All Our Regrets
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Leiam e me digam o que acharam, please!!!
Estava ali, sentado, observando a todos.
Bem, talvez não a todos.
Tinha alguém em especial. Alguém de quem seus olhos não conseguiam se desviar.
Ela estava relativamente longe, praticamente do outro lado do pátio, mas o mesmo não era muito grande. Conversava com seus poucos amigos. Ela sempre foi muito tímida, mas isso nunca a impediu de se soltar na presença deles.
Ela parecia muito empolgada com a conversa, pulando e mexendo as mãos de maneira extremamente estranha e fofa. Seu jeito era totalmente espontâneo, e, a cada vez que ela notava alguém a observando, corava fortemente e tentava se conter.
Tudo que a envolvia era uma mistura de esquisitice e fofura.
Mas ele não parecia ser o único a notar o quanto ela era diferente.
Um diferente bom.
Muito bom.
Outro garoto a observava. De forma bem mais descarada, vale ressaltar.
Ele costumava chamar esse outro garoto, em pensamento, de Dexter. Não que ele não soubesse seu nome, mas porque Dexter, no começo do ano, parecia observá-la é segui-la como um psicopata.
Isso o irritava. Muito.
Mas ele não podia fazer nada.
Havia deixado de ser amigo dela a muito tempo.
Agora, ele não fazia a menor idéia de como se aproximar.
E seu tempo estava acabando.
Esse era seu último ano do ensino médio.
Na verdade, aquela era sua última semana de aula.
Depois disso, ele não sabia se a veria de novo.
E isso era excruciante.
—Ei! — ele sentiu um tapa em seu braço — Você está ouvindo o que eu estou falando?!
—Oi? — ele se sentia um pouco perdido. Olhou para sua amiga, que lhe direcionava um olhar fulminante. Ele passou as mãos por seu rosto e cabelos, tentando direcionar seus pensamentos para outro lugar — Me desculpe, estou um pouco distraído.
—É, eu percebi — ela olhou na direção da pequena garota e depois voltou a olha-lo — Quando você vai finalmente falar com ela?
Ele suspirou, se sentindo um idiota. Deu de ombros.
—Acho que nunca.
—O quê?! Você tem algum problema?!
—Isso não é fácil pra mim!
—E você vai perder a oportunidade de se reaproximar dela porque está com medo?!?
—Isso não é medo! — ele parecia prestes a explodir agora — Você já olhou pra ela?!
—Já! Ela é uma garota normal, Colin!
—Não, ela não é, e você sabe muito bem disso — ele se sentia angústiado por não saber o que fazer — Todo mundo sabe disso — revirou os olhos ao ver Dexter se aproximar dela — Ele sabe disso — sentiu seu coração falhar uma batida ao vê-la sorrir e acenar para ele, o cumprimentando.
—Se você não vai fazer nada, espero que você se acostume a vê-los juntos.
Ela agora ria abertamente e estava levemente corada.
—Me diga o que fazer então! — Voltou a olhar para a amiga, somente para perceber que ela o havia deixado sozinho — Merda — resmungou, voltando seu olhar para a garota.
Ela era realmente diferente.
Para começar, ela era surpreendentemente pequena, não devia passar de um metro e meio. Isso era uma das coisas que a tornava tão fofa.
Ela fugia de todos os padrões. Não tinha curvas voluptuosas, ou pelo menos não usava roupas que às colocassem em evidência. Sua silhueta era extremamente suave, se é que isso fazia sentido, mas a frase parecia verdadeiramente certa na cabeça dele.
As roupas dela eram engraçadas. Tudo parecia grande em seu corpo. Normalmente ela usava calças jeans com variadas camisetas largas, mas, em alguns dias, ela aparecia com uma meia-calça colorida e camisetas que mais pareciam vestidos para ela.
Nesses dias, seu sorriso era enorme e contagiante.
Mas o que ele mais gostava nela, fisicamente, sem querer parecer clichê, eram seus olhos.
Eles eram únicos. Eram grandes e pareciam estar sempre brilhando, como se tudo trouxesse alegria a ela. A íris era castanha, bem escura, mas a esclera, a parte que deveria ser branca, tinha um belíssimo tom de azul.
Talvez existam outras pessoas com olhos como os dela, mas, para ele, ela era única, em todos os sentidos.
Ele a estava encarando profundamente, observando cada um de seus movimentos e se sentindo um psicopata como, ou pior, que Dexter.
E então, em um rompante, o olhar dela encontrou o dele.
Ele travou.
Ela sorriu.
O rosto dele se fechou, assustado.
Ela acenou, envergonhada.
Ele se levantou e fugiu de lá, a ignorando.
A mão dela caiu ao lado de seu corpo, sua expressão era triste.
Ela se sentiu uma idiota por achar que ele falaria com ela.
Ele se sentiu péssimo por a ignorar, não entendendo porque sentiu a necessidade de fugir.
Ela pensou que ele deveria acha-la estranha.
Ele pensou que ela deveria acha-lo um otário.
Nem um dos dois teve coragem de olhar o outro novamente aquele dia.
Nem um dos dois sabia o quanto o outro queria fazer isso.
Notas finais
Kisses
~LlareFassa
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