Notas iniciais
Agradecimentos especiais a Anna e Bibs ♥ Explico o motivo da minha demora lá no final e o título do capítulo e.e Capítulo HIPER-MEGA meloso ♥

Celular te avança três casas.

Alexia

Eu estava chocada. Fiquei um bom tempo olhando o exame. A Lauren, aquela garota que te dá broncas por um erro, estava grávida. Era duvidoso, sem dúvidas.

–Eu não sei o que fazer. Eu não estou preparada para ter filho. Nem eu e nem Vicent. -Caramba, Vicent odiava bebês. Ele terá um infarto quando souber disso. –Vou pra casa e pensar melhor no que vou fazer.

Assenti positivamente e a levei até a porta. Nós despedimos ali e a pedi a única coisa que eu não quero que ela faça.

–Não pense abortar, por favor. Essa criança não tem culpa de nada.

Ela sorriu e foi embora. Respirei fundo e sentei no sofá.

Eu sei que hoje em dia, os abortos são frequentes. E geralmente acontece em lugares clandestinos –obviamente- e o bebê não tem culpa de nada, não tem consciência de como as coisas são. Quando vi, já era quase 1 hora da madruga.

Mandei uma mensagem para Aaron e tenho quase certeza que ele está dormindo.

“Perdão por não retornar, mas está tarde, você deve está dormindo, podemos conversar mais tarde.”

Um minuto depois ele me respondeu.

“Estava te esperando, posso te ligar”? ’’

Sorri, e olhei as horas novamente. 1h15min.

–Mãe!? –Gritei e a voz ecoou pela casa. –Mãe!?

Novamente, ela passará a noite com papai. Fiz poucas visitas e isso me deixa um pouco mal. Porque não sei muito bem como ele está realmente. Pois já passa quase um mês que está internado. Decidi me informar no dia seguinte, quando mamãe voltar pra casa.

“pode”

Quase três minutos depois, meu celular começou a vibrar. Estranhamente, meu coração começou a disparar.

–Oi. –Sussurrei.

–Oi. –Respondeu e fiquei nervosa de repente. –Você está bem? Parecia preocupada. Aconteceu algo com a Lauren?

–Não. Quer dizer... Sim. É complicado.

–Hum. Como está seu pai?

–Acho que está bem. Faz um tempo que não vou ao hospital visitá-lo. Espero que ele esteja bem. Eu... Eu não suportaria se algo acontecesse com ele.

–Tenha fé e apenas pensamentos positivos e tudo dará certo. –Sorri e peguei uma revista de astrologia folheando-os. –Confie em mim. Você ouviu o que eu disse na chamada anterior?

–Sim. –Respondi. –Não sei se é uma boa ideia ou não. Mas não temos opção, está na casa da sua mãe e só voltará segunda. Podemos passar por essa experiência. Porém, confesso que estou com saudades de conversar contigo.

–Eu também estou com saudades Alexia. Muito. Você não tem noção. Quero muito te abraçar. –Gargalhei baixinho. Não sei se é instinto, mas é como se eu soubesse que ele sorriu do outro lado da linha. –Quando você fala experiência, sua voz sai sexy. –Corei. –Caramba, é quase duas horas. Ei Alexia, vai ter um show na nossa cidade, eu queria ir, só não sei se você curte a banda.

–Eu sou eclética¹. A banda é de qual gênero musical?

–Um rock meio leve, talvez Indie. Não sei, começou a fazer sucesso agora.

–Eu gosto de Indie. Como se chama a banda?

–Kodaline.

–Eu adoro essa banda, apesar de que tem poucas músicas. Eu adoro All I want, por causa do clipe, é lindo e ao mesmo triste.

–Eu nunca vi o clipe.

–É lindo, porque o clipe fala de um cara que gosta de uma mulher, só que as pessoas acham ele diferente, por ter um rosto... Deformado, digamos assim. E colegas de trabalho zombam dele. Mas no decorrer da história, ele consegue ‘conquistar’ a garota, porque ali dá pra ver que ela gostou dele dependente de como ele é.

–Ele a salva e ela esquece o celular.

–Ei, você já viu o clipe. –Falei rindo. –Podia ter poupado de comentar o clipe.

–Prefiro ouvir a sua voz. Então, vamos? Eu sei que seu pai está no hospital, mas se algo tivesse acontecido com ele, sua mãe iria contar na hora, e pelo jeito, como você não recebeu nada de novo, pode ser que o estado dele está bom. Eu queria muito que fosse eu compro os ingressos, não quero que pague nada, só quero que me acompanhe.

–Você falou com minha mãe, não falou? –Sabia, por isso que minha mãe perguntava se estávamos bem, se ele me ligou. Revirei os olhos e balancei a cabeça em desaprovação. –Vocês dois são uma parceria. Pior que eu e Seth.

Ele riu.

–Desculpa, preciso da sua resposta agora.

Será que eu vou? Odeio ficar em dúvida, mas pensando assim. Kodaline é uma ótima banda e queria muito que cantassem Love Like This e Latch.

–Tudo bem. –Respondi. –Eu vou.

–Ingressos comprados. Muito obrigada Alexia. Você me faz feliz de um jeito. Tenho que ir, segunda?

–Segunda.

Eu adoro estar apaixonada. Eu adoro sentir borboletas no estômago e ficar sorrindo por qualquer coisa. Adoro que as pessoas comentem: “Nossa, seus olhos estão brilhando’’”.

Kodaline. É engraçado, pois acho que as letras falam de nós dois. Eu e Aaron. Por algum motivo, acho que foi destino.

Notas finais
*¹ Pra quem não sabe eclética significa que gosta de tudo,no caso, Alexia gosta de vários tipos de músicas. O título é uma brincadeirinha entre minhas amigas, de quando 'uma coisa' salva o relacionamento, faça que o 'amor' cresça, dizemos que a 'coisa' te avança três casas. No caso, o que 'salvou' o relacionamento foi o celular. Entenderam? Se não entender, mandem uma MP que explico melhor. Agora sobre minha demora, a maioria deve saber que fim de ano sempre é aquela 'correria' toda: provas, trabalho, Enem, provas de cursos para o ano seguinte... No meu caso foi assim. Enfim, só isso. Goostaaaram do capítulo? Finalmente, o título de 'alguma forma' vai fazer ''sentido'' na fic. A-M-O Kodaline, Latch é minha preferida. Beeijos! PS: Gostaram da foto? .-. Coisa simples, eu sei.