All For You

33 What I wanted is done


Notas iniciais
Olá pessoas lindas!
Tudo bem?
Eu percebi que algumas questões podem ter ficado em aberto no cap anterior, então esse é todo de flashback entre o momento em que elas se batem e a conversa do Blaine com Sebastian.
Boa leitura.

Quinn não sabia o que sentia naquele momento, a raiva nos olhos de Rachel como se ela fosse culpada do maldito painel, e no fundo ela era... Todas as fotos estavam na sua estúpida máquina fotográfica que tomou a liberdade de sumir em uma bela manhã pouco antes das nacionais, forçando ela a levar outra.

Ela cobriu seu rosto, porque ardia até o fundo de sua alma ouvir tais palavras com tanto ódio. Observou como Rachel fez um semblante protetor e deu as costas a ela, mas Quinn criara alguns sistemas anos atrás: toda vez que alguém a tocava, ela se esquecia de Quinn, e toda a dignidade de Lucy era implorada para dominar cada célula de seu corpo.

Puxou Rachel pelos cotovelos e nivelou seus olhares, na secreta disputa por quem-tem-mais-ódio-da-outra.

Então ela devolveu o golpe em força e intensidade.

– O mesmo para você.

Quinn rodou sobre os calcanhares, dirigindo um olhar frio, ameaçador para cada uma das Cheerios e jogadores, e eles nunca sentiram tanto medo em sua vida da loira capitã das líderes de torcida.

Virou-se para encarar o olhar fulminante de Santana, ao contrário do que Quinn imaginava a raiva não era dela, nem de Rachel. A latina observava sua foto fixamente como um leão acompanhando sua presa e o próximo movimento de Santana seria fatal. Brittany apenas segurava firme a mão de Santana, com os olhos a ponto de escorrer, ela assistia Santana se desmoronar em raiva.

Passando a mão pelo pulso de Santana, Quinn tirou as duas amigas de lá antes que alguém começasse uma conversa chata e idiota que com certeza a faria perder a paciência.

Nos cantos dos olhos ela pode ver Kurt e Puck se debruçarem sobre Rachel em um abraço reconfortante, coisa que ela teria que fazer por ela e Santana com a ajuda de Brittany.

– Eu não consigo acreditar que a Rach teve a capacidade de me acusar... – Quinn reclamava conforme as pedras quicavam no terreno amplo e limpo da clareira.

Santana observava o movimento das pedras, divagando por um mundo completamente aleatório, a única coisa que a mantinha certa de que estava nesse mundo era a massagem suave que recebia de Brittany. Círculos perfeitos em suas costas.

– Como se ela tivesse algo a perder com aquilo! – Quinn chutou um pequeno monte de terra. – Diferente de mim! Eu tenho uma infinidade de coisas a perder...

Santana optou por ignorar qualquer som de Quinn.

– Cala a boca! – Santana levantou irritada. – Pode ser menos egocêntrica? Por exemplo, eu e Britt-Britt fomos misturadas nisso também, só que diferente do plano inicial isso nos pegou de surpresa. Rachel está dando bobeira? Pra caralho! Mas será que você pode fechar a droga da boca por um segundo e sofrer em silêncio como uma pessoa normal?

Ela deu as costas inclusive para a namorada, saindo pela pequena trilha em direção ao seu carro estacionado ao lado do de Quinn.

Quinn trocou um rápido olhar confuso com Brittany, a mesma ofereceu um abraço à capitã que foi muito bem recebido.

(...)

– Por que ela fez aquilo comigo? – Rachel perguntou contra o colarinho molhado do terno de Kurt, que por alguma razão o usava.

Rachel se lamentava pelas fotos no mural de avisos. As sensações dos rápidos batimentos cardíacos contra o peito iam tão rápido quanto a respiração e a tristeza.

Puck se aproximou dela, depois de tirar Blaine e sua matraca de lá. Ele soltara ideias e mais ideias na cabeça da morena que em nada ajudavam ela a parar de chorar, em seguida afastou Finn com sua “preocupação”.

– Hey, princesa, não chora. Tudo tem uma boa explicação – Puck jogou uma mecha de cabelo dela para trás da orelha, tentando com certo esforço desgrudar ela de Kurt para encará-la nos olhos.

– Qual explicação? – Ela fez bico tão tristonhamente que Noah e Kurt sentiram algo pior que um soco direto no coração. – Que as palavras eram todas vazias? Isso já está nas entrelinhas, Noah.

Ele engoliu em seco tanto pelo tom na voz de sua “irmã-judia” quanto pelo uso de “Noah” que não é algo muito frequente, não vindo de Rachel Berry. Duas ocasiões eram dignas disso: raiva ou compaixão. E definitivamente o clima não é exatamente caloroso e amoroso no momento.

– Cabeção! – Puck bateu contra a própria testa quando se deu conta de algo, então olhou nos olhos de Rachel depois de um grande esforço. – Você se perguntou o que diabos ela ganharia com isso? Sem te diminuir...

Kurt interrompeu Puckerman com um soco certeiro em suas costelas. Ele sabia exatamente o que ele falaria, porque aquilo atravessava a mente dele desde o momento em que Rachel virou a mão contra o rosto da Cheerio. É algo mais do que óbvio, só que Rachel não queria ver isso, não agora, e não veria porque ela precisava exorcizar alguns traumas antes.

– Ela poderia... – Rachel abriu a boca diversas vezes, mas nada conseguia sair. Nenhum pensamento concreto. Ela apenas se virou nos ombros de Puck e voltou a chorar com todo seu coração.

“Boboca” – ela pensou sobre si mesma.

(...)

Finn correu o mais rápido que pode depois de ver Blaine deixar as arquibancadas aos risos, ele fora expulso antes de Finn, mas isso não o impediu de sentar no final da arquibancada e rir consigo mesmo.

Blaine já adentrava o colégio com os poucos alunos que restaram ali, por sorte o resto dos membros do Glee Club com uma milagrosa cooperação de Sue arrastaram os alunos para o pátio da escola. O corredor do armário do garoto de cabelos negros estava completamente vazio.

Com um reflexo impressionante ele escapou de um golpe de Finn que encarava a própria mão enfiada no armário.

– Que porra? – Finn fechou a porta com mais força do que planejava.

Blaine sufocou uma gargalhada, dando a Finn apenas o prazer de um pequeno riso.

– O que? – Ele se fez de desentendido. – O seus ciúmes da Rachel? Que fez você roubar as câmeras da Quinnie? E então grudar todas as fotos delas no mural?

– Você sabia! – Finn estava vermelho. – Você me usou... – ele sussurrou quando se deu conta do que Blaine fizera.

– Duh! – Ele bateu na testa do moreno mais alto, com a outra mão segurava um livro contra o peito. – Como você é ingênuo. Eu te usei na primeira, por que diabos não usaria na segunda?

Finn desferiu outro golpe no armário com maior raiva.

– Eu acreditei em você! Achei que íamos nos vingar das Cheerios e a Rachel voltaria para mim! Achei que o Sebastian tinha convencido Rachel a terminar comigo para se vingar e as garotas só estavam se certificando de que nós ficaríamos bem longe! – Finn mordeu o próprio lábio, provocando um corte pela força. – Eu acreditei em você! E a única pessoa que vai se dar bem é você.

– Olha, finalmente colocou o cérebro para funcionar... – Blaine sorriu maldoso.

– Mas eu posso contar sobre a sua vingança... – Finn sorriu.

Blaine rompeu em gargalhadas, o que fez Finn se perguntar se aquilo tinha soado como piada.

– Você sabe com quem está falando? O cara que manipulou todos! Eu fiz questão de por as provas contra você... – Blaine riu mais um pouco – otário.

Finn juntou todo seu raciocínio e recobrou o juízo que restava para não bater em Blaine, não seria correto. Ele virou-se e deu as costas a Blaine.

Quase coordenadamente Tina repousou suas costas no armário ao lado de Blaine com um sorriso um tanto convencido para o gosto do garoto. Ela balançava a cabeça em decepção com ele.

– Você sabe que agora nenhuma vingança te protegerá do Sebastian, certo? – Tina observou Blaine abrir seu armário outra vez.

– Dane-se... – Blaine sorriu – o que eu queria está feito, a menos que invente uma máquina do tempo isso jamais será corrigido.

Ele escorregou os pensamentos para a ameaça de Sebastian antes de deixar o McKinley. Se Blaine se vingasse de mais alguém, ele prometera pessoalmente “colocar as ideias de Blaine no lugar”.

Tina assentiu acompanhando o garoto. Ele ficou um pouco irritado com a lembrança sobre Sebastian e fechou o armário com um pouco a mais de força. A asiática não moveu um único músculo do lugar, apenas espero Blaine se distanciar.

(...)

Quinn não sabia como seria a escola na semana seguinte, mas precisava encarar como sempre fora, cabeça erguida e sua dignidade de HBIC para ajudar um pouco. Ela escorregou para fora da cama uma hora mais cedo do que precisava, vestiu sua roupa e desceu para assistir aos desenhos na televisão até Damon acordar e fazê-la companhia. Ele fizera muito isso no fim de semana.

Quando o horário da escola se aproximou, Quinn enfiou o menino em seu carro e dirigiu cantando qualquer coisa que tocasse no rádio com ajuda do pequeno e sua vozinha promissora.

Ela se despediu com certo pesar na ação quando estacionou no colégio do garoto, mas teve que fazê-lo. Felizmente os garotos que antes pegavam no pé de Damon tiveram uma excelente lição com o diretor da escola e não montavam mais guarda na frente da escola. E Quinn se certificava periodicamente de que em momento algum do dia.

Seu carro parou na frente do colégio, algumas cabeças se viraram para observar a grandiosa Quinn Fabray descer de seu veículo e caminhar pelos corredores do colégio, alguns garotos assoviavam quando ela passava, recebendo um olhar gélido, interpretado como algo irresistivelmente sexy. Ela continuou os passos firmes até o grupo de Cheerios formar uma pequena barreira no final do corredor. Como nos filmes, Santana e Brittany se juntaram com ela e ficaram frente a frente com as outras líderes de torcida.

– Então, o que vai ser? – Santana olhou no fundo dos olhos da cabeça do bando.

A garota se encolheu no lugar, e com um rápido trocar de olhares com Quinn falou:

– Estávamos esperando – ela choramingou cabisbaixa.

A loira menor e a latina trocaram um sorriso geocêntrico.

– Nós sempre mandaremos aqui.

Mas Quinn não ligava, ela apenas mantinha seu foco sobre o paradeiro de Rachel que não respondia suas mensagens de texto, voz ou suas chamadas. Nada. Nem sequer sinal de fumaça. Ela queria explicar para Rachel tudo, mesmo que nem em um universo alternativo fizesse algum tipo de sentido Quinn ferrar assim com a vida dela, porque se antes Rachel sofria com os slushies, agora seria muito pior. Ela queria, além disso, abraçar sua garota e dizer que aquilo logo passaria, mas é realmente difícil quando ela não está ali.

E Santana não poderia estar mais ansiosa para encontrar Blaine e esganá-lo com suas próprias mãos. Isso se Sebastian não o encontrasse primeiro.

Notas finais
Erros? Perdão.
Comentem, favoritem... o que acharem que eu mereço.
E quem está ansioso por fic nova? Pois é, só preciso saber de uma coisinha: narração. Vocês preferem no passado ou no presente? Eu escrevi ela toda no presente, ao estilo da fic Nightfall (Werewolf Faberry, para quem não conhece) porque eu gostei do estilo, mas não dá trabalho trocar o tempo verbal, então se preferirem eu posto no passado, deixando a fic provavelmente para a segunda-feira.
PS.: nessa o Blaine não será inimigo da Q =D