Aliens, Beija-flores e um Crime
27 Capítulo 26 - A penumbra é a única amiga dos poetas
Notas iniciais
Buzina? Buzina. Buzina!
A menina abriu a janela do quarto, impaciente, procurando o responsável pela perturbação em plena noite de domingo. Um verdadeiro perigo para quem detesta segundas-feiras.
— Quem é? — Chamou num sussurro alto, avistando o menino de bicicleta à porta de sua casa. — Charlie? — Ver ele àquela hora a fez pensar e admitir a necessidade de encontrá-lo e conversar. — Estou indo.
Desceu as escadas na maior delicadeza possível, trancou o portão e pediu para que ele saísse com ela de bicicleta apenas com gestos e ele obedeceu, arrefecido.
— Não dormiu? — Engoliu em seco. Não respondeu. — Desde quando?
— A última vez foi naquele dia lá, sabe? — Queria estar de frente aos olhos negros, mas teve que contentar-se na tentativa de imaginar como seu rosto estava, pela imensa penumbra e ainda precisava prestar atenção nas ruas. — E você?
— Dormir? É de comer? — Riram ajudando a deixar o clima entre eles mais agradável, porém depois da risada, a tensão voltou e ela começou com o principal motivo de estarem passeando juntos. — O que nós vamos fazer agora? E por que aceitou tudo isso?
— Olívia. — Suspirou, relaxando os ombros. — Me desculpa!
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