Alive

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Outro aaiii ;p

Acordei como sempre hoje, que pena, queria ter tido um sonho bom, pelo menos. Mais mesmo assim acordei feliz, não sei o porquê. Quem sabe a zica que jogaram em mim já perdeu o efeito? Há esperanças.

Ontem custei a dormir, com toda aquela baboseira da minha irmã.

Mais quem estava ligando para isso, eu é que não era. Pessoa sem noção.

Chega de pensar!

Tomei café, sozinha, isso era um bom sinal. Minha irmã já tinha saído, não sei como (o fusca dela ainda continuava estragado), estranho. Será que ela foi a pé?! Se tratando de Alice, duvido, deve ter pegado carona com umas amigas dela. Já estava atrasada, sai correndo de casa e fui para o meu carro, pus a chave na ignição e girei, o carro fez um barulho estranho e desligou. Pronto, o carro pifou! Só me faltava essa. A macumba era das brabas! Decidi ir a pé, era o único jeito, não era uma caminhada tão longa, pelos menos no segundo horário eu ia chegar. Não podia perder mais tempo então eu fui quase correndo.

O caminho parecia bem mais curto. Decidi parar para descansar, sentei em um banco, por alguns minutos. Já tinha decidido seguir o meu caminho quando um carro parou na minha frente, era um carro conhecido, uma BMW cinza, era só o que eu sabia descrever. Dru Kalr, um grande amigo meu, o que tinha me apresentado o violão, ele tinha cabelos pretos alinhados perfeitamente com gel, sem um fio fora do lugar. Os olhos dele eram castanhos, mais que quase ficavam escondidos por causa dos óculos gigantes de grau. O sorriso dele era bonito, mais também escondido pelo aparelho. Eu o achava lindo, mais também eu era suspeita, eu o adorava, era um grande amigo. Mas via um único grande defeito nele, amava a minha irmã, como ele mesmo me disse varias vezes, bem, coitado.

- Oi minha cantora preferida! – Disse ele saindo do carro, sorrindo pra mim.

- Oi meu bem, saudades de você! — disse dando um forte abraço, eu estava mesmo sentindo sua falta. Ele estava chegando de viagem, da Europa, tinha ido pra lá fazer intercambio.

Dru era quase o meu vizinho, morava na esquina da minha rua, umas três casas depois da minha. Um dia ele me viu chorando na rua, há muito tempo, quando o meu ultimo namorado terminou comigo. Daí começamos a conversar e viramos amigos inseparáveis.

Ele que me ajudou a superar os anos de depressão pôs frustração.

Ele, a Diana e Sabrina, sofreram comigo aquele tempo todo, são ótimos amigos.

- Mais me conta... Como você está? O que andou fazendo? Porque não me ligou falando que estava voltando? – Perguntei desesperada para saber de tudo.

- Calma Sú! – ele sabia do meu apelido preferido. – Uma pergunta de cada vez. – disse ele paciente.

- Tá, como você está?- perguntei, sem disfarçar minha curiosidade de saber.

- To indo, o de sempre, e você? – odiava quando ele falava assim, não estava totalmente bem.

- O de sempre também, mais não gostei dessa resposta, eu te conheço, você não esta bem. — eu disse adivinhando, ele não conseguia esconder nada de mim, ele sabia que não o deixaria em paz até ele me contar.

- Ah, você sabe, ainda não esqueci sua irmã! — Poxa, mais nem esse tempo na Europa o fez esquecer ela, que pena, odiava ter que vê-lo sofrer.

- Mais você prescisa, minha irmã não te merece! – eu disse quase num sussurro.

- É difícil, você não sabe! – voz triste.

- Então, segunda pergunta, o que andou fazendo?- Perguntei cortando o assunto e curiosa novamente.

- Ah, nada de mais só estudando – respondeu.

– Por que você não me ligou falando que estava voltando? – Perguntei com mágoa, nem dando tempo dele falar mais nada.

- Quis fazer uma surpresa. – falou ele simplesmente.

- Eu odeio surpresa e você sabe.

- Deixa de ser fresca menina, não gostou?

- Claro que gostei, mais mesmo assim preferia que tivesse me avisado.

- Ok, ok. Da próxima vez te aviso. – ele não descutia comigo, já sabia que não valia a pena.

- Próxima?! – perguntei assustada – você não ta pensando em me deixar aqui sem o meu melhor amigo de novo, não né?!

- Não, da próxima vez em que eu resolver tentar fazer uma surpresa de novo, e eu não te larguei, precisava estudar. – Estudar, estudar, Ai Meu Deus.

- Ai Meu Deus — repeti em voz alta. — eu tenho que ir pra escola, esqueci completamente.

- Relaxa Sú, eu te levo! -disse ele tranqüilo.

Olhei para o relógio, faltavam cinco minutos para o segundo horário.

- Então vamos, se não eu não chego a tempo — falei apressada entrando em seu carro.

- Mais me conta Sú, alguma novidade? –falou ao mesmo tempo que ligava o carro.

- Tem sim. Chegou um menino novo na escola, já me irritou, acredita?! – perguntei.

- Acredito, você tem uma tendência a ser irritada por todos!– Há. Há muito engraçado. Mandei um olhar mortal para ele. Ele entendeu o recado. — Mas... – continuou – Eu o conheço, é meu primo. – Entrei em choque agora, como assim?!

- O que foi? – Perguntou assustado. O meu melhor amigo era primo do garoto novato, que estava dando em cima da minha irmã. Situação difícil.

- Nada — menti, e eu mentia bem, mais gostava mais da verdade — Seu primo é muito idiota. – falei com sinceridade.

- É eu sei. – Graças a Deus ele concordou comigo. – Mais eu achei que você ia achar ele lindo e essas coisas de mulher toda.

- Bom bonito ele é, mais não muda o fato de que é mal educado. — Fui sincera de novo.

Chegamos à escola, olhei pra ele.

- Passa mais tarde na minha casa para nós conversarmos, presciso te atualizar de todas as novidades, ok?! Valeu pela carona. – agradeci.

- Ta bom. Disponha – falou rindo.

Dei um abraço nele e fui para a aula.

Lutei contra o destino indo para a aula hoje, é claro, havia muitos sinais para que eu não fosse.

Primeiro sinal: O carro estragou, não é uma coisa que acontece com freqüência.

Segundo sinal: Encontrei com o meu melhor amigo que eu já não via há séculos, tá exagero, há uns meses, mais era um bom motivo para não ir, precisava o informar de todas as novidades.

Terceiro sinal: E o mais importante, palestra sobre sexo hoje. Tinha me esquecido, burra, burra, burra.

Definitivamente mesmo eu não deveria ter vindo. Mais já que estava aqui, o jeito era agüentar. Fui em direção ao auditório, onde ia acontecer essa palestra idiota. Para quem eles queriam dar essa palestra?! A maioria do povo da escola já havia transado, e algumas meninas até engravidaram, eles estão bem atrasados. Encontrei a Sabrina no caminho.

- Oi Sah. – falei desanimada.

- Credo amiga, que desanimo é esse? – perguntou.

- Ah, é essa palestra. – falei desanimada de novo, preferiria estar dormindo.

- Deixa de ser chata, vai ser legal, vamos. – falou toda animadinha. Ela sempre era assim, tentava te colocar cima de qualquer jeito, brigando até. Agradecia a ela por isso, se dependesse de mim nem saia de casa.

- Legal pra quem?! – Reclamei deixando ela me levar, quando ela começava assim não parava, desistir era o melhor a se fazer.

Chegamos lá. Era bem pior do que eu imaginava, não estavam só todas as salas do segundo ano, estavam também as do terceiro, ainda bem que o auditório era bem grande. Muita gente também me incomodava, ainda mais o povo do terceiro ano, eram bem retardados.

Graças a Deus a Diana já tava lá, e tinha guardado o meu lugar e o da Sabrina, menos mal, assistir essa palestra já era extremamente ruim, imagina em pé?! Não, nem gostava de pensar.

- Oi Dih – Falei sentando e com desanimo de novo, nem eu tava agüentando minha voz mais. Ela riu.

- Sabia que você ia odiar isso, também não sou muito fã. – disse. Ela era um pouco parecida comigo. Não fisicamente, é claro, a gente, na maioria das vezes partilhava das mesmas opiniões. – Quem dessa escola não sabe sobre sexo?! – era uma pergunta retórica, mais mesmo assim a Sabrina respondeu.

- Eu! – falou quase berrando. Olhei pra ela com descrença. Tá, até parece, ela era que mais falava obscenidades. – Eu sei na Teoria, mas não na pratica. – Completou. Ela tava com problema hoje, só pode!

- E você acha que aqui eles vão ensinar na pratica? – Eu perguntei chocada, será que ela achava mesmo?!

- Até que não seria má idéia. – Não era a Sabrina que tinha falado isso, e nem a Renata. Já conhecia essa voz, me virei. Joe estava olhando pra mim, sinico, como sempre o tinha visto, me perdi naquele olhar, não tinha reparado, ele era bem sexy.

- Ahn?! – foi só o que eu conseguia pronunciar, não conseguia tirar os olhos dele. E ele riu. Ótimo eu era a palhaça.

- Sabia que você babava por mim – Disse ele convencido. Eu estava babando? Fui me certificar disso, coloquei a mão na boca. Não. Não estava. Ele riu de novo, que bom, fiz papel de palhaça novamente.

- E você se acha né?!- Perguntei começando a ficar com raiva, como aquele estranho me afetava tanto, nem minha irmã conseguia isso. Não ia deixar isso ficar assim, “pensa rápido”. – E não. Não estava “babando” por você, estava tentando saber de onde te conhecia, mais agora lembrei, o novato idiota. – Falei dando as costas para ele, não queria mais olhar para o seu rosto bonito e irritantemente sexy.

- Vou fingir que acredito. – Falou atrás de mim, bem próximo do meu ouvido, estremeci e ele percebeu isso. Quando eu me virei para responder ele já tinha ido. Droga, ele ia ficar se achando mais agora. Mil vezes droga! Virei-me de novo em direção as meninas. Estavam com uma expressão chocada.

- O que foi? – Perguntei. Isso era porque eu tinha brigado com o novato de novo?!

- Estou chocada. – Sabrina finalmente falou. – Você esta tratando mal o menino mais bonito da escola! Você tem problema! – Ela quase gritou

- Porque todo esse espanto? Ele é bonito, tudo bem. Mais não muda o fato dele ser muito chato. – E se achava, eww, nojo.

- Ah amiga, se ele te chamasse pra sair você com certeza iria. – Disse a Diana, até ela?!

- Não. Nunca. – Falei com raiva e cruzando os braços, quem via até podia achar que eu era uma menina de três anos emburrada por que não ganhou o que queria.

- Duvido – Disse a Sabrina agora, que complô era esse?!

- Juro que não, não vou sair com ele nunca! – Quase berrei, ele era ridículo, e alem do mais, não gosto de meninos do tipo dele.

- Eu acho que vai. – falou a Diana.

- Eu também. – Concordou a Sabrina. Definitivamente, era um complô contra mim.

- Quer apostar? – Perguntei. Sabia que elas queriam isso, era sempre assim, apostavam sobre tudo.

- Tá. Tá, 20 dólares! – Eu propus

- Para cada. – A Diana acrescentou.

– E, você vai vim uma semana para a escola vestida por mim, sem esses trapos aí. – A Sabrina acrescentou também. “Esses trapos aí” repeti mentalmente, eu me vestia bem, a maioria das minhas roupas eram normais, usava sempre blusas básicas. Usava também calças jeans normais, nem apertadas, nem largas. E acrescentava também em meu loock, blusa de frio, com capus quando fazia frio claro, ou seja, a maioria das vezes.

- Tá ok, feito! – disse com convicção, ele nunca me iria chamar pra sair, eu não devia ser do tipo dele, playboy gosta de patricinha, certo?!

As duas deram um sorriso. Tá. Deixa elas. Olhei para o palco e a palestra já tinha começado, nem reparei, tentei me concentrar nela, mais não deu muito certo, já sabia de tudo, não que eu não seja virgem, eu sou, mais é que eu já vi Descobrery Chanel, e outros canais educativos que mostram como os bebês são feitos, e como se prevenir para não ter eles.

Notas finais
ficou bom gente ? Comentem ;]