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4 Capítulo 4
Notas iniciais
– Caraca! O Freddie tem um irmão loiro MUITO gostoso! Ui! – Carly riu e Sam também.
– Não sabia que ele tinha um irmão. – Falou a loira como se quisesse se lembrar de algo. Carly se serviu de mais da bebida.
– Poise, mas... continuando, não queremos mais falar do Benson, ou queremos? – Interrogou a morena.
– Não, não queremos, e nem do irmão gostoso! – Riu maliciosa bebendo mais e mais, sentindo o álcool em suas veias, mas continuava sóbria.
– Que seja.Aqui não e o clube da luluzinha para falarmos de “garçons” (tradução: garotos). Vou tomar um banho. – Carly subiu as escadas e correu para o banheiro. De repente um som alto invadiu o apartamento das garotas. Esses vizinhos faziam de propósito. O ódio começou a latejar em seu corpo e seus olhos começaram a ficar vermelhos. Foi até o apartamento da frente e bateu com força na porta, encontrando um Freddie sem camisa, fazendo exercícios ao som de uma musica heavy metal não identificável por que só se ouvia gritos e poucas vezes alguns traços das vozes dos cantores.
– O que faz na minha casa? – Ele parou e desligou a musica.
– Por que faz musculação? Não precisa. – Disse cruzando os braços.
– Esta dizendo que sou gostoso? – Ele desafiou se aproximando a deixando um pouco envergonhada.
– Cala a boca e abaixa o som Benson. – Falou nervosa a loira.
– Por que? – Ele chegou mais perto.
– Por que se não... vai se arrepender... – Ela o provocou se aproximando mais e mais até derrubá-lo no sofá e ficar por cima. Roçou seus lábios nos dele e em quanto o beijava vorazmente, atou suas mãos com algemas de aço na mesinha ao lado, o impedindo de movimentar os braços. Continuou o beijando. Fazia movimentos com a língua dentro de sua boca o enlouquecendo ainda mais.Pegou a chave das algemas e colocou na boca. Desceu uma trilha de beijos por seu abdômen até chegar a sua calça onde enfiou a chave.
– O que você fez? – Ele tentava se soltar. Ele iria conseguir se continuasse naquele ritmo, e em poucos segundos iria estar continuando o que Sam havia começado.
– E uma algema de aço. Se quiser a chave, e só pegar. – Falou saindo vitoriosa. Ele sabia exatamente onde a chave estava. Sorriu ao chegar no apartamento.
– O que foi? – Perguntou Carly sorridente mexendo no computador.
Look Carly: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=110449622&.locale=pt-br
– Nada. Ahn... Nós vamos hoje, na boate? — Falou reparando no look da amiga.
– Sim, vai tomar banho que eu te espero. – Disse. A loira subiu as escadas e tomou um banho, vestindo uma roupa logo depois.
Look Sam: http://www.polyvore.com/sam/set?id=110448199
– Tem certeza de que não vão desconfiar de nada ? – Perguntou aflita para Carly.
– Não! E uma boate Punk, todos lá são drogados ou sem família, e o melhor, sempre tem carne nova! – Falou mostrando as presas arrancando um sorriso de Sam. A maioria das boates Punk’s de Seattle ficavam no que os humanos consideravam “fim do mundo”, o que para Sam e Carly não era nada comparado ao verdadeiro fim do mundo.
– Lá não passa policia nem nada do tipo né? — Insistiu Sam.
– Não caramba! Agora relaxa e divirta-se. – A amiga morena soltou um sorriso sinistro e acelerou o Noble M600, que a luz alaranjadas dos postes de luz parecia mais preto do que já era. Depois de meia hora dirigindo finalmente chegaram a boate chamada Black Death.
– Nossa! Que nome mais criativo! – Ironizou Sam entrando por um cara de moicano negro e dentes amarelados. Estava tudo escuro com algumas luzes coloridas piscando de vez em quando. O som ligado ao máximo e as paredes pareciam lambidas uma tinta mais negra do que a noite. Uma maquina soltava jatos demorados de fumaça a cada minuto e o bar parecia ser o único ponto luminoso naquele lugar. Até para ver as portas do banheiro era difícil, se e que ali tinha banheiro.
– Vem, vamos pegar uma Blood Mary! – Falou Carly fazendo a amiga rir do trocadilho. Foram no bar e pediram as bebidas. O álcool já começava a surtir efeito. Ela dançavam na pista. A garganta de ambas começaram a secar, e não era efeito do álcool. Era fome. Sam pegou uma menina, sem nem se dar ao trabalho de identificá-la e a mordeu, sentindo o gosto do sangue se misturar com o gosto da bebida. Aquilo era ótimo. A sensação de paz que sentia quando rasgava gargantas e acabava com vidas. A sensação de realização e prazer que tinha ao ver os olhos de suas vitimas se esvaírem sem direção, e caírem mortos sobre as coisas. Mas ela sabia que não podia tomar mais que dois ou três litros do corpo, se não a causa da morte seria obvia demais. Depois que a garota havia morrido, pegou o corpo e fez um corte no local da mordida, o jogando perto do bosque, ou seja nos fundos daquela sinistra boate.
– E o toque final... – Sussurrou para si mesma em quanto jogava um pouco de cocaína na menina, como se tivesse acabado de usar drogas. Sorriu e voltou para dentro.
Depois da noite de Sam e Carly se alimentando de Punk’s, voltaram finalmente para casa.
– Ah que bom e deitar! – Sam se jogou no sofá.
– Sim... Eu... vou dormir. OK? – Falou a morena pensativa e cansada. A amiga se sentou e a encarou.
– Carly... o que houve? – Perguntou.
– Nada, eu só estou um pouco cansada. – Disse, mas Sam sabia que ela na se sentia nem um pouco cansada.
– Anda me fala! – Insistiu.
– Amanhã, pode ser? – Carly subiu deixando para trás uma trilha de duvidas perdidas no ar. A loira repetiu o gesto e resolveu se deitar também. O despertador tocou, fazendo as duas levantarem imediatamente. Sam fez sua higiene e colocou uma roupa.
Look Sam: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=112008401&.locale=pt-br
Logo depois Carly repetiu o processo, descendo as escadas em seguida.
Look Carly: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=112008908&.locale=pt-br
A morena foi em direção a cozinha e agarrou um copo de café amargo.
– Carly... vem ver isso. – A loira olhava catatônica para a TV. Carly aumentou o som, ainda não acreditando no que via.
– O corpo de Jessica Midleodtom James , foi encontrado hoje, nos fundos de uma boate punk, na zona norte de Seattle. A filha do prefeito foi achada por um zelador. Foram encontrados vestígios de cocaína e a principal suspeita e suicídio, já que ela passava por distúrbios mentais e emocionais. Todos nós , apesar de sua doença, lamentamos muito pela sua morte. De Clara Hilton, para Jeorge, na sede do Seattle News Morning. Tenha um ótimo dia. – Narrou a repórter. A foto da menina apareceu durante alguns trechos, e então... Ela se lembrou. Era a garota da noite anterior. Ela e Carly haviam a assassinado.
– Como isso pode acontecer? Você matou a filha do perfeito Sam! – Carly já falara histérica, em quanto Sam agradecia pelas paredes serem a prova de som aos berros da amiga.
– Calma! Você não viu? A principal suspeita e suicídio. Estamos de boa. – Apreensiva disse Sam, dando longas pausas durante as palavras. Isso nunca havia acontecido antes. Carly estava certa, mas ela também estava certa. A garota era suicida, o que de anormal acontecera no assassinato dela?
– Droga! – Murmurou Sam nervosa. Ela havia cometido um erro. Como que a garota iria se matar, se nem ao menos tinha a faca que marcou seu pescoço na noite anterior causando sua “morte”? Afinal, como ela iria se cortar, sem ao menos uma lamina ou pedra? Sam pensou em mil modos, mas nenhum era cabível a situação. Ignorou a amiga a ponto de ataques nervosos e mergulhou em seu pensamento. Vistoriou cada uma de suas vidas passadas e as analisou, principalmente a vida em que entrou na mente de um policial, para descobrir onde as provas de um suposto assassinato estaria. Se lembrou de tudo.
– Homicídio. – Concluiu.
– Vão nos caçar até que achem os verdadeiros assassinos. – Sussurrou seria vendo Carly parar e a escutar. A morena gelou ao ouvir aquilo.
– O que?
– Você escutou Carly. Vão juntar as provas até acharem a gente. Sem uma prova concreta, não podem provar que foi suicídio. E tenho a estranha impressão que quando descobrirem isso, nós ocuparemos o topo da lista de suspeitos.
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