All For a Rose
3 Capítulo 02
Notas iniciais
And you can tell the world
That you're tired
But your excuses, they won't work
'Cause I'll know that you're lying
Every time that I see your face
I notice all the suffering
Just turn to my embrace
I won't let you come to nothing
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Ao chegar no saguão do prédio vejo que é muito luxuoso. Fico estática com tudo a minha volta, o homem de fato tem posse. Claro Felicity, ele é o CEO da empresa em que você somente é uma funcionária. Reviro os olhos e me caminho para o elevador.
Antes, eu esbarro em uma pessoa, na verdade ela esbarra em mim. A figura pelo o que eu vejo é um homem alto, com porte atlético, de cabelos negros e olhos esverdeados e sorriso angelical.
– Desculpa!? — me pergunta sorrindo.
– Oh não.. Não.. Tudo bem! — digo encantada com aqueles olhos. Nossa que homem lindo.
– Muito obrigado pelo elogio. – Eu realmente preciso de um filtro. Urgente! — Sou Marcus Willians.- disse me estendo a mão.
– Felicity, Felicity Smoak. — digo apertando sua mão.
– Bonito nome.. Hora veja só, essa bebê que parece muito com Rose, a filha do Sr.Queen! – se aproximou pegando uma das mãozinhas da Rose.
– Sim. É ela! — falei receosa. Ele me encara confuso mais volta a olhar para Rose.
– Ela tem os olhos do Sr.Queen, o sorriso da Srta.Helena... — franze o a cenho – Estranho, não cheguei a ver o Sr.Queen voltar hoje. Ele sempre chega as 19:00 horas, já são quase 22:00 horas não o vi chegar.
E agora? Não vou dizer que o Sr.Queen está sumido, porque quer ficar sozinho pois sua atual ex-esposa faleceu. Me arrepio e disfarço minha cara de pânico.
– Então... Estou com ela hoje, porque Helena e Oliver tiveram que resolver uns problemas pessoais. Talvez não volte hoje.. — minto forçando um sorriso. – Bom, tenho que subir! Foi um prazer Marcus.
Por mais encantador que seja, tenho que desviar do assunto antes que ele me interrogue ainda mais.
– Sim, claro, Srta. Smoak! O prazer foi meu, que possamos cruzar por aqui de novo! Tchauzinho Rose. — falou sorrindo para a Rose, que retribui com outro sorriso fofo. Ele se afasta até a saída e acena com uma das mãos. Que homem encantador.
Acordo dos meus devaneios e vou até o elevador. Ao chegar no andar desejado coloco só cabeça para fora do elevador, olho de um lado para o outro. Não quero encontrar mais ninguém com tantas perguntas!
Como não vejo ninguém, vou em direção a porta e lá esta o vasinho com uma mini samambaia. Ainda bem que é só um mini vaso, imagina se fosse debaixo do extintor de incêndio!? Como eu iria pegar essa maldita chave segurando a Rose? Com um pouco de esforço e malabarismo pego a chave.
– Vamos lá Rose! Vamos pegar suas coisas.. — digo baixinho.
Abro a porta e.. WOW!! Nossa que apartamento é essa meu Deus!? Acho que cabe meu apartamento e o da Sra.Fernandes aqui dentro, na verdade acho que o prédio inteiro.. Ta bom exagerei! Corro o olhar pela a sala, ela é ampla com quadros abstratos, com uma poltrona de coro de um lado próximo a TV, que esta mais para uma tela de cinema do que uma simples TV. Ao redor possui sofás grandes e aveludado de cor cinza, as paredes são em um tom de bege acinzentado. Não consigo resistir e passo minha a mão sobre o estofado que é extremamente fofo e macio, um arrepio percorre pelo meu corpo. É tudo tão organizado.
– É Rose... Eu poderia dormir nesse sofá, nem sentiria falta da minha cama! — murmurei com um sorriso mínimo no rosto. Imagina o resto desse apartamento!
Thea falou que o quarto da Rose é o segundo da direita. Pra quê Sr.Queen quer um apartamento desse tamanho se mora sozinho? Claro, Felicity! Helena separou dele e deixou o apartamento. Longa história... Entro no quarto e tomo mais um choque. Nossa. É o quarto da Rose ou da filha do príncipe William?
Analiso tudo em minha volta. O quarto é enorme para um bebê, é tudo em lilás e branco. Contém três prateleiras de ursinhos e bonecas, um totalmente diferente dos outros. O berço é branco com lençóis lilás com bordados dourados escrito "My Lovely Rose" e o tapete é tão fofo que chega da vontade de deitar e dormi ali mesmo. Chega Felicity! Foco! Rose precisa de banho e roupas limpas. Vou até o banheiro do quarto e tem tudo lá.
Dou banho nela com seus múltiplos produtos e volto para o quarto a colocando no trocador. Enxugo cada pedacinho do seu corpinho, com cada toque meu e caretas ela se derrete e me retribui com cada sorriso gostoso. Passo talco e coloco a fralda, agradeço a minha mãe que me ensinou a cuidar de um bebê com uma boneca! Isso mesmo uma boneca. Donna Smoak sempre me surpreendendo! Mesmo que a primeira experiência foi com uma boneca, até que não foi difícil com a Rose. Bom, a roupa escolhi uma rosa porque no seu closet é tudo branco em lilás e lilás em branco.. Acho que a Helena era fixada nessas cores! Por fim visto um macacão Rosa claro, com detalhes em flores na gola ponho uma toquinha que é conjunto do macacão e as luvinhas a enrolo deixando bem aquecida. Mas como o esperado, em meus braços minha pequena com aqueles olhinhos oceanos começa a fungar em mim, procurando seu desejado peito.
Abro o casaco levanto a blusa e o sutiã do meu lado direito a ofereço a ela que se agarrar ao meu seio e fecha os olhinhos .
Começo organizar suas coisas na bolsa do jeito que posso enquanto ela mama despreocupadamente.
– Vamos só esperar você terminar de mamar para voltamos para minha Ca... — sou interrompida por um barulho, o que me deixa alarmada. Meu Deus quem será? o Sr.Queen? Uma namorada dele? Ou um ladrão? Não Felicity! Ladrão em um prédio de luxo desses?!
Vou até a porta que está entre aberta, abro só mais um pouco a porta com muito cuidado e olho direto para o corredor mais não tem nada. Segundos depois escuto uma voz masculina grossa que não é a do Sr. Queen! Sei porque já escutei ele falar várias vezes na recepção da QC. Aquela voz é estranha. Quem será então? Volto para o quarto e fecho a porta. Merda, não tem tranca! Olho pelo o local e pego um vaso pequeno que está na cômoda. Se ele entrar e tentar algo, eu taco nele o objeto. Não é grande, mas o bastante para deixar tal pessoa inconsciente. Olho para a Rose que ainda mama com os olhinhos bem fechados, nem sente que estou com o coração acelerado e a respiração ofegante. Tento me acalmar e escutar algo, mais nada, será que foi embora? De repente a voz está do outro lado da porta.
– Acho que deve ser esse quarto. Entre e saia como um gato! — cantarolou a voz masculina abrindo a porta. Eu corro e fico por trás da porta. Droga, quem diz isso se não for um ladrão?! Quando ele da dois passos para dentro eu quebro com toda a minha força na cabeça dele o vaso e saio do quarto em disparada para a saída do apartamento.
Quando paro abruptamente ao ver um Sr.Queen espantado encostado na parede, ele olha para o nada. Com minha invasão ele levanta o olhar confuso. Seus olhos azuis estão marejados pelas lágrimas. Em questão de segundos ele vem direto a mim com passos largos, e um olhar penetrante o que me deixa mais ainda alarmada. Ele para e me encara só a poucos centímetros do meu rosto, desce o olhar de mim para a Rose. Que com a situação largou meu seio e começou a chorar. Voltando a me encarar ele abre a boca.
– Quem é você? E o que está fazendo com a minha filha? — disse irritado fazendo meu corpo inteiro se arrepiar.
– Eu... Eu ... Eu sou Felicity Smoak. — gaguejo. Meu coração está a mil batimentos por segundos, se eu falar mais alguma coisa acho que desmaio.
– Esse nome me parece familiar. Sr.Mendes mencionou ele mais cedo, do departamento de T.I! – pareceu pensar alto, mas volta a me olhar com a mesma irritação. — Mais você não me disse o que está fazendo com a minha filha?
Gelo com a acidez das suas palavras. Rose, está inquieta e seu choro se torna o mais alto que possível. Oliver tenta pega-la, mas eu me afasto dando dois passos para trás. Ela está assustada e quer carinho, segurança e não acidez dele momento.
– Não, por favor. Você está magoado no momento, com tudo que aconteceu.. Não vai saber lidar com ela agora! — falei desviando o olhar para a minha pequena. — Como eu disse sou Felicity. — levanto o olhar e o encaro. — Amiga da sua irmã, Thea. Também sua funcionária, sou do setor de T.I, estou de licença da QC no momento por motivos pessoais. Thea, me procurou desesperada porque você sumiu, e porque ela não tinha ninguém no momento para ajuda-la com a Rose. Eu sinto muito pelo o que aconteceu com a mãe de Rose, mas, por mais que você não entenda ou não queira saber, eu só estou nessa pela a Rose! Quando eu olhei ela pela a primeira vez, senti que ela podia contar comigo. – meu olhos estavam marejados. — Eu não vou fazer mal nenhum a ela, pode buscar todas as informações sobre mim! De preferência por sua irmã, que está desesperada atrás de você.
Ele arregala os olhos abre a boca para falar algo mais fecha, põe as mãos na cabeça e começa a andar de um lado para o outro resmungando ao inaudível para mim. Espero algo dele. Não um pedido de desculpas, sei o que está sentindo, não, não sei o que ele está sentindo! Mas falar algo talvez um "Entendo Felicity..". Volto o olhar para a Rose que ainda chora, nem notei que meu seio estava a mostra, meu deus que vergonha meu rosto está queimando devo estar da cor de uma pimenta, a jeito Rose a mim novamente.
– Shhh.. Rose, não chore estou aqui. — digo com carinho ofereço o bico do seio para ela focar no seu adorado peito, como sempre vence. Ela para de chorar e volta a mamar entre suspiro e sucção rápidas, não deixo de fazer uma careta pois ainda estou me acostumando a isso, a aperto mais a mim como maneira protetora, ela é minha pequena agora e vou protege-la.
Meu Deus e quem é aquele homem caído lá no quarto da Rose? O que eu acertei com o vaso? Minha vontade é de sair correndo de vergonha ou de medo e se ele for alguém muito importante para o Sr.Queen? Está na cara que ele esta com o Sr.Queen.
Me arrepio com a ideia de ter matado o homem, e se ele acorda e tentar me matar também! Melhor sair de fininho, olho para a porta tento me mover, mas sou impedida por uma montanha de músculos. Esse homem não é simplesmente bonito, é esculpido pelo Olímpio, um Adônis. Ele me provoca sensações estranhas, talvez nunca tinha sentido nada parecido por um estranho. Foco Felicity! Isso não e o momento de pensar nisso. Que espécie de pessoa é você? Ele perdeu alguém importante, assim como você! Acima de tudo, é seu chefe e pode mandar te prender por sequestro da sua filha, e tentativa de homicídio pelo o homem que está no quarto.
– Para onde você vai? — pergunta confuso.
– Na.. Não vou a lugar nenhum, só que eu.. hum.. Estava pensando em sei lá tomar um ar, lá fora para, sabe, para tirar a tensão aqui. Você deve querer ficar sozinho nesse momento. — falei com a respiração acelerada.
– Não, você não vai a lugar nenhum sem me explicar direito o que está acontecendo aqui! – disse autoritário. Reviro os olhos.
Já falei tudo! O que ele quer? RG? CPF? Ou comprovante de residência?
Abro a boca para falar mais alguma coisa, só que sou interrompida por um gemido de dor atrás de mim. É ele! Meu deus! É o homem do quarto. Acho que minhas pernas vão vacilar ou meu coração vai parar de bater agora! Sr.Queen nota minha expressão de desespero, desviando o olhar de mim e olhando sobre os meus ombros. Ele foca no homem mais sua expressão é indescritível.
– Ai! Nossa, Oliver acho que tem um ladrão na casa ou uma ex-namorada vingativa sua! — disse em um sussurro de dor chegando mais próximo.
Antes de qualquer coisa, corro e fico por trás do Sr.Queen como forma de proteção. Ele se vira e ergue uma sobrancelha para mim, dou de ombros e ele se vira novamente para o indivíduo.
– Tommy o que houve? — disse confuso.
Oi! Quem? Tommy Merlyn? Das indústrias Merlyn? Filho de Malcon Merlyn? Rico, bonito e melhor amigo do Oliver?! Merda, como não pensei nisso antes?! Agora que estou ferrada de vez. Juro que não me vejo presa em uma cela de concreto, em uma ilha com algemas e uma cama de metal sem meus brinquedos eletrônicos. Afasto Rose com cuidado do meu seio, já que dormiu e recomponho minha vestes.
– Não sei Oliver, fui buscar os remédios que você me pediu. Quando entrei no quarto que era o da Rose.. Pois me confundi! Não sei pra que você quer um apartamento tão grande com vários quartos se mora sozinho. Enfim, quando entrei me acertaram com um vaso, cai inconsciente no chão, não cheguei a ver quem era. — disse entre gemidos de dor esfregando o local que acertei.
Um buraco para que eu poça enfiar minha cabeça por favor!! Sr.Queen sai da minha frente como se eu fosse a resposta para Tommy. Noto sua expressão confusa e tento forço um sorriso fazendo um aceno com a mão livre. Tenha muito cuidado com o que vai dizer Felicity.
– Culpada... É... Hey... Sinto muito Sr.Merlyn, também pensei que fosse um ladrão. — falei receosa e em meio ao pânico. — Não foi por mal! Não conheci sua voz, como estava sozinha eu tinha que me proteger e proteger a Rose! Agi meio por impulso, mas se quiser prestar queixa por atentado pode prestar, eu vou entender. — digo sem fôlego. Ele me encara, seu olhar é de espanto e dor.
Tommy olha de mim para Sr.Queen, e começa a se aproximar. Fico tensa e arregalo mais os olhos, que estão quase saltando da orbita. O que ele irá fazer comigo? Já bem perto ele me analisa e me olha curioso. Estremeço não sei como agir, tudo que eu disser poderá ser usado contra mim.
– Fico feliz por ter protegido a Rose, não vou prestar queixa contra você! Eu teria feito o mesmo no seu lugar, você apenas agiu com uma mãe ou uma leoa.. — disse sorrindo com uma careta de dor.
Nossa um agradecimento depois do que eu fiz?! Esse homem só pode ser santo. Não, não é, ele é Tommy Merlyn! Playboy de carteirinha, pegador, já fez até disputa de quem pega mais com o Oliver! Sei porque Thea me conta coisas absurdas do passado do seu querido irmão, mas pelo menos Tommy apresenta ser um homem bom.
– Me desculpe! Não foi por maldade, como posso provar que sou uma boa pessoa? — pergunto nervosa.
– Não se preocupe, como eu disse, você agiu como uma mãe se defendendo e defendo a Rose você já provou quem você é. — abriu um sorriso encantando.
– Certo, desculpa mais uma vez, de verdade não quis parecer uma louca! — digo nervosa. Ele da de ombros resmunga pondo a mão de volta onde eu o acertei. – Eu vou da uma olhada no estrago que fiz em você. — digo me virando para o Sr.Queen.- Ela dormiu, já a amamentei. Vai ficar quietinha por um tempo. Pode coloca-la no berç,o por favor? – peço calmamente.
Ele me encara com olhos oceanos de desconfiança, seu jeito misterioso e sério me faz arrepiar de uma maneira prazerosa. Ele ainda não falou nada, não se expressou, o que me deixa mais confusa e preocupada.
– Claro, me dê ela. — disse desviando o olhar para a Rose.
– Obrigada. — entrego minha pequena, ele que a segura e sai em direção ao quarto. Volto a minha atenção para Tommy . – Você, venha comigo até a cozinha, vou colocar gelo nesse galo que deve está se formando na sua cabeça. — digo com um pequeno sorriso nos lábios. Ele assente e me segue.
– Então você não me disse seu nome! — argumentou ao se sentar.
– Sou Felicity, uma amiga da Thea. — falei pegando o gelo.
– Você tem filhos Felicity? — questionou curioso. Me viro e ele está me observando.
– Não, não. Tenho que dizer, eu tive, mas perdi a pouco. – minha voz era baixa.
– Sinto muito. Só perguntei por que você está amamentando a Rose. — suspirou.
– É.. Nem cheguei amamenta-la. Lily minha filha, sabe, foi um parto difícil era eu ou ela.. Faz só um mês, até agora me sentia vazia, pelo menos ate encontrar a Rose. Mesmo assim é uma longa história, talvez um dia eu te conte! — me aproximei com um pano e o gelo.
– Minhas condolências Felicity, vejo que você e Oliver estão tendo um mês difícil. Sinto muito pelo os dois. — disse baixando o olhar. Coloco o gelo no seu galo e ele grita. — Ai! Felicity, isso dói! — faz careta de dor. Não posso deixar de sorrir.
– Ora.. Não seja fraco Tommy, nem bati com tanta força assim! – digo sarcástica.
– Engraçadinha, você me bate e ainda faz piada. — sorri. — Thea nunca me contou que tinha uma amiga gata! – me olha malicioso. Coro com sua indireta.
– Thea não precisa dizer quem são suas amigas gatas, não sou tão gata assim. Olhe para mim! — digo sorrindo, mas volto atrás. — Quer dizer não olha, não tem nada para olhar aqui. — fico nervosa e aperto mais o gelo.
– Ai! Está bem, não vou olhar Felicity, não precisa martirizar mais o meu galo! – murmurou.
– Tudo bem, Merlyn. — Ele me parece um cara legal. Talvez nos tornemos bom amigos.
– Tommy peguei um analgésico para você.. — disse uma voz firme e sexy atrás de mim. Meu corpo gela, ele está a poucos centímetros atrás de mim posso senti-lo.
Tommy ainda me olha com olhos maliciosos, me afasto dele e vou pegar um copo de água para que possa engolir o remédio.
– Obrigado, Oliver — agradeceu.
Me viro e Tommy está colocando gelo no galo e o Sr.Queen me encara. Não sei o que ele está pensando de mim no momento, se é bom ou ruim. Disfarço minha cara de curiosidade e desvio o olhar para Tommy, entrego o copo e ele assente.
– Obrigado Lis! Posso te chamar assim, né?! Felicity é um nome muito bonito, mas me contenho mais com apelidos, isso nos torna amigos mais íntimos. – diz malicioso outra vez.
Antes que eu fale palavras sem contexto, Sr.Queen limpa a garganta informando sua presença. Olho para ele, mas ele olha para o Tommy. Depois de uns minutos, Tommy se despede dizendo que irá para casa. Peço mais mil desculpas, ele me acalma e diz que voltará para escutar aquela história que deixei passar.
Agora está eu com Adônis sozinha. Fico totalmente muda e ele que quebra o silêncio.
– Obrigado pelo o que fez por minha filha, vejo que você é uma boa pessoa! Sinto muito se lhe causei uma mal impressão. – diz com a voz rouca.
– Não foi nada, eu me encantei por ela e teria feito por qualquer pessoa. Principalmente a Thea, que é como uma irmã para mim. — digo sem jeito.
– Me diga uma forma de recompensa-la! — pergunta. Claro que não quero nada fiz isso pela Rose.
– Sr.Queen, já disse, não foi nada. Não quero nada em troca. — digo irritada.
– Claro, claro.. Não precisa se irritar, mesmo assim obrigado! E por favor, me chame de Oliver! Odeio ser chamado de Senhor. — disse sério. Certo que sua ex-esposa morreu, mas ele é tão serio assim? E pelo momento que esta passando ou porque sou uma desconhecida? — Me dê só dois minutos, preciso ligar para Thea. — Faço um aceno positivo com a cabeça e ele se afasta. Claro, Thea, com tudo isso acabei esquecendo da minha amiga e seu engarrafamento.
Minutos depois ele volta, com o rosto mais suave mais sua expressão ainda é cansada posso notar sua dor no olhar. Mesmo que ele não amasse mais a Helena, ela era mãe da sua filha e foi seu amor um dia.
– Falei com a Thea, ela até vinha, mas pedi que ela fosse para casa já é um pouco tarde.. Na verdade é muito tarde. — disse. Céus, olho para o relógio já são quase uma hora da manhã.
– Nossa é mesmo muito tarde! — exclamei nervosa – Bom, melhor eu indo já que...- ele interrompe.
– Felicity, aonde você acha que vai?
– Para minha casa?! — pergunto confusa.
– Claro que não, motivos: A) Está tarde e você não pode sair sozinha. B) Você tem que ficar com a Rose agora, porque está sendo amamentada por você. C) O que não falta são quartos vagos nessa casa! – contou suas opções com os dedos.
– Hã?! Não vou ficar aqui, até entendo suas opções, mas tenho minha casa Sr. Que... Oliver! – eu estava um pouco incrédula.
– No momento preciso da sua ajuda. Não fique por mim e sim por Rose, quando ela acordar vai chorar e não vou saber lidar com ela nessa situação, você entende?! — pergunta com o olhar do gato de botas.
– Sim.. — digo me derretendo. O que esse homem tem que não consigo manter um “não”. Ele só diz duas palavras e PUFF, eu já estou aos seus pés. Inferno. — Eu fico esta noite.
Ele chega o próximo o bastante para que eu prenda a respiração. Se ele me tocar não respondo por mim, com um Adônis desse o meu corpo toma vida própria.
– Obrigado por tudo. Thea, falou maravilhas de você, o que me deixa tranquilo em saber que no momento minha filha esta em boas mãos. — me olha suave e sedutor. – Então.. Escolha o quarto que quiser. Boa noite Felicity! – Nossa, nunca pensei que meu nome ficaria tão sexy nos seus lábios. Felicity, pare! Em uma situação dessa e a única coisa que você quer é agarrar o Sr.Queen.
– Boa noite Oliver. – murmuro baixinho olhando aqueles olhos oceanos.
Ele assente e sai indo direto para o seu quarto. Que isso meu Deus?! Eu já estive sozinha com homens, seja namorado ou colegas de trabalho, mas era sensações tranquilas. Com esse Adônis é outra coisa, ele me faz arrepiar, meu coração dispara com duas palavras e aqueles olhos.. Senhor!! Balanço a cabeça para afastar os pensamentos.
Vou até o quarto de Rose, noto que não tem mais os cacos do vaso quebrado no chão. Ele deve ter limpado enquanto eu estava com o Tommy. Chego perto do berço de Rose, ela está no seu maior sono. Deixo ela mais confortável no berço, e olho para os lados, vejo uma poltrona grande e fofa, me sento e tiro os meus tênis e o casaco me a jeito ali mesmo. Não quero ficar longe da Rose, e nem incomodar o Oliver com minha presença.
Alguns minutos depois, vou me agarrando ao sono, mas antes de ser integre totalmente sinto braços grandes e fortes envolverem meu corpo e me erguer no colo. Não tenho coragem de abrir os olhos, pois sei que é o Oliver! Encosto a cabeça no seu peitoral, que é quente, forte e macio. Sua essência é dos deuses. Pode parecer estranho mais nos seus braços, me sinto no melhor lugar do mundo. Solto um gemido frustrado quando sinto o colchão frio nas minhas costas, e ele me cobre com o lençol. Quero olhar para ele, poder passar conforto, carinho e até esperança! Mesmo que eu seja a última pessoa no mundo, ele talvez queira isso. Mas o cansaço é maior e me entrego de vez ao sono.
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