Notas iniciais
Haha, estamos de volta! Agradecemos os comentários. Preparados? Esperamos que gostem.

So just close your eyes
Oh, honey here comes a lullaby
Your very own lullaby

Please let me take you
Out of the darkness and into the light
'Cause I have faith in you
That you're going to make it through another night
Stop thinking about
The easy way out
There's no need to go and blow the candle out
Because you're not done
You're far too young
And the best is yet to come

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POV OLIVER.

Entro na empresa a passos largos, indo para o elevador quase correndo. Tenho uma reunião importante e me atraso logo hoje! Já estou atrasado mais de meia hora, mais uma noite de farra e a empresa vai a falência. Assim que chego até o 20° andar e me de paro com minha atual ex-esposa, já que ela quer o divorcio a todo custo. Não a culpo, não tenho sido um bom marido durante esse tempo, o que senti por ela nem sei se era mesmo amor, estava mais para paixão avassaladora, por isso tenho que a deixar ir achar alguém que a ame, assim como ela deseja ser amada. Não posso negar que ela me deu o presente mais lindo do mundo. Rose! Minha princesa, a minha garotinha mais linda do mundo. Helena era uma mulher muito bonita de olhar penetrante e provocador. Sorri ao me ver e vem até mim.

– Oliver como está? Vejo que não consegue larga a farra. — me da um beijo estalado da bochecha.

– Bem Helena. Engraçadinha você, não? Só fui me divertir um pouco ontem, foi aniversário de um amigo acabei exagerando. — Sorrio já sabendo a resposta então antes que ela comece um sermão, eu falo. – Cadê Rose? Porque não está com você? — Pergunto notando que de fato ela não estava com ela.

– Ela está com Thea. Ela apareceu lá em casa dizendo que estava com saudades da sobrinha, então não me opus e deixe ela com Thea. O que foi ótimo, porque tenho um assunto para tratar com você! – diz me analisando com receio do irá me falar e suspira. — Vou morar em Central City e Rose vai comigo, mas não se preocupe, você verá nossa filha nos finais de sem... – Ergo a mão a interrompendo.

– Não, você não vai levar minha filha de mim! Que ir vá, eu fico com a Rose. — falo já irritado não quero minha filha longe de mim nunca. Ela solta uma gargalhada e ergue uma sobrancelha.

– Oliver, você não cuida nem de você mesmo, imagina da nossa filha. Não sei porque esta tão irritado, você só vê a Rose uma ou duas vezes na semana, está sempre ocupado ou com uma de suas modelos.. — suspira e se encosta na mesa. – Olha, você não é um péssimo pai, a Rose te ama e você sempre irá fazer parte da vida dela, mas não pode me obrigar a ficar aqui. Tenho objetivos, tenho um trabalho para fazer e ela ainda depende de mim, só tem 2 meses e mama. De qualquer jeito ela vai comigo! — tento interromper, mas ela é mais rápida se aproxima e me encara com um sorriso nos lábios. — Você sempre estará na vida dela, sempre que eu puder a deixo com você.

– Tud.. Tudo bem, mas tem que me prometer que sempre irá me mandar foto dela, ligar todos os dias e vir todos os finais de semana! — suspiro soltando o ar que nem tinha percebido que estava prendendo.

– Ok, então vou indo. Tenho que organizar algumas coisas. A trago até você antes de partir. — me da um abraço — Bom dia Oliver, se torne um empresário de verdade e larga a farra!

– Helena! — grito mais ela já está correndo e acenando de costas até o elevador.

Droga! A reunião, tenho que contratar uma nova secretária, já que a ultima foi despedida por não realizar o seu trabalho com precisão nesse ponto. Tenho que encontrar alguém que acompanhe meu ritmo e extremante inteligente. Acho que vou lançar um por meu próprio mérito uma missão impossível.

Depois da "Tensa" conversa com Helena, cheguei mais atrasado a reunião. Tive um alivio, pois alguns investidores também se atrasaram devido a forte chuva em Starling. Por fim, a reunião foi longa e cansativa, mas que irá render bons frutos para a cidade e a empresa, com a nova forma de economia de energia desenvolvida pela a empresa de tecnologias C.S. Que a proposito não relatou quem era o dono. Disseram que o mesmo queria privacidade, na hora certa se revelaria, o que foi estranho. Mas, enfim, mostrou ótimos projetos! Ao término da reunião, fui direto para a minha sala. Era necessário terminar de rever alguns papéis, analisar outros projetos e ir logo embora. Preciso de uma noite de sono daquelas, pelo menos hoje... Antes de rever os últimos projetos meu computador apaga e não liga mais, PUFF assim?! Que droga, os arquivos são de extrema importância! Não posso perde-los. Pensa Oliver... Claro, departamento de T.I.

Disco o número do ramal do Sr.Mendes o mais rápido possível. Em segundos ele atende.

– Alô Sr. Mendes? Aqui é Oliver Queen, preciso de um favor urgente! — falei.

"Sr. Queen, claro, em posso ser útil? — disse apreensivo.

– Meu computador apagou, não liga de maneira nenhuma, acho que queimou.. Preciso de um técnico. Agora, para ser exato! E melhor por favor. — digo sério.

"Claro Sr. Queen, vou mandar o segundo melhor. Dylan, porque nossa melhor funcionária Srta.Smoak esta de licença, em dois minutos ele estará em sua sala."

– Obrigado. — encerro a ligação.

Diabos por que será que ela tinha que estar de licença logo agora?! Afasto logo os pensamentos. Claro Oliver, a garota tem uma vida.

Em dois minutos como previsto, Sr.Dylan chega a minha sala. Ele parece de fato um nerd, com óculos grande e espinhas pelo o rosto está em uma faixa de uns 22 anos. Me encara com olhar apavorado e muito nervoso, franzo o a cenho.

Será que todos nessa empresa tem medo de mim por ser o CEO? Não posso negar que sou um pouco frio e muito exigente, mas depois da morte dos meus pais, eu fiquei somente com Thea. O que era uma empresa e uma irmã para tomar conta! Acabei gelando o coração, mas não é para tanto. Esses olhares dos meus funcionários... Será que eles me ver como um monstro do gelo ou o bicho de sete cabeças, esperando para dar o bote? Reviro os olhos comigo mesmo e peço ao Sr.Dylan para entrar.

– Bom dia Sr..Sr.Que..Queen, eu vim ver se..seu computador.. — disse gaguejando e ajeitando o óculos com a ponta do dedo. Não posso deixar de sorri com seu nervosismo.

– Bom dia Sr.Dylan! Meu computador está bem aqui. – gesticulei para o aparelho acima da mesa. — Por favor, tente resolver o problema mais rápido possível! Vou sair agora, em algumas horas eu retorno. Espero que quando eu voltar esteja pronto! — digo em tom autoritário, mas na verdade estava disfarçando uma risada. Talvez eu me aproxime dele e lhe dou um susto como um "BUH". Mas não.. Não posso matar o garoto do coração.

– Ok, Sr.Queen, serei rápido! – diz ainda nervoso.

Melhor eu ir e deixar ele trabalhar antes que ele enfarte com minha presença.

Saio da sala para conversar com alguém, que por Deus não tenha medo de mim! Mas já sei exatamente quem procurar, pego o elevador até o 5° andar. Talvez ele me compreenda e me ajude a tirar um pouco da cabeça, a partida da minha filha. Não posso negar que não quero que ela vá. Helena não entende, o amor de um pai pela a sua filha pode ser maior do que qualquer coisa? E que a distância pode destruir muitos momentos importantes do crescimento dela.

Chego ao 5° andar e vejo Diggle saindo da sala de monitoramento. Meu melhor amigo e chefe de segurança, impus a ele um cargo alto, mas ele quase me bateu no dia dizendo que não queria e que ser chefe de segurança, já estava de bom tamanho. Me aproximo com um pequeno sorriso no rosto.

– Diggle! Como está? – digo o abraçando.

– Um pouco cansado, Sara está crescendo e me dando muito trabalho. Corre pela casa, troca o dia pela noite, essas coisas. Enfim, acho que vou ficar de cabelos brancos antes do tempo! — suspira e sorri. — Mais e você está irritado e com olhar de quem levou um fora e não gostou! — disse me analisando.

– Dig, não tenho problemas com fora! — arqueou uma sobrancelha e eu o encarei com meu olhar malicioso. — Você sabe, não tem uma mulher que resista ao meu charme! — ele revira os olhos e abafa uma risada.

– Só acho que um dia, você vai se apaixonar e.. — franze o a cenho — Levará um fora que não será nada agradável, sabe Oliver! Está na hora de se fixar em uma vida normal. Se não deu certo com a Helena, bola para frente! Não era amor, mas também não foi o fim do mundo. É hora de encontrar alguém com quem tenha que dividir todos os momentos bons e ruins.. Construir uma família.. Essas coisas e que deixe você uma pessoa diferente menos frio. — disse me encarando com um olhar serio mas alegre. Por alguns segundos penso nessa possibilidade mais não.. Não existe essa mulher que desperte isso em mim.

– Que espécie de amigo é você? – bufo. – Olha, eu estou irritado porque Helena está de mudança para Central City e está levando a Rose com ela, o que me deixa transtornado. Não posso e não quero ficar longe da minha filha. — digo com pesar.

– Sério? — questionou espantando. — Não sei se reagiria com tanta tranquilidade, se Lyla fosse embora e levasse a Sara... — posso notar uma tristeza passar por seu olhar. — Que tal um café? Podemos conversar sobre isso? — disse já indo ao elevador e me conduzindo ao mesmo.

– Vamos então.

Paro abruptamente na saída do prédio com o toque do meu celular. Identifico que o número é diferente, bom, que não seja alguma modelo de noites passadas, não estou afim de ouvir choramingo de que não liguei.

– Alô — digo com a voz seria e fria.

"É o Sr.Queen?" — Disse uma voz masculina e profissional. Deve ser mais um investidor.

– Sim com quem estou falando? – suavizei minha voz.

"Sou Dr.Simon David, do hospital geral de Starling, uma moça chamada Helena deu entrada com vários ferimentos após um acidente na avenida principal. O seu nome e número estavam nos documentos pessoais dela, preciso que o senhor compareça o mais rápido possível para preencher os papéis necessários e.." — hesitou.

– E? — falei em tom desespero.

"Sinto muito ela não resistiu!" — disse com a voz baixa.

O quê? como assim não resistiu? Meu Deus ela estava aqui tão bem logo cedo. Meu coração para alguns segundos, entro em pânico com os pensamentos a seguir, ao lembra da Rose.. Deus Rose!

“Ela estava com uma criança? Um..u..uma bebê?” — digo gaguejando já com as lágrimas nos olhos.

"Não! Ela estava sozinha. Venha o mais rápido possível Sr. Queen, avise aos parentes dela por favor."

Antes que eu posso responder mais alguma coisa meu celular cai no chão com o choque que me domina. Meu Deus Helena.. e agora? E o Rose?

– Oliver? Oliver, o que houve? — Diggle me sacudiu pelos ombros me despertando. Me afasto um pouco minha fala não sai só sinto as minhas pernas agindo por si só indo até meu carro . Tenho que vê — lá para poder acreditar no que acabei de ouvir e Rose o que será da minha filha agora ? ..

POV FELICITY.

Mas que diabos estar tocando a campainha sem parar? Eu já estava irritada. Ao abrir a porta tomo um choque de imediato. Thea está branca feito papel, com o rosto vermelho e os olhos banhado em lágrimas e com uma bebê no colo?!

– Felicity.. Preciso da sua ajuda. – voltou a chorar desesperadamente.

Abro espaço para que ela possa adentrar até a sala onde começa a andar de um lado para o outro.

– Thea, o que houve? Porque está chorando? Não me diga que brigou com o Roy de novo!? Se for isso ele vai ser ver comi...- me interrompe parando na minha frente.

– Não.. Não Lis, não tem haver com o Roy! E.. e a Rose ela está sem mãe, não sei o que fazer! — disse olhando para a pequena em seu colo e novas lagrimas caindo.

Como assim sem mãe? Que raios está acontecendo aqui? Será que ela abandonou a filha?! Thea aperta meu braço para me desperta dos meus pensamentos insanos. – Helena, ela bateu o carro. Alguém do hospital ligou para o Oliver a algumas horas, ele me ligou desesperado perguntando sobre Rose. — Claro, Rose filha do Sr. Queen. — Ela não sobreviveu ao acidente, já tentei ligar para o Oliver, mas ele não atende. Fui até a empresa, mas ele não está, fui até o hospital, mas a recepção disse que ele saiu e não voltou. Fui ao apartamento dele e nada. Não sei o que fazer, a Rose estar com fome, pois ela só mama e agora não para de chorar o que me deixa mais nervosa.- disse tudo de uma vez só, me fazendo cair no sofá incrédula com que acabei de ouvir. – Olha, preciso que fique com a Rose agora, vou até o detetive Lance pedir que ele me ajude a procurar o Oliver, depois vou ao hospital ver se ele voltou lá. Não posso ficar com a Rose para cima e para baixo. Ela só tem 2 meses, é muito sensível. Me ajuda, por favor, não seria importante se não te pedisse isso. Me ajuda, Felicity?- suplicou, vejo nos seus olhos a mesma desolação que enxerguei no hospital quando perdi a minha filha. Ela estava lá por mim, porque não posso estar aqui por ela agora?

Meu coração pode estar quebrado, posso estar tendo uma vida difícil nos últimos meses, mas sou Felicity Smoak, “A Gênia Hacker Sem Filtro na Lingua”, mas ainda sou a Felicity que tem o coração grande, onde sempre cabe mais um, se a vida que me testar em vamos lá! Vamos ver o que ela mais me reserva. Thea precisa de mim. Ela e minha mãe são tudo o que tenho agora.

– Cla..claro, me dê ela, faça o que tem que ser feito. Não se preocupe, eu vou dar o melhor de mim para cuidar da Rose por você. — digo com a voz firme e emocionada. Seus olhos brilham.

– Obrigado Lis, te amo mais por isso! — Ela me entrega a pequena que dorme feito um anjo, me da um beijo no rosto e sai quase correndo do apartamento.

Meu Deus, será o apocalipse? Minha vida está um turbilhão de emoções. Perdi a Lily, e por hoje ganho a Rose. Espera aí, Rose Queen, filha do chefe do meu chefe, que não sabe que eu existo que mundo pequeno esse.

Rose está toda enroladinha como um embrulho, sua manta é lilás com detalhes em branco que tem seu nome bordado na ponta lateral do tecido, com linhas douradas, assim como a coroa logo acima do seu nome. O casaquinho é branco com detalhes também em lilás, assim como seu vestidinho. De contato imediato a ela, posso notar que suas bochechas são rosadas seus cabelos são muito poucos, quase carequinha. Tudo nela é fascinante. Tão pequena e frágil, meu coração se aquece de maneira estranha, mas a sensação é gratificante. Aproximo ela ainda mais a mim, nos meus braços ela se encaixa perfeitamente. Enquanto eu a analiso, ela abre os olhinhos de devagar até chegar aos meus, são olhinhos de um tom azul claro, lindos como o oceano, o que me faz arrepiar. São iguais ao do Sr.Queen, que também me fez lembrar do dia em que eu esbarrei nele na recepção da QC, seus olhos eram intrigados intenso e extremamente predador. Desde aquele dia, não pude imaginar homem mais lindo e mais sexy do que ele. Me desperto dos meus pensamentos com um choro agudo e alto.

– Olá Rose, não chore bebê! Eu vou cuidar e proteger você. — digo com carinho. A vida nos prega peças, como um quebra cabeças. Ela perdeu sua mãe e eu minha menininha, e aqui estamos com nossos destinos cruzados.

Ando de um lado para o outro, estou mais nervosa do que o normal. Claro Felicity, você tem um bebê na sua cama chorando sem parar. O que eu faço? Já cantarolei uma música de ninar, mas ela nem me houve, tentei chamar sua atenção com um ursinho Rosa que guardei da Lily, mas ela nem olha.. Senhor uma luz por favor!

– Rose, não chore meu amor eu.. eu estou aqui. — falei e peguei ela da cama.

Antes que eu possa chamar sua atenção novamente, ela se mexe nos meus braços e vira seu rostinho até o colo dos meus seios começando a fungar. Bingo! Foi só ai que me lembrei que Thea disse que ela ainda mama, ela está com fome. Não, não, não. Eu sei que estou doando leite a Maternidade Central de Starling, mas amamentar não. Por Deus acho que não consigo. Gelo com as investidas da Rose em busca do meu seio. Vendo que não consegue o que tanto deseja, chora mais irritada e volta a fungar nos meus seios, por fim ela acaba me olhando com aqueles olhinhos azuis oceanos marejados pelas lágrimas e faz um bico lindo para mim. Como resistir a esse rostinho de anjo? Me sento na cama e com receio abro três botões da minha blusa e afasto o sutiã oferecendo o seio a ela, com certa urgência a bonequinha põe o seio na boca e começa sua sucção, ela se afasta e volta a mamar, acho que ela sentiu estranho, já que não sou sua mãe. De início sinto um beliscão no seio e pinicadas, é estranho mais no sentido bom, a sensação é mágica, sinto como se ela pertencesse a mim é tão reconfortante. Vejo aqueles olhinhos me encarar, não posso deixar de escapar uma lágrima dos meus olhos ao imaginar que podia ser a Lily, a minha pequena que deveria estar aqui, mas ela se foi e sei que sempre será a minha luz, meu anjo e a amarei para sempre.

– Rose, você foi colocada no meu destino por algum motivo. Qual será? Hum..? — questiono baixinho alisando seu corpinho.

Rose para por um momento e com um bico do meu seio na boca ela me olha e sorri de leve como se respondesse a minha pergunta. Será que ela ainda vai me encantar ainda mais por ela? Não posso deixar de sorrir de volta, encosto meus lábios no seu pequeno rosto e beijo sua testa, ela fecha os olhinhos e continua a mamar despreocupadamente. Depois de um tempinho ela dorme, afasto com cuidado meu seio e a coloco na cama novamente. Enrolo ela toda deixando-a toda embrulhada. Corro até a sala para pegar a sua bolsa. Merda, cadê a bolsa? Procuro em cada canto da sala, vou na cozinha, quarto de hóspede, até no banheiro. Nada. E agora? Vou precisar trocar ela quando acordar, não tenho mais nada da Lily, doei tudo para a caridade só o que eu tenho e o ursinho rosa, foi só ele que fiquei.

Pensa Felicity, pensa! Thea, claro. Pego meu celular e começo a discar para ela, depois de dois toques ela atende.

“Alô, Lis? O que houve? Aconteceu alguma coisa com a Rose?” – se desesperou com a voz preocupada.

– Não, não.. Está tudo bem, a Rose está dormindo feito um anjo. — digo para acalma-la .- O problema é só quando ela acordar!

“O quê? Por quê? Qual o problema?”

– A bolsa dela não esta aqui, você não deixou e quando ela acordar como vou troca-la? Você sabe, não tenho nada mais da Lily. — falei com a voz baixa.

“Oh, claro.. eu.. eu sei. Bom, devo ter deixado no carro na pressa. – suspirou. – Olha, eu não achei o Oliver ainda, ele simplesmente sumiu. O detetive Lance está procurando ele, mas nada. Estou saindo do hospital agora e vou até ai deixar a bolsa. Ok?”

– Sim, sim tudo bem. Thea, você acha que aconteceu algo com ele? — tento não suar nervosa, já bastava a Helena, agora o Oliver. Não, não.. Afasto os pensamentos.

“Não! Ele está bem Lis, ele só esta se isolando. Foi assim com nossos pais. Ele não divide sua dor. – suspira mais uma vez cansada. — Uma hora ele vai aparecer.”

– Entendo, claro. — falei receosa. Claro que não entendo, ele tem uma filha! Não pode simplesmente sumir do mapa e voltar quando quiser. Por mais que esteja doendo e seja difícil, fugir não irá resolver nada, ele tem que colocar a Rose em primeiro plano. – Certo, não demore Thea. Estou esperando você chegar! Um beijo. — encerro a ligação.

Vou até o quarto, lá está ela dormindo do mesmo jeito. Seu sono é tão tranquilo. Fico observando Rose dormir e me pergunto: Onde está seu pai Rose? Se isolar não vai ajudar em nada, a dor está lá, mas você tem que conviver com ela ate que desapareça. Só espero que ele esteja bem. Suspiro. Vou até a cozinha comer algo, faz tempo que não como nada. Minutos depois ligo a TV e fico ali pulando os canais. Nada e nada de interessante, olho para o relógio e os minutos começam a passar, já faz o que? 20, 25, 30, 35, 40... 1 hora e Thea não chega. Cadê essa mulher? Meu celular toca, e falando em tal pessoa.

“Felicity, desculpa por não ter chegado ainda!” — disse entre buzinas de carro.

– O que houve? E que barulho infernal é esse? — digo ao ouvir gritos e mais buzinas.

“Não sei se você sabe, mas o hospital é do outro lado da cidade! Estou no meio de um trânsito caótico, onde não tem para onde ir. Com a chuva caiu uma árvore no meio da avenida e aqui estou eu esperando eles resolverem. — disse frustrada, não consigo conter a risada.

– Nossa, você acha que vai demorar muito tempo? Para, tipo tirar a árvore liberar o trânsito para você finalmente chegar? — falei fechando os olhos com a possibilidade da Rose acordar e "BUUM" começar seu chorinho agudo que me leva a loucura.

“Não sei, mas pelo que vejo no mínimo umas 3 horas!” — disse o mais baixo possível para me enrolar.

– O quê?? — gritei. Que diabos de árvore é essa que não pode ser removida em pelo menos 20 minutos?! – Desculpa, Thea mas.. Mas.. Mas a Rose está quase acordando, ela precisa de fraldas, de uma roupa limpa enfim suas coisas.

“Eu sei, mas não da para sair correndo daqui! — disse choramingando. — Eu vou conseguir chegar a tempo e.. — para e sinto seu sorriso do outro lado da linha. – Espera, tive uma idéia!”

– Hãn? Que idéia? — perguntei curiosa. Não posso negar que as idéias da Thea me deixam nervosa! Na última vez, ela me fez fantasiar de sereia, só para ir em uma festa com ela, onde demorei quase um mês para tentar juntar o resto de dignidade que eu tinha e esquecer aquela fantasia.

“Você vai até o apartamento do Oliver! Ele tem um quarto da Rose, tem tudo lá, para os dias em que a Helena... Hum.. Você sabe, estava com a Rose lá!” — disse baixinho e sei que esta contendo as lágrimas. Ela quase nunca falava da Helena, só que era uma grande mãe para Rose. E que fez o Oliver feliz por um tempo.

–Espera! Eu? No apartamento do Sr.Queen? Chefe do meu chefe? Dono da QC? — O homem mais lindo que existe? Príncipe da Grécia abençoado pelo o Olímpio com aquele corpo.. Foco Felicity foco ! Não não nunca vou entrar lá.– Eu.. Eu no apartamento do Sr.Que..Queen? — gaguejei. – Não, nunca, jamais você é louca!?

“Claro que você pode ir, são só três quadras da sua casa! Vocês optaram por morar próximo a QC.” — disse. Reviro os olhos com a suposição de Thea.

– Certo, digamos que eu vou e a chave? Como você acha que eu vou entrar lá? — questiono sarcástica — Eu não quero ser acusada de arrombamento, Thea! Principalmente se o apartamento é do meu chefe.

“Olha você pode ir, não tem problema nenhum com isso! E, em relação a chave, tem uma extra debaixo de um pequeno vaso próximo do lado da porta do apartamento. Relaxa, você não seria presa. Porque os vizinhos iriam pensar que você é namorada do meu irmão, e esqueceu a chave. — disse com segundas intenções.

– Thea! — gritei nervosa. Como assim namorada do Sr.Queen? Isso é o cúmulo! Ta certo que ele é o homem dos sonhos de qualquer mulher, mas ele é Oliver Queen!

Com meu grito, foi o suficiente para a Rose despertar e começar a chorar. — Está escutando? Culpa sua! — digo irritada. — Rose acordou, tenho que ir! Mande esse maldi... Digo, adorável endereço por mensagem! Eu vou até lá, por ROSE! — Disse ao sobressalto da ultima frase.

“Também te amo Lis!” — disse sorrindo e encerra a ligação.

Volto até o quarto e a vejo inquieta. Me aproximo dela a pego no colo envolvendo nos meus braços. Começo a cantarolar uma música, balanço ela para lá e para cá, com meus gestos ela abre um sorriso e fica quietinha nos meus braços.

Thea, manda por fim o endereço. Não nego que eu estou me sentindo em um filme, onde eu não sou a mocinha e sim a espiã como em uma "Missão impossível". Visto uma calça Jeans escura, uma camiseta branca com o casaco por cima e calço um tênis, prendo o cabelo em rabo de cavalo faço minha análise no espelho. Até que não estou tão mal assim, meu corpo mudou, mas muito pouco, só os seios estão maiores. Pego minha bolsa enrolo a Rose na sua manta e saio do apartamento.

Como não posso dirigir sem Rose ter a cadeirinha e ir a pé é uma tarefa difícil para mim por está com uma bebê no colo, o que é extremamente perigoso, pois nunca se sabe quem encontramos no caminho e porque a caminhada está fora de cogitação! Já que faz só um mês após minha cesariana. Acabo indo de táxi mesmo, espero que ele não chegue em casa enquanto eu estiver lá, não quero ter um infarto.

Com alguns minutos, chego até o prédio, só de olhar para a cobertura me faz arrepiar. É um prédio muito alto, de mínimos 50 andares, extremamente moderno. Olho envolta, parece tudo calmo. Tome fôlego e me dirijo para o saguão.

–Vamos sair e entrar como um Flash Rose! — sussurrei.

Notas finais
Eita!!!!!!!! Natty me matou do coração nesse capítulo, principalmente porque eu revisei algumas coisas nele. A cada momento era mais desespero da minha parte! kkk' Bem, esperamos que tenham gostado! Aguardamos os comentários. Beijinhos lindezas!