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2 Trick or Treat (Parte II)


Notas iniciais
Olá pessoas lindas!
Ganhei apenas um review até agora, mas tenho leitores, é suficiente =)
Espero que estejam gostando da minha fic, assim como eu espero que o capítulo de agora desconfunda a confusão que fiz no capítulo 1, ou talvez aumente... enfim, o objetivo é manter vocês lendo.

Santana fazia o caminho de volta para a floresta.

– Desculpe Q, mas acho que agora não podemos falar com a polícia. – A latina encarou a amiga por um rápido momento, para não perder o controle do carro e causar um acidente.

– Eu entendo Santana. – A loira encostou sua cabeça no vidro fechado do carro da latina. Um suspiro alto foi tudo que Santana ouviu antes de estacionar.

~Flashback On~

– Eles foram nessa direção? – Quinn indagou. Ela e Rachel ainda tinham as mãos entrelaçadas e a morena começava a sentir um calor enorme se espalhando por seu corpo.

Berry apenas assentiu e tentou murmurar um “sim”, mas sua voz não saiu.

Elas tentavam localizar Puckerman primeiro, afinal, ele era o grandalhão da turma, o destemido que conseguiria derrotar qualquer coisa que aparecesse do nada. Quinn riu com o pensamento.

Após alguns minutos – breves – de procura, elas encontraram o garoto atirando pedras no lago. Ele parecia tão distraído e relaxado.

– Puck! – Rachel gritou. Quando o moreno se virou, a diva logo tratou de agarrar o pescoço do garoto tão forte que ele estava tomando uma coloração roxa.

– Calma minha princesa. – Ele empurrou a garota. – O que houve?

– Nós não achamos ninguém. Santana, Britt, Kurt... Todos sumiram, encontrei Quinn por acaso e você agora. Onde está Mike e Mercedes? Será que sumiram também? – Rachel gaguejava. Realmente algo lhe deixou muitíssimo estressada.

Puck olhou confuso para Rachel, que não parava de mexer as mãos e falar coisas atrapalhadas durante a pressa em falar, então os olhos do garoto caíram sobre os olhos avelã. Eles tiveram uma breve conversa silenciosa e Puck entendeu que algo estava errado.

– Calma! – Segurando o ombro da morena, o garoto de moicano tentou amenizar o terror da menor. – Mike e Mercedes foram se agarrar em algum canto. A última coisa que ouvi deles foi um grito de prazer.

Era inacreditável aquilo. Noah fizera isso mesmo que Quinn estava pensando? Ele confundiu um grito de susto com um de prazer? Em que espécie de mundo paralelo ele faria isso?

Quinn não teve tempo para mais pensamentos, o olhar descrente da judia a sua frente se tornaram pura raiva e ela foi a passos firmes trilhando um caminho de volta. A loira puxou o garoto maior pelo pulso, ele reclamava de algo, mas Quinn não fazia a mínima das reclamações.

Rachel estava assustada e com raiva, péssima combinação.

– É tudo culpa sua! – Quinn empurrou Puckerman. – Você faz ideia da merda que falou?

– Eu faria ideia do que vocês presenciaram? – O garoto alisou o moicano e limpou a garganta.

– Desculpa o car... – A loira foi interrompida por uma rápida mão que cobriu sua boca.

Uma mão quente, cabeleira morena, um sorriso presunçoso e uma leve gargalhada diabólica... Santana! Quinn se desprendeu da garota e olhou descrente para ela. Puck não quis demonstrar, mas se assustou com a chegada da latina.

E pela aparência da garota de raízes hispânicas, ela tinha passado por poucas e boas antes de chegar até eles. Uma fantasia estava um pouco rasgada e Santana tinha alguns cortes na bochecha, uma fina linha de sangue descia de seu nariz até a boca. Os cabelos um pouco bagunçados e manchas pela linha do pescoço, bochecha e uma marca na boca.

– Isso são modos, Fabray? – Santana sorriu maliciosa. Ela não perderia uma chance.

– Que droga aconteceu com você? – Puck puxou a morena pelo pulso e examinou cada palmo do rosto da mesma.

– É uma longa história. – Respondeu entediada. Sentou-se no chão, encostada a uma árvore e começou a longa história: — Eu estava tão de boa no meu canto, andando mata adentro com a Britt, então vi alguns vultos, claro que ela se desesperou e grudou em mim. Depois de um tempo outro vulto passou por nós e senti uma pancada na cabeça, mas não foi o suficiente para derrubar essa latina aqui. Minha visão estava embaçada, porém consegui lutar um pouco contra aquilo que tentava raptar a Britt, então senti outra pancada e desmaiei.

Ela trocou olhares com Puck e Quinn. Aquilo ainda não explicava o estado da latina.

– Eu levantei e não tinha nada perto de mim, inclusive Britt, apenas essas árvores idiotas. – A latina deu uma palmada na árvore atrás de si. – A luta me rendeu alguns arranhões e nariz sangrando, mas minha tentativa de achar vocês foi o que mais me detonou, porque tive que correr de alguma coisa.

Errado, algo estava muito errado e os três sabiam disso. Mas era isso, estavam apenas eles, haviam se perdido dos amigos e uma tensão muito grande rondava aquela floresta.

– Temos que acha-los, de um jeito ou de outro. – Quinn era firme em suas palavras. Santana e Puck assentiram e levantaram-se junto com a loira.

Mal tiveram a chance de um passo e um longo estrondo fez com que todos se assustassem, Puck tentou discretamente dar um grito, mas falhou e recebeu um olhar zombeteiro de Santana. Um tiro, um grito e um uivo.

Puck gritou novamente e Santana gargalhou do garoto.

Sabe de uma coisa? Quando você está com medo, tudo piora: as batidas altas de seu coração aumentam tanto que você pode ouvi-las, sua respiração fica pesada e infelizmente seu cérebro começa a misturar a realidade aumentando drasticamente o medo. Bom, Quinn odiava isso neste momento.

O pior nem era escutar os próprios movimentos cardíacos assustados e rápidos, ou a própria respiração pesada e ofegante, o ruim era escutar isso dos amigos atrás de si. As pessoas que ela julgava destemidas estavam quase com tanto medo quanto ela.

Alguns passos foram ouvidos, não pertenciam aos meninos, e a loira sabia disso. Nenhum deles teve sequer a chance de virar para olhar o que ou quem era. Quinn apenas sentiu uma mão coberta de pelagem marrom escuro cobrir sua boca, acompanhado de um pano. O cheiro de álcool invadiu suas narinas.

Quando a loira foi solta, ajoelhou-se no chão e virou para os amigos, alguém ainda segurava Santana que no fim de suas forças esperneava para se soltar. Puckerman já estava no chão, sendo puxado pelas pernas. A latina conseguiu se soltar e correr três ou quatro passos, porém desabou no chão.

Pestanas pesadas dominavam Quinn, seus cílios colaram-se e ela cedeu ao sono.

“Onde estou?” – Quinn tentava abrir os olhos, mas era tudo tão em vão, seus cílios ainda pesavam toneladas, mas também toda sua visão estava borrada.

Parecia uma cabana, ou uma daquelas casinhas perdidas no meio da floresta. Um forte, QG! Disso a loira já estava quase certa. Toda a estrutura era composta por madeira, pelo menos o chão onde a garota se encontrava era totalmente de madeira. Ela sentia o gelado do assoalho.

Quando sua visão estava perfeita, ela viu um amontoado pelo canto dos olhos, aquilo lhe chamara a atenção. Era Santana e Puck, estavam jogados num canto. A loira pensou em ir até lá, mas notou que seus braços e pernas estavam amarrados, foi quando percebeu que se sentia desconfortável daquele jeito.

Ela se rendeu ao cansaço após minutos incontáveis de luta contra as cordas e repousou a cabeça em um pano jogado no chão.

– Ela acordou! – Uma voz veio da porta do lugar. Quinn jurava reconhecer a voz.

– Me ajuda com estes aqui, seu idiota! – Outra voz gritou com a primeira.

A loira viu Santana se mexendo, ela acordaria a qualquer momento e a loira fez uma breve reza para que ela acordasse com toda sua disposição e agressividade de Lima Heights Adjacent.

Um esforço tremendo foi necessário para Quinn virar seu corpo e encarar os homens. Eles estavam fantasiados, um deles fantasiava-se de lobisomem e o outro de vampiro. “Talvez Santana pudesse caçar um deles.” – Quinn segurou o sorriso pelo próprio pensamento.

Quando espremeu o olhar pode notar mais três pessoas, porém essas estavam dormindo. Era Rachel, Brittany e Mike. A loira se perguntou o que fariam ali. Rachel estava com uma pequena marca de tapa no rosto e um arranhão acima da testa. Brittany estava pouco pior que Santana estava quando se encontrara, uma coisa que chamava atenção era a quase uniformidade entre as marcas no pescoço da loira com as marcas de Santana. Mike estava em um meio termo entre Rachel e Brittany.

Um aperto no coração da loira de olhos avelã pegou a garota de surpresa. Porque sentiu aquilo? Era errado! Tudo bem que Brittany era sua amiga, mas não era algo normal que sentia pela loira machucada. Afinal, Quinn é amiga de Brittany e já presenciou vários machucados da loira e não importa o tamanho da catástrofe, um simples corte no dedo ou um braço quebrado, um acidente terrível de carro ou um estado de coma profundo, o sentimento no coração sempre era o mesmo. Porém esse era diferente.

– Hey, — Santana sussurrou para a loira e Quinn notou que ela havia se aproximado – tente desamarrar suas cordas, é simples e as suas estão mais frouxas. – A latina desviou o olhar para as pessoas chegando. – Britt?

Os olhos cor de avelã pousaram sobre a outra loira que se remexia um pouco. Santana chutou a garota mais uma vez e movimentou os lábios sem emitir som, seus lábios diziam: “finja que dorme”. E a loira obedeceu.

Quinn sentiu braços moles envolverem seu corpo, ela estava sendo carregada, olhou discretamente para o lado e Santana também estava sendo carregada. Uma terceira pessoa, fantasiada de bruxa carregava a loira enquanto o vampiro puxava Noah pelas pernas. Posicionaram os três na carroceria de uma caminhonete.

A loira virou para Santana que estava encostada no ombro da mesma, a latina sussurrou no ouvido de Quinn:

– Puck está acordado também, acho que trarão Brittany, volte a fingir enquanto eu tento desatar os nós.

Quinn sentiu a mão quente da latina passando por trás de seu corpo e puxar sua mão, ela tentava desatar os nós, quando terminou, a loira puxou os nós dos pés e os desatou.

Uma nova projeção foi vista, alguém trazia Brittany e atrás aparecia alguém trazendo Rachel. A loira de olhos azuis resmungava algo enquanto, seja lá quem for que a carregava, bufava de raiva. Já Rachel estava adormecida.

Os três garotos na carroceria fingiram ainda estarem desacordados. Sentiram a caminhonete abaixar levemente quando os corpos das outras duas garotas foram depositados.

Quem quer que esteja carregando-os entrou na caminhonete. Quinn se perguntou onde estava a bruxa e Mike. Será que ela o machucaria? A caminhonete deu partida com duas pessoas no seu interior e os outros cinco jovens na carroceria.

– Quinn, Puck! – Santana cutucou ambos, os fazendo ficar alertas. – Vamos saltar.

– Está louca? – Puck se apoiou na beirada da carroceria e olhou para o chão. – Bom, a floresta tem mato e a caminhonete não está tão rápida.

As duas garotas assentiram e Puck as puxou pela mão, se preparavam para saltar quando alguns resmungos finos e delicados foram ouvidos.

– Britt? – Santana jogou seu corpo e parou em frente à menina que lutava para abrir os olhos. – Tudo bem? – Ela abraçou a garota.

– Estou assustada Sant. – Os olhos azuis percorreram o rosto da menor e então os longos braços da loira envolveram o pescoço da mesma. – Acho que deixei uma marca em você. – Britt sussurrou para a latina após uma breve analisada no pescoço da mesma.

Santana sentiu como se todo seu sangue resolvesse ir para o rosto, podia jurar que estava vermelha tanto quanto sua pele morena permitia. Ela empurrou a loira de leve e olhou firme em seus olhos.

– Vamos pular Britt, venha! – Santana puxou a mão de Britt.

Um dos rapazes na caminhonete encarou o retrovisor e notou toda a movimentação, ele gritou algo para o motorista.

– E a Berry? – Quinn e Puck fizeram uníssono.

– Não sei se notaram, mas essa caminhonete parará dentro de instantes, se esperarmos pela Barbra nós continuaremos nessa mesma situação. Quem sabe eles não descem com uma arma? – Santana apertou mais a mão de Brittany e com a outra livre agarrou a fantasia de Quinn que ainda estava de mão dada com Puck.

No mesmo instante a caminhonete parou e as portas se abriram. O vampiro que dirigia o veículo atirou-se na direção dos garotos que corriam descoordenados.

Nenhum deles havia cessado a correria, nem mesmo o rapaz fantasiado de vampiro.

Por um grande infortúnio Brittany tropeçou e o rapaz segurou-a pelos braços. Instintivamente Quinn e Santana pararam de correr, chamando a atenção de Puck. A latina foi a primeira a se atirar na direção da loira.

– Calma, é só uma brincadeira. – O garoto fantasiado gritou para Brittany que iniciou um choro medroso. Ela se debatia nos braços do garoto até conseguir puxar a máscara que ele usava para fantasiar-se.

– Você! – A loira gritou. Foi tudo que ela teve a oportunidade de dizer antes do garoto ir para o chão, contorcendo-se de dor. Ele virou o rosto para as garotas.

– Péssima brincadeira. – A latina puxava seu punho para perto do corpo, acariciando-o. Seus olhos saíram da imagem de um garoto jogado no chão e correram para o lobisomem grandalhão correndo desengonçado até eles. – Vem Britt. – Ela puxou a loira.

Santana achou facilmente seu carro e os quatro entraram lá, ofegantes e assustados. Puck tremia como uma garotinha de sete anos, Brittany não ficava muito para trás do garoto.

Quinn tirou seu celular do bolso escondido na fantasia e a loira viu algumas chamadas perdidas de Sam, sua mãe e de Rachel. Rachel? Um desespero abateu a garota. Eles haviam a deixado para trás. Como puderam ser tão sem coração?

“Sério Fabray, você se perguntando isso?” – A loira pensou antes de apertar o botão verde do aparelho celular e retornar a ligação de sua mãe.

Ela explicou à mulher que estava bem, só havia abandonado o celular por um tempo no carro por ter ido com Brittany até a farmácia comprar remédio para dor de cabeça. A loira do outro lado da linha suspirou aliviada e desejou boa noite para a loira.

– Que coisa feia, Fabray. Mentindo para a mamãe, Papai do Céu não gosta disso, sabia? – Puck zombou da garota. Ela revirou os olhos e soltou sua atenção em Santana.

– Nós vamos levar Brittany até o hospital, no caminho eu deixo Puck em casa. – A latina olhou pelo retrovisor para Brittany. Ninguém notara, mas ela havia desmaiado pouco depois de entrarmos na BMW de Santana.

Seguimos direto para o bairro de Puck e o deixamos em um lugar qualquer, a latina voou pelo asfalto até o hospital.

~Flashback Off~

– Meu pai disse que ela levou uma pancada forte na cabeça. – Santana desligou o telefone e ligou o carro novamente, saímos do acostamento e voltamos para a estrada. – Aonde vamos mesmo?

– A caminhonete não estava fazendo trajeto de ir para a cidade, pelo caminho, ela seguiria esse lugar até sair na rodovia. – Quinn fitava cada palmo da estrada.

Alguma coisa entrou na frente do carro e a loira alertou a menor urgentemente. Santana usou toda sua habilidade para desviar do que quer que fosse. Tudo aconteceu tão rápido e já estava na boca da noite, não conseguiram identificar o que era.

Palavrões em espanhol foi o primeiro som que Quinn ouviu após sentir uma forte pancada. Santana enfiou o carro em uma árvore. Elas desceram para verificar do que haviam desviado.

– Mas que merda! – Santana ainda reclamava. – Espero que tenhamos desviado de...

Suas palavras foram cortadas por um leve choro. O susto da latina e da loira também ajudou com o silêncio.

Notas finais
Espero que tenham apreciado =)
Caso ainda esteja tudo confuso, aguardem o próximo capítulo.
O próximo episódio será o desenrolar de tudo e também se passará no dia 1º de Novembro.
Portanto o nome do capítulo será: "After the Prank on Halloween" (Após a brincadeira no Dia das Bruxas)