Notas iniciais
EITAAA OIII POVO, DESCULPA, MOMENTO SURTO! ENTÃO VOCÊS VIRAM A NOVA PROMO? POIS É NÃO TO BEM! NÃO ESTAMOS!! --- Bem, não demoramos, certo? Eu acho que sim. xD Enfim, finalmente decidimos os dias que serão postados. Segunda e quarta, isso quer dizer que amanhã também tem capítulo! AEEEEEEEEEEEEWWWWWWW!! Então, este capítulo é para a nossa querida May Braga, porque? Porque alguém ficou fazendo pirraça. Mas ok, adoro isso! Hahahah' ♥ Aproveitem. Música: Kiss Me - Ed Sheeran

Settle down with me
And I’ll be your safety, you’ll be my lady
I was made to keep your body warm
But I’m cold as the wind blows
So hold me in your arms

My heart’s against your chest
Your lips pressed to my neck
I’m falling for your eyes but they don’t know me yet
And with this feeling I’ll forget, I’m in love now

Kiss me like you wanna be loved
You wanna be loved, you wanna be loved
This feels like falling in love
Falling in love, we're falling in love

Yeah I’ve been feeling everything
From hate to love, from love to lust, from lust to truth
I guess that’s how I know you
So hold you close to help you give it up

_________________________________________

SEMANAS DEPOIS...

POV OLIVER.

Diggle me disse uma vez: Encontre alguém que te olhe como se o resto do mundo não existisse, na loucura do amor só você e ela é real.

Suas palavras ficaram em mim, no sentido do amor fazemos escolhas precipitadas, regras quebradas, mas mesmo assim o amor está ali. Esta diante dos seus olhos, só não vê quem não quer.

Felicity entrou na minha vida rápida e tão tentadoramente. Nossa relação há dias se torna mais íntima, mais apaixonante. Há dias eu a vejo dormir calma, uma tranquilidade dominante. O cretino foi embora como eu desejava, mais alguns dias na cidade eu o mataria só com os pensamentos! Vejo Felicity todos os dias com seu lindo sorriso, com seu humor típico e enrolado o que me desarma e me faz agir como um bobo apaixonado. Há tempos não me sinto assim ou talvez não tenha me sentido de tal forma, nunca. Somos diferentes, mas ao mesmo tempo nos completamos. Quando eu só via a escuridão, ela apareceu e ficou por mim e Rose. Eu agora sinto que estou apaixonado por ela, a cada dia eu sinto e vejo ao quão longe chegamos e como unidos pelo o destino permaneceremos.

– Acorda dorminhoca! — murmuro beijando seus cabelos. — Você tem uma filha mimada demais querendo a mãe...

Felicity resmunga e não se mexe. Reviro os olhos e me levanto da cama. Rose chora alto pela a babá eletrônica. Ainda são duas da manhã e ela já começou seu showzinho para mamar. Felicity tentou varias vezes dar mamadeira, mas ela não quis nenhuma! Chegamos a um acordo de que dessa vez ela passa, mas assim que fizer seis meses ela não vai ter escolha, vai mamar e adquirir outro leite também. Felicity insiste muito em voltar a trabalhar, então é bom com os seus seis meses Rose se acostumar, ela não vai ter a mãe 24 horas por dia. Chego até o quarto da Rose e a pego no colo.

– Serve o papai? — pergunto erguendo uma sobrancelha. — Mamãe está com preguiça!

Ela sorrir e mexe os lábios como se quisesse dizer algo. Com seus cinco meses, quase cinco em alguns dias, me parece uma boneca com as bochechas rosadas. Os cabelos crescendo aos poucos e seus olhos azuis intensos iguaizinhos aos meus, minha pequena Rose. Troco a fralda e me dirijo para a sala.

– Vamos deixar a mamãe dormi mais um pouco. — digo me sentando no sofá.

Dou sua chupeta e ela começa a morder e brincar. Minutos se passam e formamos nossa bolha. Olho envolta e percebo que esta tudo organizado, Felicity Smoak deveria ter perfeição no sobrenome, esta sempre na ativa e ainda tem essa pequena para cuidar. Franzo a cenho com um gemido alto vindo do quarto. Levanto-me alarmado e me dirijo para o quarto. Noto Felicity desenrolada e muito suada seus cabelos estão colados no rosto e extremamente molhados, sua expressão é de dor, seu rosto começa a ficar muito vermelho. Aproximo-me dela e coloco a mão na sua testa.

– Amor você está em chamas! — exclamo assustado. Ela está no mínimo com uns 40° graus.

Puxo o carrinho da Rose rapidamente e a coloco lá. Começo a orar mentalmente para que ela não chore.

– Quietinha Rose, por favor. — murmuro.

Volto minha atenção para Felicity. Ela ainda não abriu os olhos, o que me deixa mais alarmado.

– Amor acorda! – digo a puxando até mim. – Felicity, abra os olhos e olhe para mim! – mais uma vez ela não responde. — Felicity!

Ainda nada. Ela suspira e fica imóvel, suas batidas do coração e o pulso estão muito fracos. O que eu faço? Ligar para Thea não adianta, ela está fora da cidade e a emergência pode demorar anos. Não queria fazer isso, mas é o jeito. Saio do apartamento em disparada e chego ao de Marcus que é do lado do nosso. Toco a campainha umas mil vezes, ele abre com cara de espanto e sono.

– Sr. Queen? — pergunta confuso. — O que houve?

– Preciso da sua ajuda, agora! — exclamo voltando o olhar para o meu apartamento. — Venha comigo rápido.

Saio de volta para o apartamento e ele me segue. Chegamos ao quarto e ele arregala os olhos. Rose chora e Felicity continua imóvel, mas agora esta pálida demais.

– Pegue a Rose... — aponto para ela. — Eu vou levar a Felicity para o hospital, ela desmaiou e não sei o a de errado com ela!

Pego a carteira, visto um casaco e os tênis rapidamente. Levanto Felicity nos meus braços e suspiro com medo que seja grave. Olho para Marcus que está estático.

– Anda Marcus! — esbravejo.

– Mais eu não sei o que fazer com um bebê! — disse nervoso.

Pego o meu celular e envio uma mensagem com S.O.S para Diggle. Ele tem uma filha vai saber ajudar Marcus com a Rose enquanto eu socorro Felicity.

– Meu amigo John Diggle vira o mais rápido possível, conte a ele tudo... Que estou levando Srta. Smoak para o hospital particular Moscou Laments. Tente balançar ela, dê a chupeta que ela se acalma por um tempo até ele chegar. — digo serio e saio com Felicity o mais rápido possível, escuto os protestos de Marcus, mas agora a vida dela está em risco. Saio do elevador e me dirijo a garagem e a coloco no passageiro e ponho o cinto. Dirijo em toda velocidade, infligindo os sinais e desviando dos carros. Olho para ela que parece não ter mais um pingo de sangue. Pego sua mão e ela está gelada.

– Felicity, amor, acorda, por favor! — grito o mais alto possível. — Acorda!

Mais ela apenas suspira dificilmente e começa a desliza para o lado. Chego ao hospital e passo por todos que estão na minha frente. Alguns enfermeiros vem até mim e a tira dos meus braços.

– O que aconteceu? — pergunta um.

– Não sei, acordei e ela já estava assim.

– Tudo bem, vamos leva-la para a ala de emergência! — disse ja a levando.

Eu tento seguir mais sou impedido por uma enfermeira.

– Não pode passar Senhor, sinto muito! — disse se virando e acompanhando o outro.

Olho uma ultima vez ela sendo levada. Ela parece distante e sem cor. Sigo com olhar até eles desaparecerem pelas as portas exteriores. Um dos enfermeiros volta e preenche as informações necessárias. Pergunto o que está acontecendo, mas ele não diz nada, só que está sendo atendida.
Olho envolta, tento me acalmar mais o medo me domina. Encosto na parede e deslizo até o chão, deixo as lágrimas escorrerem em silêncio. As lembranças do seu sorriso, das suas frases enroladas... Aquilo me dava um aperto no peito, não me vejo mais no mundo sem ela.

"Eu não vou morar com você, Oliver!"

"Você me enlouquece sabia!"

"Foi um primeiro beijo e tanto."

"Eu quero ficar com você, Oliver..."

"Eu não posso perder você!"

– Eu também não posso perder você! — grito socando o chão.

De todas as coisas que já vivi e senti a perda sempre nos consome. Quando eu perdi meus pais, foi como perder a própria vida. Eu só tinha a Thea, deixei de ser um playboy e me tornei o Sr. Queen, um homem frio, me apaixonei pela a Helena e tentamos começar algo. Ela me deu a Rose, a pessoa mais preciosa para mim. Separamo-nos e recomeçamos. Bem, ela recomeçou e eu fiquei do mesmo jeito ou talvez pior! Com sua morte, eu senti a dor de perder a mãe da minha filha e não o amor da minha vida. Agora a dor que sinto no momento... é como se meu coração estivesse sendo pisado e arrancado de mim lentamente. Ela é tudo para mim, em tão pouco tempo eu me apaixonei da maneira certa, da maneira verdadeira!

– Sr. Queen? — chama um senhor de cabelos negros olhos cor de mel e barba negra. — Sou Dr. Matt Taylor, eu atendi sua esposa.

– Ela não é minha... — deixo para lá. Mora comigo mesmo, somos separados só pela as alianças e um certificado. — Como ela está? — pergunto nervoso me erguendo rapidamente.

– Ela está estável. — disse com receio.

– O que aconteceu com ela? — pergunto nos oitavos.

– Acalma-se Sr. Queen. — disse pegando meu ombro. — Ela digeriu algo que motivou sua alergia.

– Mais ela não me disse nada sobre ser alérgica... — digo incrédulo.

– Talvez ela tenha muito cuidado e nunca parou para lhe informar. – suspira. – Enfim, qual foi o alimento fora do padrão que ela comeu hoje?

Começo a pensar e a única coisa que me vem em mente foi uma comida italiana que pedimos, mas era só massa.

– Uma massa italiana com molho branco, nada demais! – passo as mãos no rosto frustado.

– Fizemos exames e o diagnóstico constatou enzimas de alimentos de frutos do mar. Ela é alérgica a essas especiarias! Ela foi medicada e está dormindo. — olha para o prontuário.

– Posso ver ela?

– Sim. Ela vai ficar aqui só hoje, amanhã ela pode ser levada para casa. — disse sorrindo. — Me acompanhe. — Sigo-o até o quarto. Entro e vejo-a dormindo, esta mais corada e com semblante tranquilo. — Ela está bem, só atingiu seu sistema respiratório. Ela estava sufocando, se não fosse sua rapidez ela teria entrado em coma ou não teria resistido. — disse sério.

– Mais ela vai ficar bem... Não vai? — pergunto sem tirar os olhos dela.

– Vai sim. A medicação normalizou seu sistema respiratório e eliminou os restos das enzimas. — suspira e vai até a porta. — Pode ficar com ela Sr. Queen.

– Obrigado. — digo e vou até ela.

Ele sai e eu me aproximo. Pego sua mão que não esta mais gelada e analiso todo seu corpo, parece tudo normal o que me tranquiliza.

– Você me assustou! — murmuro beijando seus lábios demoradamente e deixo todo o meu medo e a tensão esvaziar.

Puxo a cadeira para seu lado e fico ali olhando ela por muito tempo. Com alguns minutos o cansaço me vence.

[...]

– Oliver! Oliver! — acordo com alguém me sacudindo. Abro os olhos e vejo o Diggle.

– Diggle? — pergunto confuso.

– Eu e o Marcus trouxemos a Rose. Ela não quer ninguém e ainda chora muito. – suspira. — A Lyla viajou para uma convenção da A.R.G.U.S, e só volta semana que vem. Ela está com a Sara e não pode me ajudar, Marcus nem se fala! — revira os olhos e bufa.

– Meu Deus, eu apaguei e esqueci a Rose. — murmurei incrédulo.

– A culpa não foi sua. — disse voltando o olhar para Felicity. — Como ela está?

Olho para Felicity e ela está dormindo como um anjo, parece calma e tranquila.

– Ela está bem, foi só uma crise alérgica. — me levanto. – Cadê Rose?

– Está com o Marcus na recepção. — se vira para a porta. – Venha.

O acompanho e chego até a recepção. Marcus segura a Rose como se ela fosse de vidro e a qualquer momento fosse quebrar. Minha pequena está vermelha chora e resmunga irritada. Aproximo-me e pego ela.

– Rose! Hey, Rose, olha o papai aqui. — digo chamando sua atenção. Ela suspira, me olha, mas chora do mesmo jeito. — Você quer a mamãe? — pergunto balançando ela e dando sua chupeta.

– Fiz uma mamadeira de leite, ela não tomou nenhuma gota e ainda cuspiu tudo na cara do Marcus! — Diggle não disfarça o riso.

Marcus revira os olhos e bufa.

– Fiz o que eu pude e o que eu não pude. Moro sozinho e nunca cuidei de uma criança, sou arquiteto e não babá! — disse sarcástico.

Lanço meu olhar frio. Contento-me para não rir, ele que não pense que o esqueci secando minha Felicity.

– Obrigado, Marcus. — murmuro estendo a mão. Ele me encara e solta o sorriso torto.

– Não por isso, Sr. Queen. — disse apertando a minha mão. Assinto e me mantenho sério. — Como Felicity está?

– Agora se encontra bem, ela teve um início de crise alérgica a frutos do mar. — suspiro longamente.

– Nossa. Lembro-me do dia em que a chamei para jantar e comentei sobre um restaurante árabe que tinha esse tipo de especiarias e ela quase me bateu dizendo que era alérgica. — despeja tudo como se fosse a coisa mais natural do mundo de se dizer... Justamente para mim!

– Sério Marcus? — pergunto com a raiva irradiando. Ele arregala os olhos e baixa o olhar.

– Então, eu vou indo. Amanhã tenho que viajar para Nova York. — disse engolindo em seco.

– Até mais. — digo sério. Ele assente se despede de Diggle e sai.

– Você quase mata o garoto com seu olhar de assassino das sombras. — murmura irônico. Bufo e faço uma cara de poucos amigos. — Aqui está a mamadeira e outras coisas que peguei para a Rose. — disse indicando a bolsa.

– Obrigado Diggle. Eu fico com ela, vou ver a Felicity e depois vou para casa! — murmuro beijando a cabecinha Rose.

– Tem certeza? Posso ficar. — disse sério.

– Tenho. Amanhã não vou para QC. E você precisa passar as informações para o Nolan. Mande-o cancelar todos os meus compromissos. — digo fitando o nada.

– Tudo bem, então... – suspira. — Amanhã eu passo por aqui.

– Certo, boa noite. — solto um mínimo sorriso.

– Boa noite. — disse e sai.

– Então... Vamos até a mamãe? — digo voltando para o quarto.

Felicity agora está deitada de lado. Uma enfermeira de cabelos brancos e sorriso terno troca o soro. Rose começa a fungar em mim e resmunga.

– Rose, por favor, mamãe está frágil! – digo. — Tome sua mamadeira.

Tiro a mamadeira da bolsa que ainda está morna, balanço e tento oferecer o leite, mas ela resmunga e começa seu choro. A enfermeira limpa a garganta.

– Senhor? – chama.

– Queen. — digo nervoso com Rose no seu show.

– Ela quer a mãe. Entendo, já vi casos como esse aqui. — disse sorrindo.

– Não sei o que fazer, ela está agitada demais ou mimada demais! — bufo. – Rose, mamadeira é a sua única opção. — digo nervoso.

Ela chora e resmunga sacudindo os braços, acordando todos os pacientes dos hospital. Reviro os olhos e faço uma careta.

– Me dê ela... — disse a enfermeira que estica os braços para a Rose. — Eu sei como ela vai se acalmar.

Entrego a Rose a ela e a fito curioso.

– Pegue a manta dela, por favor! — aponta para bolsa.

Eu entrego e espero. Rose está com um macacão rosa com detalhes de corações e uma touca do mesmo modelo. A enfermeira sorri para ela e a enrola toda deixando bem aquecida.

– Ela vai ficar com a mãe é o único lugar no mundo que ela quer no momento. — disse sorrindo e seguindo para o lado da Felicity.

Ela afasta o braço da Felicity e encaixa Rose perfeitamente. Como o esperado ela começa a fungar na mãe. A enfermeira afasta a camisola dela e mostra o seio a Rose que pega rapidamente e começa a sugar se tranquilizando. A enfermeira volta o braço da Felicity para a Rose. As duas ficam bem grudadinhas, Rose não chora e só mama de olhos fechados e suspirando.

– Isso é certo? — pergunto sem jeito. — Felicity está frágil. Passou por muita coisa a pouco...

– Não se preocupe. – sorri docemente. — Não está machucando ela. Está confortando uma a outra!

Olho para Felicity e ela está com semblante angelical e tranquilo posso jurar que ela está sentido a Rose e gosta de ter a filha nos braços.

– Venha. — me chama. — Fique aqui do lado nessa poltrona, quando ela acabar e dormir pode deixar ela no seio. A Srta. Smoak pode acordar a qualquer momento. Seu estado já está normal, ela só se sentirá dolorida e cansada.

Aproximo-me e fico na poltrona do lado.

– Obrigado. — murmuro cansado.

Ela sorri novamente e sai do quarto. Fico ali olhando a bolha das duas. Rose solta o seio e olha para mãe. Lembro-me que ela sempre faz isso para ver a Felicity sorrir, resmunga irritada por não encontra o sorriso e volta a mamar despreocupadamente.

– Você não tem jeito Rose Charlotte Queen. — murmuro abafando minha indignação na cama.

POV FELICITY

Sinto meu corpo todo dolorido e minha respiração oscilando, meu coração parece normal e meu corpo na temperatura certa. A única coisa que me lembro, é minha respiração falhando e me sufocando, meu corpo queimando como brasa até a escuridão me engolir literalmente. Sinto um beliscão no seio e depois uma sucção. Rose. Abro os olhos lentamente e vejo Oliver dormindo todo desajeitado na poltrona e a Rose olhando para mim. Solta o seio mexe os lábios.

– Oi meu amor... — murmuro com a voz fraca. Ela sorri e volta a mamar.

Foco no local e vejo que estou em um quarto de hospital. Mexo-me desajeitada e puxo Rose mais a mim. O leite acaba e ela resmunga. Tento a erguer, mais estou muito fraca não consigo tirar ela do lugar.

– Amor... – o chamo mais não acorda. – Oliver! — digo alto, ele pula da poltrona e foca em mim arregalando os olhos. — Pode me ajudar aqui? — murmuro cansada.

– Meu Deus Felicity! Você desmaiou quase me matou de susto. Foi uma crise alérgica a frutos do mar... Eu vou mandar fechar aquele restaurante e a Rose não parava de cho... — o interrompo.

– Calma amor... — solto um sorriso. — Me ajude aqui, pegue a Rose. Depois você me conta tudo.

Ele se aproxima pega a Rose e não tira os olhos de mim. Sento-me na cama com caretas e me encosto-me à cabeceira. Solto um suspiro cansado. Droga, eu sou alérgica a frutos do mar. Como foi parar ingredientes dessas especiarias em uma massa italiana de molho branco? Afasto os pensamentos e volto o olhar para Oliver.

– Me dê minha pequena! — peço esticando os braços.

– Não. — franze o cenho. — Você está cansada amor, ela já mamou demais! — murmura incrédulo.

– Não, Oliver. — reviro os olhos. — Eu estou bem. Agora me dê a Rose!

– Felicity, por favor... Você estava muito mal, ela já mamou mui...

– Oliver! A Rose me dê ela. — digo irritada.

Ele me encara sério e me entrega ela. Beijo o rosto da minha pequena e a coloco no outro seio e deixo-a bem enroladinha.

– Tudo bem? – pergunta apreensivo.

– Sim... Só dolorida. — murmuro ajeitando a toquinha da Rose. — Que horas são?

– Cinco horas da manhã. — disse olhando o relógio. Nossa desde a hora que fomos dormir em casa até agora já passou muito tempo.

– Venha, deite-se ao meu lado. — digo me afastando para o canto da cama. Ele franze o cenho e se afasta.

– Não vou deitar aí! Você está frágil, cansada e ainda com a Rose. — disse nervoso.

– Oliver, por favor! — peço suavemente.

– Não!

– Sim!

– Não!

– Sim!

– Não.

– Deite-se agora Oliver Jonas Queen! — aponto para ele. – Não me irrite ou eu me a levanto e me deito nessa poltrona com você. — digo irritada. — Você que escolhe.

– Tudo bem. — disse em rendição. Aproxima-se e deita ao meu lado.

Aproximo-me e olho dentro dos olhos azuis magníficos. Solto um sorriso bobo e me encanto em vê-lo preocupado.

– Meu beijo... — digo fazendo um bico. Ele beija rápido demais nem senti. — Oliver um beijo e não toque labial!

Ele revira os olhos e sorri. Segura meu rosto com as mãos e cola nossos lábios ternamente. Antes que fuja eu peço passagem com a língua, ele assente e se entrega a sensação de conforto de que nada possa nos separar. Mordo seu lábio inferior e deixo um beijo demorado.

– Você me assustou. — murmura cansado.

– Está tudo bem amor... — passo a mão no seu rosto. — Foi só um susto.

Encosto-me nele e enrolo nos três. Rose já dorme como um anjinho. Solto um sorriso sem que ele veja. Oliver é muito grande, quase não cabe na cama com essa montanha de músculos chamado corpo.

– Vamos descansar um pouco. Daqui umas horas você pode ir para casa! — murmura beijando meus cabelos. Balanço a cabeça positivamente e me aconchego a mais a ele.

Mesmo com o corpo cansado e dolorido. Sinto-me confortável com meus dois amores. Mais o que me deixa confusa é ter uma crise alérgica. Desde os dez anos de idade não acontece, pelo o que eu vi no cardápio e pesquisei os ingredientes não tinha nada em relação a frutos do mar. Deve ter sido algum erro na cozinha italiana. Fecho os olhos e inalo o cheiro do meu Queen.

[...]

– Oliver, eu consigo! – esbravejo. — Solta! Solta.

– Não! Não e não. — bufa.

– Qual seu problema? Eu estou bem! — pergunto irritada.

– Você não sabe o susto que me deu. Por isso diz isso! – suspira. — Se afaste, por favor.

Bufo e reviro os olhos. Ele me trouxe para casa e não foi trabalhar, e ainda disse que vai passar o resto dos dias em casa até eu está totalmente bem. Só que eu já estou bem! Minha crise alérgica depois de contida eu fico bem, a única coisa que afeta é só o sistema respiratório, controlada volta ao normal. Agora estou tentando organizar a bagunça que o Marcus e o Diggle fizeram na minha cozinha. Ele pega o pano e vassoura e põe perto da pia.

– Depois a Ivana limpa isso! — me pega no colo. — Já liguei, ela está vindo, então você vai para cama descansar.

– Você, por favor, pode parar de ser controlador?! — murmuro um pouco irritada. — Eu estou bem, é sério!

Ele dá de ombros e segue para o quarto. Coloca-me na cama e tira minhas pantufas. Ajeita meus travesseiros no encosto da cabeceira e passa o lençol por cima de mim.

– Me sinto uma inválida! — bufo — Rose já acordou?

– Não para suas duas opções. — disse sério.
Solto uma risada seca e sem graça. Ele sorri sincero e se dirige para porta.

– Amor... — chamo sua atenção. — Já que a Ivana pode demorar e a Rose está dormindo você poderia cuidar de mim... — digo em tom malicioso.

Ele se vira e ergue uma sobrancelha. Solto um suspiro e analiso todo aquele corpo esculpido.

– Não consegue ficar sem mim uns minutos? — pergunta malicioso e vindo até a beirada da cama.

– Não! — mordo o lábio e vou engatinhando até ele. Levanto-me sobre os joelhos e me seguro nos seus ombros.

– Felicity, não. — murmura.

Levanto sua camisa e a tiro jogando longe. Sigo uma trilha de beijos do seu peitoral até seu pescoço, mordo de leve o lóbulo da sua orelha e sigo até seus lábios. Cruzo os braços entorno da sua nuca e colo nossos lábios. Peço passagem com a língua, e me deixo elevar a sensação voraz de beija-lo intensamente. Ele envolve minha cintura com os braços. Deixo meu corpo cair de costa no colchão e o trago comigo.

– Felicity, não podemos, vo...

Puxo seus cabelos e volto a colar nossos lábios. Cruzou minhas pernas no seu quadril me mantendo firme para que ele não fuja com o papo de que vai me machucar. Como pode me machucar se nem estou ferida?! Ele quer o atestado do médico todo por escrito para dizer que eu estou bem fisicamente. Ele assente e volta a me beijar lentamente, subindo suas mãos habilidosas por dentro da minha blusa acariciando meus seios, minha mãos vão até sua calça abrindo o cinto. Quando estou quase tirando a campainha toca.

– Salva pela Ivana! — disse ofegante se pondo de pé em um pulo.

– Não... — esbravejo com minha pele em chamas. — Isso não é justo! — abafo minha frustração no travesseiro.

– Bem feito! — disse sarcástico recompondo as vestes e saindo em disparada do quarto.

[...]

– Obrigado Ivana! Aqui está seu pagamento. — murmura Oliver para a diarista que sai do apartamento. Fico espreita no corredor esperando suas ações.

Ele se perde em pensamentos e vai até o sofá se jogando e pegando um jornal na mesinha. Nas pontas dos pés vou até o quarto da Rose e vejo minha pequena dormindo de lado como um anjinho. Ajeito mais ela no berço e deixo a babá eletrônica ligada. Saiu do quarto e me dirijo ao nosso.

– Ele acha que vai me deixar assim... — resmungo tirando as roupas. — Está muito enganado, Queen.

Depois de tirar todas as roupas me enrolo em uma toalha, solto os cabelos e vou até o banheiro, encho a banheira com meus produtos, deixo a água na medida certa quente e com muita espuma. Adoro isso, a banheira é um dos lugares favoritos para mim. Hora da vingança. Nunca fui ousada ou atirada, mais... Felicity ele mora com você, é seu namorado, dividem a mesma cama. Ser ousada às vezes não vai tornar você qualquer uma! É só uma maneira de apimentar a relação. Reviro os olhos e solto um suspiro longo e com certa convicção me encaminho para a sala onde ele se encontra ainda entretido com o jornal. Mordo o lábio e limpo a garganta mostrando minha presença.

– Amor? — digo com desdém. — A banheira está com problemas! — ele arregala os olhos e engole em seco encarando meu corpo como os olhos escurecendo.

– Que.. Que tipo de problema? — gagueja questionando com a voz rouca.

– Acho melhor você dar uma olhada! — aceno como uma coisa banal. Solto um sorriso bobo e sem aviso abro a toalha e deixo-a cair no chão. — Opa.

Ele passa as mãos no rosto e abre a boca nervoso. Solto um sorriso malicioso e pisco, giro voltando para o quarto indo até o banheiro. Solto a respiração que eu nem sabia que estava prendendo, meu corpo se arrepia de maneira avassaladora. Entro na banheira e tento esconder parte do meu corpo por debaixo da espuma. Fechando os olhos lentamente conto até três e espero. Escuto Oliver abrindo a porta em silêncio, posso notar ele tirar as suas peças de roupas e com alguns minutos entrar na banheira de frente para mim, colocando uma perna em cada lado do meu corpo.

– Amor? — chama em um sussurro.

– Sim..? – pergunto.

– Poder da provocação agora? — pergunta puxando um pé meu até seu peitoral.

– Por que não? — dou de ombros. Meu corpo começando a acender a nossa chama.

– Srta. Smoak... — alerta sexy. Tal provocação que começa a me levar ao extremo. Respiro fundo e espero. Ele solta meu pé e passa suas mãos em um movimento massageador dos joelhos até chegar a minha parte íntima. O que me faz solta um suspiro de desejo. Chega, cansei! Abro os olhos e olho dentro dos seus olhos azuis intensos. Noto a malícia e o carinho, solto um sorriso. Aproximo-me colocando uma perna de cada lado de seus quadris, Envolvo seu pescoço com um braço e com a outra mão livre acaricio seu rosto e seus lábios.

– Eu sou sua... — murmuro encarando seus lábios, volto o olhar nos seus olhos. — Sr. Queen.

Todos podem dizer "é cedo demais" ou "não é real", para mim não importa, eu sei o que eu sinto e por ele é amor, é algo sincero, pra mim é eterno! Ele me encara com seus olhos azuis intensos que começam a escurecer. Com um movimento rápido ele me ergue e se posiciona abaixo de mim me descendo lentamente e me penetrando firme o que me faz arfar. Volto o olhar para ele e me seguro nos seus ombros.

– Eu tenho certeza de uma coisa... — suspira ofegante. — Nunca vou querer outra mulher como eu quero você, Srta. Smoak.

Sem mais palavras, colo mais nossos corpos e o beijo entrelaçando nossas línguas em um contato íntimo e só nosso. Começo movimentos lentos e torturantes, vejo nos seus olhos ele se perder em mim. Sinto meu corpo queimar e com nossos movimentos a água transborda para fora da banheira, ele segura meus quadris os apertando seguindo o ritmo dos nossos corpos. Solto nossos lábios e jogo minha cabeça para trás, deixo meu corpo sentir mais intimamente a ele em estocadas mais rápidas e rígidas. Arranho suas costas com pulsar que se estende, meu coração dispara e a respiração falha.

– Felicity... — geme tocando com os lábios a altura dos meios seios.

Mordo o lábio inferior e continuo o ritmo intensamente com a sensação de êxtase dominando meu corpo. Sinto minhas paredes se apertarem em torno dele, suspiramos ofegante e nossos gemidos se misturam. Fecho os olhos e com nossos últimos movimentos chegamos ao ápice juntos, ele estremece e sussurra palavras sem nexo no meu ouvido. Me segura firme e deita a cabeça no meio busto, abraço forte e deixo as batidas do meu coração se acalmar. Levanto seu rosto até a altura do meu e volto a beijar seus lábios como forma de carinho, como bem amada. Ele se mantém enroscado a mim e me beija, seu gosto é de baunilha com essência de menta e café. No final nossas línguas se acariciam lentamente, nos afastamos quando o ar é necessário. Com alguns minutos me afasto e ele sai de dentro de mim. Viro-me para ele encosto-me ao seu peitoral e estico minhas pernas. Ele começa suas carícias pelo o meu corpo em movimentos sensuais.

– Acho que o problema da banheira foi um engano... – sussurro. — Sinto muito amor! — ele sorri encostando os lábios no meu pescoço.

Notas finais
EITCHAAA!!! AHAHAHAHA' Então nos vemos amanhã! Beijos, esperamos seus comentários. E se a Natty não respondeu os anteriores, não se preocupem, ela irá! XOXO