Notas iniciais
Meninaaaaaaas! Nyah! voltou a funcionar! Aleluia senhor! Bom meninas, essa capitulo pode ser considerado o cap importante da fanfic e espero de verdade que vocês gostem. Boa leitura!

O beijo durou por longos dois minutos, os dois minutos mais longos de suas vidas. Uma faísca de esperança se acende no coração dos irmãos Cobreloa, mas Jade logo trata de cortar o barato do lutador e da menina.

–AAII, você me mordeu- o lutador grita e leva a mão a boca.

–Eu disse... Pra você não tentar nada- Jade disse no meio de algumas respirações profundas.

–Eu me empolguei eu confesso, mas isso não te da o direito de arrancar um pedaço meu- o lutador limpa o sangue de seus lábios.

–Você arrancou um pedaço do meu coração- ela disse em meio as lágrimas.

–Jade... Por favor...- ele tenta se aproximar- Eu fui um idiota é quero me redimir. Sei que não mereço, mas você não pode me dar uma chance?

–Eu não quero que você se aproxime de mim! Nunca mais!- ela da meia volta e sai do QG.

Cobra se enfurece e voa em cima do saco de areia que estava pendurado em seu quarto e começa a chorar. As lembranças vem átona para os dois.

Jade chega em casa e enterra a cara no travesseiro, mas ela em nenhum momento chorou. Jade gritou e gritou com o rosto no travesseiro. As lembranças doíam demais e ela não conseguia controlar.

As horas passaram sem que eles percebessem e o sol entrava pela janela do quarto das irmãs Duarte e na vitrine do QG.

Jade se levantou e foi até banheiro. Antes de sair do quarto parou em frente a janela e ficou ali olhando para a vitrine do QG com a esperança de que Cobra estivesse ali olhando pra janela, mas ela não consegui ver nada.

No QG, Cobra estava parado na vitrine olhando a janela da casa da familia Duarte na esperança de que Jade estivesse ali, mas ele não viu nada.

–Para de ficar sofrendo irmão- Ágata sai do quarto de Cobra com os cabelos molhados- Penteia pra mim?

–Eu não sei pentear cabelo de menina- o jovem responde e a irmã o olha com raiva nos olhos- Mas posso tentar.

–Voltando ao assunto, você tem que dar tempo ao tempo. Um dia ela volta pra você, e so ter paciência.

–Eu sei, mas eu a amo muito e não sei se vou aguentar ficar longe dela por mais tempo.

–Ai Ricardo! Assim você vai me deixar careca- a menina reclama.

–Eu não sirvo pra isso, não sirvo pra amar, não sirvo pra nada- Cobra joga o pente em cima da mesa e desiste.

–Não fala assim mano. Você não me ama?- a criança vai abraça-lo e aquilo derrete o coração do lutador.

–Te amo sim minha linda. Agora, o que a gente vai fazer com o seu cabelo?- os dois colocar a mão no queixo em um pose pensativa.

–Tive um ideia, você poderia me levar na casa do tio Gael pra Bianca ou a Jade pentearem meu cabelo- a menina sugere e Cobra acaba concordando.

–Uma pergunta. Como você vai sair de casa assim?- diz Cobra enquanto olha para o cabelo da menina- Eu mexendo piorei as coisas ai.

–O jeito e eu colocar um chapéu ou um boné.

Cobra vai em seu quarto e pega um boné velho que tinha no armário, coloca na menina e os dois do QG em direção a casa dos Duartes.

Chegando lá eles escutam uma música muito alta e batem na porta.

–Parece que elas estão se divertindo- a menina comenta.

–Verdade- o irmão concorda- Será que ninguém vai abrir pra gente?

–Vamos bater juntos talvez elas escutem- os dois abriram as mãos e deram três porradas bem fortes na porta até que alguém gritou la de dentro.

–JÁ VAI!

Bianca abaixa o som do rádio e Karina vai abrir a porta.

–E ai cara- Karina comprimenta o amigo- Oi baixinha.

–Oi Ka. Desculpa interromper vocês, mas será que alguma de vocês podem me ajudar?

–Claro!- a lutadora concorda- O que você precisa?

–Que uma de vocês penteiem o cabelo dela pra mim.

–Olha, eu mal sei pentear os meus, mas pede a Bianca ou a Jade- Karina sugere.

–Podemos estrar?- ele pergunta receoso.

–Mas e claro que sim. Entrem!- Cobra e Ágata entram na sala de estar e se sentam no sofá para esperar Bianca e Jade que estavam organizando o quarto.

–MENINAS! TEMOS VISITAS!- a lutadora berra da sala.

–Estamos indo, não precisa gritar- Bianca vem de seu quarto reaprendendo a irmã do meio.

Jade sai do quarto logo atras de Bianca e da de cara com Ricardo sentado no sofá da sala. Seu corpo congela e a jovem fica parada ao lado da mesa de jantar por alguns segundos antes de voltar a si e entrar na sala.

–O que você veio fazer aqui?- Jade pergunta nervosa.

–Será que você pode baixar a guarda por um momento?!- Cobra responde.

–Não briguem na frente dela- Bianca fala entre dentes.

–Não estamos brigando!- o casal diz em uníssono.

–Desculpa!- Bianca se rende.

–Não gosto quando vocês brigam- a menina se senta no sofá- Quando vocês brigam parace que nem se amam mais.

–Mas...- Jade tenta falar, mas não consegue.

–Não digam pra mim que não se amam mais porque eu tenho informações muito comprometedoras contra vocês- Ágata olha para o casal tentando conter o sorriso.

–Você não teria coragem- Cobra olha reprovando a irmã.

–Não subestime minha inteligência meu caro irmão- a menina sorri vitoriosa enquanto todos achavam graça do que ela disse.

–Bom, viemos aqui so pra alguem pentear o seu cabelo lembra?

–Sim! Jade, penteia meu cabelo por favor?- a menina pergunta.

–Claro! Vamos lá pra dentro- Jade pega a menina pela mão e a leva para o quarto e Cobra quase sem perceber vai atrás- Só ela Cobreloa.

A porta do quarto se fecha e Cobra volta pra sala e se senta no sofá sendo encarado por Bianca.

–Eu não tenho medo de cara feia não princesinha- Cobra se dirige a Bianca.

–Larga de ser abusado Ricardo- Bianca responde.

–Você que esta me olhando de cara feia- o jovem rebate.

–Da pra vocês dois pararem- Karina diz tentando acabar com a discussão.

Ricardo e Bianca se olham e como duas crianças pequenas, viram o rosto para o lado e cruzam os braços arrancando uma gargalhada de Karina.

No quarto...

Jade estava sentada em sua cama penteando os longos e lisos cabelos da menina enquanto ouvia ela cantarolar uma música.

–Você gosta muito de cantar né?- Jade pergunta enquanto desembaraça os cabelos da crianças.

–Eu gosto bastante, mas tenho muita vergonha- a menina fica com as bochechas vermelhas.

–Não precisa ter vergonha de cantar pra mim porque não importa como você canta, eu sempre vou achar lindo- Jade diz com um tom de voz maternal que dá conforto a menina.

–Eu posso cantar pra vocês?- Ágata acaricia a barriga da jovem.

– Nós vamos adorar- a jovem sorri.

A menina toma folego e começa a cantar.

Buscar o mundo,

Pra transformar

A realidade em algo bom

De se sonhar

Achar poesia

Onde não há...

E alegria

Onde a solidão está...

E melodia

Onde ninguém quer cantar

Parar o mundo

Pra eu perguntar

Será que o amor

Que existe

Ainda está no ar?

Tantas palavras

Ditas em vão

Por que usar

As que machucam o coração?

Eu troco tudo

Pela paz dessa canção

Tudo aquilo que eu pensar

Vai se realizar

Porque eu quero sonhar

Ver o mundo mudar

Da água pro vinho

Ninguém mais sozinho

Ninguém sem carinho

Jamais...

Parar o mundo

Pra eu perguntar

Será que o amor

Que existe

Ainda está no ar?

Tantas palavras

Ditas em vão

Por que usar

As que machucam o coração?

Eu troco tudo

Pela paz dessa canção

Tudo aquilo que eu pensar

Vai se realizar

Porque eu quero sonhar

Ver o mundo mudar

Da água pro vinho

Ninguém mais sozinho

Ninguém sem carinho

Jamais...

Tudo aquilo que eu pensar

Vai se realizar

Porque eu quero sonhar

Ver o mundo mudar

Da água pro vinho

Ninguém mais sozinho

Ninguém sem carinho

Jamais...

A música terminou e Jade já avia terminado de pentear os cabelos da menina.

–E ai Jade? Gostou?- a menina se vira e pergunta- Você ta chorando?

–To sim. Acho que com a gravidez eu fiquei meio emotiva- a bailarina sorri- Mas você canta muito bem.

–Obrigada!- a menina agradece com um sorriso no rosto e sai do quarto de mãos dadas a jovem.

–Pronta?- Cobra pergunta com a menina já na sala.

–Pronta!

–Muito abrigado por ter penteado ela Jade- o jovem agradece e recebe sorriso tímido da bailarina.

–Rick vamos logo. Você ainda tem que me levar na casa da Malu- a menina apressa o irmão mais velho o empurrando em direção a porta.

–Quem e Malu?- Jade pergunta.

–Uma amiguinha dela. Agora que ela ta indo pra escola ta cheia de amiguinhas- Cobra responde.

–Vamos logo Cobra. A mãe dela vai sair mais tarde e temos que fazer os trabalhos logo.

–Ta bom, ta bom. Obrigado mais uma vez- o lutador agradece mais uma vez e vai embora com a irmã.

Depois que Cobra e Ágata vão embora Jade fica ali escorada na porta com a mão nos lábios e os olhos fechados imaginando os beijos quentes de Ricardo.

–Você tem que fingir melhor sabia?!- Karina chega de repente assustando a bailarina.

–Fingir o que Maria macho?

–A quanto tempo você não me chama por esse apelido um tanto carinhoso- Jade sorri ironicamente para Karina- Fingir que não sente falta do Cobra.

–Eu não sinto falta dele- Jade retruca.

–Você conviveu sua vida inteira com o Edgar e não apredeu a mentir e atuar como uma atriz descente?- a lutadora provoca.

–Não enche Karina- Jade vai na direção do quarto e para no meio do caminho e deixa o pente cair.

–Jade, o que aconteceu?- Karina corre na direção da jovem.

–Não sei dizer o que. Senti um aperto no peito de repente- Karina leva Jade até a cadeira e vai buscar um copo de água.

–Como assim aperto?

–Não sei explicar, mas foi uma sensação horrível.

–Calma Jade não deve ser nada- Karina entrega o copo de água na mão de Jade.

Na rua...

Cobra e Ágata vão em direção a casa da amiguinha da menina e conversavam distraidamente até que aconteceu uma coisa impensável. Um carro a toda, desgovernado não respeita o sinal vermelho e vai pra cima dos irmãos.

Quase que instintivamente Cobra empura Ágata para a calçada, mas não tem tempo para desviar e acaba sendo atropelado e jogado a metros de distância do local.

Ágata desmaia com o impacto inesperado contra o asfalto, mas acorda segundos depois. O cenário era aterrorizante. Cobra completamente ensanguentado na rua, as pessoas em volta dele e da menina, mulheres e homens pedindo socorro nas casas e comércios.

Ágata estava apavorada! Todos estavam a sua volta e ela tentando sair dali para ver o irmão. O desespero foi tanto que menina saiu correndo da multidão e foi na direção do irmão mais velho.

A cena que encontrou a deixaria traumatizada para sempre. Cobra estava deitado no meio da rua com o corpo coberto de sangue.

–IRMÃO! ACORDA RICARDO! ACORDA POR FAVOR- todos ali viam o desespero da menina, mas nada fizeram até que os paramédicos chegassem porque pensavam que aquele era a última vez que aquela criança veria o irmão com vida.

Ágata ficou ali chorando sobre o peito do irmão por longos 5 minutos até que os paramédicos chegassem com uma assistente social.

A menina resistia e gritava com todas as forças para não ser levada pela assistente social até o hospital. Ela teria que ser tratada pelo corte na cabeça resultado da queda no asfalto, mas o desespero não a deixava se acalmar e ela acaba tendo um crise nervosa e desmaia.

Jade estava aflita em casa. Tinha certeza que algo tinha acontecido é que aquilo não era so um pressentimento bobo.

O telefone toca e a bailarina corre para atender.

Ligação ON

–Alô!

–Boa tarde! A senhorita e Jade Gardel?

–Sim! Sou eu mesma!

–Senhorita, precisamos que você compareça o mais rápido possivel ao hospital.

–Por que? O que aconteceu?

–A senhorita conhece os irmãos Ágata e Ricardo Cobreloa?

–Sim! Conheço!

–Bem... Eles acabaram de sofrer um acidente gravíssimo perto da Praça José Wilker aqui no Catete.

–...

–Senhorita? Você ainda esta ai?

–Eu... Eu ja estou indo!

Ligação OFF

Continua...