Notas iniciais
19 leitoras e 3 favoritaram, *-* ♥ Temos um novo 'POV' leitores u.ú Queria agradecer a Brenna, Lady e Lyn ♥ E queria pedir MIIIIIIIIIIIIIIIIIIL desculpas a Hannah por não ter respondido o comentário, eu não vi ç.ç Prestarei mais atenção.

Preparações

Zac

Eu não esperava ouvir aquilo dela, quer dizer, eu sei que terminamos e tudo mais, mas ter escutado aquilo doeu. Talvez, ter terminado com ela, não foi uma escolha inteligente, porque meus sentimentos estão voltando. Eu sentia falta de seu carinho, das suas risadas, das nossas brincadeiras e juras de amor. Com ela, eu sou o homem mais feliz do mundo.

Apesar de que eu não tenha uma boa fama na escola, eu posso garantir que fui fiel á ela. Fiz uma tosse forçada, e os dois me olharam.

–Zac. –Alexia estava sem graça, eu sabia até o seu próximo passo, porém sorri e peguei as sacolas levando para dentro do meu lar. Quando terminei, fui para sala ligando o Playstation. Um pouco mais tarde, a galera iria vir aqui para ajudar a arrumar a festa. Alexia sentou do meu lado e eu a ignorei. –Zac, você sabe que não podemos voltar.

–Do que está falando?

–Não se faça de tolo, eu namorei contigo por dois anos. –Eu balancei a cabeça e a observei.

–Eu sinto falta de tudo sabia?

–Você quis isso. Eu queria voltar lembra? Mas você disse para sermos amigos.

–Foi um erro. –Respondi. –Foi a pior escolha que eu fiz.

–Você tinha superado. –Eu revirei os olhos e comecei a jogar GTA V. — Você vai encontrar outra garota.

–Eu não quero outra garota. –Falei sem tirar os olhos da TV. — Eu quero você, você que me faz feliz Alexia. –Ouvi um suspiro e passos se afastarem. A campainha tocou.

***

Alexia

Voltei para cozinha e Aaron colocava os refrigerantes no freezer. Peguei alguns doces e guardei no armário. Peguei o telefone e recomendei salgados e doces.

–E o bolo? –Aaron perguntou e eu mostrei uma sacola grande.

–Daqui a pouco, ele está aqui e vai me dizer como ele quer que o bolo seja feito.

–Ale! –Senti dois braços pequenos na minha cintura. –Aaron!

–E ai garotão.

–Ei coisa mais fofa do mundo. –Apertei suas bochechas e Seth mostrou língua. –Quanta imaturidade, precisamos conversar sobre o bolo.

–Gaara. Cobertura vermelha e a vela do Gaara. Pode colocar morangos também. –Meu Deus, ele já tinha planejado tudo isso. Aaron riu e bagunçou os cabelos dele. Liguei para empresa de bolos e recomendei.

Algumas pessoas chegaram para ajudar com a festa. Justine, um cara que era o DJ de todas as festas de nossas escolas também faria um ‘’show’’ nessa. Ele chegou com duas malas que provavelmente no interior dele, estão os equipamentos. Observei os seus passos. Eu tinha curiosidade de conhecê-lo, pois ele é bastante imprevisível. Tivemos pouquíssimas conversas.

Enfim, Justine ligou o som e colocou um playlist animado e o início das preparações começou.

Panic! At The Disco — I Write Sins Not Tragedies

Bagunça ali, bagunça lá... Eu e Seth arrumávamos as coisas dançando. Éramos a dupla Remix, segundo as pessoas, ou seja, nunca ficamos parados quando estamos juntos. E de fato, é verdade. Seth fazia passinhos e eu cantava. Amo cantar. Uns dos meus hobbies preferidos.

Algumas pessoas tentaram me incentivar a participar de um campeonato de música que tem aqui em Miami, mas eu sempre recusava.

–I'd chime in with a "Haven't you people ever heard of closing a god damn door...–Cantarolo.

[…]

Apenas no final da tarde que fizemos uma pausa para lanchar. Já tínhamos terminado e Aaron nos acompanhou –Eu e Seth- para casa. Foi quando no meio caminho, eu lembrei que não comprei presente para meu irmãozinho. Droga! Mil vezes droga!

–O que foi Ale? –Seth abraçou minha cintura e me encarou. Pensa Alexia, Pensa. Aaron me encarava confuso.

–Tenho que comprar o cosplay do Aaron.

–Mas eu já tenho. –Lerdo. Vou te matar pela telepatia.

–Eu quis dizer da Yasmin. Ela me pediu para olhar uma fantasia boa pra ela. –Aaron abriu a boca pra falar e eu pisei em seu pé. –Vou te levar pra casa e se comporte.

No caminho, Aaron me cutucava perguntando por que menti. Eu ignorei, e esperei Seth entrar na casa.

–Esqueci-me de comprar o presente de Seth.

–Oh! Foi mal Alexia. –Sorri e puxei sua mão acenando para o ônibus.

Chegamos ao shopping e fui direto para uma loja de calçados.

–Já sabe o que vai comprar? –Assenti e pedi a moça.

–Sim, um All Star. Ele nunca teve uma. –Ele assentiu e sorriu. –Não tive condição para comprar. –Completei.

–Escolhe um para você, eu pago. –Eu gargalhei. –Estou falando sério.

–Nem pensar. –Respondi e ele negou. –Eu posso comprar.

–Eu sei, mas eu quero te dar uma. –Neguei novamente e ele revirou os olhos. –Teimosa.

–Vamos fazer o seguinte: No meu aniversário, você me dá.

–Fechado, que dia que vai ser?

–Ano que vem, em março. –Ele riu sarcástico. Eu sabia que até lá, ele não lembraria mais. –É aquele que eu quero. –Apontei para a vitrine.

***

Ronald, pai do Aaron.

A liberdade é melhor coisa que existe no mundo. Não me arrependo de casar, mas se eu sentia falta de liberdade na época... Ah! Sentia demais. Arrumei um trampo na oficina no Centro, salário fajuto, mas melhor um pouquinho do que nada, certo?

Hoje sairia mais cedo do trabalho, pois a esposa do dono morreu ai entrou depressão, já sabe né? Chororô pra lá, chororô pra cá. Eu precisava de um banho, estava todo sujo de graxa.

Mas antes, resolvi passar no mercadinho perto daqui. Comprar umas coisinhas e tentar fazer gororoba boa e saudável, porque já está todo mundo engordando e depois vão botar culpa em mim. Queria ser adolescente de novo, com aquela fama de pegador e jogar bolinhas de papel nos outros. Ô vidinha boa que eu tinha hein? Não tinha contas pra pagar, não tinha filho para tentar colocar no eixo, ou mulher pra cuidar. Mulher é coisa boa, a minha mulher é perfeita, mas não dava sabe? A gente só brigava, nem sexo fazíamos mais. E eu achei que o Aaron ia sofrer com a separação. Mas que nada, ele gritou aleluia e jogou os braços para o alto. Esse menino é danado que eu vou te falar.

Estava guardando as sacolas na moto quando vi cebolas e tomates rolando no chão, já que era morro.

–MOÇO! Ô MOÇO! Pega as cebolas, moço! Ai meu Deus! Sacola vagabunda, só rasga comigo. –Uma jovem corria igual doida chutando a cebola pra cima e pegando. O pior que ela foi chutar o tomate acabou estourando e espalhou pela calçada e acabou escorregando. Tentei ajudar, mas eu ri demais. As cebolas já tinham atravessado as ruas e paravam lá no final da rua. Eu resolvi ajudar a moça e ela me empurrou. –MOÇO, PEGA AS CEBOLAS, PELO AMOR DE DEUS! Ai meu Deus, o Léo vai me matar.

–As cebolas estão paradas, jovem, é só descer o morro que você recupera.

–Ah é? –Ela se acalmou. Ofereci a ajuda de novo e ela levantou. Ela olhou o relógio e arregalou os olhos. –Puta que pariu! Estou atrasada, OH MEU DEUS! Esqueci-me de fazer o trabalho da faculdade. Ai meu Deus, tenho que comprar o presente para um pirralho.

–Você é bastante esquecida. –Disse e ela não me ouviu. Saiu correndo e desceu morro pegando tomates no caminho.

–Ô MOOOOOOÇO!!!! VALEEEEEEEU! –Ela pulou e acenou e voltou a pegar os legumes.

Guria maluca.

Notas finais
Uheueheueheuehue Ronald é legaaal né *-* O que acharam?