Notas iniciais
Hello! Estou eu aqui, com a minha paixão por OneShots mais uma vez! Eu espero que vocês gostem, galera. Quero agradecer primeiramente à 3 pessoinhas: Maria, Lucas e Eduardo. Nem sei se essa One existiria se vocês não tivessem comentado no post e se eu não tivesse a ideia de jogar a famosa frase "conhece meu amigo partidão?". Além do mais, vocês são demais ♥ Leiam essa One enquanto escutam "Dear Future Husband", da Meghan Trainor (link logo abaixo). See ya... Slytherin Girl https://www.youtube.com/watch?v=ShlW5plD_40

31/12/2016, 23h45

Tudo podia acontecer entre Maria e Lucas.Tudo,menos eles namorarem.Como ótima ouvinte e melhor amiga,eu não podia deixar delertodas as mensagens de Lucas falando sobre como Maria era linda e maravilhosa e como ele não tinha chance alguma com ela.

Como melhor amiga,eu devia simplesmente fazer algo a respeito disso.

Eu,LucaseMariasomos amigos desde que me conheço por gente.Somos simplesmente um trio de ouro,pois nunca nos separamos.Mas aquele velho clichê aconteceu.Lucas se apaixonou por Maria.Desde o acontecido,ele não para de falar dela.Isso deveria me deixar com raiva,afinal não sou ouvinte de relacionamentos.Pelo contrário,eu faço os relacionamentos acontecerem e depois não quero ouvir um pio em relação a isso.

Não foi assim com Lucase Maria.E isso me deixa desgastada.

— Lety, o que você tanto escreve aí? — Lucas pergunta e olha por cima do meu ombro. Fecho meu bloco de notas e sorrio para ele. — Nossa, que poético...

— Você nem leu! — Solto uma risada e me levanto. — Cadê sua futura namorada?

— Quem? Maria?

— Não. Anna. — Reviro os olhos impaciente com ele. — Claro que é a Maria. Cadê?

— Deixa eu olhar no meu...

— Faça essa piada que eu juro que vou te socar. — Mostro o punho para ele e faço cara feia. — Olha, Lucas... você tem que chegar na Maria de uma vez por todas. Faltam exatos 15 minutos para o Ano Novo e nada de você falar com ela. — Reclamo e cruzo os braços. Lucas me encara com a típica cara de quem quer que eu cale a boca e passa a mão na nuca. Atrás dele, vejo Maria chegar e deixar a bolsa em cima da cadeira. Ela acena para mim e sorri. — A princesa de gelo chegou... E que comece a Operação Cupido! Hey Mary!

— Letícia, o que você vai... Oi Maria... — Lucas sorri todo idiota para ela, que beija sua bochecha e senta ao meu lado.

— Oi galera! Desculpem o atraso, mas minha mãe demorou para se arrumar e já viram a confusão, né? Enfim... — Maria respira fundo e olha para mim, ficando de costas para um Lucas extremamente idiota babando por ela.

— Mary, minha querida Mary... você conhece meu querido amigo partidão, Lucas? — Pergunto e vejo Lucas de boca aberta. — Ele gosta de séries, livros e filmes de ficção científica, além de ser um mago na cozinha e adorar Game Of Thrones.

— Conheço sim! Na verdade, ele é meu melhor amigo, esqueceu Lety? — Maria gargalha e passa a mão embaixo dos olhos. — Você é engraçada...

Olho bem em seus olhos e vejo uma fenda de desespero, afinal Maria também tinha uma certa queda por Lucas dois anos atrás. Agora que me lembro disso, o meu trabalho vai facilitar

Na real? Eu nunca quis juntar meus amigos. Nenhum deles. Meio que me sinto na obrigação de protegê-los de um tipo de desapontamento de relação. No final das contas, eu os protegi tanto desse desapontamento, que esqueci de proteger a mim mesma. Recentemente, saí de um relacionamento que simplesmente não deu certo. Mas provei da felicidade. Desse modo, parei de proteger meus amigos e comecei a expô-los a essa felicidade, por mais que seja momentânea. Juntei 4 amigos meus com outras pessoas. Eles me agradeceram tanto que me deram o apelido de Cupido. Eu adorei esse apelido, mas acabei levando sério até demais. Desde esse dia, nunca parei de enfiar as pessoas em relacionamentos que elas nunca pensaram que aconteceria.

— Então Mary. Mas esse é o seu melhor amigo. Que tal um rótulo melhor do que esse? — Pergunto e me levanto. Vou até Lucas e aperto suas bochechas. — Ele não tem muita carne, mas continua uma delicinha. Agora olhe nesses olhinhos de cachorro abandonado...

— Letícia, o que você está tentando fazer? — Lucas pergunta e revira os olhos.

— Nada... — Faço-o se sentar ao lado de Maria e olho para os dois. — Fiquem aqui conversando enquanto eu pego uma bebida para nós. — Olho o relógio e abaixo meu rosto ao lado da orelha do Lucas. — Você tem 7 minutos. Não estrague as coisas, senão vou te socar!

Saio de perto deles e vou buscar algo para beber. Pode parecer infantil, mas ver meus amigos felizes é a primeira coisa da minha lista nessa vida. Fazê-los felizes, independente do preço que eu tenho que pagar, é a minha missão nessa terra. Acho que foi por isso que Deus me jogou aqui, para fazê-los felizes. Não preciso dizer que estou fazendo meu trabalho extremamente bem, não é mesmo? Maria e Lucas só precisavam de um empurrãozinho para ficarem juntos. E que empurrão é melhor do que o da melhor amiga? Nenhum! Eu só precisava da hora certa, do momento certo.

Coloco um pouco de refrigerante e energético em 3 copos e respiro fundo. Olho no relógio. 1 minuto para entrar em um novo ano. Ouço meus pais iniciarem a contagem regressiva. Olho para a porta da sala, a espera que Lucas entre dizendo que não foi corajoso o suficiente.

3... 2... 1...

Ano Novo.
Pego os 3 copos (com certa dificuldade, afinal são 3 copos, não 2) e vou para a sala, ensaiando meu discurso de como eu os mataria se não ficassem juntos nesse ano.

Eu realmente ensaiei o discurso na minha cabeça para absolutamente nada.

Chego na sala e sorrio ao ver os dois se pegando. Me aproximo devagar e deixo dois copos em cima da mesa que fica na frente do sofá. Me afasto devagar e rindo baixo igual retardada. Vou até a varanda encontrar o resto da família e amigos. Vejo minha irmã e o namorado soltarem fogos de artificio, que fazem explosões loucas no céu. Encosto no muro e observo os fogos. Ao meu lado, Carlos (outro amigo) também está encostado. Ele olha para mim e sorri.

— Maria e Lucas? — Pergunta ao me ver sozinha.

— Se pegando, finalmente. — Respondo sem vontade nenhuma de conversar.

— O cupido trabalha até na véspera de Ano Novo? Dessa eu não sabia.

— Não trabalho. — Viro para ele e bebo um gole da minha mistura. Sinto-a fazer um efeito instantâneo na minha mente, deixando-a mais aberta para conversar ou pensar besteiras (minha especialidade). — Mas eles são meus melhores amigos. Não posso negar um favor a eles.

— E foi um favor para você, Letícia? — Engulo todo o liquido que está dentro da minha boca e fixo meus olhos nos dele. — Já pensou que eles podem te deixar de lado quando oficializarem isso?

— Eles são meus melhores amigos, Carlos. — Retruco e devido meus olhos para ele. — Não vão me trocar um pelo outro.

— Você disse a mesma coisa quando juntou Danielle e Leonardo. Onde eles estão agora? — Carlos se aproxima mais de mim, ficando a 10 centímetros de meu corpo. — Pense melhor quando juntar seus amigos.

Continuo observando-o durante uns minutos. Memorizo cada parte de seu rosto. Até mesmo quando ele sorri, notando o que eu estava fazendo, fico observando seu sorriso extremamente charmoso, com aquela maldita covinha do lado direito.

Isso não me atrai. Óbvio que não. Ele me pôs para baixo com simples palavras. Isso é ridículo. E magoa.

— Danielle e Leonardo nunca foram meus amigos de verdade. Espero que entenda isso e que note que eles só eram companheiros. Se foram embora ou não, o problema não é meu. Muito menos seu. — Termino de tomar o líquido de meu copo e saio de perto dele. — E você só está assim comigo porque me recusei a te ajudar com Maria. Ela não merece esse sofrimento que você deu à Nayara. Entenda, Carlos.

Me afasto dele e volto para a sala. Sorrio ao ver que Maria e Lucas pararam com os amassos, então decido me sentar com eles. Pego o copo que está pela metade (que parece ser de Maria, porque ela me encara feio) e tomo o restante do líquido. Pisco rapidamente e sorrio.

— Feliz ano novo para vocês também. — Digo e os observo se entreolharem. Opa. Algo está errado. Eles nunca fazem isso quando estamos todos juntos. — O que foi?

— Lety... Você sempre junta seus amigos, faz com que eles virem casais legais e tal..., Mas e você? E sua vida amorosa? — Maria me pergunta e pega na minha mão. Ela dá um sorriso fraco para mim, o que me faz duvidar ainda mais do que está acontecendo. — Você sabe que precisa esquecer o Jonas... Ele não te fez bem e vocês nem devem voltar. Na verdade, acho que vamos precisar te arranjar alguém.

Ah não. Eu sabia que esse dia chegaria. Sabia que tentariam arranjar um par para o melhor cupido que esse mundo já viu. Mas não pensei que esse dia seria bem no primeiro dia do ano.

— Minhas séries estão em dia, eu não preciso de um namorado, querida Mary. — Pisco para ela e sorrio. — Fica suave.

— E que tal... E se você...

— Lucas, não. — Pego na mão dele e balanço. — Eu juro que estou suave.

A porta da minha casa abre mais uma vez. Olho para Eduardo, que entra e sorri para mim. Sinto meu rosto corar imediatamente e solto as mãos de meus amigos. Coloco as mãos nas bochechas e abaixo a cabeça.

Digamos que Eduardo sempre foi alguém em quem eu tive interesse quando mais nova. Ele era o famoso "primeiro mozão". Exceto pela parte que eu era extremamente tímida e simplesmente nunca tive coragem de falar com ele. Na verdade, eu não podia cumprimentá-lo sem morrer de vergonha por dentro. Os únicos (literalmente) que sabiam dessa minha paixonite pelo Eduardo eram Lucas e Maria, tendo o maior direito de me aloprarem com isso. Eles nunca contaram para o Eduardo sobre minha paixão maluca por ele. Me respeitavam o bastante para isso.

Isso quando éramos pequenos, óbvio.

Quando crescemos, a primeira coisa que fizeram foi contar pra Eduardo sobre minha eterna e maluca paixão sobre ele. Agora, sempre que o vejo (longe ou perto), sinto vontade de me esconder em um buraco e fingir que viajei para qualquer lugar que esteja a mais de 10000 quilômetros dele (nem que seja debaixo da terra).

— Quem... Ah, Eduardo. — Lucas sorri igual um maldito psicopata e coloca a mão em meu ombro. — Você deveria investir nele, Lety. Ele é extremamente a fim de você.

— Você sabe que isso não é verdade...— Digo ainda de cabeça baixa.

— Ele é sim! Todo mundo é a fim de um cupido fofa e doida igual você, Lety. Hey, Edu! — Ouço Maria chamar e é neste momento que sinto meu mundo como Cupido terminar de desabar.

Notas finais
Esse Carlos... Me deu nojo de escrever esse diálogo, mas ia ficar com menos de 1000 palavras, então... Bom, e aí, o que acharam? Eu realmente espero que tenham gostado. Demorou uns 3 ou 4 dias pra realmente postar isso no Wattpad (sendo que eu só postaria dia 01/01), mas eu não sei o significado do verbo "esperar". Comentem aí o que acharam e compartilhem essa One fofinha com os amiguinhos! É isso aí guys! Feliz Natal e um ótimo Ano Novo pra vocês! See ya... Slytherin Girl
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!