarro cenário de destruição. Os galhos espalhados, a lama acumulada em poças e mais poças faziam o lugar parecer um campo de guerra, olhando de relance, qualquer um poderia dizer que um míssil fora lançado por ali. O sol estava firme, acima das nuvens e altivo como sempre, sem nenhuma semelhança com as nuvens negras e esparsas da última noite, o pior já havia passado, restava agora juntar o pouco que sobrara e seguir em frente.

Os grunhidos intermitentes já se tornaram rotina, todavia, a atual situação se mostrava divergente das demais. Os ‘patifes’ estavam ali, do lado de fora a plena vista de todos, mas incrivelmente não representavam perigo, não daquela forma. Dezenas de errantes encontravam-se presos as árvores, esticando os pútridos membros na esperança de conseguir algo para o café da manhã. Outros mais, multilados pelos invariáveis impactos que sofreram ao serem levados ao bel prazer dos ventos, arrastavam-se sobre os próprios troncos tentando locomover-se na direção do grupo que ainda parecia admirar tão desoladora imagem. Era quase inacreditável o galpão ter resistido enquanto a destruição varrera um raio de quilômetros. Parece que o destino, universo, ou qualquer outra força que se prostre a reger nossa pífia existência, ainda reservava algo maior para aquelas pessoas, ou poderia ter sido apenas mais um golpe de sorte, o que muito provavelmente fora o que manteve todos vivos até esse momento.

̶ E agora? Qual o próximo passo capitão? – Indaga Tom que tenta manter sua imagem de segurança, apesar de estar bem duvidoso em seu interior.

̶ Vamos até o local onde deixamos o nosso veículo, não fica muito longe daqui... – Responde Eric, visivelmente admirado com o cenário de destruição – Alexandria, a nossa comunidade, fica há uns sete quilômetros... Se a 95 não foi bloqueada por conta da tempestade, chegaremos logo.

Chega a ser engraçado quando paramos para pensar sobre o que é confiança. Ao pé da letra, pode-se dizer que é dar crédito, ter boa fé, contudo, quando nos colocamos em situações extremas, em que nossas vidas passam a correr em uma corda bamba vinte e quatro horas por dia, confiança deixa de ser apenas um termo, para se tornar um bem precioso. Na situação em que o grupo de Tom, Vincent, Leah, Amanda, Susie e Jacob se encontram, esse bem parece estar em seu período de maior cotação. Amanda sabe o quão arriscado pode ser estar seguindo aqueles homens, vide tudo o que já passaram nesses dezessete meses desde que as luzes se apagaram e os mortos começaram a vagar pela terra, mas ela sabe também que não há outra opção viável. A longevidade na vida de nômades está cada vez mais curta. Susie já declarara anteriormente e com a segurança que ultimamente vem lhe sendo familiar, não daria o braço a torcer quanto a sua decisão, ela sente-se esperançosa, apesar de não querer deixar esse sentimento se ampliar para não gerar frustrações posteriores. Em seu âmago, ela está destruída pela quase certa perda de Goodwin, mas de forma alguma quer demonstrar isso externamente, ela quer se manter firme, quer que tudo isso valha a pena.

Leah recostou-se em uma das janelas da SUV branca, que resistira quase ilesa a última madrugada, salvo o para-brisa trincado e alguns amassados na lataria, a menina que ainda tenta se encontrar nesse novo mundo, não tirava os olhos dos arredores da rodovia, como se estivesse se despedindo de algo, passando de uma etapa a outra em sua vida. Os errantes solitários, caminhando sem rumo com suas mandíbulas deslocadas, a pele gosmenta e os olhos mortos e leitosos, seguiam sua trajetória miserável a beira da estrada, como fantoches macabros, fica até difícil acreditar que tais criaturas um dia foram pessoas comuns, que pagavam seus impostos, reclamavam do governo e se divertiam comendo, bebendo e transando. A jovem garota que cada vez mais se ligara a Vincent, principalmente depois do que ele fizera por ela, perdera muito cedo as suas expectativas nessa vida, continuar viva parecia ser o único combustível que a movia. A alegria que outrora fora sua marca, quase não parece mais existir, seria exigir demais que ele estivesse esperançosa nesse momento, todavia, ela apenas torce para que sua sorte se modifique um pouco. Já está na hora do jogo virar a favor daqueles pobres diabos.

O carro para, pela janela do motorista, Aaron coloca a cabeça para fora e grita para alguém que se encontra a pouca distância. Tom arregala os olhos tentando confirmar que o que está vendo não se trata de uma alucinação oriunda da fome e sede. A sua frente, de forma pomposa e soberana, um portão gradeado com cerca de três metros, rodeado por um muro de altura semelhante, cunhado com espessas placas de metal acinzentados, demarcam o perímetro de entrada da tão aguardada comunidade. O local parece ser bem grande, e pelo que podem observar a partir da visão através das grades, há casas e ruas dentro daquela zona segura. Boquiabertos, sem conseguir exprimir nenhuma reação que não fosse surpresa ou admiração, os sobreviventes apenas seguiram observando o lugar, enquanto Aaron os levava para o lado de dentro após os portões serem abertos. Com um sorriso de canto de boca, o recrutador apenas virou-se para trás, e dirigindo-se a todos que ali se encontravam disse seguindo o mesmo tom pacato de sempre:

̶ Vocês vão conhecer o nosso líder agora... Vão conhecer Rick Grimes...

Notas finais
Hei! Vamos lá... Semana que vem saíra o próximo capítulo, espero que estejam gostando! Qualquer coisa é só dizer lá nos comentários... Vocês me deixarão extremamente contente em respondê-los, por isso não se acanhem! Como eu disse, o ritmo irá aumentando aos poucos, ainda tem muito por vir... Nos vemos nos coments...