All For You
29 Invisible (Part 2)
Notas iniciais
Eu amo tanto vocês.
Notas finais =)
Agora vocês terão que lhe dar com a amizade da Tina com a Quinn u.u e se não gostam da Tina, eu não posso fazer nada, eu adoro ela u.u
- Tina e Quinn
- Faberry =)
Boa leitura.
Rachel ainda estava irritada com Quinn, mas o sentimento era inteiramente recíproco. Cada uma para o seu canto trocando farpas pelos olhares, e o clima nunca foi tão tenso na escola. Uma estava na mesa dos populares, rodeada por cheerleaders sorridentes e animadas que não paravam de lançar ideias de como acabar com Rachel Berry e fazê-la entender que não se questiona Quinn Fabray nem no pior de seu estado mental; a outra estava na mesa do coral escutando as ideias de todos para que ela deixasse aquilo de lado e ouvisse Quinn por um instante, mesmo que fosse discordar.
– Você ficou louca? – Rachel pôs-se em pé.
– Rachel, você tem que entender, eu e todos sabemos como sua voz é incrível, mas – Quinn não pode continuar com a baixinha que se aproximava de semblante raivoso.
– Mas? Não tem “mas”, é isso e ponto! Eu tenho meu solo, meu dueto e vocês dividem a música grupal! – Ela caiu com os braços ao lado do corpo.
Quinn engoliu o gosto ácido de seu estômago, ela não queria brigar com Rachel, mas havia uma causa nisso e ela honraria, afinal, seu namoro não oficial pode ser salvo, já uma pessoa sem esperança não é tão fácil assim.
– Você se escutou? Esse não é o Rachel Club! Esse é o Glee Club onde nós fazemos o todo...
– Não Quinn, sem o meu solo suas chances nas Nacionais são as mesmas de JBI comigo! – Rachel ergueu o dedo apontando-o no nariz da loira.
Ela parou, apenas parou e deu as costas, então saiu da sala do coral sem mais alguma palavra. Que ultraje fazer tal comparação. Jacob Ben Israel não era sequer comparável às chances deles nas Nacionais sem o solo de Rachel. Porque Mercedes tinha uma voz espetacular, Kurt tinha seus valores e podia alcançar notas que se comparavam facilmente à Rachel, Santana é capaz de provocar orgasmos apenas com sua primeira linha. “Quinn, esse último pensamento foi completamente desnecessário” – Lucy repreendeu. E Tina então? Ela era tão diva quanto Rachel era. Era tão difícil ver o talento ali?
Quinn respirou fundo quando Rachel levantou olhando-a como um gato atrás de um mosquito bobo qualquer que lhe chamou a atenção. Tão centrada e pronta para o ataque, acompanhando até o simples movimento de inspiração e expiração dela.
Todas as Cheerios se colocaram em posição quando o pessoal do coral parou atrás de Rachel, exceto Santana, ela era um estado de alerta constante, se alguém tentasse tocar sua amiga ou sua garota, bom, essa pessoa simplesmente podia assinar seu testamento antes.
– Precisamos ter uma conversa muito séria – Rachel soou áspera.
Recebeu apenas um arquear de sobrancelha de Quinn que ainda estava sentada em posição de meio desleixo e meio alerta. Era horrível tratar Rachel daquela forma? Sim, muito, mas agora ela estava com sua carapaça de HBIC, logo ela podia inflar seu ego ao extremo e ter um papo não amigável com ela, afinal elas se amam e no final fariam as pazes.
– Nós teremos uma conversa ou outro monólogo seu onde eu tenho que ficar no meu canto e no final concordar com todas as palavras de egocentrismo que você consegue proferir como escuta Barbra Streisand? – Usou um só fôlego.
Isso arrancou risadas até dos membros do coral, porque era verdade. Rachel Berry era incapaz de compreender a palavra “conversa” quando se tratava de expressar um ponto de vista.
– Não se esforce tentando achar um insulto, Berry. – Quinn recolheu seu material e tocou de leve o queixo da morena, apenas para provoca-la – Nos vemos no coral.
E ela saiu.
(...)
Tina estava fora da escola, com ajuda de Puck ela conseguiu escapar da escola por um tempo, o combinado era que para a próxima aula ela estaria de volta e ele deveria ir até ela para que entrasse sem problemas. Não era como se alguém fosse notar, ou perguntar por Tina, nem seus professores.
Ela arrastava o corpo por entre umas árvores que formavam uma trilha atrás do McKinley. Se bem se lembrava, aquela trilha saia em um córrego de água pura. O ar fresco do lugar talvez a acalmasse, não faria mal ir para lá. O fato de não ser muito longe proporcionaria o fraco som do sinal da escola, assim ela poderia voltar para o colégio e assistir a próxima aula.
Uma cabeleira ruiva entrou em seu campo de visão quando ela chegou ao córrego. Ela conhecia aqueles cabelos vermelhos e o tamanho de um metro e vinte do garoto, então se aproximou silenciosamente dele.
– Acho que você deveria estar na escola.
Damon se virou um pouco assustado com a repentina quebra no silêncio, encarou a asiática dois metros atrás dele e deu um sorriso de canto.
– Você também, mas não estou reclamando.
Tina arqueou as sobrancelhas em espanto, o garoto dissera aquilo tão naturalmente e de forma tão rápida que foi um baque para ela.
Ela se aproximou, sentou de pernas cruzadas imitando o garoto, ele segurava um graveto com a ponta afundada no córrego, conforme folhas iam parando no graveto ele recolhia e lançava à raiz da árvore ao lado.
– Por que está aqui? – Ela pegou um graveto.
Ele molhou os lábios.
– Pelo mesmo motivo que você – sorriu, mesmo que o sorriso acarretasse a dor, Tina podia ver aquilo escondido nos olhos do garoto e era horrível saber que pareciam tanto com os que ela via no espelho, o reflexo de olhos repletos de solidão –, não faria diferença minha presença, então solidão por solidão, eu prefiro ficar só sozinho.
Tina assentiu.
Era exatamente isso que ela tinha, quando ninguém notava sua presença ela ia embora porque é chato saber que se sente só e abandonado quando se tem tantas pessoas ao seu redor, é menos angustiante se sentir só quando ninguém está perto, faz parecer que é a simples falta de presença humana.
– Sabe... – Tina teve uma ideia incrível – eu me lembro de quando cantamos para você, eu não sabia direito a ideia por trás disso ou o porquê Quinn te escolheu, mas agora eu sei. Você é um garotinho muito especial. – Ela sorriu. – Gostaria de te levar para o McKinley e você canta uma música comigo, para aliviar esse sentimento – ela apontou para o coração dele –, ok?
Ele assentiu.
(...)
Quinn viu quando eles entraram no prédio. Havia apenas uma pessoa que estava atrás de Tina segundo após segundo em todo o McKinley.
A melodia suave e triste fez Damon se mexer no lugar. Ele estava sentado em cima do piano, Tina o colocou lá, e ela dedilhava algumas notas no teclado.
– Eu sei essa canção – Damon falou apenas pelas notas.
Tina começou a cantar com sua voz suave e marcante.
I take these pills to make me thin
I dye my hair, and cut my skin
I tried everything, to make them see me
Damon se arriscou a acompanhar um tom mais baixo para não fazer feio, e olha, ele levava jeito para música, se sua voz mantivesse uma progressão aritmética positiva ele seria infinitas vezes melhor que Finn.
Even when I'm walking on barb wire
Even when I sat myself on fire
Quinn compreendia essa parte da música, além de conhecê-la. Então ela murmurou para si mesma os versos.
Damon e Tina, duas belas vozes feridas pelo ego inflado de pessoas que Quinn costumava ser, ainda finge ser e que Rachel tem o péssimo hábito de querer ser.
Why do I always feel invisible, invisible
Everyday I try to look my best
Even though inside I'm such a mess
Why do I always feel invisible, invisible
Damon não queria cantar, ele queria chorar, então Tina tocou seu bracinho pálido e macio assentindo, era a forma dela de dizer que estava tudo bem, ele poderia soltar as lágrimas se quisesse.
Here inside, my quiet heart
You cannot hear, my cries for help
I tried everything, to make them see me
But every one, sees what I can't be
Quinn enxugou uma lágrima. Não era Tina, não era Damon e suas lágrimas que ao cair machucavam pra caramba o coração de Quinn, era o fato de ela precisar ser alguém que não é para ser vista. Antes da gravidez, durante, após e quando ela se sentia prestes a alcançar sua identidade ela se vê presa em outro paradoxo estúpido do McKinley.
Sometimes when I'm alone
I pretend that I'm a queen
It's almost believable
Even when I set myself on fire
Everyday I try to lock my past
Why do I always feel invisible, invisible
(...)
– Espere! – Rachel gritou.
Tina se virou para olhar a diva correndo em sua direção. Os olhos raivosos da morena meio que diziam tudo que ela ouviria, bronca na certa, o motivo talvez Tina saiba, só seria ridículo admitir. Ela trava uma pequena batalha de olhares com Rachel.
– Você que está enfiando essas ideias na cabeça da Q, não é? – Rachel empurrou Tina para o banheiro feminino.
Tina riu.
– Eu gostaria de dizer que fui eu, mas não, ela criou uma alma, – Tina deu de ombros – você deveria tentar.
– Não fique de graça para cima dela. – Rachel deu um passo ameaçador – percebi que estão muito amiguinhas da noite para o dia. Pode falar o que está acontecendo.
Tina deu outro sorriso. Ela realmente precisava se livrar daquele espírito de Blaine dela, mas o momento era tão oportuno, ela tinha que experimentar aquela sensação de dizer algo para uma pessoa e ela te olha tão tensa, e então você explode em uma risada maléfica enquanto a outra digere a situação.
– Acalme sua testosterona, Alfa da relação – Tina bateu nos ombros de Rachel –, não estou roubando sua fêmea. – Ela sorriu tão sínica. – Não quero sua namoradinha porque meu negócio é outro. Mas ela é muito caridosa e está me ajudando por boa vontade apenas.
Rachel fechou completamente seu semblante. Todas as reações que ela queria ver estavam na expressão da morena, era tão engraçado e ela entendia agora porque Blaine o fazia. Era interessante olhar aquela expressão de ‘Oh, Deus, ferrou!’.
A diva se recompôs.
– Não sei do que está falando.
– Por favor, Berry, não se faça de desentendida, você sabe, eu sei... Quinn e você. Mas meu respeito por Quinn me impede de ferrar com tudo.
(...)
Todos se sentaram, esperando o espetáculo. Hoje seria o dia em que a pergunta da decisão de Quinn seria firmada e se ela mantivesse seu ponto da última vez todos ali sem exceção estariam ferradinhos? É, talvez isso seja um baita eufemismo.
Quinn se aproximou com Santana de guarda-costas, a latina ficou encostada ao piano esperando a Berry levantar o traseiro da cadeira ao lado do Hudson e parar rente à Quinn.
– Então... Sua palavra final Quinn? – Will foi direto.
– Eu mantenho meu ponto. Acho que Rachel não deveria manter o solo, e me recuso ao dueto. Tenho opções melhores. – Quinn disse com descaso.
Todos morderam o interior da bochecha ao passo ameaçador e o dedo apontado para o rosto de Quinn. Aparentemente as únicas pessoas que aproveitavam aquilo eram Santana e Blaine.
– Pode repetir, loira de farmácia? – Rachel esqueceu todos os seus modos, ou amor... Caramba, eram seu solos!
– O que ouviu projeto de anã. – Santana sorriu ao ouvir suas próprias palavras saírem da boca de Quinn. – Acho que temos talentos que deveríamos mostrar nessa sala. É o último ano de um bando aqui, o mínimo de honra que você tem deveria juntar e admitir que você é uma parte de um todo. Nós não somos seu apêndice...
Rachel bufou, empurrou Quinn que não reagiu. Ela imaginava Rachel gritando, arrancando seus cabelos e xingando-a, mas partir para algo físico?
– Não fale uma droga sobre meu talento! Ele é...
– Indiscutível? Incomparável? – Quinn ouvira aquele discurso vezes demais em seus anos de escola como colega de clube de Rachel e aquilo estava se tornando um verdadeiro pé no saco. Sempre o mesmo discurso. – Claro que é, mas o de todos é.
Will se pôs a frente antes que Rachel pudesse dar outro passo. Ele sempre foi contra a agressão física e estava deveras espantado com a reação de Rachel. Estava mais para uma galinha cantora protegendo seus filhotes partituras.
– E o que sugere? – Blaine se levantou.
Quinn desviou o olhar de Rachel para o moreno.
– Como a turma de formandos será Rachel, Santana, eu, Mercedes, Brittany, Finn, Mike, Puck e Kurt. Eu pensei em algo como dar o solo à voz incrível de Mercedes, ceder minha parte no dueto para Kurt e Santana. E o número grupal seria dividido entre Puck, Finn, Tina, Brittany e eu, com Mike coreografando tudo com a ajuda da Britt. – Quinn explicava.
– Está de sacanagem, não é? – Rachel arqueou a sobrancelha.
– Na verdade é uma sugestão muito boa. – Alguns murmuraram como se fosse tudo combinado.
Rachel rodou sobre os calcanhares e pulou sobre Quinn para enforca-la. Seu solo, seu maldito solo! O momento de brilhar na frente de todo o país! A coisa mais importante de todo o colegial de Rachel Berry e a loira estava pegando isso dela. Ela tinha a visão turva, mas a raiva movia seu pequeno corpo. Antes que pudesse tocar a loira, o corpo de Rachel foi pego pela gola da blusa e reposicionado contra o piano.
– Com licença Santana? – Quinn pediu para a amiga, agarrando a gola que antes ela segurava. Quinn reposicionou Rachel em cima do piano e subiu sobre a garota, contendo os movimentos dela.
Ela gritava com a loira para soltá-la. Blaine gritou algo como “eu não deixava. Meus solos?” Isso aumentou a raiva que corria nas veias da pequena Berry, como um vulcão entrando em erupção. Uma mão latina conseguiu finalmente calar a boca de Blaine, depois de ele ter incitado todo o stress que Rachel conseguia suportar.
– Sua idiota! – Rachel bateu contra os ombros de Quinn.
– Quer saber? Você é uma grande idiota! Você é tão egocêntrica! Você, Rachel Berry, não é o centro do universo, nada gira em torno de você, então pode parar de ser tão idiota e fazer algo que presta como dar uma chance ao próximo? – Quinn não queria, mas bateu a cabeça da morena contra o piano. – Você faz parecer que é uma grande perdedora, mas aqui dentro você mantem a mesma porra de hierarquia que nós tentamos lutar contra. Você é o quarterback do coral, enquanto Sugar, Rory, Mike e Tina não passam dos nerds do clube de xadrez. É isso que você quer? Ensinar a eles que bullying é errado e praticar isso? – Ela se virou para todos. – Alguém sequer percebeu que tem mais ou menos três minutos que Tina saiu da sala? Ela sempre faz isso e N-U-N-C-A alguém percebe. Eu reparei esses dias e isso me fez pensar. – Ela voltou para Rachel – esse era o lugar que ela deveria chamar de segundo lar, o lugar onde ela se sentiria normal, mas se sente como a poeira da estrela Rachel Berry. Todos, aliás. Exceto seu namorado babaca, Finn Hudson!
Quinn parou de falar. Seu nariz repentinamente trancou e ela queria chorar. Aquele gosto horrível de suco gástrico que vinha a tona toda vez que ela pensava em discutir com Rachel. E o brilho ofendido no olhar da morena só fazia machucar mais.
– Vão se ferrar todos vocês! – Ela desceu de Rachel e saiu da sala.
(...)
– O que eu preciso fazer para eles me notarem? – Tina apertou os livros contra o corpo.
Ela e Quinn conversavam depois que a loira a achou no banheiro. Era o lugar onde ela ia chorar, todas as garotas que ela conhecia também, então a coisa mais inteligível a se fazer era procurar lá. Quinn conversava com
– Se ferir não adianta. Com disse o Thomas, você tem que mostrar a diva que há em você. E eu posso te ajudar, está disposta?
Tina observou a mão que ela lhe estendera.
– Sim. – Ela segurou firme nas mãos da loira. – Mas eu quero te ajudar a se acertar com a Rach de novo. Parcialmente foi minha culpa.
Quinn sabia que Tina estava por dentro de tudo, a estória inventada da morena para omitir a história de Blaine foi convincente o suficiente para que ela confiasse em Tina. E depois do episódio na sala do coral, não fazia muito tempo desde que Rachel falou na cara da loira que ela estava chateada e que não queria mais vê-la.
– Tudo bem – elas cruzaram dedinhos como uma promessa.
Notas finais
Comentem =)
Favoritem =)
Recomendem =)
(Meu épico) Momento Gleek: 4x15 não foi tão bom quanto o esperado, mas serviu para atear fogo no circo e isso foi bom. Rachel Berry quebrando a cara com Brody, Adam aquele lindo que me seduz e é um fofo! Santana faz trabalho melhor que muito policial u.u (vem me investigar, sua linda). Marlene vadia, muita sacanagem ela cantar a música com um e pensar no outro! E gente, eu juro, eu juro que meu coração parou quando a Kitty foi falar com a Marley e por um minuto eu fiquei cheia de Karley feelings, meu Karley heart quase parando e daí a Marley foi contar o segredo dela e a Kitty cruzou os dedos atrás das costas e eu sai gritando e quase quebrei meu fone ;@
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Eu queria compartilhar uma informação muito legal =)
Veja este gif: http://25.media.tumblr.com/tumblr_mcpo7ukvWt1r04w4bo2_r1_250.gif
Eu morro olhando ele, tanto meu Brittana quanto Heya heart disparam e eu sinto vontade de chorar. Vamos combinar que NINGUÉM nunca se beijou assim em Glee. Talvez Klaine. Mas... assim, o jeito como elas abaixam como se fizesse anos que faziam aquilo, o bracinho passando pelo pescoço da Santana/Naya, a forma como a Britt/HeMo foi abrindo a boca para receber o beijo. Vamos combinar, parecia muito que ela esperava uma linguinha u.u e eu aposto que rolou, mas não deu para ver desse ângulo. Quando inventarem retratos digitais para gif, eu quero um com ESSE gif.
Ah, eu ganhei de uma colega, hoje, um poster da 1ª temporada de Glee e estou amando/babando na Quinn/Di.
E eu estou em progressão aritmética em uma amizade estratégica com uma pessoa que estou de olho desde agosto de 2012 =) graças à isso eu estou feliz e teremos capítulos felizes =)
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