All For You

10 O final de semana.


Notas iniciais
Gente, quanto tempo que não posto nenhum capitulo... Essa vida universitária tá me matando... Me desculpem a demora...

Ted esperava Edward no Três Vassouras naquela tarde de sábado.

Fazia muito tempos que os dois amigos não se viam e queriam por as conversas em dia. Sem falar que Ted queria saber como os primos estavam na escola. Jorge ainda não havia sido convocado para comparecer a escola. Richard e Rox estavam quietos demais. E Ted sabia que isso era suspeito.

–E ai velho Ted – Ed sentou-se na cadeira de frente para Ted – Eu tive que resolver umas coisas antes de vir. Desculpe o atraso.

–Ah tudo bem – Ted chamou o garçom – Duas cervejas amanteigadas, por favor.

O rapaz deu as costas.

–E ai? O que devo o seu chamado? – perguntou Ed.

–Queria saber como andam as coisas com você. Faz tempo que não nos falamos amigo.

–Faz mesmo – Ed deu um sorriso sem jeito. – Muita coisa mudou desde a escola Tonks. Muita.

Ted fez uma cara confusa.

–Eu não estou em Hogwarts só para manter meus estudos. – Ed tomou um gole da cerveja assim que o garçom a trouxe – Estou graças a Minerva.

–E seus pais?

Edward se moveu na cadeira.

–Ah Merlin – disse Ted – Eu lamento.

–Tudo bem. – Ed deu um sorriso tristonho – Ah muita coisa que eu preciso entender.

–Como assim?

–Foi algo anormal. E eu sei que foi por isso que você me chamou aqui. Quer saber de seus primos.

Ted sorriu. Ed sempre fora assim. Conseguia ver coisas que ninguém podia ver.

–Eles estão bem. O tal Anthony esta na dele por enquanto. Mas há um pequeno detalhe.

–Qual?

–Ouvi historias a respeito de Rox e Richard e até agora eles não deram motivos para fazer dessas historias reais. Minerva me pediu para ficar de olho neles e em Cassie Malfoy...

Ted sentiu as bochechas esquentarem.

–... E – continuou Ed fingindo não ver a reação do amigo – Eles se tornaram grandes amigos os três. Mas tem boas notas, são participativos nas aulas. Mas muito quietos.

–Eu sabia que tinha algo errado. Já se passaram dias desde a transferência de Richard e ele e Rox ainda não aprontaram nada?

–Além desse silencio, eles e seus primos mais novos, juntos com Mabel Longbotton conversam muito pelos cantos de Hogwarts. – Ed deu uma risada – Tem como lugar preferido aquela macieira onde escondíamos nossos artefatos ilegais.

Ted deu uma gargalhada.

–Ainda deve ter alguma bomba de bosta lá.

–Se tiver – completou Ted sorrindo – Logo Richard e Tiago vão descobrir. Sentem o cheiro disso de longe.

–Mas se te tranqüiliza, estou de olho neles.

–Neles? Ou em Rox?

Edward arregalou os olhos.

–Como?

–Não disfarce. Vi como você olhava pra ela aquele dia. Reze para que Richard não perceba.

Ed sorriu.

–Vou tentar ser discreto.

–Seja. E cuide de Rox. Ela é meio impulsiva. Se eles estiverem aprontando, ela vai ser a primeira a erguer a bandeira de revolução. Junto com a Malfoy, tenho certeza.

–Amizade explosiva essa. – disse Ed – Quem diria em meu amigo. Nos dois balançados por duas garotas incontroláveis.

–Estou vendo que já não consigo mais esconder não é?

Ed fez que não com a cabeça.

Mesmo tendo Cassie a maior parte do tempo em sua mente, Ted não conseguia ignorar o encontro com Barbara Taylor no Beco.

Aquela manhã de sábado estava ensolarada.

Cassie sentou-se com os Weasley e os Potter embaixo da habitual macieira.

–E então Cassie? – perguntou Rox – Você disse que tinha algo para nos contar...

–É. Mas antes eu tinha que procurar umas coisas. Pra não falar bobagem.

–E então? – disse Richard curioso.

–Vocês já ouviram falar de Bellatrix Lestrange?

Todos fizeram que sim.

–Como vocês sabem, ela seria minha tia. Se estivesse viva claro.

–Você até lembra ela – disse Mabel inocentemente. – De longe – acrescentou – bem de longe.

–Tudo bem Mabel. Então – disse Cassie rindo – Bellatrix era casada com Rodolfo Lestrange, também comensal...

–Família boa essa sua...

–Richard!

–Desculpa. Continua Cassie.

–Enfim... Os dois viveram juntos durante a ascensão de Voldemort. Foram presos juntos e depois continuaram juntos. A lealdade dos dois com o “Lorde das Trevas” era tanta que houve historias de que eles haviam ajudado Voldemort a continuar a linhagem de puros-sangues.

–Só que há uma peça faltando nisso tudo ainda – começou Rose – Se eles tivessem tido um filho, que ligação ele teria com Voldemort?

–Ai que as coisas ficam suspensas – continuou a Malfoy – Supondo que eles tenham tido um filho ou uma filha que se casaria com um descendente direto de Voldemort, gerando mais a frente o Anthony Riddle. Quem em sã consciência teria um filho de Voldemort?

–Bem ele não era um cara incrivelmente atraente... – começou Richard.

–... Mas papai falou que havia muitos fanáticos naquela época. – Continuou Rox – Fariam de tudo para vê-lo no poder.

O silêncio durou pouco.

–E fiquem alerta com o Edward – começou Rose.

–Ed é de confiança Rose – defendeu Tiago.

–Sei disso Tiago, mas ele tem nos observado bastante.

–Nós ou a Roxanne? – cutucou Richard.

–Ah não comece Richard. Já falamos disso.

–Tudo bem. Parei. Mas vou ficar de olho dobrado nele, só por precaução.

Rox balançou a cabeça.

–Provavelmente ele esta nos espionando a mando de Ted – completou Alvo – Eles estudaram juntos e como vocês bem sabem, Ted esta tentando tirar informações de nós.

Cassie ficou um minuto em silencio.

–Oh Merlin! – disse a loira.

–O que foi? – perguntaram Richard e Rox juntos.

–Pensei algo meio absurdo. E se Bellatriz tivesse tido um filho de Voldemort?

Todos a olharam assustados com a acusação.

–Mas ela era tão louca assim? – perguntou Mabel.

–Já viu fotos dela Mabel? A loucura sai pelos olhos dela.

Os sete ficaram em silencio por um tempo.

–Boas tarde, crianças. – saldou Hagrid – O que estão aprontando?

–Nada! – disseram juntos tentando disfarçar o máximo.

–Nada? Sei. – Hagrid olhou para Alvo e depois para Rox – Ah eu conheço esses olhares. Harry ficava assim também quando estava se metendo e encrenca e essa faísca de entusiasmo é igualzinha a de Jorge. Onde estão amarrando suas vassouras?

–Hagrid não seja exagerado – disse Tiago abraçando o gigante. O topo de sua cabeça não chegava nem a cintura de Hagrid – Só estamos confabulando. Falando do atentado a Copa.

–Sim. Ah esqueçam essa tragédia também. Os pais de vocês já estão vendo isso.

Os primos se olharam.

–E seu pai Cassie? Faz tempo que não o vejo.

–Esta resolvendo umas coisas da empresa no exterior. Uma parceria com o pai de Rox e Richard.

–Ah claro. Bem, me deixem ir. Minerva está me chamando.

Os primos ficaram olhando o gigante se afastar.

–Negócios?

–Também – disse Cassie pegando uma maçã da árvore – Mas imagino que ele esteja atrás de alguma coisa.

–Só há um meio de saber – disse Rose – Vamos ter que espionar.

–Como Rose? Se estamos aqui na escola? – perguntou Tiago.

–Hugo e Lily.

Harry foi ate a porta e recolheu a carta que havia acabado de chegar.

Era de Alvo para Lily. Os dois estavam se comunicando freqüentemente Ginna havia dito.

E isso cheirava a confusão para o olfato aguçado de Harry.

–Lily – chamou Harry – Tem uma carta pra você.

A ruivinha desceu as escadas abraçada com uma boneca de pano.

–De quem é?

–Alvo.

Lily pegou a carta da mão do pai.

–O que vocês estão aprontando? – perguntou Harry.

–Nada pai. Acho que ele esta com saudades minhas.

–Saudades?

–É – Lily voltou para o quarto.

–Ginna – Harry chamou a esposa enquanto ia para a cozinha. – O que você deu para os meus filhos?

–Como?

–Lily e Alvo estão com saudades um do outro. Não que eu não fique feliz com isso, mas...

–Harry não seja inocente. – Ginna secou as mãos no avental. – Eles estão aprontando.

Harry lembrou-se da tal mulher esquisita que Lily havia falado.

–Ginna, você tem encontrado com a tal Barbara Taylor?

–Ah sim – Ginna deixou as cebolas descascando sozinhas e olhou para Harry – Fomos ao Beco Diagonal no começo da semana. Ela foi muito atenciosa, querendo saber como estávamos depois do atentado a Copa.

–Uhum.

–Por quê?

–Hã? Por nada Ginna, nada.

Barbara ficava sozinha naquela mansão enorme. As enormes janelas de madeira negra davam um ar mais tenebroso a casa.

A tapeçaria dos Black ainda permanecia na parede da sala de estar. Meio desbotada, mas o rosto de Bellatrix Lestrange e Rodolfo Lestrange ainda estavam intactos. Abaixo aparecia seu retrato com uma foto meio acinzentada de Philip Riddle e embaixo a de Anthony.

Os nomes de Draco e sua prole de traidores de sangue apareciam um pouco distante do nome de Barbara. Estavam manchados.

Anthony escrevia todos os dias para a mãe lhe contando tudo que acontecia na escola. O grupo que havia se formada com os Potter e os Weasley.

Barbara então resolveu uma nova abordagem dos fatos. O mesmo que ela estava tomando com Ginna Weasley e Ted Tonks. Tolos. Os dois.

Mas mesmo assim, ela teria que tomar cuidado com a pequena Lilian Potter. A garota desconfiava dela e não iria descansar ate desvendar o mistério por trás de sua aparição repentina.

–Senhora – chamou um elfo miudinho.

–Fala Zuben. – disse ela ríspida como sempre.

–Aqui esta o que a senhora me mandou fazer – o elfo entregou um embrulho para a patroa.

Barbara gesticulou para que o elfo saísse da sala.

A bruxa abriu o embrulho e a foto de Bellatrix sorrindo prepotente e arrogante lhe fez sorrir.

Como se parecia com a mãe. Os mesmos cabelos negros. A pele pálida. Os olhos claros.

Infelizmente, Cassiopéia Malfoy carregava os mesmos traços.

Rox estava na biblioteca com algumas pilhas de livro sobre a mesa.

Precisava descobrir onde já tinha visto aquela mulher esquisita da barraca de comida na Copa.

–A filha de Jorge Weasley rodeada de livros? – Ed sentou-se ao lado dela – Não foi isso que ouvi de você.

–É só uma duvida que eu estou tentando tirar. Normalmente não faço isso. Sou prima de Rose, quase uma enciclopédia ambulante.

–E ela não pode te ajudar nessa?

–Infelizmente não. – Rose encostou-se na cadeira – Ficaria feliz se pudesse.

–E eu? Posso te ajudar?

Roxanne se lembrou do que Rose havia dito. Ed estava espionando eles todos a mando de Ted.

–Não sei.

–Ted me disse que você era sempre objetiva em suas respostas.

Rox corou e sorriu.

–É que... Vi uma pessoa durante a Copa e já a vi em algum lugar. Só não me lembro de onde.

–Uhum... Assim é realmente fácil de te ajudar.

Rox sorriu.

–Como ela é?

–Branquela, tem cabelos pretos e escorridos, alta. Usava umas vestes de morcego...

–Me lembrou as fotos que já vi de Severus Snape. – brincou Ed.

Rox deu uma gargalhada.

Um calorzinho estranho apertou o peito de Ed.

–O que mais?

–É só do que eu me lembro.

–Bem, eu tenho duas opções pra você – Ed pegou um exemplar antigo do profeta diário e mostrou uma foto para Rox – Bellatrix Lestrange.

Rox encarou a foto.

–É isso! Bellatrix! A mulher se parecia muito com ela.

–Acho que matei sua charada. – respondeu Ed se levantando.

–Aonde você vai? Não me falou a segunda opção.

–Essa você vai ver. Quem sabe em uma convocação de pais.

Rox ficou olhando Ed sair da biblioteca. Ele tinha ajudado de certa forma a desvendar “O Mistério da Mulher da Lanchonete”. Mas havia surgido com novas duvidas em Rox. E essas, ele não poderia ajudar.

Notas finais
Espero que gostem... É um capitulo bem longo...rs Beijos...