All I Ever Wanted
4 Capítulo 4. E então é isso, eu te conhecia?
Notas iniciais
Gente, desculpa pela demora, aqui é a isa, mas na verdade quem salvou o dia foi a Jullie por que eu não escrevi nada, ela escreveu tuuuuuuuuudo :~
Te amo, Rê K3
Te amo, Rê K3
Tampei meu rosto com minhas mãos, tentando esconder minha face corada. Droga! A cada dia eu estava pior! Eu não estava disposta a pedir desculpa, não mesmo. Senti sua risada em meu pescoço, causando-me calafrios por todo corpo.
- Agora que esclarecido, me de licença! – Disse baixo, aproveitando seu estado transtornado por minha resposta, e o dei um empurrão me libertando de seus braços, e abrindo a porta novamente. - Helena... não entendo! Cada dia você me surpreende mais! – Ele parecia realmente confuso. Revirei os olhos, e apontei para minha porta contra minha vontade. Ele pareceu desistir... suspirou, e andou em direção a varanda. Questionei sua ação com olhos, e antes que pudesse ter a oportunidade de perguntar, ele respondeu frio e duro:- Só vou pela porta se quiser que seus pais saibam que havia um garoto em seu quarto! – Parou com a mão na maçaneta da porta da varanda, ainda virado de costas, esperando minha resposta. - Não... vá pela varanda! – Respondi mantendo minha voz firme, e fechando a porta rapidamente. Já bastava os problemas que tinha com minha mãe e com meu pai. Max logo sumiu de minha vista. Deitei na cama derrotada, suspirando pesadamente. Uma semana havia se passado, e tudo que pensava era onde ele havia se metido, se ele havia realmente desistido de mim, queria interrogá-lo, saber tudo o que sabia de mim, e saber como sabia.Desci os degraus do portão do colégio ao lado de meus amigos que conversavam absurdamente alto, como se o barulho da entrada já não fosse o suficiente. - Lena o que aconteceu? – Rebecca perguntou apenas para eu ouvir.- Becca não aconteceu nada! – Dei um leve soco em seu ombro, esperando que nossa breve conversa terminasse rapidamente, pois ninguém sabia de Max.- Te conheço! Vamos Leninhaa! Sabe que pode confiar em mim! – Ela deu uma piscadela, soltando um baixo risinho depois. Resolvi abrir o jogo – Becca era o tipo de menina que jamais desistiria de algo. - Se eu te contar nem vai acreditar... bom... – Cocei a parte de trás de meu pescoço, incomoda pelo assunto. Olhei sua face, e ela sorriu, para que eu prosseguisse. – Eu conheci um garoto, – quando estava preste a continuar, meus olhos cruzaram com os lindos olhos verdes musgo que eu desejava encontrar – Max... – sussurrei para mim. Sem ao menos pensar duas vezes, pedi licença a Becca, e andei a encontro de Max, que estava do outro lado da rua. - Lena! O que há com você?! – Ouvi ela gritar longe. Apenas ignorei. - O que faz aqui? – gritei fingindo estar nervosa. - Vim ver você! – Ele sorriu inocentemente, mostrando todos os perfeitos e brancos dentes. - Como sabe que estudo aqui? Como sabe exatamente tudo sobre minha vida? Porque eu não sei nada sobre você?... – Cuspi milhares de perguntar em sua cara. Ele apenas riu. - Vamos a uma lanchonete, lá conversamos! – Disse pegando em minha mão. A puxei para mim, e o segui andando. O caminho ate lá foi quieto... ninguém estava disposto a quebrar o silêncio, porém, eu já estava ficando nervosa. - Certo, agora me fale! – Pedi nervosa, me ajeitando na cadeira da lanchonete. - Bom... não sei se lembra, mas, dois anos atrás, ou três, não me lembro direito, um louco apareceu na sua janela, implorando por ajuda... – Ele riu relembrando do momento. Arregalei os olhos chocada, como eu não havia o reconhecido? Aos meus quatorze anos, eu estava em meu quarto, emburrada, e muito revoltada, pois meus pais ainda pensavam sobre minha festa de quinze anos, que aconteceria dali a cinco meses. Eu escutei alguém bater em minha porta, e me surpreendi em ver que era a porta de minha varanda, os olhos deles imploraram por ajuda, como eu era generosa, claro que eu o havia deixado entrar. Ele arfava, parecia que estava correndo de algo, então ele ficou o resto da matina em meu quarto, conversando comigo. E me beijou. Sim. Beijou-me. - Oh Deus! – levei as pontas de meus dedos à boca. – Era você! – Ele deu uma linda risada rouca. Porém, isso não explicava muita coisa. - Conseguiu sua festa? – Ele me perguntou, dando um gole em seu capuccino. Engasguei com o suco que tomava. - Como lembra? – Disse entre algumas tossidas, que logo cessaram. - Há coisas que não esquecemos! – E deu um lindo sorrisinho. - Bom... sim, eu consegui. Meu pai nunca passou um tempo comigo, e ele nunca se perdoou por isso, então sempre que pode, ele dá um jeito de me ajudar. – Sorri fraco, e ele apenas riu. – Certo, agora me diz, como tem meu telefone? – arquei uma de minhas sobrancelhas. - Gostaria que essa pergunta nunca chegasse... – ele sussurrou. O encarei com um olhar confuso... não entendia. - Porque? – Perguntei inclinando-me sobre a mesa. - Bom... conhece Mia? – ele indagou. Mia. Ah! Minha não era uma das melhores garotas do mundo... Ela era linda, muito linda, porém muito esnobe. Não tinha nada contra ela. Assenti a sua pergunta. – Helena, eu estou com ela... Engasguei com o meu suco novamente. O que? - Mais você me beijou! – Larguei o suco sobre a mesa, irritada. Ah! Eu não tinha nada contra ela... ate agora!
- Eu sei. E eu quero beijar de novo, de novo, de novo, e de novo! – Disse tentando me acalmar. - Mais que merda é essa? – gritei fazendo todos em volta me olharem. Não liguei. - Olhe me deixe explicar... – pediu mais eu o cortei. - Vocês garotos não prestam! Só servem para machucar! Infelizes! – Falei mais baixo, porém tornando auditivo para os mais próximos de nossa mesa. Levantei bruscamente da mesa, e sai pisando forte no chão, engolindo o choro – algo que eu havia treinado muito. Vi que Max jogou uma nota em cima da mesa, e veio correndo atrás de mim, aumentei o passo, e entrei em um parque que ficava próximo da lanchonete. Tentei andar o mais rápido possível, mas os saltos dificultavam. - Espere Helena! – Max segurou meu braço com a mão. – Me deixei te dizer algo! Vamos, me de uma chance! – Pediu. - Você quer uma chance? – Ele assentiu. – Aqui vai ela! – E mostrei o dedo do meio para ele, começando a caminhar novamente pelo parque. Senti seus braços me puxarem e prensarem contra uma árvore. Droga! - Eu quero você... – ele sussurrou em meu ouvido. Arrepiei-me das pontas do pé, ate o ultimo fio de meu coro cabeludo. - Isso é errado... – sussurrei de volta, tentando usar o restante de fôlego que eu tinha. - Mas eu sei que você quer. – Roçou seus lábios nos meus. Puxei o ar para meus pulmões com muito esforço. - É errado, e eu quero. Mas, mesmo que eu não seja uma grande colega da Mia, isso é contra meus limites. – Disse em um fôlego só. - Então não imponha um! – Disse, e selou nossos lábios. Larguei minha mochila no chão, puxando com uma de minhas mãos seu ombro para mais perto, enquanto a outra se entrelaçava em seu cabelo. Sua mão foi para minha cintura, e outra para nuca, enquanto sua língua invadia minha boca travando uma batalha perdida em ambas partes. Eu estava gostando dele, mais do que devia. Nos separamos ofegantes, buscando pelo mesmo ar. - Vamos... ainda há coisas que quero lhe contar. – Disse pegando minha mochila do chão, e entrelaçando seus dedos, nos meus. Sorri contente, e caminhei ao seu lado.
Notas finais
beijos:**
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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