All About Us

1 Capítulo 1 - Moments


Notas iniciais
Oi bessourinhos,
bem vindos à minha primeira fanfic da One Direction no Nyah!
Espero que gostem!
PS: Não tem prólogo, já é o primeiro cap. mesmo.
xx

"O tempo pode apagar lembranças de um rosto, um corpo, mas jamais apagará lembranças de Pessoas que souberam fazer de pequenos instantes, grandes momentos."


Três meses atrás…

“A brisa gélida entrava pelas janelas e invadia as casas da cidade de Holmes Chapel, Calliel olhava a movimentação inexistente de sua rua pela vidraça do seu quarto. De vez em quando passava um carro pela rua, levantando um pouco de poeira. As folhas verdes das árvores balançavam entrando na dança do vento. Olhou para cima tentando parar de chorar, com as palavras duras e um pouco frias em sua cabeça, “tenho que ir.” A frase que ficava vagando em sua mente, a frase que lhe trazia tanta angustia e sofrimento. Seu olhar triste e suas olheiras mostravam muito bem que Calliel estava sofrendo. Mas o que você esperava? Uma decepção atrás de outra. Primeiro a morte dos pais, depois a partida da única pessoa que lhe trazia um pouco de alegria. Afinal, o que mais faltava?

De vez em quando ela olhava para a foto que estava em sua mão, fazendo seus olhos marejarem. Um menino e uma menina. Os dois esboçavam um sorriso prazeroso, como se estivessem mesmo muito felizes naquele dia. Estavam. A garota de cabelos castanhos um pouco ondulados, olhos amendoados, se deliciava com um sorvete, enquanto, o menino ao seu lado de cabelos castanhos cacheados e olhos verdes fazia caretas engraçadas para a câmera. Uma foto muito bonita que trazia lembranças indesejáveis para Calliel. Era ela e seu melhor amigo, Harry.

Harry Styles.

Isso mesmo. O famoso Harry Edward Styles da boyband One Direction.

Na foto ele era apenas o Harry, ou melhor, cachinhos, ele não era o famoso Harry, aquele que aparece em várias revistas com várias mulheres em vários lugares. Era apenas o Harry, que Calliel tanto apreciava.”

Calliel’s Pov

Fechei a mala acinzentada que estava em cima da cama de madeira, dando um longo suspiro. Daqui a algumas horas eu estaria embarcando no avião com destino a glamorosa cidade de Londres. Meu maior sonho sempre foi fazer uma faculdade de artes em Londres e dentro de algumas horas eu estaria o realizando.

Estou tão orgulhosa, com muito esforço consegui ganhar a bolsa para estudar na faculdade de artes de Londres.

Trii Trii

Um blackberry preto tremia em minha cama, desbloqueei o ecrã dele e olhei o número. Atendi animada.

– Alô?

– Caaally!

– Aliceee!

– Ai, Cally eu vou sentir tanto a sua falta! Holmes Chapel não é nada sem você!

– Haha, deixe de ser boba, Al!

– Não estou sendo boba, estou sendo realista.

– Ok. Al, manda um abraço para a Charlie e diz que eu vou sentir muita falta dela, que eu a amo muito!

– Como assim? E eu?

– Também te amo bobinha.

– Sei disso. Uma pena que eu não possa ir para o aeroporto com você, manda um abraço para a tia Kate e...

– Cally. – gritou Kate, minha tia, que estava me hospedando em sua casa. – Vem almoçar.

– Ei Alice, tenho que ir, senão vou chegar atrasada. Beijos!

– Tchau, beijos e se cuida, tá?

– Haha, tá bom dona Alice! – desliguei o celular e dei uma rápida olhada para o meu quarto, suspirei alto.

Puxei a mala com um pouco de esforço e caminhei até a porta, olhei mais uma vez para meu antigo quarto e vi que tinha deixado uma coisa em cima da escrivaninha. A foto. Minha amada foto. Soltei a mala no chão cuidadosamente e andei até a escrivaninha, arrastei a minha mão na madeira rústica e segurei fortemente a foto, com medo de ela voar de meus dedos. Desci as escadas com dificuldade, a mala estava pesada. Comi um almoço leve, lavei o prato de porcelana e parei para observar minha tia. Cabelos ruivos presos de um coque, aparência cansada, calça jeans, blusa branca, sapatilha preta.

– É melhor nós nos apressarmos o voo é daqui à uma hora. – Kate disse me tirando dos meus devaneios, seus olhos castanhos miravam o relógio de parede que indicava exatamente duas horas da tarde.

Minha tia dirigiu demasiadamente devagar até chegar ao aeroporto de Holmes Chapel, duas e meia indicava o relógio do meu blackberry. Entramos no aeroporto um pouco apressadas, com passos rápidos chegamos ao salão de espera. Sentamos um pouco ofegantes nos bancos anis.

– Passageiros com destino à Londres, por favor, se dirijam à plataforma de embarque. – me levantei de relance da cadeira azul e olhei para minha tia que estava com os olhos marejando. Ela se levantou e parou em minha frente, ela já tinha desistido de segurar o choro.

– Vou sentir sua falta. – ela murmurou no meu ouvido, me abraçando fortemente, agora era duas que estavam chorando. – Te amo muito.

– Eu também. – respondi as duas afirmações, levantei a cabeça no intuito de engolir o choro, os ventiladores girando, as luzes ofuscando os meus olhos.

– Última chamada aos passageiros com destino à Londres, por favor, se dirijam à plataforma de embarque. – a mesma voz quase robótica avisou novamente.

– É melhor eu ir. – eu disse com a voz embargada, desfazendo do abraço. Segurei minha mala com um braço e com o outro dei um último abraço em Kate e fui em direção à plataforma de embarque.

– Se cuide. – Tia Kate gritou com a voz chorosa. Eu já estava distante para ouvir nitidamente sua voz.

Entrei no avião esbarrando em algumas pessoas que insistiam em passar junto comigo. Sentei – me em um banco estofado ao lado de uma das várias vidraças do avião.

Encaixei ou fones de ouvido em meu iPod e coloquei em uma música qualquer. Encostei minha cabeça na janela do avião e fechei os olhos.

– Passageiros com destino à Londres, apertem os cintos, pousaremos em 10 minutos. – acordei com a voz da aeromoça indicando que estávamos chegando. Os 10 minutos passaram muito rápido já havíamos chegado a Londres.

Desci do avião um pouco sonolenta, suspirei, andei um pouco até pegar minha mala, um barulho de gritos e flashes me incomodava. Mas o quê está acontecendo?

Os gritos estavam cada vez mais próximos a cada passo que eu dava, dei um olhar rápido para traz e trombei em alguém que devia estar correndo por causa da tamanha brutalidade que eu cai.

– Ouch. – soltei um muxoxo com as mãos na cabeça.

– Meu Deus! Desculpe-me. – disse um garoto de olhos azuis e cabelos loiros escuros me ajudando a levantar. – Você está bem?

– Estou. – eu disse sendo simpática, é claro que eu não estou bem. Mas bem que eu conheço esse garoto de algum lugar, pode ser que ele já estudou comigo, ou algo do tipo.

– Err... Será que você poderia me ajudar? – ele perguntou timidamente.

– Depende. O que você quer? – perguntei um pouco indecisa.

– Ajudar eu e os meus amigos a nos esconderem... – ele disse com receio.

– Pode ser... mas por qual motivo? – indaguei imaginando um lugar para eles se esconderem.

– Longa história. – ele disse monótono.

– Vem comigo. – eu disse puxando a mão dele.

– Ei... espera. – ele disse parando de andar me fazendo voltar alguns passos. – Os meus amigos não chegaram ainda. – ele disse com um vibrar de mensagem tocar. No instante coloquei as mãos no meu celular e deduzi não ser ele.

O garoto olhou para o seu Iphone e leu a mensagem rapidamente.

– Eles estão chegando. – comentou um pouco relaxado. – A propósito, eu sou Louis. – mal deu tempo de eu responder quando no mesmo momento vi quatro garotos que me eram conhecidos correrem apressados até o garoto que eu estava conversando.

– Meninos, essa é a... – ele disse, me encarando com um olhar curioso.

– Calliel. – eu disse dando de ombros.

Olhei para cada garoto rapidamente, todos me pareciam familiares, até que olhei para um que no instante que eu disse meu nome levantou a cabeça mirando seu olhar para mim.

– Cachinhos? – perguntei não crendo no que via.

– Cally? – ele perguntou com os olhos igualmente arregalados.

Notas finais
Oi de novo,
espero realmente que tenham gostado!
O próximo cap. sai daqui a 3 ou 4 dias.
Dependo dos reviews.
xx