Notas iniciais
Oieeeeeee!!!!!! Nem demoramos né?! Pois é. Hoje é um dia muiiiiiiiitooooo especial! É aniversário da Queren (não sei o nome dela no Nyah). Enfim, happy b-day lindeza! MUITAS FELICIDADES, DESEJO PRA VOCÊ MUITO OLICITY, MUITA COMIDA E MUITO OLIVER SEM CAMISA! E ACRESCENTA STEMILY, PORQUE PRO INFERNO JÁ VAI A CARAVANA DO NOSSO GRUPO INTEIRO! HAHAHA' Aproveitem o capítulo. Música: No Air - Chris Brown ft. Jordan Sparks

Tell me how I'm supposed to breathe with no air
Can't live, can't breathe with no air
That's how I feel whenever you ain't there
It's no air, no air
Got me out here in the water, so deep
Tell me how you gon' be without me?
If you ain't here, I just can't breathe

______________________________________________________

POV OLIVER

Por nenhum momento fiquei chateado com a Felicity com aquilo que fez com a Laurel. Arrependo-me amargamente de ter a deixado sozinha com ela, Laurel sempre se metendo nos meus relacionamentos, por um momento quase perdi a mulher que desejo para as loucuras dela, mas por fim procurou e teve o que mereceu! Felicity não fez nada além de se defender. Sinto muito pelo o Tommy, meu melhor amigo. Seu estado de choque mostrava o quanto ele ficou envergonhado com a cena das duas, mas quando se trata de Laurel o jogo pode ser sujo. O deixei na festa e sai atrás da Felicity, era só ela que eu tinha medo de perder. Estou feliz que agora estamos começando algo juntos não só pela a Rose, mas por nós mesmos.

"Oi você ligou para o Tommy. Não posso atender no momento, mais deixe seu recado!" – Inferno! Só caixa postal.

– Tommy, eu sei que você está recebendo meus recados. Então atenda a droga desse telefone ou eu vou até sua empresa! — esbravejo encerrando a mensagem.

Vou dar um tempo a ele. Como diz o ditado: Dê tempo ao tempo!

Pego minhas coisas na mesinha de centro e me encaminho para saída.

– Felicity, estou indo! — a chamo da sala.

Com alguns minutos ela aparece linda, de vestido floral e cabelos soltos parecendo uma menina.

– Bom trabalho! — disse cansada com um bico. Também depois da festa agitada, da nossa primeira noite de sexo, e que sexo... E ter ficado comigo no sofá por horas namorando e quando estávamos quase dormindo de fato, Rose começa seu showzinho em busca da mãe.

Se aproxima e me dar um beijo demorado me abraçando forte, sinto seu corpo tenso.

– O que foi? – questiono apreensivo.

– Nada. Só estou cansada, e ainda vou levar a Rose no pediatra! — murmura.

– Ela está bem? — pergunto alarmado.

– Sim é só rotina. Tomar vacina, pesa-la, etc... — da de ombros.

– Mas porque acho que não é só isso? — sussurro no seu ouvido.

– Oliver, depois de tudo que aconteceu na festa conosco... – suspira. — Não sei, estou estranha. — abafa sua fala no meu peito.

– Estranha de que maneira? Boa ou Ruim?! — pergunto confuso colocando o queixo sobre sua cabeça.

– Boa. Só tenho medo de ter estragado sua vida com minha cena anterior. Não quero ser a pedra do seu caminho! — murmura emburrada.

Solto uma risada e a envolvo com meus braços de maneira protetora.

– Não estragou, estou feliz. — beijo seus cabelos inalando seu cheiro suavemente. — Só foi um escândalo bobo, coisa de atual e ex! — solto uma risada e ela bufa. — Você fica sexy irritada.

– Oliver! — alerta me apertando com força — O que eu faço com você?

– O que quiser... — sussurro malicioso.

– Hmn... Mesmo? Olha que ainda tenho muita energia para gastar... — disse com a voz sexy e rouca. Mais duas palavras e eu a jogo nos meus ombros gasto o resto dessa energia toda!

– Bem, eu tenho que ir! Tenho uma reunião importante agora com um grande investidor que chegou a Star. Se não fosse o caso, eu ficaria o dia todo com você! — digo desviando do assunto antes que a leve para a cama sem cerimônias. Passo a mão pelas suas costas e noto seu arrepio.

– Oliver, pode ir, não tem problema! — disse erguendo o olhar me dando um beijo casto.

– Até à noite então! — Me viro para porta, mas volto atrás com sorriso e a puxo para mim. Beijamo-nos intensamente, nossas línguas se entregam a uma dança lenta e torturante. Afastamo-nos quando o ar é necessário. Ela sorri e beija meu queixo. Somos interrompidos pelo um limpar de garganta.

– Então vocês estão juntos! — exclama Thea dando pulinhos. Reviro os olhos.

– Felicity, boa sorte! — lhe entrego o ultimo beijo e saio quase correndo do interrogatório da minha irmã.

(...)

Dirijo-me até a empresa e vejo todos em uma tranquilidade estranha. Cada um nas suas tarefas. O que me faz pensar... Ou não deram importância ao escândalo ou é por medo de fazer comentários na minha presença. Saio do elevador.

– Sr. Queen! Bom dia. — disse Nolan meu assistente.

– Bom dia, o investidor chegou?

– Não senhor. Ele ligou e disse que teve um problema e que irá se atrasar, mas vem sem falta!

– Obrigado Nolan. Deixe os últimos relatórios preciso analisa-los de imediato! — digo sério indo até minha mesa.

– Aqui estão. — atende prontamente me entregando os mesmos.

Hoje o dia vai ser longo, estou com uma sensação estranha...

POV FELICITY

Minha sorte, foi a consulta com o pediatra da Rose. Se não o dia ia ser todo para Thea que me fez explicar a história umas duzentas vezes! Quando contei sobre a Laurel, ela sorria e me abraçava dizia que eu tive a coragem que a Helena não teve. E meu relacionamento com o Oliver vai ser bom para os dois. Somos uma família pequena, mas feliz e que mais cedo ou mais tarde aconteceria isso. Thea compreensível, essa me surpreendeu! Despediu-se e foi embora, hoje passaria o dia com o Roy para aproveitar a folga dele.

– Vamos lá, meu amor... — pego Rose da cadeirinha para me dirigir até o consultório do Dr. Lewis.

A secretária me recebe e diz que o médico irá me receber em instantes. Depois de alguns minutos como o esperado, ela volta e me chama, me dirijo até o consultório.

– Olá, bom dia Srta. Smoak! — disse estendendo a mão. Ele é um homem alto, de porte atlético, com olhos esverdeados, pele pálida em faixa de trinta e cinco anos.

– Bom dia Dr. Lewis! — solto um sorriso.

– Então essa é a Rose? — pergunta pegando mãozinha dela e sorrindo.

– Sim. — murmuro. Ele assente e me leva até uma maca e pede que eu coloque a Rose no espaço.

Ele a examina, tira suas medidas peso e altura. Faz suas perguntas de praxe e se volta para sua cadeira. Pego Rose e me encaminho para frente da sua mesa.

– Ela está ótima. Com o peso ideal, sem marcas de alergia ou de outras coisas... — suspira – Parabéns, você é uma ótima mãe Srta. Smoak! — finaliza sorrindo. Não posso mentir que suas palavras mexeram comigo. Mesmo ela não sendo minha filha de sangue, sinto que estou dando o melhor por ela.

– Obrigada Dr. Lewis. — digo escondendo minhas lágrimas.

Por fim ele me orienta outras coisas e passa um leite ideal para que ela comece a sucção em outro alimento, para quando eu voltar a trabalhar ela tenha outro tipo de alimento. Tarefa difícil, por que já tentei, mas ela coloca tudo para fora. Quase morro do coração quando ele aplicou a vacina que faltava na Rose. Parecia que estavam tirando um pedaço de mim, minha pequena chorou tanto que pensei que não ia parar mais! Também com uma agulha daquele tamanho, quem não chorava?

Deixo o consultório feliz, estou sendo uma boa mãe, Rose está bem. Depois de muito tempo para acalmar a minha pequena coloco ela de volta na cadeirinha. Tento dirigir para casa, mais ela começa outro choro mais alto ainda, o que me deixa angustiada.

– Mamãe está aqui Rose! — digo olhando pelo o retrovisor. Ela está inquieta com a perna dolorida.

Ela continua chorando alto, olho para o sinal e vejo a QC um pouco a frente. Então me vem a ideia.

– Vamos dar uma passadinha no trabalho do papai? — digo me dirigindo para a QC. – Vou deixar o carro na empresa e vou de táxi com você para casa.

Passo livremente pelo o porteiro da garagem que me conhece há tempos. Estaciono pego a Rose e me caminho para o elevador. Com meus carinhos e seu adorado peito ela se acalma.

– Vamos fazer uma surpresa para o papai. — digo beijando sua mãozinha, ela suspira e fecha os olhinhos, a cubro com a manta e espero chegar no andar da presidência. Saio do elevador e vejo uma rapaz loiro, com olhos cor de mel de óculos e bem vestido está uma faixa etária de 28 anos.

– Bom dia! — me anuncio.

– Bom dia, em que posso ajuda-la Srta? — pergunta simpático.

– Eu gostaria de falar com o Sr. Queen.

– Ele está em uma reunião no momento. Srta...?

– Felicity Smoak! — me apresento.

Ele arregala os olhos e pisca umas cinco vezes. Abre a boca e fecha. Será que sabe do meu escândalo? Ou é só surpresa?

– Srta. Smoak, pode aguardar o Sr. Queen na sala dele! A reunião está quase sendo encerrada. — disse com sorriso torto.

– Sim, eu vou para sala dele. Espero não estar lhe incomodando Sr...?

– Nolan, apenas Nolan. Não, não está Srta. Smoak. Fique a vontade! — disse como um cavalheiro fazendo reverência a mim.

O que diabos deu nele agora? Esta parecendo um filme de época com essas reverências toda. O encaro confusa e vou até o sofá da sala, sento-me e espero Oliver voltar. Espero que ele não tome nem um susto com a minha visita! Rose solta meu seio e resmunga, novamente começa a chorar.

– Rose se você não parar de chorar, mamãe vai voltar para consultório do Dr. Lewis para mata-lo! — murmuro nervosa.

Desde o dia em que a encontrei nunca senti ela tão agitada e chorando assim. Certo que ele me disse que a perna iria ficar dolorida e a reação a vacina iria agita-la um pouco... Mais com ela assim me sinto incapaz.

– Shh... Mamãe está aqui! — a deito no meu busto tiro sua toquinha rosa e aliso suas costas começo a cantarolar. Com alguns minutos ela se cala e suspira.

Olho para os lados e vejo o secretário entretido com seu computador. Eu estou gostando da ideia de ser um homem, acho que não me sentiria bem se fosse alguma secretária com roupas curtas demais.

Isso Felicity, continua com seus ciúmes e o Oliver coloca uma só de pirraça! Melhor guardar os pensamentos somente para você, Sr. Sério pode te provocar! Acordo dos meus devaneios quando escuto a voz do Oliver.

– Diggle, vamos almoçar juntos? — pergunta Oliver de costas para mim com um homem alto e de pele escura. Claro Sr. Diggle, chefe da segurança!

– Sr. Queen, o senhor tem... — Nolan tenta informar.

– Visita! — completa Sr. Diggle sorrindo para mim. Oliver gira e quando me vê corre até mim disparado.

– O que houve Felicity? Aconteceu alguma coisa? — pergunta nervoso analisando a mim e a Rose.

– Oliver, está tudo bem! — reviro os olhos. — A Rose que não me deixou dirigir, pois estava chorando muito devido a vacina. Como eu estava passando pela a frente da QC, resolvi entrar e ver você, depois deixar o carro na garagem para ir de táxi.

Ele solta a respiração e me dá um beijo demorado, depois beija a cabecinha da Rose que resmunga. Nossa bolha se quebra quando escutamos um limpar de garganta. Noto o Sr. Diggle com um sorriso bobo e o secretário com a boca aberta.

– Felicity, esse é meu amigo e chefe de segurança John Diggle! — o apresenta a mim.

– Sou Felicity Smoak, mas você já sabe! — solto um sorriso bobo.

– Claro, você é a garota de T.I! E também Oliver só fala maravilhas de você e...

– Diggle, por favor! — exclama nervoso.

– Claro, claro... É um prazer Srta. Smoak! — estende a mão.

– Por favor, só Felicity. — ele assente e aperta minha mão livre.

– Nossa a Rose está crescendo rápido... — disse pegando na mãozinha dela. — Parece que foi ontem que a vi nos braços do Oliver quando nasceu.

– Está quase nos seus cinco meses... – suspiro a olhando.

Ele sorrir e brinca com a Rose que começa a chorar novamente.

– Nossa, será que ela não gosta mais de mim? — pergunta incrédulo.

– Não é isso Sr. Diggle...

– Senhor? Não, por favor, só Diggle.- da de ombros.

– Então Diggle, ela tomou vacina e está manhosa.- digo mudando ela de posição.

– Sim, sei como é. Tenho uma filha de 2 anos que quando toma vacina também fica muito manhosa! — disse.

– Nós mães vamos à loucura com elas assim! — solto um sorriso bobo.

– Lyla sempre diz isso. – alega.

– Me dê ela... — murmura Oliver mostrando sua presença. — Talvez é só o pai que ela queira no momento. — reviro os olhos e bufo.

– Sério? Oliver, tenho uma coisa que ela ama e mesmo assim ela está manhosa! Mais vai em frente e acalme ela, tente. — digo sarcástica.

Ele começa a balança-la para lá e para cá, cantarola músicas e nada mesmo assim não se cala. Ergo uma sobrancelha e ele bufa.

– Você tem razão! — murmura.

– Eu sempre tenho. — digo com uma piscadela.

– Então, eu vou voltar para o trabalho. — disse Diggle se despedindo. — Até mais Felicity e Oliver nosso almoço fica para outro dia, você tem companhia melhor nesse momento! — finaliza com um tom malicioso. Coro com sua suposição e desvio o olhar.

– Diggle, o que eu faço com você? — pergunta Oliver irritado.

– Aumente meu salário! — disse sorrindo e indo para o elevador.

Aproximo-me dele e aliso os bracinhos pequenos da Rose. Deito a cabeça no seu ombro e solto um suspiro cansado.

– Vamos almoçar juntos? — pergunta.

– Não sei Oliver... Rose está manhosa melhor eu leva-la para casa! — murmuro fechando os olhos.

– Vamos amor, vai ser bom! — disse carinhoso. Não, espera ele me chamou de amor? Acho que meu coração vai parar de bater!

– Se você insiste... — volto o olhar para ele. — Eu aceito, amor! — devolvi o amor carinhoso. Ele sorri e me abraça junto a Rose.

Ficamos conversando por um tempo, com beijos e carinhos. Noto Nolan ficando vermelho e tentando focar nas suas tarefas até a hora do almoço, já que faltava pouco desde a hora que cheguei a QC.

– Nolan, estamos indo almoçar! Caso eu demore, você remarque qualquer compromisso meu. — disse sério indo para o elevador.

– Claro, Sr. Queen. — sorri gentil.

– Até mais Nolan! — digo acenando.

– Até Srta. Smoak. – diz com outra reverência a mim.

Entro no elevador com Oliver e solto uma risada.

– O quê? — pergunta confuso.

– Nada. Só seu secretário, que faz muitas reverências a mim. Me sinto da realeza! — digo soltando outra risada.

– Nolan é esquisito. — da de ombros.

Aproximo-me e dou vários beijos nos seus lábios.

– Eu estava com saudades, Sr. Queen. — murmuro ainda de encontro com seus lábios.

– Eu também! Acho que vou para casa depois do almoço. — murmura malicioso.

– Eu adoraria. — passo a mão por seus braços fortes e termino com um beijo demorado. Ele sorri e me agarra com a mão livre.

Encaminhamo-nos até a garagem e Oliver para abruptamente passa as mãos no bolso e bufa.

– Esqueci a carteira! — olha para mim. — Vou voltar e buscar a carteira me espere aqui. — disse me entregando a Rose que tinha dormido.

– Tudo bem. — assinto.

Ele volta para o elevador. Olho envolta e noto o estacionamento vazio e em total silêncio, o que me causa a arrepios na espinha. Destravo o carro, abro a porta de trás e coloco a Rose na sua cadeirinha. Fecho a porta ao girar para frente sem querer esbarro em alguém.

– Desculpa, eu não vi você... — digo erguendo o olhar.

Meu Deus! Eu não estou vendo quem eu estou vendo! É uma ilusão de óptica? Ou paisagem do inferno? Fecho os olhos com força e balanço a cabeça negativamente. Abro os olhos novamente e lá está a última pessoa no mundo que eu gostaria de ver agora.

– Olá. — disse com seu sorriso frio.

– Não ouse chegar perto de mim Ray! Se não eu faço um escândalo. – elevo a voz.

– Calma, calma bonequinha... Só quero algumas respostas! — disse sério.

– Não tenho nada para falar, me esqueça! — falei fria cobrindo a janela do carro com o meu corpo para que ele não veja Rose.

– Nada disso! — disse me puxando pelos os pulsos.

– Ai! Você está me machucando! Me solta Ray! Me solta seu desgraçado! — falei tentando me soltar das suas garras.

– Minha filha, cadê a milha filha? — pergunta.

– Não é da sua conta! Você fugiu, me deixou quando eu mais precisei! Então não finja ter sentimentos, por que você não tem! — cuspo as palavras.

Sua expressão é séria, vejo ódio no olhar, mas nem um pingo de remorso. Como pude me apaixonar por um monstro desses?

– Onde ela está? Só vou perguntar mais uma vez, Felicity... — disse apertando mais meu pulso.

– Eu a perdi! Ela se foi, era eu ou ela! Ela não resistiu. — falei com as lágrimas nos olhos.
Lembrar do que ele fez, do seu abandono, da minha perda... A dor toma conta de mim novamente.
O empurro para longe de mim. Com nossa cena a Rose começa a chorar. Ele desvia o olhar de mim para o carro.

– É ela não é? — rosna vindo como um raio para o carro.

– Não, não é! Essa é minha filha adotiva com o Oliver. — tento afasta-lo do carro. Ele encara a Rose confuso e se volta com olhar mortal para mim.

– Ela parece ter quatro meses... O que a Lily não teria. — rosna me pegando pelo o pescoço com muita força. — O que fez com minha filha?

– Ela morreu Ray! Era eu ou ela. — digo sem fôlego tentado me desvincular.

– Então porque não foi você?! Vai pagar por isso Felicity! — rosna apertando mais. Não sinto minha respiração circular, não está mais chegando aos pulmões.

– Me solta Ray... Desgraçado, me solta! – digo com a respiração entrecortada. Tento sair, mas é inútil ele é mais forte.

– Larga ela agora cretino! — disse Oliver puxando Ray abruptamente.

Antes de qualquer coisa, Oliver acerta Ray com gancho de direita em seu rosto, o que faz Ray cair no chão. Sem se conter, Oliver sobe em cima dele e começa uma sessão de socos violentos em todo seu rosto. Ray consegue revidar uma vez e acerta Oliver com um soco, os dois começam uma luta corporal. Oliver acaba prendendo Ray no chão mais uma vez, com uma das mãos no seu pescoço e a outra apontando o dedo para ele.

– Ela tem uma filha comigo! A sua se foi! Então. Fique. Longe. Delas! — rosna sobressaltando suas ultimas palavras furioso. — Se você ousar chegar perto de uma delas, eu quebro seu pescoço sem hesitar! — dando o último soco e fazendo Ray gritar.

Os seguranças junto a Diggle chegam e a partam a briga. Diggle puxa Oliver que mantem sua ponta pés no Ray, vejo Ray olhar pra mim com a cara toda ensanguentada e uma expressão sombria.

– Sua vadia! Vai pagar por não ter morrido no lugar dela! – grita as palavras com sua última cravada no meu coração.

Oliver avança mais os seguranças o impendem de chegar até Ray, que rosna e é arrastado para fora do prédio a ponta pés.

Olho para Oliver, que me olha sem expressão. Talvez fúria? Não sei o que ele está sentindo agora. Pena ou ódio de mim por ter colocado ele nessa.

– Desgraçado! Me larga Diggle! — grita se desvinculando de Diggle. — Me larga! — rosna furioso.

– Não Oliver, se acalme! — Diggle o afasta.

Volto minha atenção para Rose que já está entre soluços.

– Hey, minha pequena a mamãe está aqui! — sussurro tirando ela do carro. – Rose, meu amor, eu estou aqui!

– Aquele cretino estava machucando ela! — aponta para mim. — Diggle, mais dois segundos eu tinha acabado com ele! — rosna socando o vidro do carro e quebrando em mil pedaços.

– Oliver! — exclamo nervosa com o sangue que começa a descer entre seus dedos – Amor, eu...

– Não, Felicity! — murmura irritado indo para o elevador em passos largos. — Agora não!

Olho para Diggle com os olhos marejados.

– Dê um tempo a ele, Felicity! — suspira colocando a mão no meu ombro. — Você só conhece ele a dois meses, eu o conheço a anos. Nesse momento ele está irradiando raiva, não vai te fazer bem!

– Eu sei Diggle, não o culpo por isso. — deixo as lágrimas escorrerem. — Mais não quero perde-lo!

– Você não vai. Vem vamos subir! — disse com calma.

– Shh... Rose, está tudo bem! — minha pequena ainda chora. Dou sua chupeta e começo balança-la me dirigindo para o elevador, com um pouquinho de carinho ela se cala. — E se ele me expulsar da vida dele? — pergunto enxugando as lágrimas que insistem em escorrer. — Se ele me vê como uma ameaça para Rose? Com um ex-namorado psicopata?

– De tudo no mundo, você não parece ameaça! — solto um sorriso torto. — Ele não vai fazer isso! Ele está apaixonado por você Felicity.

– O quê? Não, Diggle, ele não...

– Sim, está! Eu já o vi com muitas mulheres, entre elas a Laurel e a Helena. Não o vi sentir 1% do que sente por você! — sorri.

Oliver apaixonado por mim? Isso eu não sei, mais eu estou apaixonada por ele. Desde o dia em que o encontrei, só nunca tive coragem de admitir para mim mesma, até ontem depois de tudo que passamos. Saímos do elevador e Nolan vem correndo até nós.

– Sr. Diggle, não sei o que fazer! Ele quebrou tudo que estava na mesa e a virou. Nunca o vi tão furioso! — exclama nervoso.

Olho para a sala dele e ele está virado para janela fitando o nada, com as mãos em punhos.

– Não se preocupe, resolveremos isso. Pegue o kit de primeiro socorros, por favor! — Diggle acena e ele sai em disparada para a sala ao lado. Como um flash ele volta com o kit.
Diggle me olha e sorri. Como ele consegue agir naturalmente depois disso tudo?!

– Me dê a Rose. — pega ela que está quietinha nos meus braços. — Agora cuide dele, eu e o Nolan vamos dar uma volta! Quando acabar você desce com ele para a recepção, estaremos lá.

Pisco nervosa e olho para ele que ainda está de costas fitando o nada. Balanço a cabeça positivamente para Diggle. Nolan me entrega o kit e sai com o Diggle para o elevador. Gelo alguns segundos e com receio entro na sala. Coloco o kit no sofá e me aproximo lentamente dele, que ainda permanece de costas. Levanto a mão para toca-lo, mas abaixo sem coragem. O que eu faço? Qualquer coisa que eu dizer e ele não gostar, pode me jogar por essa janela.

Solto a respiração e com a coragem que ainda tenho, agarro-o pelas suas costas entrelaçando meus dedos sobre sua barriga para me segurar a ele. Sinto seu corpo rígido e tenso, sua respiração está calma.

– Sinto muito Oliver. Eu não sabia que ele estava na cidade, se você me odeia, eu não te culpo. — começo a chorar. — Você e a Rose são tudo que eu tenho agora, não posso perder vocês! — minhas lágrimas molham sua camisa.

Nada no mundo doeria mais do que eles ser tirados de mim, eu morreria! Eles estão na minha vida, não me vejo mais sem ser a mãe da Rose e sem ser a mulher dele. Ele abre meus dedos e se desvincula dos meus braços, o que me parte o coração. Ele vai mesmo me afastar.

– Por favor, Oliver! — tampo meu rosto para não ver mais nada. Minhas lágrimas já dizem como eu me sinto. Eu já senti vários tipos de dores, a perda, o abandono, a solidão. Mais essa dói mais, a da rejeição! — Pode fazer o que quiser, dizer o que quiser, só não me deixe. E nem tire a Rose de mim, eu não suportaria!

Ficamos em silêncio, quebrados pelos meus soluços. Mais com alguns segundos, ele tira minhas mãos do rosto lentamente beija cada uma e coloca no seu rosto. Aperto os olhos e abro encontrando seus olhos azuis intenso.

– Não vai me perder, nem a Rose... — disse suave. — Desculpa se fiz parecer o contrário, eu só fiquei furioso quando eu o vi te machucando. Eu o mataria sem nem piscar se ele fizesse algo com você!

– Eu sei... – suspiro. — Mais você provou que eu não estou mais sozinha! — me aproximo e o abraço forte. — Não tenho medo quando estou com você.

Sinto seu sorriso o que me faz relaxar e esquecer por um momento a presença do meu ex cretino. Meu desespero desaparece aos poucos nos seus braços. Não me vejo na vida sem ele e a Rose. Fecho os olhos e deixo seu corpo aquecer o meu.

– Se ele voltar de novo, eu quebro o pescoço dele! — disse irritado. — Você e a Rose são tudo para mim, não se esqueça.

Levanto o olhar até ele e aliso seu rosto, ele fecha os olhos para relaxar. Aproximo-me e distribuo beijos castos em todo seu rosto, deixando um beijo demorado nos seus lábios. No momento preciso transmitir carinho para meu herói, mesmo com seu jeito de durão ele tem um bom coração!
Olhando cada detalhe do seu semblante me sinto feliz, protegida e especial. Ele é tudo aquilo que eu sempre quis. Como posso ter sentimentos tão profundos por ele, se nos conhecemos em tão pouco tempo? Dentro de mim diz que é anos!

– Felicity, por que esta me encarando? — pergunta ainda de olhos fechados.

– Como sabe que estou te encarando? — pergunto nervosa.

– Você está suspirando e em silêncio. — disse abrindo os olhos. Coro e ele me dá um selinho demorado.

– Eu gosto de observar você! — digo encostando nossos lábios.

Ele sorri e alisa minhas costas com movimentos circulares.

– Ai. — solta um gemido de dor.

– O que foi? — pergunto alarmada.

– Nada, só a mão. — sorri mostra sua mão com um corte superficial, mas muito feio.

– Meu Deus, Oliver! — o puxo até o sofá.

Ele senta e me encara com um sorriso bobo. Pego o kit e me sento no seu colo. Ele estende a mão para mim e fica me encarando. Começo limpar seu ferimento levemente. Termino o curativo e me aproximo mais a ele pressionando nossos lábios com um beijo casto e demorado.

– Você está bem? — sussurra passando o polegar no meu rosto e enrolando uma mecha do meu cabelo no dedo.

– Estou bem... — murmuro com sorriso. Ele sorri e beija a ponta do meu nariz.

– Você é minha garota agora, Srta. Smoak! — sussurra segurando meu rosto. — Farei de tudo para proteger você, até mesmo do babaca!

– Posso proteger você também! Sabe, não sei nenhuma luta... — solta um sorriso. — Mais aprendo por você. — gargalhamos juntos e ele me rouba um beijo. – Então, espero que nosso almoço ainda esteja de pé, estou morrendo de fome! — sussurro desviando de assunto encostando nossas testas.

– Estou com muita fome, Srta. Smoak... — disse malicioso. — Mas não é comida.

– Oliver, não. — digo alarmada. — Você não teria coragem? Teria?

Ele sorrir e balança a cabeça negativamente. Solto um suspiro de alívio.

– Imagina transar aqui na QC... — penso alto e me arrepio inteiramente. Até que seria uma aventura sexy, mas estamos na QC, local de trabalho. Felicity foco! Levanto e antes que eu fale alguma coisa, sem aviso ele me joga nos ombros me levando para uma sala e a trancado.

– Sempre tem uma primeira vez para tudo, Srta. Smoak! — sussurra malicioso me colocando na mesa e abrindo os botões do meu vestido.

Notas finais
Eitaaaaaa!!!!!!Que treta maligna!!!!!! Esperamos que tenham gostado. Aguardamos os seus comentários! Beijos