Notas iniciais
Oi! Tudo bem com vocês? Nem sei o que dizer, já escrevi tantas notas prometendo que tentaria postar semanalmente... Não quero fazer promessas vazias de novo. Queria também dizer que, eu tive motivos pra sumir por tanto tempo dessa vez, não foi pura procrastinação. Só queria me desculpar. E eu GARANTO, sério gente, que o próximo capítulo não vai demorar três meses, nem dois, no máximo um. Sei que eu já disse isso uma vez, mas agora é diferente, e eu tenho motivos, acreditem. Só queria me desculpar MESMO, com quem achou que eu tinha abandonado a história. Não vou fazer isso. É sério, anotem aí, All Of The Ways vai ser sim concluída. Se alguém estiver lendo isso saiba que sou extremamente grata ♥ ps: obrigada aos reviews do capítulo anterior! :D Boa leitura!

A sensação de que vários acontecimentos não tinham sido explicados bombardeava minha cabeça. A sensação de que eu não era mais eu mesma me preenchia. Há um tempo eu tinha ido passar uns dias na casa do menino do cangote, para ajudá-lo a superar a morte de seu pai, eu nem sabia seu nome, havia sido um ato impulsivo. Será que essa era eu? Eu era uma pessoa que ajudava os outros em qualquer circunstância?

Quer dizer, eu até que conhecia ele, nossa amizade já tinha uns dois meses, mas quando eu fui passar uns dias em sua casa eu mal o conhecia. Eu era uma doida? Era isso?

Ou eu era simplesmente uma pessoa boa e pura que não questionava o que fazia desde que ajudasse alguém?

O problema não era isso, muito pelo contrário, eu sempre estava tentando ser alguém bom, eu acho, e o fato de eu supostamente ser assim, era ótimo. O problema era que eu havia deixado com que isso influenciasse diretamente a mim em um jeito ruim, porque eu havia deixado os meus problemas de lado, e agora me parecia que eles estavam todos acumulados, enquanto os problemas dos outros estavam resolvidos.

Eu havia sido quase abusada. E eu não fiz nada a respeito disso. Minha mãe, Tessa, tinha presenciado uma cena de assalto em nossa casa, e se era problema dela, era meu também, e eu mal conversara com ela sobre aquilo.

Minha melhor amiga mal sabia que eu havia sofrido um abuso, tudo era muito louco. Um cara que tinha quase abusado de mim estava por ai a solta!

Ou eu simplesmente estava com sono, ou estava pirando. Olhei para o relógio na minha cômoda, eram sete da manhã. Quem diabos acorda às sete da manhã em pleno domingo? Me sentei na cama e me espreguicei. Aspirina, em um dia como aquele era sempre minha melhor amiga.

Eu estava descalça, de pijama, descabelada, tomando água após ter engolido um comprimido, quando a campainha tocou. Revirei os olhos, provavelmente era o menino do cangote. Abri a porta e para minha surpresa aquele menino que eu não sabia o nome e que uma vez me abordara pedindo pra fazer aulas de economia comigo estava na minha frente.

— Oi, Ashton! — ele sorriu.

— Como você sabe onde eu moro?

— Do mesmo jeito que sei seu nome e sei que você está livre hoje.

Fiquei em silêncio por alguns segundos.

— Você por acaso é algum tipo de stalker?

Ele deu risada.

— Não, eu só virei amigo da Mandy.

Ah, isso explicava tudo. Mas não explicava que diabos ele estava fazendo ali.

— Que diabos você está fazendo aqui?

— Você meio que não apareceu no dia que tínhamos combinado a aula de economia.

Arregalei os olhos.

— Ai meu deus! Desculpa. É verdade. Eu tinha esquecido completamente! Desculpa mesmo.

Ele riu de novo.

— Você é muito fofa.

Franzi a testa.

— E não tem problema ter esquecido...

— Eu, hum, ando meio perdida, se você não tivesse aparecido aqui eu provavelmente nunca lembraria.

— O que tem te deixado perdida, anjo?

Por algum motivo não gostei quando ele me chamou daquele jeito. Também não gostei da pergunta. Eu não sabia o motivo, apenas vinha acontecendo... Desde, hum, desde o dia em que eu e o m.d.c. jogamos pôquer na minha casa.

— Não sei bem, pra falar a verdade.

Ele riu.

— Você pode falar pra mim. É aquele menino loirinho, não é?

Comecei a dar risada.

— O Gabriel? Nada a ver.

Ele me olhou como se suspeitasse de mim. Quem esse menino pensava que era? Perguntando assim o que me deixava perdida?

— Enfim, você veio aqui por causa da aula de economia?

— Sim, senhora. Você acha que pode ser hoje?

— Você sabe que são sete da manhã, né?

Ele sorriu.

— Sim, é que eu tava passando por aqui daí resolvi parar e resolver isso de uma vez.

— Tá, então, pode ser hoje, mas por favor, só depois das cinco. Você aparece aqui?

Ele assentiu e acenou para a mim. Sorri e fechei a porta. Que menino aleatório.

—--£---

Era a manhã seguinte do meu aniversário, um dia antes, no sábado, depois de o menino do cangote me arrastar até a casa dele e me dar um violão preto e um colar com um pingente de asa, quando cheguei na minha casa, Mandy, Trenton, Misa, Jonas, Gabriel, Thomas e até mesmo outros caras aleatórios estavam na minha sala. Eles me arrastaram pela cidade inteira e compraram um monte de coisas pra mim, já que era meu aniversário. No final da noite, depois de ter jogado basquete, boliche, e feito mais outras quinhentas coisas diferentes, nós fomos em um bar e shots não tinham faltado. Por isso eu tinha acordado com dor de cabeça.

Eu tinha ficado muito feliz por aquele bocado de gente que eu nem conhecia direito ter ido comemorar o meu aniversário comigo. Na verdade, agora eu até que conhecia todo mundo bem.

Eu ainda estava usando o colar de asa. Franzi a testa e o tirei, deixando ele sobre minha cômoda e me larguei na cama. Eu nem sabia porque tinha aceitado dar a aula de economia para aquele menino, eu nem sabia o nome dele e eu não estava nem um pouco afim daquilo.

Peguei meu celular, entediada, e abri a galeria. Pelo que eu me lembrava eu e o pessoal tínhamos tirado umas fotos. Sorri vendo como eles eram todos idiotas engraçados, mas meu sorriso sumiu quando parei em uma foto em que era apenas eu e o menino do cangote. Engoli em seco. Aquela foto estava muito bonita. Meu cabelo estava um pouco bagunçado, mas eu estava sorrindo muito, de batom vermelho, e o menino do cangote estava incrivelmente bonito, sorrindo muito também, só que olhando pra mim. Abri um sorriso e o mesmo se escancarou quando passei para a outra foto, em que os dois estávamos dando gargalhada. Passei para a outra e comecei a rir quando vi que ele tinha tirado uma foto de si mesmo fazendo uma cara “sedutora”. Eu estava rindo quando de repente meu celular começou a tocar.

Era o menino do cangote.

— Alô? — atendi rapidamente.

— Ah, então essa é a voz da pessoa que deixou ele assim!

Franzi o cenho imediamente.

— Quê?

— Você deixou ele fodido! Fodido!

— Desculpa, mas quem é você mesmo? E por que tá no telefone do meu amigo?

— Só vem pra cá e me ajuda, Ashton. Meu nome é Iara e eu tô no bar Cubs! Você sabe onde é, né? Vem logo!

E ela desligou na minha cara. Que diabos estava acontecendo?

Por que esse tipo de coisa tinha que acontecer justo quando eu já estava com dor de cabeça?

Porra, menino do cangote. Eu havia me sentado assim que recebi a ligação, agora eu tinha dado um pulo para ficar de pé, abri as portas do meu armário e vi uma blusa preta largada, estava amassada e grande, mas foi ela mesmo que eu peguei, vesti os jeans que estavam largados na cadeira perto da minha cama, peguei meias e enfiei o primeiro tênis que vi pela frente. Desci as escadas apressada, peguei as chaves da minha moto no balcão do primeiro andar, sai de casa. Entrei de novo, peguei a minha jaqueta idêntica a do menino do cangote e sai de novo, dessa vez tranquei a porta. Tinha esquecido o celular, mas não me importei. Subi na moto.

— O que? Eu estou com pouca gasolina? Eu nem uso essa moto!

Bufei e parei no meio do caminho para abastecer. Chegando perto do Cubs parei e respirei fundo. Eu devia ter feito algo muito ruim para receber uma ligação daquelas às sete da manhã. Desci da moto e caminhei com passos firmes até a entrada do bar.

Um cara aleatório me barrou na porta.

— Opa! Opa! Onde você acha que vai, loirinha?

— Eu não sou loira e a Iara que me chamou.

— Não tem nenhuma Iara aqui.

Será que o m.d.c. tinha me passado um trote com uma amiga...? Isso ia ser muito idiota. Meu deus.

Quando eu começava a ir embora, fervendo, a porta atrás do cara se abriu e uma menina apareceu.

— Espera ai! Você é a Ashton?

Olhei para ela e assenti.

— Vem por favor.

Fui atrás dela e quando passei do lado do cara que havia me barrado, murmurei:

— Você não sabe nem os nomes dos funcionários do seu trabalho?! — fiz uma careta para ele e continuei andando.

Assim que adentrei o bar vi um menino de cabelo escuro jogado sobre o balcão.

Meu coração deu uma batida em falso.

— Menino do cangote?

Ele, que tinha sua cabeça apoiada sobre seus braços cruzados em cima do balcão, olhou para mim. Ele cheirava a cerveja.

— Pronto! Ela está aqui, agora eu vou embora.

— O que? Não! Espera, Iara!

— Eu preciso ir, garota.

— Você me fez vir até aqui! Me explica o que aconteceu antes — peguei no pulso dela, tentando não ser agressiva — Por favor.

Ela se desvencilhou de mim e suspirou.

— Está bem.

Nós duas nos afastamos um pouco dele. E ela me contou tudo.

— Ontem foi sua festa, né? Pois é, você tomou vários shots... E acho que você não se lembra de certos detalhes, sei que você não estava louca, mas estava bêbada, e provavelmente você se lembraria depois, mas enfim. Você e o “menino do cangote”, como você chama ele, quase se beijaram, mas você ficou confusa e acabou saindo, outro menino que também estava meio bêbado ficou com você. E agora ele está esse pedaço de caco, não sei se é exatamente por sua culpa ou por conta do que aconteceu recentemente com Sr. Banks. Desculpe falar que você o tinha deixado assim, eu estava nervosa.

Pisquei tentando assimilar aquilo.

Eu tinha quase beijado o menino do cangote. Eu tinha ficado com um cara, que eu nem sabia quem era.

Maldição.

— Mas — engoli em seco — Han... — franzi a testa — C-como, por que ele ainda está aqui? Ele passou a noite aqui?

— Deixe-me explicar melhor, o “menino do cangote” não estava bêbado ontem. Mas depois de deixar você, que estava bêbada, em sua casa, não sei o que aconteceu, mas hoje de manhã cheguei para pegar uma coisa que tinha esquecido, já que hoje não trabalho e ele estava aqui.

Meu olhar foi para o menino do cangote e coloquei as duas mãos na minha face, envergonhada.

— Está bem, obrigada Iara, eu resolvo isso.

— Queria acrescentar também que te chamei porque ele me pediu. Quer dizer, eu pedi para que ele me falasse o nome de alguém que ele saberia que cuidaria dele, e ele disse Ashton. Então te liguei.

Notas finais
:D Espero que tenham gostado... Lembrando que ainda tem coisas pra serem resolvidas, não esqueci... Se você quer me incentivar, seu review é de grande ajuda e muito bem vindo! ^-^ Beixos na alma Até o capítulo 21?