Aline

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Boa Leitura ^.^

Atendi a chamada ao ver o nome de meu melhor amigo Gabriel, Gabe, que conheço desde meus dez anos.
— Sim Gabe? — digo ao o atender.

— Olá minha Violeta! Como você está? — perguntou parecendo preocupado.

— Bem, porquê? — perguntei me acomodando mais na cama.

— Daqui a pouco irei ai na sua casa okay? Agora preciso desligar. Tchau! — encerrou a ligação antes mesmo que eu pudesse responde-lo.

Dei de ombros e resolvi mandar a mensagem logo para o garoto do caixa.
" — Oie! Sou eu, Aline :) "

Enviei a mensagem sendo direta. Era muito irritante você já começar uma conversa nem sabendo quem é a pessoa com quem está falando.
Depois de três minutos ele me retornou a mensagem.

"— Oi Aline! Pensei que não iria nunca me enviar uma mensagem!"

"— Me desculpe, no começo eu realmente tinha me esquecido, mas ai eu fui almoçar..."

Bem, isso não era toda a verdade, mas seria muito melhor contar assim...

Conversamos durante quase uma hora. E só parei de enviar-lhe mensagens quando Gabe bateu na porta do meu quarto. Me despedi dele dizendo que estava recebendo visitas e que depois voltaria a falar com ele.
Caio era legal, e até por mensagens ele era fofo, não eram como alguns garotos que conheci, lindos e fofos, mas eram um completo idiota quando se conversava com ele. Ele era diferente e gostei disso nele.
— Estava mandando mensagens para quem mocinha? — disse ao entrar em meu quarto sorrindo.

— Conheci alguém hoje. — Disse ao dar espaço para ele se sentar em minha cama. — O nome dele é Caio. Caio Blanes. Ele me atendeu no caixa hoje no supermercado. — sorri. — Mas então... Que conversa estranhamente rapida foi aquela?

— Bem... Sua avó, a Margareth me ligou hoje de manhã. — ele disse baixinho, somente para eu ouvir.
Fechei a cara e o encarei, Como assim ela ligou para ele?

— Não é nenhuma piada sem graça não é? — perguntei juntando as sobrancelhas.

— Claro que não! Sabe que eu nunca faria uma piada assim. Mas ainda não sei como ela tem meu número... — murmurou ficando pensativo. Dei um pulo da cama, ao escutar o estrondo que Lizza fez ao abrir a porta do meu quarto, entrando toda feliz. Mas seu sorriso murchou ao ver nossos olhares assissinos direcionados para ela, que ignorou, pulando em minha cama.

— E então? — perguntou olhando para nossa cara. — O que eu perdi?

— Nada Lizza, apenas uma ligação de Margareth para mim...

— O quê?! — gritou, me fazendo a olhar feio novamente — Como ela conseguiu teu número?


— Não sei. — deu de ombros.

Depois do pequeno escandalo de Lizza, Gabe nos contou, que, Margareth, minha avó paterna estava muito arrependida por ter me tratado tão mal. E que gostaria de poder rever minha irmã, a Bellie, pois ela era um bebê quando a viu pela ultima vez. Revirava meus olhos enquanto Gabe falava tudo aquilo para nós, que ridicula! Depois de tratar eu e minha irmã como lixos, nos proibindo de ir visitá-la só porque ela não ficou com nossa guarda. Mas eu sempre soube que na verdade, era por causa do dinheiro que está em nossas mãos.

Gabe ficou por mais algumas horas conosco, mas teve que ir quando sua mãe, a dona Beatriz, ligou pedindo para ele ir ajudá-lo em casa. Com o quê, eu não sei.

Fiquei assistindo com Lizza, alguns realit shows na Tv, mas nada me agradava, assistir televisão nunca me agradou. Como estava entediada, resolvi mecher em meu celular, e ler as mensagens que recebi a mais de horas e nem as visualisei.
A primeira que eu li foi a de Nath, Nathália, uma colega de onde trabalho, três vezes por semana, somente quando a lanchonete estava cheia. Na mensagem ela estava me passando meus próximos dias e os horários que eu teria que ir. A agradeci e perguntei mais algumas coisas sobre aquilo e encerrei a conversa. Duas eram de Gabe, mas nem precisei ler para saber que eram aquelas mensagens rápidas, como " Preciso falar com você..." e vários do mesmo genero. A ultima era de minha prima, Flora. E estranhei, ela quase nem falava comigo.

"— Sei que não falo muito com você Ally, mas precisamos conversar. À muita coisa sobre nossa familia que ainda não têm conhecimento, mas espero que quando ler essa mensagem, Margareth ainda não tenha te ligado. Me lige quando puder para nos encontrarmos. Abraços, Flora."

Li sua mensagem várias vezes, e sempre me perguntava, o que seria tão misterioso em nossa familia, que eu ainda — como sempre, talvez- não saiba?

Notas finais
Espero que tenham gostado, e não se esqueça de comentar :)