Notas iniciais
Hello people !!!!! Olha que aqui de novo. Quero primeiramente agradecer o carinho de todos, os comentários, favoritos e ambas recomendações fora recebidas de coração. Sei que todos aqui amam essa historia tanto quanto eu [ Natty ]. Ela se encaminha para o fim, só mais alguns capítulos e eu encerro, vai doer mais é o necessário!. Então vamos lá para mais um capitulo emocionante! Boa leitura !!

Aren't you somethin' to admire

Cause your shine is somethin' like a mirror

And I can't help but notice

You reflect in this heart of mine

If you ever feel alone and

The glare makes me hard to find

Just know that I'm always

Parallel on the other side

Cause with your hand in my hand

And a pocket full of soul

I can tell you there's no place we couldn't go

Just put your hand on the glass

I'll be tryin' to pull you through

You just gotta be Strong

Justin Timberlake — Mirrors

Pov Caitlin

Abro a porta e vejo Sam brincando sentadinho no tapete fofo da sala com seus carrinhos de bombeiros ao seu redor, entro e sinto logo o aroma saboroso de lasanha sendo preparada, Tommy doméstico e pai de família? Meu Deus, eu vivi para ver isso.

— Amor cheguei – anuncio animada fechando a porta, em poucos segundos ele sai da cozinha sorrindo e limpando as mãos com um pano de pratos, homem lindo senhor! Ele veste uma calça de moletom azul com uma camiseta cinza deixando seus bíceps notáveis para minha pequena sanidade.

— Eu que deveria dizer isso sabia? O homem da casa que tem que chegar do trabalho e a mulher cozinhando como é o certo – pisca com desdém.

— Bom – suspiro – somos um casal moderno não tem nenhum problema com isso – solto uma risada e me inclino para beija-lo que envolve minha cintura com os braços me apertando fortemente contra si, nos beijamos intensamente até nos faltar o ar.

— Eca – Sam resmunga puxando minha saia. Me afasto e começo a gargalha observando Sam com uma careta e seu sorriso fofo mostrando suas covinhas como o Pai. Tommy pega-o no colo e o enche de beijos – papai não – sorrir tentando se afastar dos beijos. Me admiro com os dois amores da minha vida bem na minha frente, nada para mim me falta além deles dois. Como é bom, não se sentir mais sozinha. Eu e a Felicity meio que ganhamos na loteria; os dois playboys mais gostosos da cidade são nossos companheiros e de mais ninguém, mudaram em todos os sentidos e se tornaram homens de verdade com compromissos de vida.

— Sam diga para a mamãe que você quer uma irmãzinha ou irmãozinho – disse sorrindo voltando atenção para mim que já franzi o cenho com sua suposição.

— Tommy já conversamos sobre isso – praguejo irritada – não quero outro bebê agora.

— Mais eu quero – resmunga ofendido.

— Mais não depende só de você – doou um beijo em Sam e dirijo-me para o quarto em disparada. Não de novo não. Ele colocou na cabeça que quer outra criança. Chego no quarto e tiro os sapatos jogando-os para longe e meu sobretudo preto. Ele me agarra pela a cintura e me gira até ficarmos um de frente para o outro. Fito seus olhos azuis e seguro seu rosto com as mãos.

— Qual o problema? – pergunta.

— Não tem nenhum problema – suspiro frustrada – só que o Sam só tem dois anos e pouco meses. Não sinto que esteja na hora de termos outro filho agora, deixa o Sam crescer só mais um pouco completa uns cinco anos – argumento apreensiva. Não posso negar que ter outro bebê agora esteja mesmo na hora, amo esse lado dele, depois que se apegou ao lado paternal ele sente que devemos ampliar a família.

— Não Caitlin. Já faz dois meses que conversamos sobre isso e você não me escuta – diz sério.

— Só não é o momento amor – insisto mais uma vez.

— Pensa vamos sair desse apartamento e ir para uma casa enorme e podemos ter muitos filhos – sorrir – não tive irmãos sou filho único e não quero isso para o Sam. Mordo o lábio e respiro longamente, ele me encara em expectativa apertando de leve minha cintura, não vai desistir eu sei e o conheço mais do que ninguém, reviro os olhos dando por vencida.

— Dois anos – murmuro.

— Um ano – insiste.

— Um ano meio – aviso séria.

— Dois meses – diz rápido.

— Ok. Fechado! – arregalo os olhos – Não.... Não.... Eu....

— Você aceitou, esgotado seu tempo! – exclama sorrindo indo para a porta – espero você para nosso jantar, eu fiz a lasanha já sabendo que ganharia, de hoje esse assunto não passaria em branco – diz saindo em disparada pelo o corredor. Gargalho e caio de costas na cama. Hum. Talvez não seja uma má ideia ter outro filho, talvez eu e a Felicity devêssemos abrir um parque de diversão com tantas crianças, reviro os olhos com sarcasmo e saio para o banheiro cantarolando como uma mamãe de primeira viajem.

— Tommy Merlyn o que eu não faço por você? – resmungo fechando a porta animada. Tomo um banho rápido e me encaminho para o closet pego um vestido amarelo com decote v sem mangas rodado acima dos joelhos e uma sapatilha simples, me arrumo e saio para cozinha vejo a mesa bem organizada com flores e pratos, talheres e copos bem alinhados, fico admirada com tanta perfeição, aproximo-me de Tommy que põe na mesa a lasanha. – Você vai me engorda – resmungo animada.

— Você não engorda – revira os olhos – você e a Felicity comem muito e não mudam nada esteticamente. Solto uma risada. Sam veem até mim e dar os bracinhos.

— Meu amor – balbucio sorrindo pegando-o para meu colo – papai cuidou direitinho de você hoje? – questiono. Ele sorrir e balança a cabeça positivamente. Doou beijos no seu rosto e me sento na cadeira com ele ainda em braços.

— Vamos ao nosso jantar – Tommy pisca para mim sentando ao meu lado deixando um beijo em meus lábios.

[....]

Pov Oliver.

Acordo com um som de uma música ecoando pela casa suas batidas transforma o ambiente em algo convidativo e sedutor, me levanto ainda sonolento, visto a cueca seguido da minha calça jeans escura sem camisa, saio do quarto seguindo o som da música, quanto mais me aproximo, mais a música aumenta de uma maneira racional e auditiva, sua letra mostra versões de mim e dela. Minha linda e doce Felicity Smoak. Chego a sala e a vejo dançar levemente pela sala seguindo o ritmo da música. Antes que ela possa me ver me encaminho rapidamente em passos largos parando por atrás dela, inclino-me sem toca-la inspirando o cheiro dos seus cabelos caídos em ondas sobre os ombros, ela veste apenas minha camisa mostrando suas belas curvas, inclina a cabeça para o lado para que eu tenha acesso ao seu pescoço, deixo um beijo molhado e fecho os olhos inspirando seu cheiro floral.

— Dance comigo Oliver – pediu com a voz rouca e doce. Giro seu corpo para que fique de frente para mim prendendo-o contra o meu, passo um braço por sua cintura, segurando sua mão livre sobre meu peito, ela encosta nossas testas e fecha os olhos, seguimos o ritmo da música lentamente. – Lembra quando eu cheguei correndo por essa sala com Rose nos meus braços esbarrando em você no dia em que a mãe dela morreu? – questiona me deixando um pouco surpreso.

— Sim – sussurro girando ela e a trazendo de volta para mim – você me assustou mais não por ser uma desconhecida segurando a Rose, mais sim por desperta em mim uma atração fatal em meio a turbilhões de coisas trágicas que me cercavam – sorrio beijando aponta do seu nariz.

— Quando eu peguei Rose em meus braços a primeira vez, ela me modificou completamente – sorrir abrindo os olhos e me olhando profundamente – ela conseguiu tocar meu coração sem precisar dizer uma palavra pois ela ainda era um bebê de dois meses. Ela simplesmente abriu os olhinhos e me olhou lá no fundo, onde ninguém nunca conseguiria chegar em meio a dor que eu sentia – suspira com as lágrimas molhando seu rosto – ela não chorou Oliver, ela apenas sorriu para mim como se estivesse encontrando algo perdido – funga emocionada com os olhos marejados – um sorriso sincero, aquele que me desarmou e que vai ficar em mim para sempre, desde então eu a amei incondicionalmente – paramos de dançar ela suspira e deixa as lágrimas escorrem por seu rosto segurando nossas mãos entrelaçadas em um aperto único – ela me trouxe até aqui; até você, eu tive medo no início, pois eu nunca quis roubar o lugar da Helena.

— Você é diferente, nunca passou por minha cabeça que você roubaria algo como o amor de Rose pela a Helena, quando nossa pequena crescer ela terá direito a verdade, mais tenho certeza que o que ela sente por você nunca vai mudar – afirmo enxugando uma lágrima sua que escorrer enquanto ela me olha nos olhos e afirma todos os seus sentimentos que também transmito – diferença essa que nos trouxe até aqui, ao à agora e eu sou o homem mais feliz do mundo em saber que a minha filha amou você primeiro e que trouxe você para mim. Me inclino e beijo seus lábios demoradamente olhando no fundo dos seus olhos. – Nossa felicidade está completa Felicity.

— Nossa felicidade ainda vai completar – sorriu de encontro com meus lábios. Franzo o cenho e a fito curioso – em breve. – acrescenta soltando minhas mãos e as puxando para baixo colocando-as sobre barriga. – Pronto para ser papai de novo? – questiona emocionada.

— Você.... Você está.... – começo a gaguejo nervoso. Por Deus. Gelo e travo uma guerra interna – grávida? Ela balança a cabeça em concordância abrindo o mesmo sorriso de horas atrás.

— Eu consegui Oliver – afirma com lágrimas de alegria – vou ser mamãe de novo.

— Meu amor – beijo seus lábios abraçando-a com todo o amor que sinto – você vai me dar um filho, o tanto que você sonhou e lutou por isso, não poderia estar mais orgulhoso de você. – começo a surtar com gesto, meu peito queima de felicidade.

— Eu...

— Você não desistiu – sorrio olhando dentro dos seus olhos – é o fruto de tudo que lutamos, por tudo que passamos, é o fruto do nosso amor como a Rose.

Minhas lágrimas escorrem em ver o reflexo do meu amor em seus olhos me fitarem felizes, a encontrei em um momento difícil, nossas perdas fizeram nos unir, o destino nos modificou, e o nosso amor cresceu se tornando algo mais forte e único.

— Será que você vai me amar mesmo quando eu estiver com uma barriga enorme, com mudança de humor e desejando tudo e mais um pouco? – sorrir sarcástica apertando os olhos com olhar sereno.

— Vou te amar até que meu coração para de bater Felicity Smoak – solto um sorriso torto e encosto nosso lábios – mesmo parecendo uma ursa grávida.

— Isso foi elogio?

— Acho que sim – beijo seus lábios alisando sua barriga com carinho, fico de joelhos e abraço seu corpo erguendo a sua camisa encostando meu rosto em sua pele para escutar alguma coisa.

— Oliver não vai ouvir nada se é isso que espera – solta uma gargalhada afagando meus cabelos.

— Quantos meses? – questiono.

— Dois meses – sorrir – pronto para uma última surpresa?

— Sim – suspiro não escutando nada vindo da sua barriga.

— São gêmeos ou gêmeas, preparado para....

— O quê? – interrompo incrédulo caindo no tapete de costas. Ela se debruça rapidamente sobre mim alarmada.

— Assustei você? Diga que não vai me abandonar grávida – questiona alarmada puxando meu rosto para cima.

— Vou ser pai de gêmeos ou gêmeas? – engulo em seco com nervosismo tomando conta de mim, meu coração acelera em instantes – gêmeos! – repito tremulo.

— Sim – afirma ficando sobre mim – daqui alguns meses você irá a loucura com três crianças ao seu redor. Papai Queen!

— E se for duas meninas? Vão arrancar meus cabelos antes do tempo – pisco ainda nervoso tentando de maneira inútil processa toda informação – Rose, Lívia e Sophia procurando namorado! Meu Deus! Vou ser preso por atentado contra qualquer safado que tente se aproximar delas, ou irei a falência com todos os seguranças que terei que contratar.

— Lindos nomes – solta uma gargalhada – você careca eu não aceito. – Se inclina com uma careta para me beija – o sexo dos bebês só daqui uns meses Oliver, até lá relaxe e tente não surtar querido. – Sorrir, reviro os olhos com sua tranquilidade e beijo seus lábios com sorriso. – Eu te amo – diz baixinho só para mim.

— Eu também te amo Felicity – sussurro abraçando-a pela a cintura relaxando os ombros, ainda não acredito que vou ter mais dois filhos ou filhas. – Pensa comigo amor, três mulheres e....

— Oliver! – exclama com uma risada – caso seja duas meninas, serão seu orgulho acredite nisso, você terá muito anos para planejar uma maneira de se livrar da cadeia ou da falência – interrompe mordendo meu lábio com sarcasmo.

— Pai de gêmeas ou gêmeos – gargalho com a felicidade se exalando de mim. Somos interrompidos por Thea que entra cantando e segurando várias sacolas com a Rose na lateral do seu corpo.

— Pelo o amor de Deus, se cubram e vão para o quarto – ordena nervosa se virando para parede.

— Thea estamos vestidos – reviro os olhos.

— Ah – gira voltando a nos fitando animada – finalmente voltou maninho que saudades de você. Sorrir colocando as sacolas no chão e a Rose que sorrir para nós e vem cambaleando soltando risada gostosas.

— Dada – chama olhando para mim. Felicity se afasta e deixa Rose chegar até mim. – Dada – repete com a voz gostosa.

— Hey meu amor – pego-a em meus braços enchendo-a de beijos – que saudades seu dada estava de você – afirmo inalando seu cheirinho de bebê, ela resmunga acariciando minha barba como sempre gosta de fazer. Volto a enche-la de beijos.

— Isso é pão de queijo? – questiona Felicity pulando do chão como uma gata e correndo até Thea apressadamente que se assusta de imediato.

— Sim – diz Thea entregando a sacola desconfiada.

— Nossa com maionese será perfeito – balbucia Felicity disparando para cozinha.

— Credo Felicity! – exclama Thea enjoada – que coisa mais... Oh.... Meu Deus! Oh Deus! Não me diga que é desejo.

— Sim – solto uma risada levantando-me do chão trazendo Rose comigo – e só está começando.

— Ela está grávida? – Thea grita animada dando pulinhos correndo para cozinha – vou ser tia de novo! Meu coração está parando. Ele vai se chama Maicon.

— E Olivia! Porque são gêmeos – sorrio com Thea colocando a mão sobre o peito para processar a informação enquanto Felicity nos ignora e devora os pães com a maionese.

— Dois – diz em choque arregalando os olhos – três correndo pela casa essa foi demais para mim. – finaliza fingindo um desmaio. Solto uma risada sarcástica me aproximando delas.

[......]

Pov Felicity

Thea tomou horas e mais horas de animação escolhendo nomes onde nem sabemos o sexo dos bebês ainda, até que Oliver perdeu a paciência e a expulsou de casa educadamente alegando dor de cabeça, eu soltava longas risadas e a Rose me seguia sorrindo também como se entendesse de fato o que acontecia entre nós. Ela adormece depois de um banho e uma mamadeira. Me encaminho para o quarto, onde Oliver fita uns papéis e ao me ver deixa os papéis na cômoda para se aproximar. Com um movimento rápido ele me ergue nos braços solto um gritinho com sorriso longo. Deitando-me na cama cuidadosamente.

— Começou os seus cuidados rígidos, Sr. Queen? – questiono sarcástica. Ele revira os olhos organizando os travesseiros atrás de mim, passando o coberto por cima de nós.

— Meus cuidados sempre foram rigorosos – sorrir com um beijo suave em meus lábios.

— Sim – sussurro me aquecendo em seus braços. Ele deixa beijos e me aperta contra si. Respiro longamente e fecho os olhos para descansar. Apago a luz e volto a me aninhar mais ao meu corpo. Deixando o sono nos levar ao subconsciente.

[.....]

Acordo com o choro da Rose, abro os olhos e ainda é madrugada. Bocejo olhando para Oliver que dorme pesadamente, levanto com preguiça e saio em direção ao quarto dela esbarrando em algumas coisas no caminho por ainda está sonolenta. Ao chegar ela já está em pé segurando na barra do berço como apoio e chorando com bico lindo, vestida com o pijama rosa em detalhes de ursinho com uma touca de lã branca.

— Hey – murmuro sorrindo e a pegando para meus braços. – O que foi? Mamãe está aqui. – afirmo indo para a poltrona, onde sento com ela no meu colo – quer mamar? – questiono levantando a blusa. Ela suspira e pega o bico começando a sugar lentamente, inclino um pouco para o lado para pegar uma coberta fofa que sempre deixo próximo a poltrona, enrolo nós duas deixando ela confortável e aquecida. Ela me fita bem acordada mamando e suspirando – você vai ganhar irmãos ou irmãs sabia? – solto um sorriso torto para ela que sorrir e puxa os fios do meu cabelo solto – daqui a um tempinho sei que vocês três vão me deixar de cabelos brancos, mais eu consigo domar minhas ferinhas – inclino sorrindo para enche-la de beijos que sorrir, mais não larga o seio. Depois de minutos de amamentação, ela larga mais não dorme. Eu? Bom, estou exausta e com muito sono, enquanto ela na ativa, a levo para o meu quarto e vejo Oliver dormindo debruçado e bem relaxado, coisa que daqui a nove meses acaba, vai me ajuda! Ah se não vai. Coloco Rose na cama e me deito, ela engatinha até ele soltando gritinhos deitando o rosto nas suas costas descobertas, merecia uma foto de tão linda que é a cena. – Isso acorda o dorminhoco – resmungo deitando de lado. Ela começa a bater nele com as mãozinhas estalando levemente. Garota esperta igual a mamãe.

— Felicity – resmunga Oliver.

— Acorda Oliver – choramingo – fica com a Rose.

— Amor – resmunga.

— Por favor – insisto.

— Quero mesmo ver quando for os três juntos – sorrir levantando e pegando a Rose no colo – vou ver TV na sala com ela – murmura saindo do quarto.

— Obrigado – bocejo sonolenta socando o travesseiro e me enrolando.

Dois meses depois.

— Srta. Smoak – chama Nolan me tirando dos devaneios.

— Sim Nolan? – questiono ajeitando minha postura na cadeira.

— Sr. Queen pediu para avisa-la que foi resolver algo importante e vai demorar a retornar, então a senhorita pode ir direto para casa se desejar – diz formal.

— Por que ele mesmo não me avisou? – questiono incrédula.

— Não sei lhe informa, sinto muito senhorita – força um sorriso.

— Tudo bem Nolan – assinto e ele sai. Oliver hoje simplesmente acordou estranho parecia distante e sério.

— Felicity! – chama Dylan entrando na sala com Rose nos braços.

— Dylan – suspiro com um sorriso e me levantando da cadeira com uma careta, tenho quatro meses de gestação que parece mais sete meses.

— Tenho que me acostumar em vê-la enorme novamente – sorrir sarcástico.

— Merece um tapa! Mais como cuida da minha filha como ninguém tem seu mérito – doou de ombros. Rose estica os bracinhos para mim, pego ela para meu colo onde deita a cabeça no meu busto ficando quietinha. Dylan se despede e sai para o setor de T.I, olho para o relógio que marca duas horas da tarde, coloco Rose no chão e seguro em sua mão pegando minha bolsa, disposta a ir para casa mais cedo.

[....]


Chego em casa e Thea vem buscar a Rose para um aniversário de uma filha da amiga do Roy. Começo a comer besteiras na cozinha fitando o celular. Penso em discar o numero dele, mais desisto, depois de muito tempo, resolvo ligar, onde cai direto na caixa postal. Vou até o sofá e fico ali, ligo a TV começando como sempre a pular todos os canais tentando encontrar algo divertido para me livrar do mal-estar. Meu celular começa a tocar, vejo o nome de Nolan na tela.

— Alô – atendo séria.

— Srta. Smoak está ocupada? – questiona.

— Não. O que houve Dylan? – pergunto.

— Preciso guarda os arquivos das finanças dos últimos meses, gostaria de saber se a senhorita já verificou e se tem algo a questionar – suspira formal. Não li nada! Isso que desejo dizer, mais as palavras não saiam da minha boca.

— Preciso verificar as últimas folhas, irei dar uma olhadinha agora e volto a ligar com a resposta, tudo bem? – minto já indo até o escritório.

— Sim senhorita, aguardarei – posso notar seu sorriso maléfico do outro da linha, ele sabe que eu não li nenhuma página.

— Obrigado – encerro a ligação e me aproximo do computador para verificar os últimos e-mails e checar as malditas finanças dos últimos meses, verifico e acho o anexo que Nolan enviou nos últimos dias, passo o olhar pelas páginas, parece tudo normal até uma folha ter a transferência de nada mais nada menos do que trinta e cinco milhões de dólares para uma conta no nome de Lia Butte, franzo o a cenho e vejo que foi o valor em depósito mais alto em seis meses nesse último ano da QC.

— Quem é Lia Butte? – questiono surpresa – não me lembro de nenhuma sócia com esse nome. Nada como ter conhecimento de hacker e joga ela no banco de dados o que vejo na tela me surpreende.


" Lia Sophia Butte vinte cinco anos, modelo e atriz, sobrinha do prefeito de Star City, solteira, sem filhos. Um de seus hobbies; jogadora de beisebol desde o colegial em um time feminino, por isso seu time favorito são os Blues Jays ".

Engulo em seco e um vazio me estremece, mesmo time que o Oliver é fascinado, minhas mãos começam a perde a cor e gelar com a tontura mexendo comigo. Respiro fundo levantando rapidamente, parece que o ar foge dos meus pulmões deixando um queimo no local. Anoto o endereço dela que aparece na tela. Não queria fazer isso! Eu não queria, mais não posso nem pensar em traição. Ele foi um homem muito requisitado e desejado mais ele mudou disso não tenho dúvidas. Volto para o computador e rastreio o GPS do seu carro, caio de encontro com a cadeira em saber que é o mesmo endereço da magricela e que ele está lá nesse exato momento. – Oliver por favor, não quero matar você! – suspiro frustrada tentando conter minhas lágrimas – não faça isso comigo. Respiro fundo e me levanto da cadeira, vou até o quarto tomo um banho rápido, visto uma calça jeans escura, um casaco preto com um par de All stars, deixo o cabelo em rabo de cavalo pego minha bolsa e saio do apartamento. Minha cabeça dói com tudo que se passa por ela no momento, ele não teria coragem, teria? Eu não suportaria isso! Ele é diferente e o amo mais por isso. Entro no meu carro saindo da garagem do prédio, noto que Scott não estar, ele seguiu Thea por estar com a Rose. Meu corpo todo treme, meu coração bate acelerado misturados as minhas mudanças de humor.

[....]

Chego até o local que está em um dos bairros mais nobres de Star. É uma mansão enorme para ser mais realista, com um grande portão de aço, envolta possui um muro cravejado de pedras enormes e acinzentadas, o jardim é muito bonito com flores de vários tipos, a visão por instantes é de tirar o fôlego devo admitir. Desço do carro e me encaminho lentamente olhando para os lados da rua, crianças brincam em alguns jardins das mansões afastadas parece; um ambiente tranquilo. Cada mansão aqui de fato é belíssima. Ao chegar mais próximo vejo a mansão em um tom creme com janelas grandes e uma garagem enorme onde está dois carros um de cara reconheço é do Oliver. Encosto meu rosto entre as grades do portão, fito todos os detalhes, meu coração se aperta no peito ficando do tamanho de uma ervilha, empurro o portão que está aberto onde não faz barulho algum, em passos lentos e receoso vou me encaminhando para a entrada, posso ser presa hoje por tentativa de assassinato ou invasão a domicílio. Mais eu preciso ver com meus próprios olhos, preciso saber, por mais que isso me custe tudo ou me fira por dentro. Escuto risadas e a porta ser abre, corro e fico por trás de uma árvore enorme. Escondida vejo Oliver saindo da casa com uma garota alta de cabelos longos negros em um vestido azul marcante as suas curvas, com sorriso enorme nos lábios. Os dois conversam animados, ele puxa a gravata do bolso e brinca com a mesma nas mãos. Se sair algum beijo eu mato os dois isso é demais para mim! O tanto que o amo. Ele já abusou de mim? Eu sei que posso corre o risco de ficar um balão grávida de gêmeos, mais ele teria coragem de me trocar por esse projeto de Ihama? Certo que ela é uma mulher magra e exuberante, mais eu também tenho minhas qualidades, não é só o corpo que define uma mulher. Ela aperta o antebraço dele como toque leve e carismático, vejo o fim da linha para mim, deixo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto até chegar e molhar o meu casaco, suspiro entre soluços e me seguro na árvore para não cair no chão. Saio em direção ao carro olhando uma última vez a cena, mais sinto minhas pernas vacilarem o que me levam ao chão, o sol queima meu rosto mais sinto uma sombra me cobrir rapidamente. Oliver me fita alarmado me puxando para seu colo mais o empurro para longe.

— Não toque em mim – grito entre soluços socando seu peito.

— Amor acalma-se por favor – suplica nervoso tentando me tocar.

— Você é um desgraçado! Como pude confiar em você – engasgo com as lágrimas escondendo meu rosto com as mãos e as deixando cair e escorrer mais e mais por minha face – você disse que me amava e nunca tocaria em outra mulher, chego aqui e vejo você com uma modelo por que eu não sou mais suficiente para você.

— Meu Deus! Veja o que está dizendo – diz incrédulo.

— Veja você o que está fazendo – abro os olhos e encontro os seus assustados por ter sido pego no flagra – mãe solteira eu vou ser, não posso suporta isso, eu não merecia isso Oliver – soluço tentando me ergue do chão inutilmente o que me faz voltar a deitar – por que fez isso comigo? Eu sempre fui sua, desde o dia em que encontrei e me entreguei a você. Eu daria minha vida por você e é um par de chifres que você me dar em troca? Diga logo que nunca me amou, diga! – choro fechando os olhos. Não quero ver nada. Ele se debruça sobre mim mais uma vez segurando minhas mãos que tenta soca-lo, mais como sempre ele é forte demais segurando-as rapidamente. Sinto seu hálito tocar minha pele sei que está a centímetros do meu rosto.

— Abra os olhos e olhe para mim – ordena.

— Não – protesto tentando me soltar.

— Abra Felicity! – ordena mais uma vez deixando um beijo casto em meus lábios. – Por favor amor. Abro os olhos devagar suspirando até encontrar seu olhar que está nublado e aflito.

— Você mentiu e me enganou! – suspiro sem emoção. Nada que ele disser agora poderá mudar a dor que estou sentindo no momento.

Notas finais
DEIXEM SEUS COMENTÁRIOS E ATÉ PRÓXIMA ATT BEIJINHOS !!