Notas iniciais
Espero que gostem.

POV Elena Salvatore

Eu era agora Elena Salvatore, e isso para mim soava tão bem. Eu só devo estar ficando maluca, ou são os hormônios da gravidez que estão me deixando assim.

Estávamos ainda na festa, Damon e eu dançamos quase a festa inteira, agora estou com os pés me matando. Damon parece que leu minha mente, e pediu para que eu fosse me trocar, para irmos embora. Eu ainda não tinha conversado com ele sobre a nossa lua de mel.

Eu me troquei, e quando eu desci ele já estava me esperando. Entramos em um carro, e ele sentou ao meu lado no banco de trás. Fomos todo percurso calados, ate que chegamos em uma pista de pouso, onde um jatinho nos esperava. Olhei com cara de interrogação para ele.

– Pra onde estamos indo? — Perguntei curiosa.

– tsc-tsc, sempre curiosa, não? Você só vai descobrir quando chegarmos.

E eu sorri, ele sabia que eu amava surpresas, principalmente as boas.

Entramos no jatinho e sentamos, ele perguntou se eu queria algo e eu neguei. A única coisa que eu queria era alguma bebida com álcool, mas eu estou grávida então fica difícil.

A viagem inteira, eu fiquei pensando no quanto eu estava sendo egoísta. Eu não devia ter aceitado essa loucura. Ás vezes eu penso, e se há cinco anos atrás, eu tivesse dito a ele que eu o amava, será que esse filho poderia ser dele? Ou talvez eu ainda nem estivesse grávida.

É isso mesmo, há cinco anos atrás eu tinha uma paixão platônica por Damon Salvatore. Mas ele era o cara mais lindo, generoso, inteligente, gostoso e... eu já falei que ele é lindo? Ele jamais iria olhar para uma simples Elena Gilbert, de beleza tão comum.

Mas um dia eu decidi que iria me declarar a ele, mas quando eu fui falar com ele, ele estava beijando outra garota. Então eu desisti, era melhor o ter como amigo, do que nada.

O que está me deixando preocupada é, ele está apaixonado, isso eu sei. Eu sei quando uma pessoa fica apaixonada. Ela fica o tempo todo no mundo da lua, só pensando nessa pessoa, fica poético. Aquilo que ele falou, foi a coisa mais linda que já disseram para mim.

– No que tanto pensa sra Salvatore? — Ele perguntou me tirando dos meus pensamentos.

– Em coisas do tipo, para onde estamos indo? Será estou sendo sequestrada pelo meu marido?

– Considere-se sequestrada, por uma semana, e sem direito a resgate.

Começamos a rir, e logo o sono foi chegando. Me encostei nele e acabei dormindo. Quando acordei, o avião estava quase pousando. E foi quando olhei pela janela.

– Cala a boca! Cala a boca!

– Mas eu não falei nada. — Ele disse sorrindo.

– Eu não acredito que estamos em Paris. — Meu sonho sempre foi vir a Paris, mas eu nunca tive tempo e nem dinheiro o suficiente. Eu estava economizando, para quem sabe o ano que vem.

– É o que parece, não é? — Falou sorrindo mais ainda, ele sabia que esse sempre foi o meu sonho.

– Se você já não fosse meu marido, eu casava com você agora mesmo. — Dei um abraço nele, o apertando muito. — Obrigada, muito obrigada. Meu Deus, estamos em Paris.

– Nossa, se eu soubesse que ficaria tão feliz, eu já tinha te trago aqui há muito tempo atrás. Agora se segura que vamos pousar.

Apertei o cinto e ainda sorrindo, dei um beijo em sua bochecha e ele pareceu gostar, pois o sorriso que veio a seguir foi o mais lindo que eu já tinha visto.

Quando saímos do avião, havia um carro nos esperando. Nós seguimos para um hotel muito bonito, e com vista para a torre Eiffel. Quando chegamos, Damon foi falar com a recepcionista e eu fiquei sentada no saguão o esperando, afinal eu não sabia falar francês.

Logo depois ele veio até mim, com uma cara nada boa.

– O que aconteceu? — Perguntei preocupada.

– Elena, quem reservou nosso quarto foi a Caroline, e bom, ela meio que reservou só um quarto, que foi a suíte master. Bom, não tem mais vagas, o hotel já está cheio e não tem nem como colocar uma cama extra no nosso quarto. Mas se você concordar, nós podemos ficar no mesmo quarto e eu me viro lá para dormir. Tudo bem?

– Claro que não.

– Tudo bem, então eu vou ter que ver outro hotel.

– Hey, eu falei claro que não, por que eu não vou aceitar que você durma no chão. Você pode dormir comigo, na cama. Não tem problema e não há nada de errado. Somos casados. A não ser que você não queira dormir comigo.

– Claro que eu quero. — Ele falou e automaticamente... pera, Damon Salvatore acabou de corar? foi isso mesmo? Sim. — Quer dizer, eu não tenho problema nenhum em...dividir a cama com você, eu só quero que você me diga que está tudo bem pra você.

– É claro que sim, eu nunca deixaria o pai do meu filho dormir no chão. — Ele sorriu.- Agora vamos pro quarto, a grávida aqui esta cansada e com fome e eu acho que com sono também.

– Vamos lá, minha grávida esfomeada.

– Como é que é Salvatore?

– E de mal humor. Vem deixa pra lá.

E assim seguimos para o nosso quarto. Já eram 4:00 horas da manhã, e nós ainda iriamos jantar. Quer dizer eu iria, eu comi muito bolo no casamento, mas estava morrendo de fome. Já o Damon, comeu duas fatias de bolo e pronto, eu não sei como ele conseguiu ficar satisfeito só com o bolo e o champanhe.

A madrugada passou, comigo me empanturrando de comida, Damon ligando para o serviço de quarto a todo minuto. Depois, nós resolvemos deitar, e conversar, até pegar no sono.

Notas finais
Até Sábado. O que acharam? xoxo