Notas iniciais
Oi, oi, oi! Como estão minhas leitoras favoritas?? :) Capítulo novo na área. Aqui começa a segunda fase da história! Espero q gostem e tals... Flw. A gente se vê lá em baixo. kkkkk

–Tipo assim, a gente chega lá e pau neles.

–Quando pedi uma ideia para resgatar a Vampira, queria uma que não fosse um plano suicida, Wolverine.

Fera e Bobby riram.

Betsy revirou os olhos, sorrindo de lado.

Wolverine rosnou algo de seu canto.

Como as coisas poderiam mudar tanto e ao mesmo tempo permanecer tão iguais?

Sentando nas sombras, Gambit observava os outros.

Ele sempre fora um tanto excluído do grupo. Ex-vilão, ex-ladrão e dono de um passado, no mínimo, sombrio.

Era natural que quisessem distância.

Ciclope continuou o planejamento do resgate, sendo observado por Míssil.

Aquilo tudo revoltava Remy.

Vampira estava em perigo, podia morrer a qualquer momento, e os X-Men perdiam tempo com planejamentos inúteis.

A ideia de Wolverine lhe parecera perfeitamente plausível; simplesmente dar uma surra em Sinistro.

Perto da mesa, seus colegas discutiam.

Alguns foram, para sua surpresa, realmente compreensíveis.

Scott, Jean e Hank tratavam-no como sempre. Como se nada houvesse acontecido e seu julgamento nunca tivesse existido.

Betsy, Bobby e Sam tinham educação. Era só isso que lhe dispensavam.

Remy os entendia; eles se sentiam traídos.

Tinham esse direito.

Anjo não aparecera no Instituto desde o dia em que Remy voltara.

Isso o entristecia.

Gostaria de ao menos pedir-lhe perdão.

Joseph também manteve-se recluso.

E por Remy, podia continuar trancado no laboratório pelo resto da vida.

Wolverine era o Remy mais dificuldade em entender.

Depois de perceber que Remy não havia feito nada à Vampira, ele parecera ter se acalmado.

Ou pelo menos, desistido da ideia de picar o francês em pedaços.

Era como se Wolverine visse em Gambit um pouco de si mesmo.

Ambos fizeram coisas das quais não tinham orgulho, ambos foram rotulados como monstros e ambos tentaram ter uma segunda chance.

O Professor Xavier agira quase como um pai.

Ele era o único que não o tratara mal, não fora indiferente e não tivera pena.

O único que simplesmente conversara com Remy.

Como um amigo.

Na mesa, ainda falavam.

Um mal estar súbito apoderou-se dele. Suas mãos estavam geladas e sua cabeça era acometida de uma dor funda e incessante.

–Preciso de ar. – anunciou ao sair da sala, mais para si mesmo que para os outros.

A visão embaçada não atrapalhava seus passos. Conhecia cada centímetro daqueles corredores do mesmo modo que conhecia a palma de sua mão.

Entrou na cozinha, apoiando-se contra a parede fria e tentando acalmar sua respiração.

Vampira estava bem...

Ele a salvaria, a traria para casa...

Por ao menos uma vez, tudo daria certo...

Não havia nada com álcool na geladeira.

Sentou-se à mesa de madeira entalhada, observado com interesse o ponteiro dos segundos mexer-se no relógio à sua frente.

Cada instante desperdiçado trazia um novo risco à vida de sua amada.

Naquele momento, Remy daria tudo por um cigarro.

–Não pensei que o encontraria aqui.

Ao virar-se para trás, deparou-se com uma mulher ruiva sorrindo para ele.

As esmeraldas verdes que ela possuía no lugar dos olhos emanavam compaixão e solidariedade.

Remy entendia aquilo como pena.

Algo que feria o pouco orgulho que ainda lhe restava.

Jean Frey, a Fênix, sentou-se a sua frente na mesa.

–Pura perda de tempo. Todo aquele planejamento, aquelas estratégias...

–Só estamos tentando fazer o melhor para Vampira.

Remy deu uma risada sarcástica, enquanto levantava-se de sua cadeira e punha-se a andar de um lado para o outro.

–A vida da Vampira está em risco nas mãos daquele maluco e todos estão armando planos? Ela pode morrer a qualquer momento! Eu não vou deixá-la morrer!

Remy deu um murro na mesa, mas Jean não pareceu se assustar.

Envergonhado, virou as costas para ela.

Remy não iria chorar.

–Não preciso entrar na sua cabeça – começou ela, com a voz doce – para saber que você ama a Vampira. Mas o amor, muitas vezes, nos torna cegos, Remy. Eu sei do que falo. E entendo sua vontade de punir Sinistro pelo que fez, entendo de verdade. Mas às vezes temos de pensar mais com a cabeça e menos com o coração.

–Eu sei. – suspirou, derrotado, virando-se novamente para ela.

Sem que ele esperasse, Jean o segurou em um abraço apertado.

Remy realmente sentira falta desse tipo de contato: puro, inocente, aconchegante.

Sentira falta de seus amigos.

Sentira falta de ser um X-Men.

Ela o soltou e cravou as esmeraldas verdes nos olhos dele.

–Sabe... todos nós cometemos erros, Remy. Todos nós já fizemos coisas que gostaríamos de simplesmente apagar ou esquecer. Eu, enquanto antiga Fênix Negra, entendo o que está sentindo. Mas lembre-se: você nunca terá paz se não perdoar a si mesmo.

Notas finais
Frase final babaca, mas verdadeira. kkkkk Para o próximo, prometo muita ação. E só para constar, eu não sei escrever ação. ;) Bye, bjoos.