All I Want (EM REENCONSTRUÇÃO) 04/2020
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Compras
Aaron
Gritos, aplausos e risadas. Palavras chave do teatro. Depois de abaixarmos a cabeça, todos nós fomos para o camarim trocar de roupa. Vendo a Alexia daquela forma, sem o uniforme, eu tive vontade de beijá-la. Foi um pensamento absurdo, um pensamento impossível. Antes de apresentarmos a peça, ouvi uma conversa de garotas.
–Você está sabendo que Zac e Alexia voltaram?
–Os dois? Tem certeza?
–Claro amiga! Os dois saíram de moto para pegar o figurino até parece que não trocaram alguns beijinhos.
–Vendo por esse lado, pode ser verdade, já que os dois tem uma linda história. Tenho inveja dela.
Não sei se eu fiquei incomodado pelo fato da fofoca, ou pelo fato de os dois ter voltado mesmo. E lembrar que terei que encontra-la mais tarde, para comprarmos as coisas para festa, me deixou estressado.
Eu trocava de roupa quando Coxinha percebeu que eu estava frustrado.
–Que bico fechado é esse?
–Nada não. –Respondi sentando no banco calçando meu tênis. Coxinha murmurou algo e riu. Despedi da galera e fui pra rua esperando por ela.
Depois de 15 minutos, Alexia chegou.
***
Alexia
–Que demora. –Resmungou Aaron. Olhei para ele, e sorri sem graça.
–Desculpa.
–Tá, vamos. –Disse ríspido. Fiquei calada enquanto caminhávamos para loja de Artigos de Festas. Eu sabia que mais tarde a minha crise voltaria. Quando chegamos à loja, pegamos dois carrinhos e dividimos as seções. Depois que ele saiu, a crise voltou. Quando comecei a me cortar, minhas crises começaram. É crise de choro. Geralmente, ela acontece depois de alguma briga ou quando me ignoram.
Fui para a última seção, o mais longe possível dele e chorei. Baixo para que as outras pessoas não percebessem. Pegava as coisas necessárias e colocava no carrinho.
Aos poucos, eu fui parando de chorar, vez ou outra, ela voltava.
–Alexia, não tem velas aqui. –Ouvir a voz de Aaron fez que eu entrasse em desespero. Eu assenti rápido de costas para ele e continuei pegando alguns pacotes de doces. –Você está bem? –Assenti novamente. –Então olhe para mim.
Por um minuto, eu esqueci-me de respirar. Quando seus dedos tocaram nos meus punhos, eu deixei a mochila cair no chão. Agachei-me e abri a mochila procurando por óculos de sol. Eu sabia que meus olhos estavam vermelhos. Ele agachou e puxou meu queixo me obrigando a olhar para ele. Seu olhar entristeceu. Eu tinha certeza disso. Ele suspirou e levantou me puxando junto.
–Desculpa. Eu não queria ser grosso com você. Estou estressado com a pirralha. –Olhar nos seus olhos, fez que os meus lacrimejassem. –Não chore, desculpa. Desculpa. Prometo não ser mais grosso com você. Eu prometo. –Eu assenti, empurrando o carrinho. Ele se juntou a mim até o caixa.
***
Aaron
Droga, eu tinha que perguntar se os dois estavam juntos. Mas eu não conseguia. Eu a observava enquanto ela pegava os produtos do carrinho e colocava no balcão rolante. Tem um pouco de verdade de Yasmin estar me estressando. Ontem, ela inventou onda de não querer ir mais para o aniversário de Seth. Toda vez que tocava no assunto, ela me respondia com patada e com vergonha. Alguma coisa aconteceu com os dois no almoço. Não justifica de ela me dá patada TODA hora que toco no nome Seth.
Tinha que ter certeza se estava rolando algo entre os dois para poder conversar sobre isso com Ale. A conversa das meninas martelava na minha cabeça. Depois de pagar a atendente, e receber o troco, pedimos um táxi para ajudar com as compras. O taxista contava da vida dele e de como casamento arruína a sua vida. Alexia estava com o pensamento vago. Quando ela virou a cabeça para me analisar, eu desviei olhando para janela.
Eu preciso perguntar a ela. Sem ela desconfiar.
Descemos do carro e o taxista ajudava colocar as sacolas em frente da casa de Zac. Eu paguei o taxista e Alexia me encarava esperando por um passo meu.
–A casa do seu namorado é maneira. –Tinha verdade nisso. A casa é grande e tinha um enorme jardim cheio de flores. E um belo carro, Hyundai hb20 estava estacionado em frente do portão.
–Zac não é meu namorado.
–Estão dizendo que vocês voltaram. –Falei indiferente.
–Não estamos e eu não quero. –Explicou e eu assenti. –Essas pessoas não tem nada para fazer, só inventam fofocas.
–Não existe nenhuma possibilidade de vocês voltarem? –Perguntei para afirmar mesmo. Ela negou. Ouvimos uma tosse e viramos encontrando o Zac. Vish... Pela sua expressão fechada, ele ouviu a conversa e por pior que seja, para mim, ele ainda gostava dela. E queria voltar pra ela.
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