All Of The Ways

16 Menino da máscara


Notas iniciais
Oi! Tudo bom? Espero que gostem... Fui rápida, né? Se vocês quiserem ouvir as músicas citadas...XD 1) Push it — Salt N Pepa 2) Word Up — Cameo São músicas não tão antigas, que, sei lá, muita gente não gosta, e é exatamente por isso que eu escolhi elas. XD Boa leitura!

Haviam se passado alguns dias que eu já estava de volta a minha casa. Não falava muito com Tessa, eu chegava em casa e dormia ou vegetava ou saia com a Mandy. E Tessa estava bem ocupada em algum caso especial do trabalho. A festa do Scott ia ser o ponto alto da semana, eu nem conhecia ele direito mas ele sempre sentava com a gente. E, diziam que as festas dele eram ótimas, com umas músicas bem diferentes e bebida.

A princípio, eu pretendia ir com a Amanda e com o Trenton, e pra variar, ficaria de vela, o que me fez mudar de ideia. Como eu era precavida, e já previa que eles não dançariam tanto e se o fizessem seria juntos, chamei Misa, uma menina japonesa linda da minha sala de química, que as vezes sentava com a gente, para ir comigo. Gabriel, o menino que uma vez salvará minha pele se sentando com Perry para que eu não levasse outro soco, também ia.

Vesti um salto agulha Pink, era meio exagerado, mas Amanda não tinha jeito mesmo e ela insistirá tanto que eu acabara cedendo. Meu vestido preto justo dava destaque aos meus cabelos cor-de-caramelo. Sorri para o espelho e Misa bateu palmas atrás de mim.

— Já estou vendo a fila de garotos atrás de você! — ela sorriu.

Me virei para trás e dei uma risadinha.

— Que exagero! Mas obrigada. E essa fila ai já estará ocupada atrás de você.

Ela riu e agradeceu também e fomos nos encontrar com Gabriel. Ele ia levar a gente de carro, a festa ia ser fora do campus e eu tinha ido me arrumar com Misa no dormitório dela.

Arragalei os olhos quando vi Gabriel, ele tinha cabelos bem loiros, ao contrário do m.d.c. e olhos verdes. Ele era bem bonito, principalmente arrumado assim. Misa me cutucou e ergueu uma sobrancelha, sorrindo.

— Ei, meninas. Uau...Hum, você está...Bem bonita Ashton.

Sorri e dei uma risadinha.

— Obrigada, você também.

Um menino bem alto apareceu detrás do carro.

— Misa! Você está incrível!

Foi minha vez de provocá-la, e a dei uma cotovelada discreta. O negro charmoso a nossa frente se apresentou como Jonas. Fomos para festa, que era basicamente uma balada, mas apenas com universitários da nossa faculdade e de algumas outras e com a diferença de que era bancada pelo Scott. Os meninos resolveram pagar nossa entrada e agradecidas, fomos dançar com eles.

Depois de um tempo, eles se cansaram e ficamos apenas eu e Misa na pista (e outras pessoas, claro). Encontramos Mandy e Trenton, e como previsto estavam os dois dançando. Mas quando Trenton cansou, sobramos eu Misa e Mandy.

— Preciso de água! — anunciei e sai da pista. Fui até o barzinho improvisado e sentei em um dos banquinhos, apoiando os cotovelos sobre o balcão.

Um barman me olhou e sorriu. Eu não sei por que mas todos os barmans ali usavam algum tipo de máscara, e eu não conseguia ver suas faces. Mas era bem sexy.

— Hey, nunca vi você por aqui. O que vai querer?

— Eu sou, hum...Nova na região — sorri — Uma água gelada por favor.

Ele colocou a água na minha frente, ignorando algumas outras clientes.

— Eu me chamo Jackson.

— Ashton.

Enquanto tomava minha água, conversei um pouco com ele e depois voltei para a pista. Ele me lembrava alguém.

***

Uma música antiga, mas muito boa, Push It, começou a tocar.

— Eu amo essa música! — gritei alegre para as meninas, me levantando e já começando a dançar. Nós tínhamos feito uma pausa e sentado em uma mesa com os meninos. Trenton, Gabriel e Jonas me olharam sorrindo.

Fui para a pista e mesmo cansadas as garotas me seguiram. Não havia muita gente lá, creio que ninguém sabia dançar aquela música, afinal era antiga. Há! Ponto para mim. Eu sabia a letra da música de cor de trás pra frente, dançá-la não seria problema.

Eu tinha tomado algumas cervejas, mas não estava bêbada. Eu não exagerei, acho que apenas... danço bem. E aquilo ninguém sabia dançar, então o destaque foi para mim. Logo uma rodinha começou a se formar em volta de mim, eu não gostava tanto assim de atenção, mas aquilo era incrível. Os meninos logo apareceram, rindo e tentando me acompanhar.

“Vai Ashy!” , algumas pessoas gritavam. Misa e Mandy também riam e apenas se mexiam um pouco no ritmo.

Para minha surpresa, o barman! Que eu encontrara antes, apareceu, ainda de máscara, olhou para mim sorrindo, na rodinha a minha volta... e inesperadamente como o único corajoso veio dançar comigo. E ele dançava muito!

— Ei, você não era apenas o barman? — gritei um pouco mais alto que a música.

— Eu posso ser muitas coisas — ele sorriu sedutoramente.

Dançávamos quase em absoluta sincronia, eu estava até soando, e ele também. Em uma parte, me puxou para perto e até cantou junto com a música.

— Push it, real good!

Soltei uma risada, realmente me divertindo.

Após a música acabar todas aquelas pessoas em volta da gente bateram palmas.

Ofeguei um pouco cansada, fizemos um “high-five” e dei risada.

— Mandou ver.

— Que nem você — ele sorriu e desapareceu no meio da multidão.

Jackson, hein?

***

Os meninos deixaram Misa no campus, (Jonas até a acompanhou até sua porta!) e depois, Gabriel me deixou em casa.

— Mandou ver hoje, hein, Caramelo?

Dei risada com o apelido.

— Acho que sim — dei de ombros — Obrigada pela carona.

Ele assentiu e entrei em casa cuidadosamente, descalça e carregando meus saltos para não fazer barulho.

Incrivelmente minha mãe ainda estava acordada. Vi sua luz do escritório acesa e caminhei até lá.

— Mãe! — exclamei ao vê-la trabalhando

— Oi Ashy, como foi a festa? — me perguntou, ignorando a “bronca”.

Suspirei, ela não ia me escutar mesmo em relação a trabalhar tanto, então acabei decidindo por pelo menos distraí-la um pouco de tanto trabalho e contei sobre a festa.

— Mas a parte mais divertida foi quando tocou “Push It”! — exclamei.

Tessa riu, divertida.

— E como sempre, só você sabia dançá-la, não é?

Sorri.

— Quase, mãe. Um menino aparentemente muito bonito, que era o barman! Se juntou a mim. E, oh, ele sabia dançar sim.

Ela sorriu, agora arqueando uma sobrancelha para mim.

— Como assim aparentemente muito bonito?

— Ele usava uma máscara preta, não consegui ver direito seu rosto.

— Uau! É charmoso e misterioso. Sabe o nome?

— Jackson.

— Conquistando até os mais intrigantes hein, querida?

Dei risada.

— Nós só dançamos, mãe...

Ela arqueou a sobrancelha, novamente, como se não acreditasse.

— Esta bem, esta bem. Agora... por que não vai dormir? Está tarde já.

— Eu que digo isso né, mãe...

Ela me fitou bem nos olhos.

— É importante, Ashy. Não se preocupe, logo irei para a cama também.

Assenti, cansada demais para discutir. Dei um abraço de boa noite e fui até meu quarto.

***

Acordei com algo me cheirando. Um focinho. Focinho?! Abri os olhos e pulei de espanto. Um gato! No meu quarto!

— Miau.

Um gatinho de pelo cinza e olhos quase negros miou para mim. Dentro do meu quarto. O que estava acontecendo?

Me assustei quando ele fez algum barulho como “fzzz” e mostrou as presas. Eu, que já levantara, dei um passo para trás, e trombei em alguém. Soltei um grito e logo uma mão pousou sobre minha boca, abafando-o.

O menino do cangote riu.

— Está com medo do seu próprio gatinho, Ashy?

Ele tirou a mão da minha boca, o gato andou até mim e passou se encostando em uma de minhas pernas. Percebi que o “fzzz“ e as presas a mostra haviam sido dirigidos ao menino do cangote, não a mim. Olhei para o gatinho que agora havia se deitado com a cabeça em meus pés.

— Vim trazer o café da manhã. Sua mãe estava saindo e disse que eu podia subir.

— Eu não tenho um gato.

Olhei para o menino do cangote, e ele estava com a testa franzida.

— Parece que agora tem.

Arregalei os olhos. Mas eu queria um cachorro!

— Enfim, vai querer os donuts ou não? — perguntou o ser insuportável que não devia estar ali com aquela voz insuportável.

— Oh, deus — suspirei.

O menino do cangote riu da minha situação e se sentou na minha cama.

— Ok, então eu vou comer todos eles.

— Ei! — protestei e sentei ao seu lado.

Começamos uma mini guerra puxando a sacola para ver quem ficaria com os donuts, e no final, quando ele ganhou e foi morder um, roubei uma mordida. Ponto para mim. Sorri para o menino do cangote e para o gatinho bonitinho no meu quarto.

***

Coloquei música para tocar enquanto o m.d.c. falava. Incrivelmente, da minha playlist de seiscentas músicas, a que começou a tocar foi Word Up, uma das melhores e mais antigas da minha playlist.

— Não acredito! De novo! Música boa! — gritei, logo depois sorrindo.

O m.d.c. apenas riu e comecei a dançar.

Ele apenas assistia e acho que estava gostando da minha dança pela sua cara.

— Pare de olhar, seu tarado! Vem dançar comigo!

Puxei ele pela sua mão. Ele levantou. E começou a dançar comigo.

— Não achei que você gostasse de música boa, menininha.

Dei um tapa de leve nele e ele segurou em minha cintura, rindo.

— E eu não sabia que você sabia dançar!

— Tem muitas coisas que você não sabe sobre mim — ele me girou e disse, antes da música acabar.

Notas finais
:) E ai? O que acharam do menino da máscara? O que acharam da nova personagem, Misa? Bem...Espero que tenham gostado! Até o capítulo 17! PS: desculpem qualquer erro de grafia.