All I Need
1 Capítulo 1
Notas iniciais
~Yuuko
Lucy Heartfillia corria pelos corredores do colégio Fairy Tail, seu coração estava disparado, suas mãos estavam trêmulas e suadas, e sua face, vermelha e tensa. Ela gostava de Natsu Dragneel desde quando eram vizinhos, na sua infância, ela sempre fez de tudo para o garoto dono dos cabelos rosados notá-la, mas ele havia mudado no tempo em que ela estava fora.
– Lucy! Isso é suicídio social! – Gritava Levy, uma das melhores amigas de Lucy no colégio, ela estava determinada a se declarar para Natsu na frente de todo mundo, mas estava ciente que as chances de levar um fora eram enormes, mas precisava tentar, se havia uma pequena chance deles ficarem juntos, Lucy faria de tudo para conseguir! Ela atravessava os corredores longos em passos rápidos, e suas amigas a seguiam, tentadas impedi-la.
– Eu preciso tentar Levy! Estou cansada de não saber o que o Natsu pensa de mim.
– Lucy, por favor! Ele não é mais o Natsu que você conheceu. Ele agora é diferente, ficou popular, é pegador, não é de namorar! – Erza, outra amiga de Lucy. Ela era dona de longos cabelos escarlates, pele alva e um corpo escultural, era a namorada de Jellal, um dos amigos de Natsu.
– Eu não ligo! – Lucy falou mais uma vez, dobrou a última esquina do corredor e chegou ao refeitório, onde a maioria dos alunos estava seus olhos percorreram toda a extensão, a procura de certo garoto de cabelos exóticos.
Como sempre, seu coração disparou ao ver o sorriso que jazia nos lábios do rapaz, por um momento, as pernas da loira travaram, deixando-a parada pálida na porta do refeitório. Como sempre, a mesa em que Natsu estava seus amigos Gray, Juvia, Gajeel e Jellal estavam também, todos riam alto, sem se importar com os olhares que vez ou outra eram direcionados à eles.
– Calma, Lucy... Suspire. Você consegue. – A loira murmurou à si mesma dando passos até aonde seu amado estava, ela suava frio e dava passos curtos e lentos, quando se aproximou, todo o grupinho parou de rir e conversar e direcionaram os olhares para ela, o que serviu para Lucy corar ainda mais.
– Loirinha? O que quer aqui? – Perguntou Natsu de forma esnobe e carinhosa, o tom que ele sempre usara para falar com ela.
– Natsu... – Sua voz saiu falha – Eu... quero conversar com você.
– Já não está? – Perguntou rindo ironicamente.
– A sós...
Natsu fez uma cara amarga, o que chateou um pouco a garota. Seus amigos riram maliciosos, gritando coisas do tipo: “Vai se dar bem, Natsu!” ou “Hoje tem! Hoje tem!”. Em resposta, Natsu mostrou-lhes o dedo do meio e afastou sua cadeira, se levantando e pegando Lucy pelo pulso, levando-a para um local mais reservado.
– Fala loirinha! – Falou com o sorriso que Lucy mais amava, um sincero. Lucy estava com as costas apoiadas na parede, Natsu estava próxima à ela, com sua mão pousada na parede acima do seu ombro. Lucy arfou pela proximidade.
– N-Natsu... V-você sabe que eu te conheço desde quando nós é-éramos crianças, n-não é?
– Lucy, se for pra você ficar dizendo coisas óbvias e gaguejando, eu vou voltar para onde eu estava. – Falou revirando os olhos.
– Você ficou estranho comigo depois que eu me mudei... Você sabe, o tempo que eu fiquei fora, nos afastou bastante...
– Sério? É só isso? Queria dizer algo que eu já sei? Vá direto ao assunto!
– Eu gosto de você, Natsu.
– Você o que?! – A expressão de Natsu tornou-se irritada. Lucy se encolheu um pouco, podia sentir suas pernas moles, poderia cair a qualquer momento. – Mas que porra é essa, Lucy?! – Antes mesmo dela volta a dizer alguma coisa, constrangida, ele a pegou pelos ombros a forçando a encara-lo. – Por que está dizendo esse tipo de bobagem, loira?
– Nã-não é bobagem, Natsu. – Baixou a cabeça para desvia o olha de suas ônix. – E-eu gosto de voc-
Não a permitiu completa:
– Pare de dizer isso! Não percebe o quanto isso é ridículo?! – O rosado estava realmente exaltado.
O enfurecia. Não a declaração em si, mas de quem vinha. Vinha daquela garota com quem cresceu, e a única que preservou só para ele como amiga. A que poderia confia, diferente de todas as outras. De todas as outras que se declaravam a ele, mas ele o que era o que ela realmente queriam. Por isso não se envolvia.
Chegar a aquele ponto era terrível.
Como seria de agora em diante? Teria que fazer como fez com as outras, correto? Teria que virar as costas para Lucy para não se envolver, não se ferir. Para ela não o ferir. Mas… afinal era Lucy, ela não faria isso.
Céus, no que estava pensando?
Nem ele mais sabia ao certo. Ela estragou tudo.
Trincou os dentes.
– Retire o que disse agora mesmo! – Berrou a chacoalhando com força.
– Na-natsu? – Gesticulava ela, assustada. Assustada? Olha o ponto em que chegaram. Ela estava completamente frágil em seus braços. Por que não gritava ou esperneava?
Esse amor que ela dizia sentir fazia isso com ela?
Lucy não é assim. Lucy não é assim! Está tudo errado.
– Não posso retirar,Natsu…
– Por quê?!
– Porque eu gost-
– Pare! Bakaaaaaa! – Disse, derrubando-a bruscamente no chão. –Que decepção, loira no baka! – Cerrou os punhos com força. – Fica dizendo as coisas como se não fossem nada…
– Não fico! – Berrou ela já se levantando e indo até ele. – É o que eu sinto! Eu que deveria estar decepcionada com você… – cerra os olhos e os punhos com força. – não entendo porque age assim comigo?! Nós éramos amigos, certo?
– É exatamente por isso! “Nós éramos amigos”?! Você se ouviu dizer?! Nem nos considera mais como amigo, só porque disse essas coisas tudo já mudou! Você é muito egoísta. Como todas!
– N-Natsu...
– Pare de gaguejar!
Os olhos de Lucy arderam, e as grossas lágrimas cristalinas começaram a transbordar da linha d’agua dos olhos da loira. Ela empurrou Natsu e foi saindo pelos portões da Fairy Tail, como se tivesse saído de um transe. Natsu balançou a cabeça, olhando o caminho que a loira fez. Algo no seu íntimo gritou para que ele fosse atrás dela, então ele moveu as pernas. Percebeu como fora estúpido, e decidiu que se desculparia e tudo estaria resolvido e voltariam a ser bons amigos como sempre foram.
Sua Lucy, sempre seria sua Lucy.
Sua melhor amiga, era o correto. Amizades são sólidas, mas do que esses romances. Então Lucy sempre estaria com ele. Era o melhor.
Ele exagerou demais com ela. Não deveria ter pedido a cabeça. Talvez se conversassem com mais calma…
Viu Lucy no meio da rua e então gritou.
– Lucy! – A garota olhou para ele, com seus olhos cheios de lágrimas e uma expressão melancólica.
Pena que nenhum dos dois vira o caminhão que acertou em frações de segundo a garota. Lançando seu corpo pelos ares.
Não poderiam voltar ao que eram antes…
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