All My Life
17 Like A Pink Lace
– Que tal Jennifer?
Megan entortou o nariz com leves sardas. Ela ainda olhava para o bebê recém-nascido como se fosse a coisa a mais interessante do mundo. A quem ele queria enganar, Todd também estava babando em sua filha.
– Vanessa?
Ela olhou para ele soltando um grunhido que deixava bem claro que sua filha nunca se chamaria Vanessa. Eles já estavam a quase duas horas procurando o nome perfeito para sua filha, mas nada vinha em mente. Todd e Megan até haviam separado alguns nomes, Emma, Isabella, mas nenhum deles parecia adequado a ela.
– Eu desisto. – Ele disse, jogando o livro de nomes de bebês na mesa ao lado da cama. – Você não gosta de nada. Como quer chamá-la?
Megan deu de ombros, seus dedos passeavam cuidadosamente pelos cabelinhos castanhos ralos da menina.
– Eu não sei, Todd. Ela é tão... – Seus olhos ainda estavam na menina e seus dedos passeavam pelo rostinho amassado dela. – Tão macia e delicada. – Ela inclinou a cabeça. – Como uma boneca que eu tinha. – Ela sorriu. – Essa boneca tinha um laço rosa, rosa como ela.
O bebê remexeu-se, fazendo um barulhinho. Todd iria propor outro nome quando Megan começou a murmurar.
– Como um laço rosa de boneca. Laço. Lace. – E depois mais alto. – Lacey. – Ela deu um sorriso de orelha a orelha, olhando para o marido pela primeira vez em algum tempo. – O nome dela vai ser Lacey.
Todd sorriu, dando de ombros e relaxando na poltrona.
– Eu gosto de Lacey. É o nome dela então. – Ele inclinou-se, mexendo com a mãozinha do bebê. – Oi Lacey. – Ele olhou para Megan. – Não aguentava mais chamar ela de bebê.
Megan riu.
– Agora precisamos arrumar um segundo nome.
Todd bufou e afundou-se na cadeira, passando as mãos pelo rosto cansado. Havia sido um longo parto e ele ainda estava dolorido por todos os tapas, apertões e ocasionais chutes vindos de Megan. Ela não sabia disso, mas ele havia agradecido a Deus quando ela gritou na sala de parto que nunca mais teria outro filho.
Ele não dormiu a noite toda e a tarde começava a chegar e ele não tinha pregado o olho até então. Não sabia como Megan conseguia aguentar tantos plantões.
– Olha. – Ele disse de supetão. – Eu vou sair, tomar um pouco de ar, comer alguma coisa. Vou pensar em um nome.
Megan assentiu, mas ela estava entretida demais com sua nova bonequinha. Todd saiu e apenas alguns passos longe do quarto, uma menina esbarrou nele.
– Opa.
Ela ergueu seus olhos azuis claros para ele, apertando o ursinho no braço enquanto tirava alguns fios loiros do rosto.
– Desculpa. – Ela disse.
Todd assentiu.
– Tudo bem.
Ele observou-a correr em direção a um homem que andava rápido. Aquela menina o lembrava muito alguém, mas ele não conseguia lembrar quem era. Quando ele lembrou, deu meia volta e voltou para o quarto onde sua esposa e filha estavam.
– Tenho um nome.
Megan levantou os olhos para ele.
– Qual?
Ele estava sorrindo, caminhou em direção a ela e sentou-se na cama.
– O que você acha de Julia?
O rosto de Megan se iluminou com um sorriso, apesar de ligeiramente triste. Ela olhou para a criança em seus braços e Todd soube que ela sabia de onde ele arrumara aquele nome.
Julie Cooper.
Ela olhou bem no fundo de seus olhos e entrelaçou seus dedos.
– Eu gosto de Julia.
Fale com o autor