All My Hope
34 Afraid
Notas iniciais
Bjoo
P.S.: Não me matem pelo capítulo pequeno, é necessário! VOu tentar postar um dia antes do normal pra compensar ok?
- Eu estava olhando de dentro do carro, tinha um cara com uma roupa muito estranha toda colorida e uma mulher que... – Dormi.
Acordei com um sol batendo direto no meu rosto. Olhei para o lado mas a cama estava vazia. Fui até o banheiro mas tropecei em algo no meio do caminho. Era Jake. Ele estava dormindo no chão com a roupa do dia anterior. No mínimo, isso foi estranho.
Levei um super susto ao me olhar no espelho. Senti um enjôo forte e vomitei tudo o que tinha direito, e mais um pouco.
Acho que as bebidas de ontem não me fizeram bem. Escovei os dentes e quando saí do banheiro Jake já estava na cama vendo tv. Provavelmente acordou com o barulho do banho.
Ele estava tenso.
- Você vomitou?
- Sim, mas não é nada.
- Tá bom.
Ficamos arrumando nossas coisas em silencio.
- Jake, aconteceu alguma coisa?
- Não, nada. Só estou preocupado. Agora fudeu, se seus pais não deixarem você ir, fudeu.
- Calma, Jake. Vai dar tudo certo.
- Mas Manu...
- Jake, eu já estou preocupada, não adianta botar ainda mais pressão em cima de mim.
- Eu só não quero te perder. – Disse se levantando em minha direção.
- E nem vai. – Respondi olhando em seus olhos antes de abraçá-lo.
- Eu te amo.
- Eu te amo mais. – Meus olhos se encheram de lágrimas. Merda, eu não falaria pra ele, mas minha fé na bondade dos meus pais estava se esgotando.
Ficamos vendo televisão até a hora de ir embora. No tempo todo em que ficamos só nós dois, o silêncio predominava. No carro, deixei a Laura com ele no banco da frente e fui dormindo aconchegada no colo do Ash, que olhava pela janela sentindo falta da tão fofa e estilosa Isabel.
Chegando no sítio, estavam todos cansados da viagem e foram dormir. Eu estava sem sono então fui para a sala.
No dia seguinte, acordei tarde e no sofá da sala. Fui procurar Jake e o resto do povo, mas todo mundo tinha sumido.
Encontrei a empregada na cozinha e ela me avisou que eles foram caminhar. Pus minha roupa de corrida e peguei a trilha em que eu e Laura caminhávamos sempre que vínhamos pra cá há alguns anos.
Quinze minutos depois encontrei todos caminhando. Caminhamos por uma hora em meio às árvores, e nós resolvemos parar um pouco. Chamei a Laura em um canto.
- Laura, amanhã eu vou conversar com meus pais. Você não leva o povo na cachoeira pra mim? Distrai eles por favor, porque eu to ferrada. Mesmo.
- Claro, eu distraio eles. Mas viu, se prepara, fica calma e não deixa a ansiedade te atrapalhar, beleza? Ficar nervosa não vai te ajudar em nada.
- Tá bom. – Dei um abraço nela. O abraço do Jake era ótimo, mas não era o abraço de uma das minhas melhores amigas. – Obrigada.
- Magina. – Sorrimos enquanto eu tentava conter as lágrimas.
Voltamos para casa correndo por causa da chuva forte que começou. Ficamos o resto do dia no estúdio lá em baixo tocando música e cantando. Começamos até a escrever uma música juntos.
Dormimos igual anjos com o barulho da chuva lá fora. Minha ansiedade aumentava a cada minuto.
Acordei cedo no dia seguinte e logo tomei banho e pus uma roupa mais normal para poder visitar meus pais.
Fui para a cidade sem acordar ninguém, a Laura já sabia o que fazer.
Chegando em casa, liguei para o Murilo. O Marcelo era o irmão festeiro, Murilo era o irmão amigo.
Ele foi para lá e expliquei tudo pra ele. Tudo mesmo. Só não entrei em detalhes quanto a mim e ao Jake. Ele disse que acha que eu devo abrir o jogo, e não esconder nada. Nem meu namoro, nem os problemas da faculdade.
Concordei com ele e ficamos conversando até a hora do almoço.
Almoçamos como antigamente, como se fôssemos a família feliz da musiquinha do Barney.
Assim que terminamos fui com meus pais até o escritório.
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