Notas iniciais
EPA!! TAMO DE VOLTA!! UHUUL!! Então amores, vamos conversar. Vocês sabem que agora é final de ano, e tipo, eu estou no primeiro ano, preciso de pontos para passar, então eles querem meu sangue e meu cérebro de bandeja. Além do mais, não tenho me sentido bem essas semanas, cada coisa que vem acontecendo, mas enfim, estou de volta. Já deixo avisado, postarei quando puder. E também nossa querida e amada Natty teve um pequeno acidente, mas ela está bem, graças a Deus, aquela louca quase me mata! Eu não estou tendo contato com ela, mas como a Brina lê AFAR: BRINA SUA LINDA, MANDE BEIJOS E ABRAÇOS ENORMES PARA ELA, DIGA QUE ESTOU COM SAUDADES E A AMO DEMAIS, ELA FAZ FALTA! Bom, voltando, aproveitem o capítulo! Música: Hold Back To River - James Bay

Tried to keep you close to me

But life got in between

Tried to square not being there

But think that I should've been

Hold back the river, let me look in your eyes

Hold back the river, so I

Can stop for a minute and see where you hide

Hold back the river, hold back

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POV FELICITY

Acordo com o sol invadindo o quarto, queimando minha pele nua parcialmente transpassando pela a janela aberta. Passo a mão pela a cama em busca da minha montanha de músculos mais ele não está, abro os olhos e tento focar no local. Sinto o cheiro de algo sendo preparado. Ele está na cozinha. Levanto-me da cama abro o closet e pego uma das suas camisas e a visto, assim como minha peça íntima. Vou até o banheiro e faço uma higiene matinal. Saio do quarto e entro no da Rose que dorme tranquila, doou um beijo e vou a busca de Oliver. Paro no batente da porta e o vejo de costas com uma calça jeans caindo perfeitamente nos quadris e sem camisa, o que me faz arfar sem nem toca-lo, me aproximo e o envolvo seu corpo com meus braços.

– Bom dia! — murmuro inalando o cheiro de sabonete e seu perfume madeirado, beijando suas costas.

– Bom dia, meu amor. — sussurra suave com sorriso.

Afasto-me e me sento na bancada, fico o observando cozinhar. Ele é sexy e lindo, ele disse que me ama, meu coração bateu tão rápido que nada poderia ser dito além de um te amo, nada pode comprar um por cento do nosso amor. Nada pode nos separar. E essas tais palavras que me fizeram chorar de alegria, me fez sentir mais viva, mais amada e como minha mãe já disse nos completamos, somos almas gêmeas. Eu estou muito feliz em saber que tudo em que estou sentindo está sendo correspondido.

– Admirando a paisagem, Srta. Smoak? — pergunta se virando e vindo até mim. O que me faz corar. E concorda com olhar sem jeito.

– E que paisagem! — suspiro me abanando com as mãos. Ele revira os olhos e se aproxima com um sorriso, ficando entre minhas pernas. Solto um suspiro longo e puxo-o até mim colando nossos lábios, me perdendo na extensão do nosso beijo, exploro cada canto da sua boca com a língua, a cada dia o desejo mais e mais. Nos afastamos quando falta o ar, encostando nossas testas, olho seus lábios com sorriso bobo.

– Eu te amo, Oliver. — digo passando o polegar pelos os seus lábios fazendo carinho na sua barba. — Eu te amo e você está aqui. — finalizo colocando sua mão sobre meu peito fazendo-o sentir as batidas do meu coração que bate forte por ele.

– Eu também te amo. – sorri. — Nunca disse a nenhuma mulher, por que em toda a minha vida eu esperei por você. — beija meus lábios acariciando minhas costas sobre a camisa. — E depois da cena decepcionante com a Laurel, pude perceber o quanto eu mudei e o quão você me faz feliz. Por isso eu te amo, porque não há mais nada que possa provar ao contrário. Nada no mundo pode tira-la de mim e da nossa pequena. — beijo seus lábios com carinho e deixo uma lágrima escorrer. Nunca me senti tão feliz e amada por alguém como ele faz.

– Meu coração é seu. — sussurro segurando seu rosto com as mãos. Fito seus olhos azuis. Meu amor. Meu lindo e eterno amor.

– E o meu é seu. — sorri. Nos beijamos como dois apaixonados, dois amantes, um entregue ao outro. Nos afastamos quando o ar é necessário. — Tenho um presente para você. — sussurra me dando um selinho, pondo a mão no bolso e puxando uma caixinha de veludo do bolso na cor vermelha. Olho confusa e abro um sorriso bobo. Ele estende para mim com um grande sorriso pego com pouco de receio, abro a caixinha e quase caio da bancada em choque. É um colar fino, com um coração de esmeralda no centro, cravejado de diamantes em torno da pedra, delicado demais, é um colar muito caro e sofisticado.

– É lindo, amor. — exclamo admirada com a boca aberta olhando cada pedacinho da peça.

– Ela é de família, está a duas gerações. — disse com olhar distante. — Era da minha mãe e da mãe dela. Ela disse que no dia em que eu encontra-se a mulher que eu amo desse a ela. — da de ombros. — Aí esta você! É seu.

– Obrigada. Nossa não sei o que dizer... — murmuro emocionada com as lagrimas escorrendo. — Acho que meu coração vai parar de bater. — balbucio.

– Você fica linda assim. — enxuga minhas lágrimas. — Não na questão do choro, mas quando esta a divagar em um mundo só seu. — solto um sorriso. — Posso? — questiona para o colar. Concordo com a cabeça. Ele se inclina e coloca o colar sobre minha pele.

– Ele não irá sair mais daqui. — murmuro fitando a peça. Fico boba com o colar, cada detalhe dele me faz ficar mais emocionada e mais apaixonada. "É para a mulher que ele ama", e essa mulher sou eu. Deixo as lágrimas molhar meu rosto novamente. Ele me abraça e beija meus cabelos da maneira que só ele consegue fazer.

– Não tenho nada para dar em troca, Oliver. — resmungo no seu ouvido. Ele se afasta e me olha malicioso molhando os lábios com a língua e alisando o queixo em demonstra de ideias que sei muito bem onde chegam.

– Você é a mãe da Rose e minha namorada já tenho tudo. — disse com piscadela. — Mais talvez eu queira algo a mais Srta. Smoak...

– E o que seria? — sussurro com a voz rouca mordendo o lábio.

Ele espalma minhas coxas com as mãos lentamente vai subindo por dentro da camisa até chegar no seu objeto de desejo. Meu corpo estremece e começa a formigar me arrepio com a sensação de calor que começa a fluir.

– Tem algo... — sussurra provocador acariciando meus seios de maneira torturante. O que me faz gemer e fechar os olhos. Não consigo falar, só balanço a cabeça em rendição. Ele retira minha camisa e deposita beijos do canto da minha boca descendo até altura dos meios seios onde começa acariciar e saborear. Meu corpo não tem controle nos seus braços, o que antes para nós era desconhecido. Hoje é compartilhado de maneira intensa e avassaladora.

[...]

Olho para o céu azul, que graças a Deus, está lindo. O tempo mudou em Star, mandando embora a chuva e trazendo esse dia lindo com sol brilhante, sem nuvens. Fito a árvore que estamos embaixo com folhas verdes e flores amarelas que vão caindo por cima de nós fazendo Rose gargalhar e tentar pega-las. Estamos no parque em uma grama verde, encima de uma toalha xadrez e uma cesta de piquenique ao nosso lado. Eu com a cabeça no colo de Oliver que alisa meus cabelos e sorri para a Rose que se encontra sentada sobre minha barriga brincando e resmungando com seu ursinho Rosa. Ela está crescendo aos poucos, posso notar o quão ela está mudando desde o dia em que a encontrei. Ela encara o ursinho e solta uma gargalhada gostosa. Veste um vestido Rosa em detalhes bordados dourados, sem mangas com chapeuzinho combinando. Fico ali admirando minha bebê.

– Amor, amanhã vou encontrar o Tommy. — disse Oliver me tirando dos devaneios.

– Faz muito tempo que não o vemos. — suspiro encarando seus lindos olhos azuis.

– Ele ligou e disse que gostaria de conversar. — sorri e fita a outras pessoas que estão em família ou em amigos a nossa volta.

– Por favor Oliver, sem brigas, certo. – murmuro séria. — Tudo foi por minha causa naquela festa, não quero que estrague sua amizade de infância por mim.

– Nos conhecemos a anos, Felicity. Ele tem o direito de se opor, não vou brigar prometo. — sorri e se inclina para me beijar. Concordo meio insegura. Eu sei o quão Oliver pode ser durão. Acaricio seu rosto com a mão livre. Ele se afasta com a Rose fungando em mim e puxando minha blusa.

– Minha pequena quer o Let. — começa Oliver sarcástico. Reviro os olhos e me sento cruzando as pernas.

– Meu amor, está com fome? — questiono balançando suas mãozinhas e beijando suas bochechas rosadas. – Oliver, me dê a fralda e a manta dela. — aponto para a bolsa. Ele pega e me entrega ambas peças.

Tiro seu chapeuzinho, e deito-a nos meus braços a cubro com a manta onde só eu a veja, abro os botões da minha blusa afastando o sutiã. Coloco a fralda entre seu pescoço e meu seio, oferecendo o bico do seio a minha pequena que pega e começa suas sucções rápidas.

– Até quando ela vai mamar? — questiona curioso olhando para meu seio e a Rose.
O encaro confusa que da de ombros.

– Não sei Oliver, até o leite secar. — murmuro tirando um pedacinho de folha dos cabelos dela.

– E quando seca? — questiona novamente. Reviro os olhos. Onde ele quer chegar com isso?

– Não sei, Oliver! Tem crianças que mama até dois anos ou três. – digo. — Enquanto tiver leite, ela vai mamar.

– Nossa, é muito tempo. — murmura.

– Por que da pergunta?

– Nada amor, só curiosidade. — da de ombros.

– Tem certeza?

– Tenho, porque não seria isso? — pergunta se fazendo de ofendido.

– Eu te conheço, Oliver Queen! — aponto o dedo com olhar de desconfiança. — Pensa que eu não vejo você disputando o Let com a Rose? — solto uma gargalhada. Ele revira os olhos e cai de costas na toalha. Tentando disfarça o sorriso com as mãos.

– Só acho que tenho meus direitos. — da as costas para mim. – Tipo, não da para dividir atenção deles com a Rose.

– Meu Deus, Oliver! — digo em choque empurrando ele com a mão livre. — Se comporte Sr. Queen. — ele se vira e começamos a gargalhar. Conversamos entre beijos e carinhos como dois apaixonados em um dia lindo com nossa filha.

Depois que Rose termina de mamar e Oliver começa uma disputa com ela para ver quem tem mais minha atenção. Duas crianças, meu Deus, mereço. Coloco ela entre nós em pé, segurando-a pela cintura, ela agarra Oliver pela camisa e resmunga sorrindo admirando o pai.

– Cadê a princesinha do papai? — questiona Oliver pegando-a no colo. Ficamos ali um bom tempo até voltar para casa.

DIA SEGUINTE

POV OLIVER

Chego ao prédio das indústrias Merlyn e fito as grandes vidraças espelhando outros prédios a frente. Solto um suspiro e me dirijo para a recepção onde se encontra um rapaz com um terno cinza de aparência jovial, olhos castanhos claros, cabelos negros com um corte militar.

– Bom dia. — me anuncio formal.

– Bom dia, senhor...? – pergunta.

– Oliver Queen. Tenho um compromisso marcado com Sr. Merlyn. — digo sério.

– Claro, ele vos aguarda na presidência. — disse formal. Assinto e me dirijo para o elevador. Aperto o botão para o andar desejado e tento não transbordar toda minha frustração. Tommy tem que entender, se ele disser qualquer coisa com a Felicity, não respondo por mim.

Chego a presidência e vou até a sua sala, onde ele está virado para a janela fitando a cidade.

– Tommy! — o chamo. Ele se vira e me encara sério.

– Oliver. — disse suave.

– Temos que conversar. — digo direto. Ele balança a cabeça em concordância e contorna a mesa encostando-se à mesma e cruzando os braços na altura do peito.

– Claro, por isso liguei para você. — da de ombros.

– Eu sei que você está do lado da Laurel. Não o julgo, ela é a mulher que você ama, assim como eu amo a Felicity. – suspiro. — Não quero brigar Tommy, isso não nos levará a nada. — ele suspira e olha envolta, voltando a me encara sem expressão.

– Eu também não quero. Pode parecer estranho, mas não liguei para falar da Laurel. — disse sorrindo. Franzo o cenho e fico confuso. — Eu amei a Laurel, Oliver. Mas isso foi a muito tempo, quando éramos adolescentes. Hoje não a amo mais, ela está louca, precisa de um psiquiatra, não de mim.

– Mais pensei que vocês estavam apaixonados? — questiono perplexo.

– Não. No dia em que voltei de Central City, ela estava me esperando no meu apartamento. Enfim transamos e achei que sentia algo. — acena seco. — Ela que me disse sobre a festa beneficente e me usou para chegar até a Felicity. – suspira. — Tenho que dizer, muito esperta para uma louca. Como eu estava passando por um momento um pouco difícil, ela se aproveitou e eu acabei deixando me levar.

– Ela te usou para chegar na Felicity! — digo incrédulo.

– Sim e cuidado, Oliver. — alerta sério. — Ela nunca se conformou em saber que você preferiu outras, do que a ela. E a Felicity é uma grande ameaça para ela, pois podemos ver em você o quanto a ama, como nunca amou ninguém. Nem a Helena. — massageio as têmporas e suspiro longamente.

– Vocês não estão juntos?

– Não, por Deus! Dá pra parar de fazer tantas perguntas, parece um detetive. — bufa sorrindo. — No dia da festa eu a dispensei pelo o que ela fez, me provou o quão fui idiota em cair no papo dela. Águas passadas amigo. Desculpa se não liguei antes e fiz parecer que estava com raiva. — murmura pegando no meu ombro. — Não está sendo fácil para mim nas ultimas semanas. Laurel é o de menos agora. Eu sumi, não por raiva ou vergonha pelo o ocorrido da festa, mas por que eu estou tentando resolver algo muito importante para minha vida.

– O que aconteceu Tommy? — pergunto sério. Posso ver nos fundos dos olhos dele cansaço e dor. Ele parece esconder algo mais.

– Vou te contar tudo, se prepara é uma longa história, esperei anos para finalmente confirmar isso e posso contar tudo agora. – suspira. — Vamos ao Caffe Bliss e depois quero ver a Felicity.

– Ela sente sua falta! Acha que você não quer ver mais ela. Posso notar ela magoada. — digo seco.

– Eu sei, preciso... você sabe, limpar minha barra com ela! — esboça um sorriso malicioso. — Quem sabe saímos para jantar e depois rol...

– Sobre meu cadáver, Tommy. Nem em sonhos. Você a verá sobre minha total vigilância! — digo ameaçador.

– Você fica sexy com ciúmes. — murmura piscando e ajeitando minha gravata. Reviro os olhos e começamos a rir. Depois de alguns minutos, ele pega suas coisas e saímos para o elevador. Tommy e eu como nos velhos tempos, tagarelando e ele fazendo suas velhas piadas, o que me livra da frustração e me faz sentir que tenho meu melhor amigo de volta.

POV FELICITY

– Faz dois dias depois do jantar nebuloso. – suspira.– Quentin a levou para casa e não me disse nada sobre ela, também nem perguntei. Ela parece louca! Necessita urgente de um psiquiatra.

– Não o culpo mãe. – murmuro. – Nós não temos culpa de nada, ele sabe a megera de filha que tem. Se eu fosse ele, começava urgente a terapia dela.

Pelo menos não afetou nosso relacionamento, sabe? Ele é o mesmo, na vida e na...

– Mãe, por favor, nada de mostrar o que sentem em íntimos para mim. — esbravejo. Sinto ela sorrir longamente.

Tudo bem. Como está minha neta então?

– Bem, esta no meu colo agora mamando. — digo sorrindo para a Rose que solta meu seio e sorri para mim de volta.

Ela é tão linda. Encha de beijos por mim! – diz como uma vó babona.

– Claro, pode ser agora? — questiono já enchendo Rose de beijos, enquanto ela começa a gargalhar.

Nossa, você a ama demais. — disse com a voz emocionada.– Depois da Lily, você encontrou, ganhou a Rose. Estou feliz por você meu amor!

– Eu também, mãe. – murmuro. — Sou a mulher mais feliz do mundo.

Vejo a porta se abrir e uma Thea cantarolante entrar com muitas sacolas e com sorriso de quem viu o passarinho verde ou que ganhou na loteria, chuto a segunda opção pelo o tanto de sacolas.

– A Cait esta na cidade! — disse animada vindo até mim.

– Mãe, tenho que desligar, podemos falar depois?

Claro meu amor, beijos.

– Beijos. — encerro a ligação e franzo o cenho para Thea. — Como assim esta na cidade? Por que não nos ligou? — pergunto confusa para Thea que brinca com a Rose.

– Eu a encontrei em uma loja agora a pouco. Ela disse que não ligou antes por motivos não revelados ainda, o que me deixou confusa. — murmura.

– Faz três anos que não a vejo, Thea. Ela simplesmente sumiu do mapa! — digo séria. Éramos amigas de faculdade, ela simplesmente saiu de Star e não deu mais notícias de vida.

– Não sei o que houve, Lis. Mas ela deve ter tido seus motivos! — da de ombros. – Ah, sim, convidei ela para jantar aqui hoje. Eu, você e ela como uma noite de garotas! Já liguei para o Oliver e pedi que ele demorasse um pouco para chegar, já que está ocupado com Tommy.

– Ótimo, assim ela me explica essa história misteriosa que fez ela desaparecer do mapa a três anos. — resmungo.

– Acho que foi homem! — disse sorrindo para Rose.

– Como assim?

– Sei lá, alguém perseguindo ela como nos filmes ou seriados! — murmura animada.

– Sério Thea? – gargalho. — Só acho que você está assistindo séries demais.

Rose solta o seio e logo quer a Thea. A entrego e fico ali pensando na Cait. Faz anos que não sabemos de nada, ela era unida a mim, mas como o piscar de olhos ela se foi. Eu como hacker que sou, investiguei seus passos, mas ela com o seus conhecimentos de T.I também soube apagar seus rastros como ninguém. E agora está de volta, o que tem muito para explicar. Ficamos um tempo na sala conversando e planejando o jantar. Rose dorme e eu me encaminho com Thea para cozinha, após o término do jantar, vou até meu quarto e me arrumo depois de um longo banho de banheira, me dirijo para o quarto enquanto Thea se organiza no de hóspedes. Optei por vestir um vestido branco sem decote em detalhes florais na barra do vestido, onde é rodado acima dos joelhos. Coloquei uma maquiagem leve e um batom vermelho destacando meus lábios. Amarro meu cabelo em um rabo de cavalo e por fim um salto quinze preto. E claro, os únicos acessórios um par de brincos de diamantes que Oliver insistiu em me dar e minha jóia mais valiosa o colar que ele me deu, que para mim sempre terá valor sentimental.

– Felicity, é um jantar de garotas, não seu casamento! — diz Thea entrando no quarto.

– Desculpa. — murmuro olhando para mim no espelho.

– Ele te deu o colar. — sussurra me abraçando com os olhos marejados. — Fica lindo em você!

– Obrigada Thea! — digo sorrindo.

– Ele te ama. Estou feliz por nossa família estar enfim se encontrando. – suspira. – Venha, vamos, sem dramas, a Cait esta chegando!

Saímos do quarto cantarolando e sorrindo. Engraçado como conhecemos a mesma pessoa. Eu conheço a caitilin da faculdade e Thea por que a Cait salvou ela de um atropelamento a três anos se tornaram amigas até Cait ter sumido e deixando nossa amizade para trás.

Depois de minutos escuto a campainha tocando, Thea fica na cozinha terminando os últimos retoques enquanto eu atendo. Ao abrir a porta vejo uma mulher magra, com cabelos castanhos enrolados sobre os ombros, com sua pele branca e o sorriso angelical dos mesmos anos da faculdade, vestida com vestido preto decote simples e justo acima dos joelhos e uma sandália alta prateada.

– Fel! — sorri e me abraça, um abraço de saudade quase que sufocante e trêmulo.

– Cait! — sussurro alisando suas costas. — Há quanto tempo. — saio do abraço e analiso seu rosto em buscas de respostas e noto seus olhos marejarem.

– Cait! — grita animada Thea puxando nós três para um abraço único. Ela me olha sobre os ombros e vejo uma lágrima escorrer. O que a aflige? Não parece um olhar só de saudade mais de dor, de algo perdido ou de algo tirado dela. Ela desvia o olhar e nos encaminhamos para o sofá.

– Por que sumiu? — questiono direta.

– Felicity, eu...

– Meninas chegamos! — interrompe Oliver adentrando o apartamento acompanhado de Tommy ambos sorrindo. Ele não iria chegar tarde, por que ele chegou cedo? Tommy olha para mim com largo sorriso, que se desfaz ao olhar para Caitlin, agora seu rosto se torna pálido e franzido esboçando algo como fúria.

– Caitlin! — grita tentando chegar até ela, mas é impedido por Oliver. Gelo em ver Tommy se debater para chegar nela.

– Tommy. — responde com a voz baixa em estado de choque e arregalando os olhos, não preciso toca-la para saber que esta gelada. Rapidamente ela passa por nós correndo para saída. Sinto-me perdida aqui, alguém me mostra uma luz ou uma explicação para esse alvoroço.

– Me larga, Oliver! É ela, me solta! — grita Tommy se desvinculando de Oliver e saindo em disparada atrás da Cait, tão rápido como o flash. Oliver quase perde o equilíbrio e suspira passando as mãos no cabelo nervoso. Thea está com uma cara de quem acabou de ser assaltada, não sei muito bem decifrar.

– O que está acontecendo aqui? — questiono nos oitavos.

Oliver vem até mim em passos largos, olhando nos fundos dos meus olhos. Com olhar sério e nervoso o que me faz arrepiar e estremecer.

– Sua amiga está encrencada com Tommy. Ela teve algo com ele alguns anos e tirou algo também além do seu próprio coração! — disse seco. Arrepio-me inteiramente.

O que ela fez para o Tommy? Caitlin Snow não tem cara de vilã ou que poderia tirar algo tão valioso de alguém, teria?

POV TOMMY

A três anos eu procuro aquela mulher que me tirou de orbita, ficou comigo e simplesmente sumiu sem deixar rastros e quando eu finalmente achei uma pista sua ela simplesmente o apaga, o que me faz recomeçar do zero. Precisei contar toda verdade para o Oliver meu melhor amigo, só ele poderia me ajudar nessa batalha. Depois do café nós encaminhamos para seu apartamento, onde ele disse que estava havendo uma noite de garotas com a mais nova amiga de Felicity recém-chegada. Precisava me desculpar com ela depois do meu sumiço, ela é importante para mim, assim como para Oliver é. Ela é uma forte e corajosa mulher que passou por muitas dificuldades na vida e agora está se erguendo aos poucos, sou feliz em saber que somos tudo para ela e que somos uma família grande e feliz. Bom, eu estava com sorriso largo no rosto até entrar no apartamento e ver aquele olhar que tirou de mim um pedaço a exatamente três malditos anos.

– Você não vai fugir de mim Caitlin! — esbravejo puxando pelo seu braço fazendo nossos corpos colidirem um contra o outro. Ela me empurra e entra no elevador mais sou rápido e entro antes que ele se feche. — Malditos três anos Caitilin Snow! — grito a vendo estremecer encostando-se ao metal gelado do elevador. Aperto no botão para que ele pare de se mover. Volto minha atenção para ela que suspira ofegante e engole em seco.

– Por favor, Tommy! – disse com a voz fraca e nervosa.

– Não! Você tirou algo de mim a três anos! — grito a centímetros do seu rosto. Ela pisca algumas vezes e deixa as lágrimas escorrerem em silêncio. Olho dentro dos seus olhos com toda minha raiva irradiando nosso espaço.

– Fiz por que amo você! — disse entre soluços erguendo a mão para tocar meu rosto, a impeço segurando firme seu pulso. — Pode fazer o que quiser comigo, eu mereço. — sussurra suspirando rápido.

– Não foi por amor! — esbravejo — Foi para me punir, para pisar no meu coração!

– Não! Por favor! Eu te amei! Eu te amo Thomas Merlyn. — disse agora séria soltando suas mãos e enxugando as lagrimas encostando-se à parede novamente e deslizando por ela. — Foi tudo para te proteger.

– Me proteger? — solto um sorriso seco e frio. — Eu me lembro de tudo Caitlin! — grito batendo no peito com o ardor que se alastra e a dor voltando a me tormenta.

Sinto as lagrimas escorrem meu rosto. Encosto-me do outro lado do elevador e vou deslizando até o chão ficando de frente a ela que me fita. Posso ver a dor nos seus olhos. Ela continua linda do mesmo jeito que a conheci a anos atrás, mesmo olhar, o cabelo mudou só um pouco, mas só falta o sorriso que me fez sair do mundo pelo tempo que passamos juntos em que nos conhecemos e tentamos construir algo. O que me faz voltar no tempo e reviver tudo novamente olhando assim para ela.

TRÊS ANOS ATRÁS

Do andar superior posso ver todas as pessoas bem pequenas lá embaixo no meio da Verdant se movimentando no ritmo da música. Percorro o olhar pelo o local até o bar, onde encontro uma garota de cabelos castanhos sobre os ombros, com vestido azul justo ao seu corpo magro sem mangas, com decote pequeno, ela é linda com suas pequenas curvas. Fita o copo parecendo estar desligada do mundo. Solto um sorriso e desço as escadas para ir até ela, quem sabe ganho minha noite com essa garota, ela parece um desafio o que a torna interessante. Aproximo-me devagar ao lado dela que não parece ter notado minha presença.

Você não parece estar se divertindo. — digo sorrindo. Ela sai dos devaneios e me encara confusa.

Digamos que não é minha noite! — murmura levantando o copo no ar.

Posso anima-la. — dou de ombros. Ela sorri e revira os olhos.

Suas cantadas não vão me levar para sua cama! — disse provocadora.

E se não for minhas cantadas? Que tal uma aposta? — questiono me aproximando mais dela. Vejo-a ficar surpresa, mas voltar para seu olhar séria.

E qual seria o jogo? — questiona com sorriso. Ótimo, pontos para mim!

Roy?! — chamo o barman namorado da Thea. Ele se aproxima peço que encha cinco copos de tequila para cada um. Ela me fita surpresa. — É simples, se você virar os cincos copos eu deixo você em casa como um cavalheiro e vou embora sem toca-la.

E se você ganhar? — pergunta erguendo uma sobrancelha.

Se eu ganhar, eu levo você para minha casa e você será minha. — digo com desdém. Ela sorri e me encara com desconfiança.

E você acha que eu vou transar com um desconhecido? — pergunta sarcástica.

Eu vou transar com uma desconhecida. — sussurro no seu ouvido. Ela parece surpresa e desconfiada, olha para os copos e estremece.

Maldito, sabe que não posso virar todos esses copos! — resmunga.

Vamos lá! – insisto, não quero perder meu caso da noite. — Para não te assustar, eu chamo a dona e ela pode dizer que não sou nenhum maníaco sem controle! — digo sorrindo. Vejo Thea e aceno para ela que sorri e se aproxima.

Tommy. — murmura Thea me beijando no rosto com carinho.

Thea, poderia dizer a essa garota linda, que não vou fazer mal algum para ela?! — aponto para ela que me encara incrédula.

Olá. Não se preocupe Caitlin,Tommy não lhe fara mal nenhum. – sorri. — Eu mesmo mato ele se ele ousar tocar em você contra sua vontade. E se diverte amiga, não é por que terminou seu noivado que você precisa se fechar para o mundo, o Ronnie era um babaca! Você merece algo melhor. — sorri e volta a me fitar. – Tommy, por favor, a Caitlin não vai ser seu brinquedo! — murmura séria. – Bom, tenho que voltar, isso hoje está uma loucura.

Sai cantarolando, o que me faz gelar com cena e fazer uma careta involuntária. Nossa, amiga da Thea? Por essa hoje eu não esperava, acredito que a Thea arrancaria minha pele se eu fizesse algo.

É nós nos conhecemos! — disse sorrindo e respondendo a pergunta que eu faria.

Melhor, provei que não sou nenhum serial killer! — sorrio torto.

Que saber, foda-se, vamos a maldita aposta! — disse pegando o primeiro copo e o virando fazendo uma careta muito engraçada.

Viro o meu copo rápido sinto a tequila queimar e descer lentamente pela minha garganta. Ela vira o segundo e se engasga soltando um sorriso encantador. Viro outro e estremeço, acho que nem eu chego ao terceiro. Pelo o tanto que já bebi e misturando com essa tequila, vou entrar em um coma alcoólico em minutos. Ela vira o terceiro e gela o olhar.

Chega não precisa fazer isso! — digo serio tirando o copo de suas mãos. Ela sorri e se aproxima.

Eu consigo. — murmura.

Não. Não consegue, você parece forte, mas não quero fazer isso com você. — digo me levantando. Ela me parece uma garota adorável e para ser amiga de Thea, ela deve ser muito importante para ela, não vou leva-la para cama como um objeto de desejo. Pela a primeira vez, não vou ser um canalha. Aproximo-me e beijo o canto da sua boca, ela me olha confusa, saio da Verdant em direção ao meu carro, quando escuto uns passos correndo até mim ao me virar colido novamente com a bela mulher.

Pode me levar com você, eu perdi no momento em que aceite a aposta. — disse nervosa sorrindo.

Não precisa fazer isso. — digo sério.

Eu quero! — sussurra encostando nossos lábios e depositando um beijo demorado. Seus lábios são suaves como plumas. Envolvo sua cintura com os braços. Ela é quente mesmo com todo frio de Star. Afasta-se e olha nos fundos dos meus olhos. Eu a quero. Eu a quero pra mim. — Você não me parece um lobo mal.

AGORA

Eu me apaixonei no momento em que ela me aceitou sem nem me conhecer. E quando eu estava entregue completamente a ela, ela se foi. Deixou-me sem olhar para trás, sem dizer um adeus, mesmo depois de tudo que vivemos juntos.

– Quero que devolva o que arrancou de mim a três anos! — digo frio e seco. — Eu sei o que você fez.

– Não é tão simples assim. Já faz três anos, e não três semanas ou meses, não tem como devolver algo que também é meu. — devolve irritada.

– Veremos, Caitlin! — rosno olhando no fundo dos seus olhos.

Notas finais
EITA!!!! O QUE SERA QUE A CAIT PEGOU DO TOMMY??? Hhahahahahah' Façam suas apostas. Esperamos que tenham gostado, até logo, dessa vez não demorarei. Aguardamos os comentários, um beijo, um queijo (dando uma de cellbit), tchau!