All I Want

10 Who's gonna drive you home tonight. ?


Notas iniciais
Gente, rsrs, não me matem. Assim, desculpas de vdd pela atualização feita a cada mil anos, mas a vida adulta, corrida e tal não permite que meu lado fangirl entre em ação sempre. Obrigada pela compreensão de vcs, pelo carinho e os elogios. Ah, e o título do capítulo vem da música Drive, do The Cars, e foi uma canção que bombou na época em que se passa ST, 1984 ( e é uma das minhas favoritas).

Eleven parou em frente a uma estante no quarto de Jonathan onde ele guardava seus discos e fitas cassetes. Curiosa, foi lendo os nomes das canções... talvez o irmão postiço, agora que iria tinha se mudado para Nova York a fim de estudar fotografia, lhe deixasse alguns daqueles pertences preciosos.

Era quase fim de 1987, e El, Mike e seus amigos estavam no último ano da escola. 17 anos, quase 18. Senior Year.

Perdida em pensamentos, ela não ouviu Will adentrar o quarto:

— A coleção de rock é toda minha, viu? – ele brincou, colocando a mão no ombro dela. – Jonathan disse que o que ficou, a gente poderia repartir.

— Hum. – Eleven sorriu. – Você falou com ele quando?

— Ontem, quando você estava na biblioteca.

Eleven agora trabalhava lá, já que Tyler tinha também ido embora da cidade e a vaga dele na biblioteca estava precisando ser ocupada por alguém.

— El, eu queria te perguntar uma coisa. – o tom de Will se tornou mais sério. – O que você acha de eu ir morar em Nova York também?

Os olhos da garota se arregalaram. Ela não estava muito bem com a partida de Jonathan, mas a de Will seria ainda mais sentida. Tudo o que viveram no Upside Down, de alguma forma, tinha lhes dado uma forte e estranha ligação:

— Eu... nossa, seria incrível. Você sempre quis estudar desenho lá, não é? – ela deu um sorriso conformado, tentando não transparecer uma pontada de dor.

— Sim, com certeza! – e Will desandou a falar sobre o curso que queria fazer, como se manteria lá, e Eleven deixou a mente a mente vagar.

[...]

— Mike, eu estou zonzo, essa conta não bate! – Dustin bufou, frustrado.

— Eu já falei que você deve estar calculando o ângulo errado.- Mike desviou a atenção do seu caderno e apontou para um livro de Cálculos que já estava amarrotado de tanto ele e Dustin estudarem.

— Já estão choramingando abraçadinhos de novo? – Lucas provocou, descendo as escadas do porão dos Wheeler, juntamente de Zoe Walker, com quem estava namorando. –Por que a gente não sai hoje?

— Não dá, cara, a gente precisa entregar estes problemas resolvidos pro sr. Ryan até amanhã. – Mike respondeu.

— Que saco esse negócio de vocês fazerem turma avançada de Matemática.

— Assim como é chato pra gente você fazer Química avançada, e as meninas Literatura. – Mike riu.

—Quer saber? – Dustin pegou suas coisas e enfiou de uma vez na mochila.- Eu tô cansado, morto de fome e a fim da Max, a garota ruiva que se mudou pra esquina da minha rua. Portanto. – ele fechou o zíper da bolsa.- Eu quero sair. E você, Mike, não vem? Vamos chamar a El e o Will...

Mike contemplou o livro e o caderno...

— Não, vão vocês, a El está na biblioteca, mesmo.

— Eu posso ligar e perguntar se ela não quer vir, Mike. – Zoe se ofereceu.

— Não... tá tudo bem.

Os amigos se entreolharam. Desde que El começara a trabalhar na biblioteca e Mike a estudar mais ainda por causa do MIT, parecia que algo andava estranho entre eles, como se se evitassem, de certa forma.

— Ok, então... han... a gente se vê amanhã? Você disse que a gente poderia vir aqui no sábado para a nova campanha. – Lucas falou, hesitante.

— Ok, Lucas. – Mike já tinha se voltado para o livro.

[...]

Holly Wheeler estava assistindo a Punky, a Levada da Breca, muito concentrada, e só na terceira vez que El tocara a campainha ela tinha escutado:

— Elle! – a menina loira exclamou, abraçando a garota mais velha.

— Eu trouxe esses cookies para você. E esta revista com a Cindy Lauper na capa, você quer? – El gracejou, fazendo a irmã de Mike saltitar:

— Quero sim!

—Elle! – Karen Wheeler a cumprimentou com um abraço. – Mike está lá embaixo.

— Ah, mas eu pensei que a gente pudesse brincar de boneca agora! – Holly bufou; ela adorava que El, mesmo já sendo uma moça, gostasse de brincar com ela (e El adorava resgatar um pouco da infância que não tivera). No entanto, daquela vez, a namorada de Mike disse:

— Que tal outra vez, amorzinho? Eu preciso conversar com o seu irmão. Com licença, sra. Wheeler.

Eleven desceu os degraus da escada do porão e viu Mike debruçado sobre seus estudos. Tão belo, concentrado. Mas havia algo nele, uma espécie de aura diferente. Mike conseguia encantá-la tanto, mesmo sem perceber.

— Oi. – ela disse um pouco insegura.

— Oi... – ele se virou, e eles se encararam.

Há vários dias eles estavam estranhos um com o outro, e só eles sabiam do que tinha acontecido.

— Mike, eu...

— Eleven. – ele se levantou. – Eu...

Ela se aproximou do garoto que tanto amava, e ele dela. Os dois se encararam até que deram um passo a frente juntos e suas bocas se chocaram em um beijo faminto, de línguas ávidas, sentimentos conflitantes, algumas lágrimas.

Foram caminhando ainda se beijando até o sofá e não pararam até que estavam com a respiração cansada, suspirando um sobre o outro.

— El, eu... – ele passou os dedos delicadamente pelo rosto dela.- Por que você não quer me acompanhar? Por que você não quer vir comigo quando eu for para o MIT?

— Mike, é... é complicado. – ela fungou. – A gente já discutiu isso.

— Eu não entendo, El! – Mike resmungou. – Você quer viver longe de mim?

Ela desviou o olhar. Ele segurou o queixo dela, suavemente:

— Olha nos meus olhos, por favor. Você sempre confiou em mim.

Eleven nunca tinha sido boa em segurar suas lágrimas, e já estava sentindo os olhos arderem:

— Mike... nada me deixa tão feliz quanto saber que todo dia posso te ver. Eu lembro... lembro de quando eu estava no Upside Down... – ela suspirou. – Eu lembro de que ficava apertando os olhos, para te ver na minha mente.

— Eu sei, mas...

— Mike, eu amo você. Amo. Amar você foi a primeira coisa que eu fiz desde quando você me encontrou naquela floresta. Na chuva. – ela falou, porque ainda sentia dificuldade, às vezes, de ordenar o pensamento e falar ao mesmo tempo. – Mas eu tenho medo. Muito medo.

— De quê? – ele enxugou uma lágrima dela. – Eu nunca vou deixar nada de mal te acontecer. E... bem. Você é a Jean Grey da vida real, lembra?

Ela sorriu um pouco:

— Eu tenho medo de não saber viver numa cidade grande. De ter que lidar com muitas pessoas. Aqui sempre somos só nós... mas eu tenho medo. Medo de não ser boa o suficiente pra você.

A realidade bateu em Mike Wheeler como um caminhão carregado de tijolos sem controle. Era por isso, claro. Ele tinha passado meses falando no MIT. Meses planejando que curso ele e Dustin, que mostrava o mesmo interesse, fariam. E ela ali, tímida, insegura, perdida, tentando estudar, se encaixar. Como se uma garota que tinha tido sua infância roubada, só entendido o que era ter amor, família e amigos aos 12 anos, e começado a estudar e falar melhor aos 13 (após escapar de monstros em uma dimensão paralela aterrorizante) realmente fosse bastante segura sobre si e o mundo.

— Eu sou um idiota. – Mike gemeu. – Desculpa, El. Desculpa.

— Você não precisa.

— Preciso sim! Meu Deus, eu fui cego! Estúpido, insensível. Eu deveria saber... imaginar que para você ir para Boston seria aterrorizante, meu Deus, é até pra mim! E eu forçando, comentando.

— Você me entende agora?

— Sim, sim. – ele puxou o rosto da garota, eles se beijaram sofregamente. Mike beijou o rosto dela, abraçando-a.- Eu amo você, El, mas eu não quero que você faça nada assim por mim. É a sua vida. Você que tem que ver o que é melhor para si. Dominaram a sua vida por muito tempo, você tem todo direito de fazer o que te faz bem.

A garota assentiu. Estava com o nariz e a boca vermelhos, e Mike nunca a achara tão bela.

— Agora, escuta: não há ninguém como você. Você já derrotou monstros, os homens maus, você é capaz de tudo. Você é boa pra Hawkings, Boston, qualquer lugar.

Eleven se sentou no colo de Mike e o beijou demorada e apaixonadamente, colocando todo seu amor por ele ali. Cada palavra, cada gesto de Mike tinha entrado em sua alma, e ela queria confiar que poderia mesmo fazer o melhor, “ser normal”.

O rapaz segurou sua cintura, mas as mãos, à medida que o beijo se aquecia, deslizaram para seus quadris, suas coxas.

Ela sentiu uma bola de fogo subir pelo seu corpo, agora que a boca de Mike trabalhava em marcar o seu pescoço. Uma vez Hopper vira aquilo no pescoço dela e tinha insinuado que o “garoto Wheeler” tivesse mais cuidado, mas ela não estava se importando muito naquele momento. Eles se amavam, e cada toque deixava rastros nela.

Mike sentia a namorada tão entregue e não aguentou. Seu corpo reagiu com beijos, com El sobre seu colo, com os gemidos que ela emitia.

— El, El...- ele a fitou, o cabelo bagunçado, a expressão tão convidativa.

— Mike. – ela sussurrou.

Eles nunca tinham avançado nas bases tão longe. Ela guiou a mão destra dele para um dos seus delicados seios. O garoto engoliu a saliva, nervoso, excitado, desejoso.

— El, você é tão linda. Tão linda. – ele murmurou, baixando o cardigã que ela usava, depois a alça do vestido dela. Foi beijando o pescoço, a clavícula, delicado, mas determinado também, massageando com a outra mão o seio dela.

Eleven fechou os olhos, sentindo os beijos, o toque de Mike deixando-a mole, diferente, desejando por algo que ela não sabia explicar. Eles se beijaram de novo, lentamente, saboreando as novas sensações.

— Eu sempre vou estar com você, sempre. — El sussurrou no ouvido dele, recebendo aquelas carícias novas, apenas para ela. – Sempre.

Notas finais
Reviwes???
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.