Aliens, Beija-flores e um Crime
31 Epílogo
Notas iniciais
A porta abriu-se num único e barulhento empurrão provocando um susto junto a bala atingindo o ombro de Charlie.
Sua mãe e outros policiais prenderam o inimigo numa habena, para depois, algemar. Os socorristas assistiram a jovem inconsciente e o menino agonizando de dor, ainda mais com a mamãe o abraçando apertado e dando-lhe beijos carinhosos e saudosos.
— Onde estava? — Virou para os dois, reparando a palidez e cicatrizes. — O que fizeram com vocês?
— Ele explica... — Respirou fundo, fazendo careta e observando a encarada maligna dos olhos verdes. — Se acha, mas é um nada.
A mulher não conteve o sorriso amoroso. Pegou as mãos da menina com uma expressão serena.
— Fizeram mais que muitos policiais. — Ouvir essa declaração substituiu a inveja que Olívia sentia pelo tanto de afeto que o amigo recebia por um orgulho por tudo que passaram juntos. — Como puderam se arriscar tanto?
— Vencemos nossos medos para ajudar as pessoas, é o que os heróis fazem. — Piscou e sorriu de canto para ele. Seus olhos e feições brilhavam pela emoção.
— Nem aliens, nem beija-flores. — Deu uma pausa para, com a mão saudável, entrelaçar na dela. — Só Charlie e Olívia.
Fale com o autor