Notas iniciais
Seja bem vinda Maargo e leitores novos. Estou sentindo falta de alguns leitores aqui ;// Agradecimentos especiais a Brenna, Anna, Margo e Bibs ♥ ♥

Tenso

Hoje foi um dia tenso para todos nós. Começando pela Lauren e Vicent.

Na terça feira, dois dias depois que eu e Aaron conversamos pelo celular, Lauren resolveu contar para o Vicent. Á noite.

O problema é que ela Tenha evitado Vicent por muito tempo e isso prejudicou a eles. E ele queria que eu metesse no meio deles. O que eu nunca vou fazer.

–Não, Lauren, isso é coisa de vocês dois. Os irresponsáveis de vocês tem que aguentar as consequências.

–Por favor, Ale. Só te peço isso. Só esteja lá comigo. Você pode ficar na varanda. E eu converso com ele no quarto. Eu não sei como será sua reação, e ele odeia crianças pelo simples choro e manha que elas fazem quando querem algo.

Suspirei e olhei pra ela. Passei a mão no rosto e ela me abraçou. Entendeu como ‘sim’. Peguei o meu celular e meus documentos e fomos para casa do Vicent. No caminho, conversamos um pouco sobre o show de Kodaline para descontrair o clima tenso que estava pairando entre nós.

Quando tocamos a campainha, ela começou tremer um pouco. Vicent abre a porta e olha para nós duas confuso. E depois fixa o olhar na Lauren. Ele se afasta da porta e entramos.

–Posso pegar um copo de água? –Perguntei a ele.

–Claro. Você é de casa. –Sorri e olhei para Lauren fazendo sinal para ir em frente e caminhei até a cozinha. Fui até a geladeira e peguei um copo de água gelada e coloquei um pouco de açúcar nele.

Ouvi passos se afastando rapidamente. Deduzi que tinham subido as escadas. Os dois vão brigar e por cima, feio. Fui atrás e a porta estava aberta. Os dois estavam sentados lado a lado na beirada da cama.

–Aaron está no banheiro. –Vicent fala para mim e assenti devagar. Quando olho para o quarto por inteiro, vejo que estavam jogando futebol. E tinha três manetes em cima da cama.

–Tem mais alguém aqui?

–O Coxinha está vindo aí. –Droga. Droga. Droga. Peguei o celular e disquei o número dele.

–Estou lá embaixo. –E quando me viro, dou de cara com Aaron. Caramba, está acontecendo tudo muito rápido. –Aliás, ele também vai. –Puxei seu braço e estávamos longe do quarto. Coxinha atende minha ligação. –Está aonde?

–Vou pegar o ônibus agora.

–Não pegue, fique aí. Não vá pra casa do Vicent. Lauren e ele precisam conversar.

–O que está acontecendo?

–Você saberá amanhã, eu acho. Tchau. –Desliguei antes que ele dissesse mais alguma coisa. Estou tensa, muito tensa. Aaron estava me encarando sem entender nada, coitado. –Depois de isso tudo acabar, você vai me beijar.

E eu não sei por que eu disse isso, mas ele riu. E eu ri também. E de repente, ouço uma batida bem alta e um soluço bem alto.

–Você vai me contar?

–Ela está grávida. –E ele fez um ‘uuuh’ e olhou para baixo. Essa situação está bizarra. –E ele odeia bebês.

–Eu te odeio Vicent. Você é pior que eu pensava.

–Pior?! Eu tenho 18 anos porra! Tu acha que eu quero ter filho? Tu acha que quero ver essa coisa chorando pro meu lado?

–Idiota! BABACA! Eu vou ter esse filho, você querendo ou não. E quer saber? Acabou.

–E tu acha que depois disso, eu ia continuar namorando com você? Tu é louca porra! Quer saber? Sai da minha casa! Você e Alexia!

Eu não queria ter escutado essa conversa, eu queria ter ficado lá na rua, apesar de que estavam berrando e seria impossível não ouvir.

Olhei para Aaron e eu estava nervosa, a ponto de explodir com ele. Eu sabia desde começo que Vicent não prestava e eu a alertei.

Lauren saiu do quarto chorando de raiva e eu encarei Vicent. Ela desceu as escadas.

–É Vicent, você é um imbecil. Mas você tem culpa disso também, não é só ela. E quando ela encontrar outro rapaz sinta o gostinho de outro cara sendo pai dessa criança. Que é sua, por sinal.

E saí.

***

E no dia seguinte, Vicent não foi para escola, e ninguém sabia de nada. Coxinha cobrou a uma explicação, porém enrolei um pouco, pois Lauren precisava de apoio. E foi isso que eu fiz. Nós matamos duas aulas, e ficamos na quadra, atrás da arquibancada.

Lauren desabafava e dizia o quanto Vicent é canalha. Eu não discordava de nada porque ela tinha razão. Além de os dois forem irresponsáveis, Vicent foi agressivo com ela, o que podia ter prejudicado ela, já que levando em conta que gestantes não podem ficar nervosas. No último horário, voltamos para sala e ela ficou com a cabeça abaixada até a aula terminar. E recebi uma mensagem de Aaron dizendo que quer conversar comigo á tarde.

Levei a Lauren até sua casa e de lá, fui para o hospital e fiquei com meu pai por algumas horas. Pelo menos o médico disse que ele teve uma melhora, o que me deixou bastante feliz. Talvez antes do show, ele acorde e tenha alta. Eu estava hesitante em ir para o show e deixar a Lauren sozinha. E minha mãe disse que na noite passada, na madrugada, o papai acordou e chamou meu nome e do Seth e dizia que nos amava. Eu chorei e ri ao mesmo tempo. Fui para praça e o Aaron estava sentando ouvindo musica, e batia o pé e mexia a cabeça de acordo com ritmo.

Ele fixou o olhar em mim e sorriu. Sorri de volta e sentei ao seu lado.

–O show é sábado agora, está preparada? –Sorri sem graça e fixei o olhar em qualquer lugar que não seja ele. –O que foi? Não quer ir?

–Não sei se é uma boa ideia deixar a Lauren sozinha.

–Ela tem a mãe dela. E tem outras amigas.

–Eu sei, mas... Sei lá.

–Quero ficar contigo, não estamos tendo tempo para nós. Sem contar que na semana que vem, tem campeonato da dança lá. Vocês não ensaiaram ainda.

–Droga, eu tinha esquecido essa parte. –Dei tapa leve na minha testa e ele riu fraco. E aproximou dando um beijo na minha bochecha. Depois deu outro beijo no canto dos lábios e depois um selinho.

–Vou cumprir seu pedido.

–Pedido? Que pedido?

–Quando tudo acabar, eu teria que te beijar. –Eu gargalhei lembrando a cena e balancei a cabeça positivamente. Ele puxou meu rosto com duas mãos e colou nossos lábios pedindo permissão para que sua língua invadisse a minha. E ficamos assim até chegar a hora de buscar o Seth na escola.

Pedi para que me acompanhasse, e ele aceitou e entrelaçou nossas mãos.

Quando estava perto da escola, tinha uma rodinha de garotos pequenos gritando.

–Briga! Briga! Briga!

Ignorei-os e fiquei esperando Seth no portão. Aaron estava encarando a rodinha tentando enxergar quem estava brigando. Alguém está querendo ver à briguinha.

–Quer ver a briga? –Perguntei ironicamente. Ele soltou imediatamente minha mão e atravessou a rua. Não acredito que ele fez isso. Observei e ele entrou na rodinha empurrando os garotos. E aquilo foi o suficiente para ver que é o Seth que estava metido nisso.

Corri até lá, e eu estava eufórica. Seth brigando? Isso não é do feitio dele.

–O que você fez com meu irmão? –Gritei olhando para o garoto que estava tentando avançar nele.

–Alexia fica calma!

–Fica calma? Isso é porque não é seu irmão que está brigando. –Virei para o garoto e apontei o dedo na sua cara. –Se você encostar nele de novo, eu vou te bater. –Aaron segurou minha mão e soltei de raiva e puxei o braço do Seth.

–Ai Ale! Está doendo.

–Ah está doendo? –Disse e puxei sua orelha e ele começou a gritar. Aaron tirou a minha mão e ele estava chateado.

–Tenha dó Alexia, você não sabe o que aconteceu. –Revirei os olhos e continuei a andar. –Caramba, ela vira um monstro quando tem algo relacionado a você hein. –Olhei para ele zangada e ele jogou os braços para cima. –Não estou aqui, desculpa.

–Fale. O que aconteceu para você brigar.

–Ele zombou de mim.

–Por quê? – Ele cruzou os braços e virou para outro lado. –Por quê? –Repeti e ele bateu o pé.

–Por causa da minha carta.

–Para quem? –Agora foi a vez de Aaron perguntar.

–Yasmim. –Ele respondeu cabisbaixo. –Ele disse que ela não gosta de mim e rasgou minha carta.

Olhei para o Aaron que deu de ombros e entrelaçou nossas mãos. Ficamos em silencio no caminho e comprei algodão doce para ele. Ele apanhou tanto. O olho dele ficou roxo, e tinha um pouco de sangue no nariz além de arranhados nos braços.

Notas finais
Não se esqueçam de comentar, recomendar, favoritar... Conversem comigo amoores! Beeijos!