All For a Rose
7 Capítulo 06
Notas iniciais
This love has taken its toll on me
She said goodbye too many times before
Her heart is breaking in front of me
I have no choice, cause I won't say goodbye anymore
I'll fix these broken things
Repair your broken wings
And make sure everything's alright
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POV OLIVER
Os últimos dias têm sido muito divertidos, conviver com a Rose e a Felicity, tem me tornado uma pessoa mais sentimentalista e menos frio, chuto dizer amoroso.
–Que cara é essa? — pergunta Diggle entrando na minha sala.
– Não é nada. — disfarço a minha cara de bobo.
– Não. Você está com cara de bobo deve ser bom! — disse animado. — Quero saber.
– Diggle, não tem nada acontecendo. — digo sério.
– Nada disso, conheço você tempo bastante para saber que está me escondendo algo. Quero saber, e sei como arrancar informações de uma pessoa! — insiste sarcástico. — Então fala logo.
Reviro os olhos, de fato não dá para fugir do interrogatório do Diggle.
– Eu me aproximei da Felicity. — digo receoso.
– O quê? – grita. — Como assim? Quero saber de tudo!
– Qual seu problema Diggle? Essa conversa parece de garotas! — bufo.
– Haha engraçado. — disse revirando os olhos. — Não desvia do assunto, fala logo de uma vez.
Com tantas investidas de Diggle, conto toda a história. Não era necessário os detalhes, mas ele parecia um agente do FBI me investigando e arrancando tudo de mim.
– Nossa nem acredito que ela trabalha aqui. Nunca a conheci pessoalmente e nem a vi! — murmura para si. — Quando vou ver ela? — pergunta animado.
– Você está me irritando Diggle! — digo pegando os papéis para sair da sala.
– Nada disso, quero conhecer ela! — disse vindo atrás de mim. — Talvez até pedir um autógrafo por está descongelando seu coração!
Paro abruptamente e me viro estático.
– Sério Diggle? — pergunto incrédulo.
– Claro! Não é todo dia que se tem uma bela mulher hacker, mãe postiça da Rose, com um grande coração mudando você. — disse admirado. — Eu gosto dela, sem nem ao menos conhece-la.
– Me mudando?
– Sim, mudando você. No dia em que você casou com a Helena, foi mais para mostrar alguém que no momento você não era. — se aproxima e suspira. — De família Oliver.
– Porque acha isso? — pergunto nervoso.
– Porque, tudo foi rápido demais, sem construção de sentimentos. Uma coisa forçada. Você se sentia pai da Rose, mas não de família Oliver. Até encontrar Felicity. Ela está te mostrando o lado bom, o lado que a Helena não te mostrou! — sorri torto.
– Que seria?
– Transmitir sem receber em troca! Se apaixonar pelas minuciosas coisas, as qualidades e entre outras que você não notava antes. Aos poucos você está se encontrando... — disse indo para o elevador. — Sempre a uma luz na escuridão Oliver! — exclama com as portas do elevador se fechando.
Suas palavras me acertam como uma flecha no peito. Meus sentimentos pela a Helena eram afetuosos, mas não tanto verdadeiros. Quando nos casamos, foi só para fugir de mim mesmo! Eu temia em me relacionar com muitas e não terminar com nenhuma. Nos “apaixonamos” e como um estalar de dedos estávamos juntos, casados e com uma filha. Mas foi ai que tudo começou. Eu não sentia a necessidade de ficar em casa, de apresenta-la a sociedade. Ela notou quem eu era, antes que nos desse a chance, já estávamos separados e vivendo como dois estranhos! Até o dia em que tudo se foi e ela levou minha filha. Minha necessidade era só amar e ficar com a Rose, nada mais. Deixei-me ser frio e fugi de mim mesmo. Bom, até encontrar Felicity Smoak, que a dias me tira do caminho que tracei. Ela está me tirando da escuridão, mesmo que não perceba.
– Sr. Queen! — saio dos pensamentos com o chamado de Nolan meu novo secretário.
– Sim Nolan?
– Sua agenda hoje está vazia. O investidor teve um problema em Central City e só poderá comparecer nas próximas duas semanas...
– Tudo bem. — suspiro e pego minha coisas. — Vou para casa, termine os relatórios que lhe pedi e pode ir também!
– Sim, Sr. Queen. — disse formal.
Pego minhas coisas e me dirijo para casa. Olho para o relógio e ainda são duas horas da tarde. Vou dirigindo e notando no percurso pessoas sorrindo, entre amigos e família. Talvez eu tenha uma tarde assim! Vou arrastar a Felicity de dentro daquele apartamento, não quero que ela se sinta prisioneira minha.
Estaciono na garagem, antes de me dirigir para o saguão. Deparo-me com Felicity no jardim com a Rose, mas o que me irritou é ela está sorrindo ao lado do Marcus. Chego sem aviso e limpo a garganta. Ela me olha espantada e Marcus com cara de poucos amigos.
– Que dia lindo, não? — pergunto sarcástico.
– Sim. Estava lindo! — murmura Marcus se levantando e me encarando. — Como vai Sr.Queen?
– Ótimo Marcus, até agora. Eu acho... — digo o encarando de cima abaixo.
– Eu e a Felicity estávamos conversando até você chegar. Porque não passou direto Sr.Queen? — ergue uma sobrancelha.
Serio que ele quer comprar briga logo comigo? Posso não ter mencionado, mas Diggle me ensinou varias táticas de lutas. Inclusive como quebrar um pescoço, em legítima defesa! Solto um sorriso torto e olho para os lados.
– Por que ela está com a nossa filha, se você... — aponto para ele — Não percebeu!
– Pensei que fosse da Hel...
– Chega vocês dois! — Felicity se coloca entre nos dois. – Marcus, por favor vai embora. — disse gentil, o que me faz revirar os olhos.
Ele assente e desvia seu olhar de mim para ela.
– Como desejar, Lissy. — disse na mesma doçura isso esta começando a me dar diabetes. Que tipo de intimidade era aquela?!
Ele acena com a cabeça e sai. O encaro com um olhar mortal fazer todo o seu percurso para a rua. Felicity se vira e me encara confusa.
– Por que chegou cedo, Oliver? — pergunta um pouco nervosa.
– Por que não tinha mais compromissos hoje. E porque esta nervosa? Atrapalhei alguma coisa aqui? — ela arregala os olhos e pisca.
– Qual seu problema Oliver?! Não devo satisfação da minha vida a você! — bufa irritada.
– É você não deve... – paro analisando o que ia dizer. — Sinto muito se te incomodei com algo! — digo o mais frio que consigo e saio para o saguão.
Maldito Marcus, conseguiu estragar meu dia. Pensei que ela sentisse algo por mim, mas acho que me enganei.
– Oliver! — me chama de longe, mas passo direto para o elevador. Estou irritado demais não quero brigar.
Será que ela não percebe que não gosto desse cara?! E que por mim eu já tinha o afundado no fundo do oceano? Chego no apartamento e passo direto para o quarto. Tiro minhas vestes e vou para o banheiro, tomo um banho deixando a água escorrer para tentar relaxar um pouco. Depois de um longo tempo, saio para o quarto. Olho-me no espelho e noto meu maxilar rígido e um olhar frio.
– Maldita cara de anjo! — rosno passando a toalha no rosto.
Me visto com uma calça jeans escuras e fico sem camisa. Saio do quarto, olho de um lado para o outro, mas não a encontro. Ótimo, deve estar se derretendo com aquele babaca! Fecho as mãos em punhos, sigo para a sala pego minha pasta e vou até meu escritório. Começo analisar alguns papéis mais não consigo me concentrar em nada. Ligo o computador e começo a buscar informações de outras empresas e de eventos próximos. Minutos se passam e eu martelando a mesma coisa na cabeça. Na minha adolescência eu tive muitas mulheres, todas elas uma diferente das outras, mas nada passava de sexo. Namorei Laurel por anos e não consegui sentir nada mais do que atração. Então apareceu a Helena, que me deixava mais envolvido, mas era só paixão, atração corporal e companheirismo. Nenhuma delas, nunca me fez sentir um pingo de ciúmes! Nada. Mas a Felicity, com um simples sorriso para outro cara me faz borbulhar de raiva. Meu desejo por ela só aumenta, cada vez mais. Não sei o que vou fazer se eu perder o controle, não posso perder o controle!
– Inferno! — rosno virando todos os objetos da mesa para o chão.
Fecho os olhos com força e tento controlar minha respiração. Como um flash Felicity entra e chega até mim em segundos.
– Oliver o que houve? — pergunta preocupada. Tento controlar as batidas do meu coração e abro os olhos, até chegar nos seus.
– Você. — aponto em um tom sério.
Ela me encara confusa e sem aviso puxo até mim colo nossos lábios, peço passagem com a língua ela aceita sem pestejar. Nossas línguas se acariciam lentamente, ela sobe as mãos pelo o meu peitoral até chega na minha nuca, a pego no colo e a coloco na mesa prendendo ela a mim. Em um movimento tentador, subo minhas mãos por a extensão de suas coxas, assim fazendo-a se arrepiar. Continuo subindo até chegar na sua cintura e segurar firme para manter nosso contato o mais próximo possível. Mordo seu lábio inferior continuo uma trilha de beijos passando pelo o seu pescoço, até chegar no seu busto ela arfa e arranha minhas costas com força. Mordisco seu queixo e volto a beija-la, voraz e ardentemente. Mas estamos indo rápido demais.
– Felicity.. — digo sem fôlego, me afastando abruptamente indo para o outro lado do cômodo. — Estamos indo rápido demais!
Ela se senta mesa e arruma suas roupas. Noto seu rosto corado e ainda com a respiração acelerada.
– Eu.. E.. Eu sinto muito. — gagueja sem fôlego. — Eu vou ver a Rose! — sinaliza para a saída. Tenta passar por mim, mas a impeço.
– Não. — digo a segurando e puxando até mim novamente.
– Oliver, por favor nos..- fecho seus lábios com o polegar.
– Não pense que eu me arrependo disso, pois não me arrependo! Só não é o momento. — digo olhando no fundo dos seus olhos.
Passo o polegar pelos seus lábios e ela fecha os olhos. A sinto estremecer ao meu contato. Olhando cada detalhe dela, vejo que ela é diferente. Meus sentimentos mais profundos estão vindo a todo vapor, todos despertados por ela! Eu a quero intensamente, mas não agora, não rápido demais. Eu a quero, quando ela sentir que é minha. E que está pronta para dar esse passo!
– Você roubou algo de mim Felicity. Algo que muito tempo não acontece... — ela abre os olhos e me encara suspiro e a solto. — Volte para a Rose! — vou até a janela e fito o nada sem me focar em um ponto necessariamente.
Sinto ela me encarar mesmo de costas. Com esse pouco de tempo que a conheço, sei que ela está confusa e furiosa. Deve estar se perguntando por que eu ajo assim... Já ouvi muitas vezes ela me chamar de Sr. Sério quando está irritada, e Adônis quando está me encarando. Ela sai e bate a porta com força. Até onde ela irá me levar?
POV FELICITY
Como ele faz isso comigo, e logo depois me manda embora? Bato a porta do quarto abruptamente. Maldito corpo de Adônis!
Deslizo até o chão encostada na porta, solto toda a respiração que ainda tenho no pulmão.
– Eu quase transei com ele em uma mesa de escritório! O que ele esta fazendo comigo?! — murmuro frustrada socando o chão.
Meu coração está a mil em batimentos. Sua cena com Marcus mostrava ciúmes, mas como se não somos nada um do outro! Os sentimentos que não podem ser correspondidos. Mesmo com seu olhar frio, consigo me sentir inteiramente atraída por ele, um dos únicos homens que estiveram na minha vida. Só esse Queen me arranca suspiros involuntários... O que ele quer de mim ou melhor, o que eu quero dele?
– Merda! — esbravejo me levantando – Agora ele vai me ouvir! — Sigo para o escritório pisando duro, mas antes que eu bata na porta do escuto Rose chorar. — Salvo pela a Rose. — bufo e vou até o quarto dela.
A encontro chorando alto no berço. Pego ela no colo e me sento na poltrona do quarto.
– Você salvou seu pai de uma baita briga! — digo olhando os mesmo olhos do pai. Ela sorri. — Não adianta me comprar com sorrisos Rose. Adianta!
Ela mantem o sorriso fofo e põe as mãos na boca. Começo a beijar sua barriguinha e cantarolar. Ela me olha e começa a mexer com as mãos. É como se ela conversasse com olhar... Formamos nossa bolha onde sempre me alivia da tensão e outros sentimentos ruins.
– Você é minha joia rara. Meu amor singelo, meu amor eterno... — sussurro para ela. — Minha pequena Rose, o que seria de mim se não tivesse encontrado você? O que eu sinto por você vai além de qualquer coisa! — ergo ela no ar e beijo seu rosto.
– E sobre mim Felicity, o que você sente? — pergunta Oliver encostado no batente da porta com um olhar sedutor. Merda de novo não!
– Você pode por favor me dar espaço?! – digo indignada.
– Não nesse momento. Preciso de respostas! — da de ombros e pega o ursinho rosa. — Como por exemplo, o que sente pelo Marcus?
– Sério Oliver? Quer falar do Marcus agora? — bufo.
– Você ainda não me respondeu.
– Não vou responder, você não tem nada haver com isso! – exclamo irritada.
– Sério Felicity? — solta o urso e vem até mim em passos largos colocando as mãos em cada lado da poltrona ficando a centímetros do meu rosto, o que me faz gelar.
– Oliver, não! — minha voz sai rouca.
– Me responda Felicity... — disse sedutor, encostando a ponta do nosso nariz no meu. — O que sente por ele?
Encaro seus lábios e arfo sem nem ser tocada. Só com seu olhar ele consegue mexer comigo.
– Não sinto nada por ele... — digo encostando nossos lábios atraídos.
– E por mim, o que sente? — murmura baixo pressionando mais nossos lábios, o que me faz derreter e toda minha irritação esvaziar completamente.
– Não sei ainda... Mais é intenso. — murmuro fechando os olhos. Sinto ele esboçar um sorriso encostando nos meus lábios. Me da um beijo demorado e se afasta me fazendo arfar a procura demais.
– Obrigado por suas respostas, era tudo que eu precisava ouvir. — disse orgulhoso. — Vou voltar para o trabalho no escritório, qualquer coisa me chame!
E sai do quarto cantarolando e sorrindo. É isso mesmo? Foi só um teste?
– Maldito Queen! – esbravejo. — Eu ainda te mato Oliver!
– Só aceito se for de prazer! — disse com uma piscadela voltando e saindo correndo.
– Eu vou jantar com o Marcus e transar com ele! — minto gritando alto com toda minha irritação.
– Só por cima do meu cadáver! — cantarola alto batendo a porta do escritório.
Inferno! Esse homem ainda me mata com essa tensão toda. Olho para a Rose e ela só solta suas gargalhadas fofas com a cena. Meu Deus, como apoia o pai! Só podia ser filha dele. Reviro os olhos e vou para o banheiro dar banho nela, antes que eu cometa um ato imoral com esse Queen.
– Que tal um banho com a mamãe? Eu e você na banheira!? — digo enchendo a banheira com água ja quente.
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