Aline
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Acordei com sono, não consegui dormir direito pensando na mensagem de Flora. Balancei a cabeça afastando esse pensamento me levantando e caminhei até ao banheiro, tomando um banho rapido. Sai do mesmo e fui para o closet, colocando a blusa baby look com o nome da lanchonete onde trabalho, colocando uma calça jeans skini preta e calçando meu All Star preto. Penteei meu cabelo fazendo um coque simples e sai do quarto indo para a cozinha. Peguei algumas torradas, e as coloquei na torradeira. Abri a geladeira pegando a caixinha com o suco natural de goiaba, o meu preferido, e enchi um copo que peguei dentro do armario. Coloquei a caixa de volta na geladeira e peguei a margarina a colocando em cima da mesa. Retirei as torradas, da torradeira ao ver que estavam prontas e retirei a borda; me sentei á mesa e passei a margarina nas torradas as vendo se derreterem. Dei uma bela, e saborosa mordida na torrada, a saboreando, logo depois tomando o suco. Depois acabei pegando alguns morangos e os comendo, aproiveitando que estavam doces.
Voltei para o meu quarto, vendo Lizza acabando de sair do seu, pronta, bocejando.
— Bom dia! Já preparei suas torradas, o resto é com você!
—...Om dia, e obrigado... — me respondeu ainda grogue descendo as escadas, entrei em meu quarto e fui escovar os dentes, e depois fiz uma maquiagem leve, apenas para apagar de meu rosto o cansasso, passei um gloss, apenas para minha boca não ficar ressecada, o que é bem fácil de se acontecer.
Peguei uma bolsa, e coloquei meu celular dentro e desci as escadas. Lizza ja estava lá com as chaves do meu carro em mãos. Levantei uma sobrancelha e ela me deu um sorrisinho.
— Irei precisar dele mais do quê você. Então eu dirijo! — disse animada ja se direcionando para a porta de entrada.
Entramos no carro, logo após termos trancado a casa e ativado o alarme, Lizza iria visitar nossos avós e Bellie, ela estava me levando para a lanchonete, e iria ficar com o carro, já que não iria trabalhar, e possivelmente sairia com Isabellie. Sai do carro após ela ter o estacionado, virei-me para ela arrumando a bolsa em meu ombro, segurando em sua alça.
— Que horas eu venho te pegar? — me perguntou descançando seus braços em suas coxas.
— Às 13:30, sem falta. E traga a Bellie também. —sorri para ela, que correspondeu rapidamente assentindo. Entrei no estabelecimento, após ela ja ter saido com o carro.
E a primeira pessoa que encontrei foi Nath, com seu avental posto em sua cintura, e com um em mãos, que provávelmente era para mim.
— Bom dia! — saldou-me com seu lindo sorriso, como sempre. — Sinto muito também por ter te escalado no primeiro horario, mas era nossa única opção, Mason, achou que era melhor na verdade. — revirou os olhos me estendendo o avental com o pequeno bloco e a caneta.
Andamos até os fundos, onde todos os funcionarios ficam, e guardei minha bolsa no meu armario, trancando-o guardando a chave em meu bolso. Entramos na cozinha comprimentando todos que estavam por lá, e indo para o corredor da saida dos fundos, acompanhar Nath, que o chegar na pequena area aberta acendeu seu primeiro cigarro de hoje, o colocando na boca, relachando. Nunca intendi o porquê dela sempre precisar fumar antes de iniciar o trabalho. Ja fui sua colega de trabalho em outras lanchonetes e uma cafeteria, ela sempre fazia isso; mas era somente nesse periodo que ela fumava. Apenas para se sentir calma antes de ter um dia cheio...
Abriamos a lanchonete, às 7:00 da manhã e fechava às 23:00, já trabalhei em todos os turnos que existiu por aqui, sempre junto com a Nath, ela era uma boa amiga, sempre disposta a te ajudar.
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Peguei minha bolsa depois de ter guardado o pequeno avental que estava em minha cintura, junto com o bloco e a caneta. Dei tchau para as meninas que haviam acabado de chegar, avistei Mason, meu chefe, e o avisei dizendo que ja estava de saida, ele acenou e subiu as escadas, indo para o segundo piso, em sua sala. Sai pelos fundos, vendo que Nath já estava ali; ela sempre ficava me fazendo compania, esperando comigo a minha carona, para depois ir até seu carro, indo para casa.
Vi que estava mascando Chiclets quando cheguei perto dela, e pude confirnar, quando ela me ofereceu um, e eu neguei.
— Quem está com seu carro mesmo? — me perguntou colocando mais uma goma em sua boca.
— A Lizza; Pedi para que ela trouxesse Bellie também. — peguei o celular e olhei a hora no visor, 13:27, já já ela estaria por aqui.
— Falando nela... — murmurou fazendo uma bolha com o chiclete a estourando.
Olhei para trás e vi meu carro se aproximando, Lizza o estacionou a fio da calçada; rapidamente ela saiu do carro abrindo a porta traseira tirando de lá minha irmãzinha que veio correndo em minha direção. Me agachei pegando-a no colo.
— Ally! — comemorou me abraçando. Beijei os seus cabelos e a apertei em meus braços.
— Oi meu amor! Você está bem? — perguntei, ela acenou um sim com a cabeça e olhou para a Nath. — Dê um Oi para a Nath.
— Oi Nath! — disse acenando com a mãozinha gorda para minha colega, que retribuiu dando um sorriso.
Me despedi de Nath e fomos em direção ao carro, onde eu voltaria dirigindo.
— Tata, a vovó e o vovô estão com muitas saudades sua! Nós estavamos fazendo sua torta favorita quase agora! — dizia eufórica, quase pulando no banco.
— A torta de chocolate com morangos? — perguntei para ela que assentiu sorrindo. — Também estou com saudades deles Bellie.
— Mas eles estão mais do que você! — disse para logo depois cair na gargalhada. Olhei rapidamente para ela pelo retrovisor, e olhei para Lizza que estava apenas nos observando. — Vovó de vez em quando reclama, dizendo que vocês não vem visitar sempre como antes...— confessou ficando quieta novamente. Mas não por muito tempo. — E quero te mostrar minha nova Barbie Bailarina! Ai você pode me ajudar a colocar um nome bem bonito para ela!
— Que tal Cindy? — perguntei me virando para ela ao parar no semáfaro vermelho.
— O apelido da Cinderella? — fez uma carreta — Não, tenho a mamãe Cinderella, e a filha dela, a Cindy, tem que ser outro.
— Que tal então Mari? — perguntou Lizza — Pelo que eu saiba, você não tem nenhuma boneca com esse nome.
Ela ficou em silêncio, com a mãozinha direita no queixo pensando, com seus olhinhos verdes fixos em algum canto do carro, Lizza esperava paciente pela sua decisão. Observava-a toda hora pelo retrovisor, também esperando por sua decisão.
— Mari! Adorei! — comemorou batendo palmas.
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