Notas iniciais
LEIAM COM ATENÇÃO AS NOTAS INICIAS DO ULTIMO CAPITULO! ELE SERIA DIVIDO EM DOIS, MAIS ACHEI EMOCIONANTE ENCERRA-LO NESSE MESMO, POR ISSO FICOU UM POUQUINHO GRANDE, POIS FOI POSTO OS DOIS EM UM SÓ: Olá boa a tarde a todos! Gostaria de agradecer de coração, a todos aqueles que acompanharam essa fic desde o início e aqueles que chegaram logo depois também, pois fez parte dessa história, eu adorei escrever cada capítulo dessa fic, e ver as reações de cada um logo depois de cada capitulo, me fez continuar, amo cada comentário que foi posto nessa história, todas as recomendações, favoritos e acompanhamentos, quantas noites passei em claro, pensando em como seguir sem decepciona-los, houve um tempo que iria desistir, pois coisas ruins e bons aconteceram nesse longo processo, mas com apoio de amiga que guardo arduamente no peito como Karly, Kah, Ray, Gaby, May, Paulinha e Bev entre outras me fizeram continuar com a história. Terminei esse capitulo em lagrimas, escrever e saber que não terá mais outro mexe com o autor de certa forma. Obrigado a cada um que esteve aqui, espero nos encontrar em minhas outras fics!

Forever can never be long enough for me

Feel like I've had long enough with you

Forget the world now we won't let them see

But there's one thing left to do

Now that the weight has lifted

Love has surely shifted my way

Marry Me

Today and every day

Marry Me

TRAIN — MARRY ME

Pov Felicity.

Desde minha adolescência sonhei como seria meu casamento, sempre imaginei algo divertido, com muitas flores e nada clichê. Sonhava com um casamento de princesa onde o noivo estaria de príncipe e teria um bolo gigante, lembro-me de brincar com minhas bonecas e o mais importante era o vestido que mamãe fazia com retalhos de tecido. Hoje percebo que a única coisa importante estará no altar me esperando com seu lindo sorriso que é capaz de aquecer todo o meu coração. Respiro fundo tentando controlar meus batimentos cárdicos que mais parecem um relógio dentro do peito com incessantes tic tac me torturando a cada segundo. O frio na barriga é o de menos, para mim, uma mulher grávida de seis meses.

— Felicity pare de andar de um lado para o outro como uma louca. – suspira Thea em repreensão. – Está deixando o vestido todo amarrotado. – resmunga nervosa esticando a grinalda toda para trás, deixando-o mais longo possível. – Você é a noiva gravida mais linda que já vi em toda a minha vida. – bate palmas animada colocando o véu com cuidado em meu coque perfeitamente moldado em minhas madeixas loiras em um liso perfeito. – Assim como a Cait. – acrescenta sorrindo e dando seus pulinhos pela a sala.

— Um. Dois. Três. – mordo o lábio ignorando por um momento sua animação. Estou a ponto de ter um infarto!

— Felicity, por favor, se acalme querida, Oliver está lhe esperando no altar, ele não vai fugir. – sorri minha mãe com carinho me segurando pelos os ombros. – Agora olhe para você minha garotinha. – ordena calmamente. – É a noiva mais bela de toda Star City, que a Cait me desculpe.

Gira meu corpo lentamente para frente, posicionando-me em frente ao enorme espelho. Como me descrever? Não sei por onde começar. Desço o olhar para meu vestido longo, ele é lindo, admito, entre todos foi o que me chamou mais atenção de certa forma, por ser simples e ter destacado minha barriga com a maciez da seda caindo sobre a mesma e o restante do meu corpo, se fazendo justo na barriga com uma calda razoável. O mesmo possui uma renda fina como; um tune bordado. O vestido envolve meu pescoço como um colar de pequenas pedras cobrindo meu busto, descendo para minhas costas em todo o seu bordado, sem mangas. O véu é grande jogado para trás preso a um broche detalhado com pequenas pedras. O coque prende todo meu cabelo deixando apenas alguns fios soltos sobre meu rosto. A maquiagem é leve dando uma simplicidade magnifica para minha face que cora com a minha própria visão.

— Vou me casar mãe. – suspiro com sorriso torto – Com o homem que mais amo.

— Mais uma vez, você me faz sentir orgulho de você meu amor. Finalmente encontrou seu caminho. – pisca deixando um beijo em meu rosto com todo o carinho que possa transmitir nesse momento especial. – Agora precisamos ir, tem um Queen nervoso, pálido e gostoso esperando por você no altar.

— Mãe! – reviro os olhos com uma risada.

— Está na hora. – anuncia Diggle com uma batida de leve na porta entreaberta. Meu corpo todo treme, tento respirar, mas as palpitações do meu coração me deixam mais nervosa. Diggle sorri para mim e estende a mão com gesto simples. Como meu pai fez o favor de me abandonar tirando seu direito de me levar ao altar por ele, por que não ir com um dos meus melhores amigos, que sempre esteve ao meu lado?

— Oliver. – suspiro pensando nele. Doou passos receosos até Diggle que segura minha mão, puxando e encaixando em seu braço esquerdo. Sorrio confiante ao ver Cait sair pela a porta que estava à frente da minha. Ela está tão linda. Seu vestido em um cetim muito bonito, justo em alguns pontos, com uma longa calda e um véu perfeito. Seus cabelos soltos sobre os ombros em ondas perfeitamente moldadas no seu castanho belíssimo, o vestido segue sem mangas e com um decote meia lua simples por ser larga e justa sobre sua pequena barriga, fazendo ela ganhar um ar de mamãe sexy. Sua maquiagem é leve sobre sua pele pálida, um tom rosado sobre seus lábios que esboça um sorriso nervoso.

— Prontas? – pergunta Diggle para nós duas. Cait assente e encaixa o braço no mesmo que olha para frente com sua postura rígida. – Não tenham medo, vai dar tudo certo. –afirma com suspiro animado. Ele nos guia seguindo pelo grande corredor, nos conduzindo até o grande salão onde nos espera nossos respectivos parceiros. Thea e minha mãe seguem a nossa frente em busca de nossas crianças.

[...]

Paramos em frente a grande porta com alguns minutos. Respiro profundamente escutando apenas as batidas do meu coração, que me faz notar que isso não é apenas um sonho, mas simplesmente a realidade que me gela e aquece o peito vagarosamente.

— Felicity. – chama Diggle minha atenção com sussurrado baixo – desistiu?

— Não. Não. Eu só faço essa cara quando estou preste a me casar, ou por que talvez esteja prestes a me torna uma Queen? – gaguejo segurando seu braço com força. – Ou também porque tenho dois Queens dentro de mim que estão mexendo sem parar, deve ser porque estou nervosa, isso também mexe com eles, não sei. Sinto como....

— Se fosse dar um grande passo em sua vida, ficar ao lado de quem tanto ama. – completa olhando em meus olhos. – Está certa e se apegue a isso.

— Só não me deixe cair caso eu desmaie. – brinco.

— Não se preocupe. – sorri com uma piscadela. – E você Cait? – direciona-se a Cait que abre e fecha os olhos freneticamente encarando a porta.

— Estou pronta! – afirma nervosa com uma risada baixa. – Mais que pronta, eu esperei por esse momento a vida toda, ainda não acredito que vou casar com Tommy. – morde o lábio com animação.

— Tudo pronto a marcha nupcial irá tocar em instantes, apenas caminhem devagar e tentem não surtar ou desmaiar no percurso. – Thea sorri entregando nossos buques de flores com tom de voz confiante. Pego meu buque onde são lírios, o de Cait são rosas brancas suas favoritas. – Assim que eu abrir a porta, vocês vão entrar como duas grandes mulheres que são, com seus sorrisos mais belos no rosto e seus corações acelerados para dar esse grande passo. Me deem orgulho! – ordena acenando para a porta com sorriso animado. Ela nos contorna e arruma as caldas dos nossos vestidos mais uma vez. Meu corpo gela e aquece ao mesmo tempo, mil sentimentos se misturam dentro de mim, meus dois bebês mexem sem parar, o que me faz soltar alguns sorrisos bobos. Minha mãe volta a se aproximar com as crianças. Vejo Sara filha de Diggle com um vestido fofo em tom creme e todo bordado sobre seu corpo pequeno com uma pequena coroa de flores na cabeça em meio aos seus pequenos cachos negros. Ao seu lado encontra-se Sam vestido com mini smoking preto deixando-o um garotinho lindo, de cabelos lisos para o lado segurando nossas alianças em uma cestinha perfeitamente detalhada.

— Você está lindo meu amor. – diz Cait com admiração deixando uma lagrima escorrer por sua face.

— Mamãe, papai está lá dentro. – informa Sam com sorriso gostoso nos lábios mostrando suas covinhas e um brilho naqueles lindos olhos azuis. – Com o tio Ollie. – acrescenta animado.

— Eu sei que sim. – afirma ela emocionada.

— Vamos encontra-los meu amor. – pisco para Sam entusiasmada que devolve um sorriso torto.

— Agora vocês dois ficam paradinhos aqui – ordena Thea posicionando Sam e Sara a nossa frente. – Sara sabe o que fazer? – questiona.

— Joga as flores no chão e sorrir até chegar no tio Ollie e no tio Tommy. – sorri ela balançando a cestinha com as pétalas de rosas.

— Garota esperta. – admira Diggle passando a mão sobre os cabelos de Sara.

— Papai minha coroa. – resmunga irritada.

— Onde está minha filha? – mordo o lábio alarmada procurando por minha bebê, parece que faz séculos que não a vejo.

— Mamãe! – solta um gritinho Rose dos braços da minha mãe o que me deixa aliviada. – Mamãe! – chama mais uma vez dando os bracinhos para mim.

— Rose mamãe não pode pegar você agora. – sorri observando ela com sorriso gostoso nos lábios. Seus cabelos em ondas loiras com uma tiara de flores dentro de um vestido também creme igual ao de Sara e suas meias calça dentro das sapatilhas.

Ela faz um simples esforço e desce dos braços da minha mãe vindo até mim rapidamente olhando para cada detalhe do meu vestido com longo sorriso nos lábios.

— Papai está nos esperando, amor. – murmuro emotiva. Ela balança a cabeça com leveza e brilho nos olhos – Pegue na mão do Sam e leve a mamãe e a tia Cait até eles. – ordeno com carinho afagando seus cabelos com a mão livre. Sam estende a mão livre para Rose que aceita e fica ao seu lado encarando a porta.

— Eu amo vocês. – Thea afirma abrindo a porta. Prendo a respiração olhando para tudo a nossa frente.

A música começa a ecoar pelo o local e todos se erguem de seus respectivos assentos para nos observar entrar no grande salão. Respiro fundo assim como Cait que crava as unhas no braço de Diggle fazendo-o soltar um gemido baixo. Sam segue segurando a mão de Rose dando passos lentos olhando sempre em direção ao Pai como Thea instruiu nos ensaios. Sara vai à frente jogando todas as pétalas no chão olhando para os lados e para Lyla que está no altar juntamente com o reverendo.

E é no momento em que nossos olhares se cruzam que eu tenho certeza: eu não poderia ter escolhido alguém melhor para ter ao meu lado pelo resto da vida.

— Oliver. – sussurro internamente ao encontra-lo no altar com os braços atrás do seu corpo em uma postura firme e magnata. Seu corpo perfeitamente colocado dentro de um smoking feito sobre medida para nossa ocasião. Ele não poderia estar mais lindo, como hoje! Assim como Tommy que não deixa de exalar sua beleza ao lado de Oliver, seu melhor amigo. Seu irmão. A cada passo que dou em direção a ele meu coração me faz ofegar e respirar com certa dificuldade. Olho para os lados e vejo as pessoas sorrirem, como em um filme de romance. Quanto mais me aproximo, mais Oliver me olha nos olhos, parece enfeitiçado com a visão, seus lábios entreabertos no resquício de sorriso. Ao chegarmos bem próximo Diggle nos tira do transe pegando nossas mãos e entregando-nos para nossos cavalheiros.

— Cuidem bem delas. – ordena ele para cada um.

— Com a minha vida. – responde Oliver tocando e segurando minha mão com leveza ajudando-me a subir ao altar.

— Desde sempre. – afirma Tommy fazendo o mesmo com Cait que antes mesmo de dizer seu sim para ele, está emocionada e derretida como eu estou desde o momento em que aceite me casar com Oliver Jonas Queen.

— Vamos. Vamos. – sorrir Diggle levando nossos bebês para se sentar próximo aos outros. – Deixem seus pais finalmente se encontrarem. – pisca para nós.

— Estamos todos hoje reunidos para testemunhar a união matrimonial de ambos casais; Thomas Merlyn e Caitlin Snow. Seguindo com o outro casal; Oliver Queen e Felicity Smoak. Onde resolveram sacramentar suas respectivas uniões diante de todos. – começa o reverendo, mas meu olhar está em uma conexão intensa com Oliver, temo não conseguir dizer meus votos, o tremor no meu corpo me deixa zonza. – A união mostra aos quatro como seguir em frente, um ao lado do outro, amando-se e respeitando-se em todos os momentos de suas vidas.

— Ao seu lado eu quero seguir – sussurro só para ele sentindo meus olhos lacrimejar apertando suas mãos com uma força razoável. Ele apenas sorri passando toda a tranquilidade de estar preste a ser sua. Para sempre.

— Thomas Merlyn, seus votos. – pediu o reverendo.

— Eu Thomas Merlyn, recebo-te Caitlin Snow por minha esposa. Prometo ser fiel, para amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença. Eu sei que na doença você sempre vai cuidar de mim como ninguém! Minha adorada Dra. Snow. – sorri fazendo todos nós seguir com sorrisos animados. – Eu vou te amar por todos os dias das nossas vidas, a cada segundo e em todos os momentos. Eu aceito. – afirma deixando beijos castos sobre as duas mãos de Cait depois de deslizar a aliança em seu dedo.

— Eu Caitlin Snow, recebo-te Thomas Merlyn por meu esposo. Prometo ser fiel, para amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença e em todos os momentos das nossas vidas, como sempre tem sido desde a primeira vez que eu o encontrei naquela noite fria, sou grata pelo destino ter me proporcionado a chance de amar alguém assim como eu o amo. Não a nada que possa tira-lo de mim, minha vida está completa agora. Eu aceito. – sorrir com firmeza deixando as lágrimas escorrerem por sua face com a enorme felicidade esboçada ao deslizar a aliança no dedo do seu grande amor.

— Oliver e Felicity seus votos. – pediu o reverendo sorrindo e olhando para nós dois.

— Eu Oliver Queen, recebo-te Felicity Smoak por minha esposa. Prometo ser fiel, para amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença e em todos os dias da nossa vida. Ela entrou na minha vida em uma noite sombria, onde só tinha dor, inicialmente assustada segurando um pedacinho de mim em seus braços, minha filha Rose, eu a amei desde então, por sua força e determinação. Não estava nos meus planos viver um amor intenso novamente, por tudo que passei, mas ela me encontrou e trouxe luz para minha vida, mostrou todos os dias como amar sem limites, fez meu coração gelado bater novamente: por ela. – sussurra com os olhos flamejantes e um sorriso avassalador ao dizer cada palavra. – Eu aceito. – alisa meu rosto limpando uma lágrima que escorria em minha face deslizando o anel em meu dedo. Mordo o lábio com o coração acelerado, respiro fundo para seguir com meus votos com a coragem crescendo dentro de mim.

— Eu Felicity Smaok, recebo-te Oliver Queen por meu esposo. Prometo ser fiel, para ama-lo e respeita-lo, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, Por todos os dias das nossas vidas... – suspiro com as lagrimas molhando minha face. É tão intensa a sensação, que eleva seus sentidos, amplia seus sentimentos como nunca. – Eu o amei à primeira vista. – dou de ombros com soluço baixo. – Como nunca amarei ninguém assim novamente. Eu o mudei e ele a mim, construímos nossos sonhos e nossos próprios medos e escolhas, eu estava sozinha com um coração ferido, desistindo de tudo e de todos, mas o encontrei e respirei aliviada porque não encontrei apenas o homem dos meus sonhos, sim minha doce e verdadeira realidade. Eu o amo com todas as minhas forças, hoje e para sempre. Eu aceito. – afirmo por fim com a felicidade plena tocando-me novamente deslizando o anel em seu dedo com aperto firme.

— Eu vos declaro marido e mulher, beijem suas noivas. – decreta o reverendo para nós quatros com sorriso amigável. Volto o olhar para Oliver soltando a respiração que nem notei prender. Ele se aproxima segurando meu rosto entre suas mãos. Fito seus lábios e fecho os olhos. Em uma lentidão inquietante ele cola nossos lábios com um formigamento quente, a maciez dos seus lábios sobre os meus me faz querer mais do que um simples beijo. Sinto sua língua entreabrir meus lábios e encontrar um caminho extenso e doce. Todo o amor que sinto por ele, exala por mim. O coração que antes batia angustiado, agora se faz presente de maneira confortável, meus bebês mexem sem parar dentro de mim como se soubesse o que está acontecendo a sua volta, mas todos dizem que os bebês podem sentir o que sua mamãe sente, então eles estão felizes assim como eu estou nesse exato momento. Nos afastando quando o ar é necessário.

— Eu te amo Sra. Queen. – sorri passando a ponta do nariz no meu.

— Eu te amo Oliver. – afirmo acariciando sua barba.

— Viva aos noivos. – grita ambos chamando nossa atenção.

— Viva! – exclamam em uníssono jogando pétalas de rosas e arroz por cima de nós todos. Oliver e Tommy nos puxa para um abraço único em um círculo um pouco desajeitado. Sam e Rose passam por debaixo e olha para cima com animação.

— Felizes para sempre. – pisco para minha princesa que sorrir com as bochechas rosada.

[...]

Três meses depois.

Pov Felicity.

Observo Tommy e Roy brincarem com Rose e Sam no jardim. Tão animados que chega a dar inveja. Oliver saiu para resolver algo na empresa de extrema importância, afirmando que voltaria logo para casa. Espero realmente que ele não demore, não me sinto bem hoje, estou suando cada vez mais frio sentindo minha respiração acelerada.

— Felicity. – saio dos devaneios com Thea tocando meu ombro. – Você está bem? – questiona analisando minha face preocupada.

— Não, me sinto cansada e ansiosa. – afirmo me sentando na poltrona. – Não sei o que é.

— Talvez por estar gravida de gêmeos? – sugere com sorriso animado.

— Talvez. – pisco soltando o ar olhando para aquela minha enorme barriga de nove meses.

— Eu vou buscar um copo com água para você. – sinaliza indo para a cozinha cantarolando músicas para si.

Mordo o lábio com força ao sentir uma dor em meu ventre. Respiro com dificuldade sentindo todo o meu corpo estremecer. Tento ficar de pé, mas minhas pernas estão muito bambas para se erguerem sozinhas. A dor volta mais intensa o que me faz soltar um gemido alto.

— Thea. Thea – grito com pânico tomando conta de mim observando o liquido descer e molhar meu vestido.

— Felicity o que.... oh! Vai nascer! Sua bolsa estourou. – afirma nervosa ficando ao meu lado. – preciso leva-la para o hospital imediatamente.

— Oliver! Eu quero ele ao meu lado. – ofego com a dor se alastrando em mim, deixando-me cada vez mais zonza.

— Tommy. – grita Thea pela janela – Roy. Os mesmos adentram como um raio segurando Rose e Sam com semblantes assustados. – Preciso que você Roy cuide das crianças. E você Tommy me ajude a leva-la para o hospital.

— Oliver! – praguejo nervosa.

— Vamos ligar para ele no percurso, agora se apoie em mim e vamos logo para o carro. – ordena Thea.

Roy fica na casa com as crianças enquanto seguimos para o carro. Entro no banco de trás e me acomodo com dificuldade nos braços magricelos de Thea que amarra meu cabelo em coque desajeitado. Me abanando com um jornal e acariciando minha barriga com carinho.

— Como o flash, Tommy! – ordena Thea com o mesmo nível de nervosismo em que estou.

— Estou indo. – assente acelerando o carro saindo da garagem. – Por Deus Smoak, força mulher. Vou ligar para Cait. – suspira discando o número. Grito com as dores se ampliando parece que tem um membro sendo tirado de mim. – Cait amor. – chama Tommy desesperado colocando o celular no viva voz.

— O que houve querido? – questiona alarmada.

— Prepare tudo no hospital, estou levando Felicity, acho que ela está em trabalho de parto. – afirma nervoso dobrando a esquina abruptamente. Os sons das buzinas fazem ele soltar uma gargalhada.

— Tommy. – esbraveja Thea batendo a cabeça na porta – Assim você vai nos matar!

— Você disse como o Flash! – pragueja ofendido dobrando outra esquina abruptamente.

— Oh! Meu Deus! – grita Cait animada. – Vou preparar tudo.

— Estamos chegando. – diz ele mais animado do que nervoso.

— Tudo bem – assente encerrando a ligação.

— Oliver. Ligue para o meu marido, Thomas. – grito com outra pontada intensa – Agora.

— Certo. Certo. – suspira discando o número.

— Vai dar tudo certo. – afirma Thea me encorajando a ser mais forte.

Pov Oliver.

— Desculpe o transtorno Mr. Queen – aperta minha mão, meu sócio com uma desculpa sincera.

— Não se preocupe, estamos aqui para qualquer emergência. – sorri torto.

— Tenha um bom dia! – acena saindo com seus outros investidores.

— Sr. Queen. – Nolan adentra a minha sala ofegante – Sua esposa.

— O que tem minha esposa?

— Ela está indo para o hospital, acho que seus filhos vão nascer. – informa nervoso. Arregalo os olhos pegando apenas as chaves do meu carro.

— Obrigado Nolan! – agradeço entrando no elevador em disparada. Aperto o botão umas dez vezes até chegar na garagem. Entro no carro e saio em alta velocidade pelas ruas de Star. Meus filhos! Minha consciência grita com a mesma animação em que me encontro.

Chego ao hospital onde Cait se encontra assinando algumas papeis, ao me notar ela me puxa rapidamente para uma sala.

— Se vista rápido. – ordena nervosa. – Seus filhos vão nascer a qualquer momento.

— Tudo bem. – assinto vestindo as roupas azul do hospital como rapidez imensa. Ela me guia até a sala onde Felicity se encontra com um dos obstetras e outros enfermeiros. Cait fica ao lado do mesmo para auxilia-los.

— Amor. – suspira Felicity cansada. Seguro sua mão com toque calmo olhando dentro dos seus olhos azuis que me fitam angustiados.

— Estou aqui. – sorrio deixando um beijo em sua testa suada. – Vai dar tudo certo, Felicity!

— Felicity. – o obstetra fica ao seu lado com uma fina preocupação. – Teremos que realizar um cesariana em você, um dos bebês está com o cordão umbilical enrolado no pescoço, não temos muito tempo.

— Faça. – ordena ela com as lagrima escorrendo por sua face. – Por favor, salve meu bebê. – suplica ofegante. – Não posso perde outro filho, eu não suportaria. – soluça com dor.

— Você não vai perdê-lo. – afirmo olhando sem seus olhos. De alguma forma sinto sua dor, ela perdeu a Lily e isso lhe devastou por muito tempo, não quero que ela sinta essa dor novamente. – Por favor, Doutor faça o que tem que ser feito. – pedi angustiado.

— Não se preocupe Felicity, seus bebês irão ficar bem. – Cait sorrir ao meu lado.

Os mesmos com certa rapidez organizam a sala, falando coisas que não consigo entender. Ergue-se uma cortina sobre a barriga de Felicity, Cait informa que é padrão nesse tipo de cirurgia. Aplicam a anestesia nela que depois de alguns minutos é questionada:

— Está sentindo isso? – Cait pergunta por trás do pano.

— Não. – suspira Felicity cansada. – Não sinto nada.

— Ótimo, agora devemos prosseguir. – o obstetra informa para ambos. Meu corpo todo está tremulo. Meu coração a cada batida dói no peito. Só quero minha mulher e meus filhos bem.

— Oliver. – Felicity chama minha atenção com um sorriso nervoso. – Eu te amo, querido.

— Eu também te amo. – afirmo beijando suas mãos. – Eu. Eu. Acho que estou....

— Tendo um ataque de pânico. – interrompe com a voz baixa. – Não tenha medo, Oliver, eu não estou com medo. – sorriu apertando minha mão com força. – Se caso algo me...

— Não. – interrompo seu discurso. – Pode parar com esse discurso de que “ se eu morrer cuide dos nossos filhos! ’’, pulamos essa parte, você é a mulher mais forte e corajosa que já conheci em toda a minha vida, não irá desistir facilmente, foi assim que eu me apaixonei por você.

— Obrigada. – afirma com os olhos marejados deixando seu rosto ser banhado pelas lágrimas. Ela fica em silencio com alguns longos minutos e arfa com algo em seguida. Escuto o primeiro choro agudo se espalhar pelo o local, o que me faz prender a respiração rapidamente.

— Colin seja bem-vindo. – brinca Cait com uma risada animada. – Gatinho mais lindo da titia. – sorri. Tento abrir a boca para falar algo, mas as palavras simplesmente não saem, ficam presas em minha garganta.

— Nosso filho. – sorrimos ao ver Cait se aproximar com ele em seus braços.

Cait fica ao lado de Felicity que chora e sorrir olhando para o filho com admiração. Ele é lindo, pequeno com dobrinhas fofas. Meu coração se aperta o que me faz soltar sua mão por alguns instantes indo em direção a nossa bebê que nasceu, mas não escutamos seu choro ecoar pelo o local.

— Chloe. – deixo uma lágrima escorrer ao vê-la quietinha demais nos braços do médico. O que me leva a crer que era ela que estava com o cordão umbilical enrolado no pescoço. – Papai precisa ouvir você chorar. – pedi deixando as lágrimas escorrem por minha face em plena preocupação.

— Oliver. – chama Felicity, mas não consigo voltar sem minha filha nos braços. – Por favor, diga que ela está bem. – grita angustiada.

— Felicity. Felicity. – chama Cait tentando acalma-la. Os enfermeiros e outro médico a colocam sobre uma pequena comodidade ao fundo da sala, fazendo alguns procedimentos. Meu coração ainda estar do tamanho de uma ervilha tento respirar, mas nada acontece.

Pov Felicity.

Não escuto nada, o que me apavora, é como se eu estivesse de fato incapaz de fazer algo naquele momento. Colin está ao meu lado chorando baixo, eu deveria estar feliz, mas só depois que minha outra bebê estiver ao meu lado, só assim me sentirei completa.

— Oliver. – chamo mais uma vez em tom desesperado, mas a pequena cortina me impede de ver o que realmente está acontecendo. – Onde está minha filha? – supliquei uma última vez sentindo todo o meu coração se apertar no peito. Perdi a Lily, não posso perder mais uma vez, isso me machucaria pelo o resto da vida, nada nem ninguém poderia aliviar minha dor. O silencio me machuca, escuto apenas as vozes do obstetra e enfermeiros. – Minha filha. – soluço.

— Ela está aqui Felicity. – sorriu aliviada com a vista de Oliver entrando em meu campo de visão balançando ela levemente com sorriso enorme nos lábios, seus olhos azuis com uma vermelhidão pelo o choro anterior. Minha garotinha chora baixinho e faz barulhinhos balançando os braços. – Ela só é dorminhoca. – explica aproximando-se para ficar ao meu lado.

— Meu amor. – sorrio aliviada observando-a com carinho ela soltar um bocejo gostoso e ficar quietinha nos braços do Pai.

— Hey garotão. – pisca Oliver para Colin que está deitado sobre meu busto com auxílio de Cait, com os olhinhos bem abertos e chorando agudo.

— Tudo deu certo. – suspira Cait aliviada. Sorrio com ela vestida como Oliver, mas esboçando uma barriga saliente dos seus sete meses. – A próxima sou eu. – revira os olhos com sarcasmo. – Espero que o Tommy tenha a mesma coragem do Oliver. – soltamos uma risada pelo o cômodo voltando nossas atenções para meus lindos bebês.

— Nossa linda família. – sorrio emocionada. – Quero muito voltar para casa e ficar com todos, com minha Rose. – afirmo pensando em alguém que nunca vou esquecer, em nenhum momento da minha vida. – Meu outro bebê!

Cinco meses depois.

Durante esses cinco meses, me peguei vivendo a vida que eu sempre sonhei, ao lado das pessoas que mais amo no mundo! No início eu estive com medo de ser apenas um sonho, acordava assustada as vezes, apenas para abrir os olhos e enxerga o homem mais lindo do mundo ao meu lado, dormindo com tanta tranquilidade que me fazia enxerga a doce realidade bem a minha frente, levantava indo direto para o quarto de Rose, que também dormia como um anjo; expressão tranquila e linda como sempre foi. Saia do quarto só para entrar ao lado, onde estava meus dois filhotes. Colin sempre foi o mais agitado de ambos, sempre chorava com um bico lindo, manhoso e irritadinho. Chloe sempre foi a mais calma de todos, gosta de dormi por muita parte do seu dia. Com o passar do tempo eles foram ficando mais espertos, Rose foi para seu primeiro dia de aula, levei ela como se fosse uma despedida de um ano sem vê-la, meu coração batia tão descompensado que correria o risco de sair pela a boca, ao ponto de chegar no carro e chora de alegria descontroladamente em saber que faço parte de seu dia. Oliver sempre esteve ao meu lado nos bons e ruins momentos como o parceiro que jurou ser diante todos. Minha mãe ficou comigo um curto período e então voltou para Las Vegas com o capitão lance que conseguiu uma transferência para lá. Laurel? Bom, eu nunca quis saber de sua história! Única coisa que sei, é que ela se casou com o dono de uma academia de luta, chamado Ted Grant. Marcus aquele meu vizinho, se apaixonou por uma modelo e largou sua vida de arquiteto para seguir com sua amada em aventuras e desfiles pelo o mundo tornando-se seu empresário. Thea enfim aceitou o pedido de Roy e em pouco tempo tornou-se uma Harper. Cait abriu sua própria clinica com o passar do tempo, após o nascimento de Zoe a filha mais nova do casal. Diggle e Lyla saíram em um cruzeiro, para a renovação dos seus votos matrimoniais. Eu e Oliver estamos aqui unidos como sempre foi e como sempre deve ser.

— Linda como papai. – solto uma risada observando Chloe mamar despreocupadamente olhando para mim com os olhos azuis oceanos. Afago seus cabelinhos loiros com carinho. Realmente meus filhos tem tudo do pai, seja os olhos azuis, cor da pele, cabelo ou quaisquer outras características.

Ergo o olhar ao observar a porta que estava apenas encostada se abrir. Rose entra no quarto com sorriso gostoso nos lábios puxando seu ursinho velho. Puk. Aquele que ela nunca abandonou, sua conexão com ele é mais forte do que eu imaginava.

— Mamãe. – resmunga tentando subir na cama com um pouco dificuldade. Sorrio com sua perna esticando para cima, fazendo força nos bracinhos para chegar até mim.

— Meu amor. – gargalho lhe ajudando a subir na cama. – venha ficar comigo. – pedi. Ela sorrir e deita no meu braço livre observando sua irmãzinha ainda mamando. – Onde está seu papai?

— Coli. – responde alisando os pezinhos da Chloe com suas pequenas mãos. – Ele está chorando muito. – balbucia com sua voz doce. – Let. – chama minha atenção apontando para meu seio.

— Isso mesmo! – inalo o cheiro dos seus cabelos – lembra dele?

Ela balança a cabeça positivamente sorrindo para mim com sorriso gostoso nos lábios mostrando seus dentinhos. Olho para ela encantada como pela a primeira vez que lhe vi, assim como Chloe encontrasse em meus braços. Hoje com seus dois anos e alguns meses, ela está uma garotinha linda dentro do seu pijama rosa. Cabelos curtos e loiros sobre os ombros, olhos azuis intensos como os de Oliver.

— Mesmo que você não entenda nada, eu preciso que você sempre saiba, que eu te amo como ninguém. – suspiro cochichando ao seu ouvido com todo meu amor. – Tudo sempre foi por você Rose. Conhecer seu pai, sair da escuridão onde eu mantive por um longo período, nunca haverá uma grande forma de te agradecer de verdade. – deixo minhas lágrimas escorrerem. – Eu te amo tanto minha pequena. – fecho os olhos com força. – Obrigada por entrar na minha vida. – me afasto para alisar seu rosto com carinho. – Eu sempre vou estar aqui por você. Sempre! Minha Rose – afirmo deixando um beijo em sua face. Não sou sua mãe de sangue, mas o que vale é todo o amor que sinto por ela, desde o primeiro dia. Isso nunca vai mudar, na hora certa ela vai saber de toda a história, sua verdadeira mãe sempre terá seu lugar guardado.

— Como acalmar essa ferinha Felicity? – gargalha Oliver entrando no quarto rapidamente balançando o Colin no ar com alguns movimentos rápidos o que me deixa alarmada.

— Não faça isso com meu filho. – repreendo com uma risada.

— Nosso filho. – corrigiu sarcástico ficando ao nosso lado. Desço o olhar para Chloe que já acabou de mamar e dorme tranquilamente. Afasto ela do meu seio colocando-a entre mim e Rose que fita a irmã animada. Estico os braços para a próxima maratona. Colin! Esse aqui me dá mais trabalho do que o Pai.

— Me dê ele. – pedi fazendo o bico que Colin esboça vestido com seu macacãozinho azul. Tão pequeno e fofo. – O que houve? Papai não está cuidando direito de você?

— Talvez porque eu não tenha o Let. – gesticula Oliver formando seios em si com uma risada sarcástica.

— Oliver. – reviro olhos deixando beijos castos sobre a face do meu pequeno Queen que resmunga e funga querendo peito. Ofereço o outro seio que está cheio onde Chloe não estava. Ele começa a sugar balançando as perninhas no ar com barulhinhos sobre os lábios olhando para mim com atenção.

— Rose, promete cuidar dos seus irmãos? – ergue uma sobrancelha Oliver para Rose que sorrir e concorda beijando a testa de Chloe que dorme passivamente sem se importar com o que acontece a sua volta. – Muito bem. – pisca para ela voltando sua atenção para mim.

— Eu te amo. – sussurro.

— Eu também te amo. – afirma em outro sussurro. Respiro fundo e passo o olhar por minha família. Não há nenhum amor mais bonito do que esse. Esse é meu lugar, minha vida! Onde sempre deverei estar e tudo de ruim que passei pode ficar no passado. O que me faz bem está aqui, estou feliz nos braços de quem tanto amo. Sorrio feito uma boba acariciando os cabelos de Rose com carinho. Deixando um beijo no ar para meu maravilhoso marido. Admirando meus dois filhotes.

Você é meu para sempre! – assim disse Oliver.

E você sempre será o meu! – afirmei com todo meu coração.

The End !

Notas finais
GOSTARIA DE VER SEUS ÚLTIMOS COMENTÁRIOS PARA ESSA HISTORIA. PARA AQUELES QUE GOSTAM DAS MINHAS HISTORIAS NÃO DEIXEM DE ME ACOMPANHAR EM TS [ THE SHADOWS], TL [ THIS LOVE] E AS [ AMOR SOMBRIO QUE SERÁ ENCERRADA EM BREVE TAMBÉM] UM BEIJO EM CADA UM !! COM AMOR NATTY....
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!