All For a Rose
22 Capitulo 20
Notas iniciais
You feel like you're falling backwards
Like you're slippin' through the cracks
Like no one would even notice
If you left this town and never came back
You walk outside and all you see is rain
You look inside and all you feel is pain
And you can't see it now
But down the road the sun is shining
In every cloud there's a silver lining
Just keep holding on
Lady Antebellum — One Day You Will
Pov Oliver
— Enfim chegamos em casa – digo abrindo a porta do apartamento e levando Rose que dorme tranquilamente nos meus braços direto para o quarto dela. A coloco no berço e a deixo enroladinha. Saio e entro no meu quarto, Felicity vem até mim, me beija indo para o banheiro já descalça e abrindo o vestido. Como ousa tomar banho sem mim!? Me aproximo lentamente e vejo ela balbuciar coisas.
— Nossa que dia agitado – resmunga. Me aproximo ao seu corpo e a envolvo com os braços. Ela sorri se inclina deitando a cabeça no meu peito – talvez você me faça relaxar – sorri e gira para mim me fitando maliciosa.
— Essa é uma das minhas múltiplas funções Sra. Smoak – beijo seus lábios, passando a mão por dentro do seu vestido e sentindo sua pele sedosa e quente se arrepiar e soltar um gemido. Puxo seu vestido para baixo, ela tira minha gravata, depois minha camisa e a calça com a cueca, a ergo no colo roçando nossas intimidades lentamente, a beijo intensamente entrelaçando nossas línguas. Ligo o chuveiro e entro com ela em seguida. Ela solta uma gargalhada gostosa e bate palmas animada se molhando e esfregando os seios ainda com o sutiã no meu peitoral.
— Você me completa de todas as formas – sorri serena segurando meu rosto com as mãos – eu sou sua e te amo muito – me beija sorrindo. Retribuo o carinho e a aperto mais contra mim, ela geme e desce seus beijos pelo meu pescoço, se afasta um pouco e tira o sutiã exibindo com luxúria seus lindos seios rosados, seguro o elástico da sua calcinha e com o movimento rápido rasgo a jogando para longe, ela arfa e me abraça com força. Meu corpo todo fica rígido e extremamente excitado. Com um movimento rápido a penetro com força ao seu limite, ela solta um grito e morde meu ombro com força.
— Felicity – rosno ofegante – segure-se firme em mim – ordeno ao seu ouvido com a voz rouca. Ela concorda e se segura firme gemendo baixo, começo com estocadas lentas que com mais movimentos se intensificam; mesmo com a água molhando nosso corpo não é possível apagar um por cento do calor que já se alastra por nossos corpos. Ela segue nosso ritmo gritando meu nome sem fôlego buscando mais e mais, aperta meus quadris com as pernas estremecendo; sinto nosso ápice chegando e a encosto na parede movendo dentro dela mais rígido e rápido e com alguns segundos chegamos ao ápice juntos. Nossos gemidos são abafados por nossos lábios que voltam a se encontrar, a beijo longamente tocando seu corpo com as mãos em movimentos lentos.
— Você é minha vida consegue entender isso? – questiono a fitando com carinho.
— Sim – sussurra – e você a minha. Sorrimos juntos e ficamos ali por longos minutos para nos amar mais e mais. Depois de muito tempo saímos do banho, a deixo descansar um pouco no quarto e vou ver mais uma rodada do Blue Jays.
[...]
Pov Felicity
— Beijo da mamãe – peço fazendo bico colocando Rose em pé no meio das minhas pernas. Estamos no meio da sala no tapete fofo enquanto Oliver prepara o seu demorado jantar, o cheiro está incrível, depois da minha crise de alergia ele pegou o amor pela cozinha e tornou-se um Master chef, não encomenda mais comidas com medo de ter frutos do mar. Seguro Rose pela cintura e a puxo para mim que gargalha soltando a chupeta – é a coisinha mais gostosa da mamãe – murmuro a enchendo de beijos pelo rosto. Seus cabelinhos são ainda poucos em um tom loiro claro, caídos para o lado e bagunçados, com suas bochechas rosadas e fofas, seus lindos olhos azuis iguais aos de Oliver me fitam animados, põe o dedo na boca e solta um gritinho sorrindo – quanto mais tempo vou esperar você começar a me chamar de mamãe – balbucio sorrindo para ela, que puxa minha blusa colocando a mãozinha por dentro aproveitando que não tem barreira como o sutiã e apertando o bico do meu seio com as pontas dos dedos soltando uma risada gostosa – achou o Let? – questiono sorrindo. Ela segura minha blusa e tenta puxar mais não consegue ver o seio – Rose não faz nem meia hora que você tomou sua vitamina – sussurro incrédula com suas investidas. A coloco sentadinha a minha frente e cruzo os braços acima dos seios. Ela me encara e faz seu bico lindo se irritando e começando a chorar – não está com fome Rose. Você tomou a mamadeira cheia – resmungo revirando os olhos. Ela insiste com olhar pidão se apoiando em minhas coxas com suas mãozinhas tentando chegar até mim. Solto uma risada com sua esperteza caindo de costas no tapete. – Se quer o Let – aviso olhando sobre meu busto – vai ter que vim engatinhando por cima de mim até ele – murmuro animada. Vejo ela irritada tentando ficar em pé tentando engatinhar nas minhas coxas chegando quase na minha barriga mais muito longe do Let. O meu Deus como estou sendo malvada com a minha pequena. Vejo ela começar a chorar mais uma vez, mas antes que eu me erga para pega-la, vejo Oliver parar a nossa frente com o calção azul e a camiseta do seu time, essa tal visão me fez perder o foco por instantes e se não fosse a cueca preta aparecendo podia jurar que ele estava sem ela, mordo o lábio admirando a visão dos Deuses a minha frente.
— Papai ajuda meu amor – disse sorrindo pegando Rose nos braços e se inclinado para coloca-la sentada sobre minha barriga – a mamãe está sendo malvada hoje com você? – reviro os olhos e o chuto com um pé na base da sua bunda – me aguarde srta. Smoak.
— Está me ameaçando Sr. Queen? – pergunto maliciosa passando o peito do pé por sua coxa esquerda até sua bunda novamente. – Não fará nada comigo – sorrio e pisco.
— Veremos – sussurra com a voz rouca e grave – o jantar está quase pronto – pisca saindo para cozinha novamente. Fecho os olhos com força e respiro longamente, ele não precisa me tocar, só o som da sua voz acende cada pedacinho do meu corpo como fogo se alastrando. Saio dos devaneios com Rose resmungando acima de mim e puxando minha blusa para baixo.
— Vamos lá apressadinha – incentivo puxando um pouco minha blusa. Ela sorri e empurra a blusa mais para cima olhando o meu seio, se inclina pegando o bico rapidamente e mamando relaxada olhando para mim. Ela começou a comer outras coisas orientadas por Cait, mas mamadeira de leite ela não quer de jeito nenhum, só mamar. Fico feliz por meus seios sempre estarem cheios para ela. Afago suas costas com a mão livre enquanto a seguro com a outra. Ela suspira e nosso silêncio é quebrado por suas sucções rápidas. Minhas costas começam a doer, faço uma careta e tento me erguer afastando ela delicadamente que começa a se irritar – calma meu amor – sorrio – vou só me levantar e sentar no sofá que fica mais confortável para nós duas – murmuro e com muito esforço me levanto e sento no sofá, levantando a blusa novamente e oferecendo o seio para ela que pega e começa a mamar fechando os olhinhos. Sua mania toda é pegar o seio para dormir mesmo com a barriga cheia. Dou um beijo na sua testa e a enrolo com sua manta fofa, começo a cantarolar sua música de dormir, mama só mais um pouco e solta o seio e me acompanha na canção fazendo um "aaaaaa" como canção. Solto uma risada e continuo a cantar para ela que volta a mamar e com mais um pouco de tempo consegue dormir profundamente. Dou sua chupeta, abaixo a blusa e me levanto do sofá a balançando e me encaminho para seu quarto, a coloco no berço e a deixo bem confortável, ligo a babá eletrônica e passo o olhar no local uma última vez e saio do quarto em direção à cozinha amarrando o cabelo em um rabo de cavalo. Antes de chegar a cozinha vejo seu ursinho rosa jogado no chão, me inclino o pegando do chão observo seus detalhes me levando a uma lembrança dolorosa.
Flashback on.
Solto um suspiro longo com o incômodo no local da cesariana mesmo com um mês isso ainda lateja e incomoda muito, mas com os medicamentos e os devidos cuidados já estou me recuperando muito bem. Saio do carro, Thea sai também e o contorna pairando ao meu lado, adentro a maternidade de Star observando tudo movimentado, crianças nos braços das mães saindo ou entrando, choro extenso de bebês pelo local, enfermeiras indo e vindo com médicos obstetras enfim todos.
— Você está bem? — questiona Thea apertando de leve meu braço.
— Sim — suspiro — só que é tão estranho voltar aqui sem minha bebê, ela podia estar fazendo os exames de praxe mais ela..
—...Felicity — se põe a minha frente preocupada — se acalme respire fundo.
Assinto respirando fundo sentido meus olhos marejarem, engulo em seco e saímos para o consultório do Dr. Nick Marllon. Uma enfermeira diz que ele está em uma consulta e pede que aguardemos um pouco. Thea me faz sentar no sofá ao seu lado onde me inclino e deito no seu ombro, ela afaga meus cabelos com carinho e sussurra suas maluquices me fazendo desviar a tensão intensa de estar naquele lugar.
— Srta. Smoak. Dr. Marllon vos aguarda — acena saindo da sala e indicando para que eu entre. Me levanto e me encaminho para sala. O lugar é confortável em tons claros de verde e branco na parede, uma mesa cheia de suas coisas e uma maca na parte inferior da sala.
— Srta. Smoak — acena estendendo a mão para mim. Ele é um homem de no mínimo trinta anos com olhos verdes totalmente desconcertantes, porte atlético, cabelos em um tom loiro bem arrumados e jogados para trás. Seu porte físico é escondido atrás do seu jaleco branco.
— Dr. Marllon — aperto sua mão com sorriso torto.
— Senhorita?— questiona para Thea
— Thea Queen — responde Thea como um flerte se o Roy visse isso a guerra estava declarada para ambos.
— Sentem — disse acenando para as cadeiras a nossa frente — trouxe seus últimos exames !? — questiona fitando outros papéis
— Sim — disse Thea mais rápida com sorriso enorme. Reviro os olhos e solto um sorriso torto. Abro a bolsa e tiro os papéis de dentro os entregando, ele sorri e os pega analisando atenciosamente mais seu sorriso se desfaz, ele parecer refletir e ficar um pouco tenso noto seu maxilar ficar rígido aperta os lábios desconfortável.
— Algum problema? — questiono baixo.
— Preciso que fique calma — disse sério. Não estou mais calma e sim alarmada e preocupada.
— O que houve? — questiono aflita. Thea segura minha mão firme mais encontro o olhar do Dr. Marllon — diga logo!
— Sinto muito Srta. Smoak — me olha firme e profundamente — seus exames diagnosticaram uma saúde perfeita mais — pisca algumas vezes e olha para os lados soltando o ar e voltando sua atenção até mim. — Não poderá ter mais filhos, sinto muito.
— Como assim? Eu... Eu — gaguejo com ar faltando nos pulmões e a batidas do meu coração se propagar como um ritmo doloroso e intenso a dor volta; perda, abandono e solidão.
— Seu útero teve uma complicação rara e com sua gravidez difícil isso comprometeu sua fertilidade — suspira.
— Mas não possui tratamentos ou outra coisa a ser feita? — pergunta Thea nervosa. Não consigo raciocinar ou ouvir qualquer coisa que seja, me levanto lentamente saindo pela porta com meus pés seguindo seu próprio caminho.
— Não. Srta. Queen — responde firme — Srta. Smoak você precisa ser examinada.
Sua voz já está longe o bastante de mim, estou em meio ao corredor segurando a barra do meu vestido para que eu não tropece nos meus próprios pés. Lágrimas escorrem sobre minha pele descendo e queimando ao deslizar como brasa. Quanto mais ando, mas meu coração se aperta e as lágrimas escorrem, soluço baixo enxugando as mesmas que ainda insistem em cair, paro de frente a uma sala com um enorme vidro exibindo o outro lado repleto de bercinhos com bebês e mais bebês, uns choram e outros dormem. Uma garotinha muito linda nos braços de uma enfermeira que sorri é acalentada com carinho, posso ver que é uma menina por seu conjuntinho rosa, ponho a mão no vidro e encosto minha testa nele sentindo o vazio no peito..
— Não posso ter outro bebê — sussurro triste quase em desespero.
Flasback off.
— Felicity – saio da triste lembrança com Oliver segurando meu rosto com olhar preocupado e aflito – por que está chorando? – questiona alarmado. Olho nos fundos dos seus olhos e as lágrimas escorrem molhando mais minha pele. Sinto que estou com as mãos apertando minha própria barriga lisa, solto ar que nem notei prender.
— Não posso ter um bebê, não posso te dar um filho, eu quero mais filhos e não posso gerar – soluço – isso dói Oliver.
— Amor – me abraça forte alisando meus cabelos – por favor fique calma.
— Eu não consigo Oliver – me afasto, saio para a sala, começo andar de um lado para o outro – eu estava calma por mais que doesse em mim eu me mantive firme, olhava para Rose e isso me consolava, me dava uma nova expectativa de vida que as coisas fossem diferentes – suspiro – mas ao lembrar que não posso ter mais um bebê isso machuca – enxugo as lágrimas que insistem em cair.
— Nós podemos adotar e...
—...Não quero adotar – interrompo com um soluço – eu quero um bebê que seja nosso – deixo meus joelhos vacilarem me fazendo cair no tapete – quero que ele venha daqui – massageio a barriga – quero um barrigão enorme, quero ter enjoos, desejos absurdos, que ele tenha seus olhos, suas feições, seu sorriso, quero sentir ele mexer e dar o primeiro chute – soluço ofegante – e poder vê-lo chegar ao mundo e olhar para mim pela primeira vez. Isso que eu quero, tentei tratamentos esses meses, mas não deu em nada, nenhum resultado, não posso ter – soco o chão – não posso Oliver.
Preciso ser sincera e dizer tudo aquilo que rasga meu coração. Eu amo a Rose, sinto que ela é minha desde o primeiro instante, isso não vai mudar porque é reconfortante e intenso. – Eu desejo um pedacinho de mim porque quando a Lily se foi eu não pude ver seu sorriso e nem ela olhar para mim. Eu amo a Lily onde ela estiver e amo muito mais a Rose por me fazer feliz em todos os momentos e anular minha dor.
— Felicity – chama erguendo meu rosto e enxugando minhas lágrimas – olhe para mim – sussurra mais me mantenho de olhos fechados – olhe – insiste abro os olhos e suspiro – você é uma ótima mãe, a mulher mais incrível que já conheci em toda minha vida, você deu a Rose uma oportunidade de ama-la, de estar ali por ela em todos os momentos de sua vida. Ela vai te chamar de mamãe, vai chorar esperando você chegar dos seus compromissos e quando ela der o primeiro passo ela vai andar em direção a você, só para você por que nada disso mais importa para ela — deixa um lágrima solitária escorrer — mesmo sem ela conhecer o mundo ou sua mãe verdadeira, dentro dela diz que o mundo é você e que pode contar com isso. Então se outro bebê que não seja nosso chegar aqui você vai ser você mesma por que da sua dor você se fez forte e se fez viva, vai amá-lo como seu, eu a conheço bastante para saber que você é a mulher mais sincera e verdadeira e que o resto... bom o resto nós construímos com o tempo – encosta nossas testas – eu te amo Felicity Smoak.
Enrosco meus braços no seu pescoço e o derrubo no tapete de costas caindo sobre seu peito e o segurando como se tudo dependesse só dele e que cada célula do meu corpo é e sempre será seu. Ele é tão forte por nós dois, um homem de olhar intenso e coração bondoso, em todo esse tempo que estamos juntos eu o amo, a cada dia e a cada segundo se torna mais intenso e único. Nem todas as palavras bonitas do mundo inteiro podem comprar sequer um sorriso dele. Ficamos em silêncio, apenas quebrado por nossas respirações profundas. Não queria sentir isso, mas parece uma parte de mim indo embora; Cait contou que Tommy quer tanto outro filho e ela não quer agora por seus motivos pessoais, mas ela mesmo está se dando por vencida e também quer um bebê, enquanto eu mesma nem posso pensar na possibilidade de ter um, só pela adoção. Deixo minhas lágrimas molharem sua camisa, mas por hora quero esquecer.
— Obrigada amor – sussurro – te amar me faz a mulher mais feliz do mundo, eu já tenho uma família Oliver, é você e a Rose. Nada mais importa. Com o tempo construímos o resto – devolvo suas palavras o apertando contra mim. Ergo meu olhar até encontrar o seu que me fita profundamente e beijo seu queixo. Ele sorri torto e passa as mãos pelos meus cabelos massageando.
— Vamos jantar – disse se erguendo e me levando junto.
[...]
— Amor – chamo animada sentada na bancada enquanto ele guarda a louça – amanhã é sábado, vamos para o parque com a Rose?
— Claro – murmura se virando e vindo até mim – o que quiser Sr. Smoak – sorri me roubando um beijo casto.
— Eu quero a sobremesa, o que tem para mim!? – questiono sorrindo.
— Uma taça Romeu e Julieta o que acha !? – pisca e sorri animado.
— Perfeito – dou um sorriso e bato palmas animadas, sou apaixonada e admirada por esse homem que está a minha frente com uma calça de moletom verde caindo perfeitamente em seus quadris. Ele se inclina e me beija longamente, morde meu lábio inferior e se afasta indo até a geladeira, pegando a sobremesa. Se aproxima e me entrega uma taça e a colher. – Parece delicioso – murmuro admirada com as duas partes divididas por uma camada de mousse de chocolate e por cima uma camada de morango, dois sabores diferentes que misturados se completam e nos leva a uma sensação maravilhosa. – Divino – sorrio saboreando a primeira colherada.
— Meu favorito – sorri com a colher ainda na boca. Pisco olhando em seus olhos. – Acho que assim fica mais gostoso – sorri se aproximando e passando o dedo com o chocolate no meu rosto.
— Oliver – passo o dedo na taça e tento passar nele mais o safado foge rápido demais. Gargalha e lambe os dedos. – Chato – jogo o pano de prato nele. Tento limpar meu rosto mas ele interrompe.
— Espera deixa que eu limpo – acena com a mão e como um predador se aproxima, inclinando e passando a ponta da língua no chocolate sobre minha face, depositando um beijo por fim. Me olha nos olhos encantado e o puxo para um beijo lento, nossas línguas se encontram com o gosto amargo do chocolate e a doçura do morango, somos interrompidos pelo choro da Rose. Faço uma carinha de choro também – tenho uma filha que está irritadinha demais essas últimas semanas – choramingo
— O que ela tem? – pergunta encostando nossas testas.
— A gengiva está incomodando ela – digo mostrando a minha. Ele ergue uma sobrancelha confuso – os dentes Oliver, estão saindo e isso a incomoda – solto um sorriso. Ele pondera com a cabeça e beija o topo da minha. Me encaminho para o quarto cantarolando. A vejo chorar alto e se desenrolar toda sacudindo as pernas e os bracinhos – Rose olhe mamãe aqui – a pego no colo e enxugo suas lágrimas. Ela mantém o seu bico lindo e chora mais baixo, beijo suas bochechas fofas e a conforto, depois de um tempinho ela se cala e só resmunga, troco sua fralda suja a visto novamente com seu pijama, pego sua fralda fofa e a chupeta e volto para a cozinha.
— Acordada meu amor? – pergunta Oliver sorrindo chamando a Rose para seus braços, ela resmunga e deita a cabeça no meu busto – o que houve não gosta mais do papai? – insiste a pegando no colo, ela se irrita e começa a chorar alto batendo os bracinhos nele.
— Calma Rose estou aqui – digo segurando suas mãozinhas no meu rosto – cadê o beijo da mamãe – faço um bico para ela que se inclina encostando em mim com o rosto – papai só quer ficar um pouco com você – sorrio com ela se jogando para meus braços.
— Nossa ela está mais agitada do que quando está com cólica ou vice-versa – murmura Oliver nervoso enquanto eu amarro o cabelo em um rabo de cavalo. Ele tenta conforta-la mas ela só chora dando os bracinhos para mim. A pego no colo e a balanço.
— Mamãe cuida de você, está tudo bem – sussurro com carinho saindo para sala, sento no sofá. Rose chora passando a mão na boca – deixa mamãe ver – balbucio abrindo de leve seus lábios, vejo a região inferior da gengiva um pouco avermelhada e as pontinhas brancas dos dentes a amostra – são os dentinhos mais lindos que já vi – sorrio alisando seu rosto. Sento ela de frente para mim no meu colo segurando pela sua cintura, ela olha para mim com sorriso gostoso moldurado no rosto e seus cabelos loiros um pouco assanhados para cima. Solto uma risada e aliso seus cabelinhos deixando-os comportados para o lado. Oliver senta ao nosso lado e passa o braço sobre meus ombros me puxando mais para si. Rose resmunga e tenta se levantar segurando na minha blusa. Deixo ela ficar em pé no meu colo, a encho de beijos, ela se inclina e começa a morde meu queixo arranhando minha pele com as pontas dos seus dentinhos.
— Rose – chama Oliver – deixa mamãe descansar um pouco – estende os braços para ela – venha – chama ele com carinho. Ela resmunga e continua o que está fazendo sem se importar. Solto uma risada e me afasto um pouco, deito ela entre meu colo e o de Oliver que começa a fazer cocegas nela a fazendo soltar altas gargalhadas gostosas.
— Vou pegar a mamadeira de suco dela – sinalizo para a cozinha. Ele sorri e segura Rose em seus braços fazendo caretas para ela, por um momento eu paro e reflito em tudo aquilo que passamos até agora, nossos altos e baixos de um relacionamento, respiro fundo e vou até a bancada onde está a mamadeira. Dentro de mim os sentimentos se ampliam e me fazem enxergar as coisas de maneira mais plena. Ele tem razão não posso deixar que isso me afete tão diretamente, afinal de contas eu tenho a Rose talvez o destino tenha me proporcionado só ela.
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