All My Lovin'

3 Três - Caindo da árvore.


Notas iniciais
Olá pessoal, como vão? Peço mil desculpas por ter demorado esse tempo todo para atualizar a fanfic, sério. :( Não estou ficando muito na internet ultimamente, por causa de alguns problemas e tal. Mas vou fazer o possível para trazer capítulos novos à vocês, prometo. Beijos e boa leitura, espero que gostem. ♡

Lucy P.O.V

Depois de uma longa caminhada pelo parque, Natsu estava tão ofegante que assustei-me. Paramos na sombra de uma árvore grande do bosque e lhe entreguei a garrafinha de água que trazia em minha bolsa.

Mesmo cansado da maneira que estava, deu um largo sorriso e agradeceu. Mas afinal, ele não deveria ter dito obrigado. Estava assim por eu tê-lo feito andar exageradamente por todos os cantos do lugar…

— M-Me perdoe… — falei, envergonhada demais para olhá-lo diretamente.

— Ahn?

— Se eu não fosse tão empolgada… Não estarias assim…

Ele riu. — Não é culpa sua. Eu estava realmente precisando fazer algum exercício. Não tenho saído muito de casa ultimamente.

— Entendo… — peguei minha câmera e comecei a olhar as fotografias. Estavam bonitas, mas não belas o suficiente para um cenário tão incrível quanto daquele lugar.

Era difícil descrever o Haru Park com tanto a ainda ver, já que o parque parecia infinito de tão grande! As árvores pareciam estar à dois metros de altura do solo. A maioria eram frutíferas, e também haviam muitos arbustos com lindas flores de diversos tipos. Mas meu local preferido era o campo de margaridas; sempre gostei de margaridas. Minhas flores preferidas. Não podia me esquecer de falar sobre os animais: borboletas, pássaros com seus filhotes, cisnes tão belos que não pude deixar de fotografar enquanto passavam pelo riacho. Tal riacho era de uma imensidão azul… assim como o céu.

Antes de me mudar para Magnolia, minha vida era em uma cidade enorme chamada Rosemary. E por ser grande e cheia de indústrias, a poluição era um dos principais problemas. Eu não saía de casa frequentemente, mas uma vez, Virgo levou-me a um pequeno parque (Virgo era uma das moças que trabalhavam para nós) e lembro-me de ficar surpresa ao notar que a água do rio era completamente suja, sem um pingo azul. Apenas o marrom sem fim…

Podia-se dizer que pela primeira vez em minha vida, eu estava em um lugar tão limpo e com tantas belezas naturais. Em minha antiga casa havia um jardim grande só para mim, mas não se comparava com este lugar.

— Posso dar uma olhada? — perguntou Natsu, referindo-se à minha câmera. Senti vergonha, pois não costumava mostrar minhas fotografias para os outros. A única pessoa que as havia visto era mamãe, a pessoa mais confiável que conhecia. Mas seria justo deixá-lo ver, pois se não fosse por ele, eu sequer estaria ali naquele dia.

— Você é uma boa fotógrafa. — disse Natsu, sorridente.

Senti meu rosto esquentar com o elogio. — A-Ainda há muito a melhorar… — murmurei. — Preciso esforçar-me nisso, pois pretendo fazer faculdade de fotografia…

Ele parecia estar surpreso. — Você é tão nova e já pensa em faculdade? Na sua idade eu não tinha nenhuma ideia.

Quantos anos teria? Eu já possuía conhecimento de que era mais velho do que eu, Misa e os outros…

— Você deve pensar que eu sou um velho falando assim. — continuou, rindo mais uma vez. Ri também e em seguida perguntei sua idade, curiosa.

— Dezoito.

Dezoito anos… Não havia tanta diferença de nós, apenas três anos. Mas nessa idade, a maioria das pessoas que conhecia já estavam no começo de sua vida universitária. Muito provavelmente seria indelicado perguntar o motivo por ele não estar na faculdade. Não era da minha conta.

Uma brisa gostosa balançou as folhas da árvore de onde estávamos. Olhei instintivamente para cima, pois gostava de ver o vento soprar as plantas. Lá no alto, havia uma fruta vermelha. Era grande e a mais bela de todas. Reconheci imediatamente a maçã e lembrei-me de mamãe. Ela adorava maçãs e senti que precisava dar-lhe aquela linda fruta de presente.

Levantei de repente e já ia colocando o pé para escalar a grande macieira. Realmente, era muito alta e se eu caísse, poderia me ferir gravemente. Mas eu já havia subido em árvores antes, mesmo que fossem pequenas e estava disposta à fazer isto, pela mamãe.

— Isso é perigoso. — Natsu tentou me alertar antes que eu começasse, mas balancei a cabeça negativamente e lhe assegurei que já tinha muita experiência em subir em ávores.

— Levará apenas um momento. — eu disse, já sentindo dificuldades na metade do caminho. Mas depois de muito esforço, finalmente consegui. A maçã vermelha e brilhante estava à distância de uma simples esticada de braço.

— Consegui! — exclamei lá do topo, tendo que elevar um pouco meu tom de voz para que ele pudesse me ouvir. Senti-me como se fosse capaz de fazer qualquer coisa, com tamanha felicidade!

Mas as coisas começaram a se complicar a partir do momento em que olhei para baixo e percebi o quão distante eu estava do chão. Engoli em seco e a cada passo que dava, dizia para mim mesma: “Quase lá…”

Mesmo com medo de cair, estava descendo e tentando pensar que estava tudo bem. Certamente, minha mãe ficaria orgulhosa de mim se soubesse que tive tanta coragem de subir em uma árvore altíssima só para lhe dar um presente.

Quando faltava pouco para chegar ao ponto de partida, de repente, meu pé escorregou. Até hoje, jamais entendi como aconteceu. Apenas lembro-me de estar com o rosto cada vez próximo da grama e ouvi alguém gritando. E esse alguém era eu mesma! Algo amorteceu minha queda e senti meus lábios roçarem em lábios de outra pessoa.

Natsu havia me segurado e caímos juntos. Oh, como aquilo foi tão embaraçoso! Estávamos começando a conhecer melhor um ao outro e praticamente nos beijamos. O rosto dele estava avermelhado e tive certeza de que o meu estava muito mais! Me levantando subitamente, cobri a face com as mãos e pedi perdão, desejando sair correndo dali.

— N-Não, tudo bem. — disse-me, levantando também. — S-Sério.

Natsu P.O.V

Depois daquele momento vergonhoso, Lucy disse que já havia tirado todas as fotos necessárias e resolvemos voltar para casa. Acho que ela ainda estava tão constrangida quanto eu, pois não me olhou diretamente nos olhos até chegarmos na nossa rua. Certo, eu também não olhava.

Estava sentindo muita vergonha, tanto que nem me lembrei de lhe dar uma bronca por ter subido naquela árvore. Não sei, me sentia na obrigação de dizer que aquilo era perigoso, como eu diria para minha irmã mais nova se ela fizesse isso. E também, porque eu não queria vê-la machucada. Como eu era mais velho, era o responsável pela situação. Idiotice minha, claro.

Até os dias de hoje não consigo dizer como fiquei ao ver que Lucy estava caindo. Sem pensar, corri para segurá-la. A cena me lembrou de uma pessoa que conheci. E essa pessoa também subiu em uma macieira certa vez. Não teve ferimentos graves e logo ficou bem novamente, mas eu me culpei por um tempo. Talvez, se eu tivesse chegado no tempo certo, ela não teria fraturado a perna. Isso aconteceu no primeiro ano do colegial. Sentia saudade daquela época, dos meus amigos, dessa pessoa…

— P-Por favor, permita-me lhe servir um chá como agradecimento. Q-Quero dizer, por ter me salvado. — minha vizinha fez minha mente parar de pensar em momentos do passado. Eu nem tinha percebido, mas já estava na porta da casa dela. Como poderia recusar? Quando entramos, vi minha mãe e uma mulher muito parecida com Lucy, as duas estavam vendo um álbum de fotos. Deveria ser a mãe dela. Mas o que minha mãe estava fazendo ali?

— Bem-vindos de volta! — disse a mulher loira, muito animada.

— Oi, filho! — mamãe também estava sorridente. — Como foram no passeio?

Nem pudemos responder e já estávamos sendo puxados para o sofá em que estavam. Minha mãe e a mãe de Lucy pareciam amigas de infância.

— Layla-san está me mostrando fotos de quando Lucy-chan era bebê! — disse Yoko, segurando um álbum azul. Que era o meu álbum. — Então agora vamos ver as suas também.

A filha de Layla (então esse era o nome da mãe dela) parecia curiosa para ver minhas fotografias e eu desejei que minha mãe não mostrasse aquela em que eu estava tomando banho, sem roupa nenhuma. Mas esta foi a que mais recebeu destaque.

— Natsu-kun, você está vermelho! — Layla riu, parecendo ser uma pessoa que eu conhecia há anos também. — Não precisa ficar com vergonha, você está uma gracinha.

Lucy levantou e disse alguma coisa parecida com “vou fazer mais chá”, alguma coisa do tipo. Eu não consegui ouvir por causa da conversa que não parava um minuto. Resolvi acompanhá-la até a cozinha e a ajudei a servir a bebida nas xícaras e coloquei a maçã em uma caixinha, que segundo ela, era um presente para sua mãe.

Voltando para a sala, observei os porta-retratos em cima da mesa. Uma foto de Lucy, a mãe dela e um cara parecendo meio bravo, parecia ser o pai. Outra, Lucy bem pequena com roupa de balé e por fim, uma fotografia que parecia ser bem recente. Ela estava com um vestido rosa assoprando as velas de um bolo enorme, certamente era sua festa de aniversário de quinze anos. Misa também teve uma, mas eu nunca entendi porque as garotas sempre querem fazer uma festa gigante para comemorar quinze anos. Talvez fosse pelo mesmo motivo que a maioria dos meus amigos comemoraram dezoito anos fazendo todas as loucuras possíveis.

A xícara era tão leve que tive medo de apertar demais e quebrá-la. Bebi o chá devagar para a bebida não acabar logo. Era de camomila misturado com algo como canela.

— O chá está delicioso. — disse eu. — Obrigado, Lucy.

Lucy ficava tão bonita quando corava!

— N-Não há de quê.

Terça-feira

— Vamos logo, irmão! — disse Misa, impacientemente agarrando meu pescoço. — Eu vou me atrasar!

— Espere um pouco, mocinha. — disse mamãe, com as mãos na cintura. — Não está se esquecendo de alguma coisa?

Quando finalmente compreendeu, minha irmã se aproximou dela e recebeu um beijinho na testa de despedida. — Dê o seu melhor, querida.

Ela revirou os olhos do jeito irritante de sempre e me arrastou porta afora. Provavelmente você não está entendendo nada, então vou te explicar: Misa, minha irmã mais nova, era bailarina. Fazia aulas de balé à tarde toda terça e quarta-feira. Sempre ia a pé, mas naquele dia, insistiu para eu levá-la de carro porque queria que eu estivesse lá para vê-la dançando. Eu particularmente não gostava muito porque a música me dava um pouco de sono, mas não queria a baixinha chorando e gritando no meu ouvido depois.

As colegas de Misa eram meio bobas. Algumas caíam de propósito e ainda ficavam dando risadas irritantes de tudo. (Erza era a única séria ali) Tudo ia como sempre, a professora Ultear pedia para as garotas executarem a coreografia da aula passada e dizia o que estava certo e o que estava errado.

Minha irmã era a única que nunca era criticada ali. Só se ouvia a professora dizer o tempo todo “muito bem, Misa-chan”, “você está ótima, Misa-chan” e “veja como Misa-chan está fazendo”. E tinha razão, já que ela era considerada uma das melhores bailarinas da companhia. Mas aquilo só aumentava seu ego. Se eu fosse um professor, tentaria dar atenção à todos os meus alunos e não se concentrar em apenas um.

Quando eu já estava sentindo que ia dormir sentado, a porta se abriu e todas pararam o que estava fazendo. Até eu me virei para olhar quem era.

— P-Perdão por estar atrasada! — Lucy caminhou até a professora, devendo estar envergonhada por todas olharem para ela. Conversou com Ultear algo que não consegui ouvir e em seguida, a professora a apresentou para a classe.

— Meninas, esta é Lucy. A partir de hoje, ela será companheira de vocês. Espero que a tratem muito bem.

Erza a puxou pelo braço e energeticamente, explicou como era a dança que estavam fazendo. Minha vizinha notou que eu estava ali um pouco depois e sorriu timidamente. Acenei de volta e sem saber porquê, comecei a prestar atenção no que as bailarinas estavam fazendo.

Lucy P.O.V

Aprendi os passos de dança com rapidez por serem simples. Esforcei-me para não me encolher de tanta vergonha. Deveria ser pior se minhas amigas, Erza e Misa, não estivessem ali. De todas, só conhecia as duas! E as garotas desconhecidas pareciam irritadas com algo, pois não sorriram para mim uma vez sequer. Pensei que todos em Magnolia fossem receptivos... Mas era só questão de conhecê-las melhor para que pudéssemos nos tornar grandes amigas.

Natsu estava lá também. Pensei em como ele era um bom irmão em assistir sua irmã. Afinal, os garotos geralmente não gostavam de assistir à aulas de balé. Mas ali estava ele, não desviando o olhar de nosso grupo por um momento. Misa era, sem dúvidas, uma garota sortuda!

Notas finais
Deixe seu review dizendo o que achou! ♡
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.