Notas iniciais
Primeiro dos três capítulos que planejo para a minha história.
Essa também é a primeira fic que publico na internet (e a segunda fic que escrevo).
Qualquer erro de digitação ou ortografia que notarem, eu gostaria muito que me avisassem.

Olá, intruso.

Essas informações que te forneço são de uma história de amor que relutei muito em contar. Tive, e tenho, medo de sua reação, mas meu sentimento é nobre e maior que qualquer repugnância que possam sentir.

Permita-me apresentar: sou um alien. Quando cheguei à Terra, vivi em um solo imundo, contaminado por quadrúpedes de cauda retorcida. Ao me fixar no pé de meu humanoide, senti seu sangue quente pulsar e a paixão me invadiu estraçalhando meu coração. Agora eu o amo e vivo em função dele, e do seu sangue que me nutre.

Naquela hora, balancei perigosamente em seu caminhar pela primeira vez, assistindo à paisagem que nos circundava. Meu gigante atravessou o aro de uma parede vertical, penetrando em um ambiente curioso.

Ouvi pensamentos ao longe. Diziam "Antônio..." Os pensamentos dos humanoides são ruidosos, constatei com admiração. Meu gigante então passou por mais um aro e encontramos o dono do pensamento estendido sobre uma estrutura de madeira. Era uma criatura engraçada, de pelos na cabeça bem aparadíssimos, um anel metálico entre as narinas e os quadradinhos em seus dedos eram pretos.

"O que foi, Francisco?", meu humanoide pensou. Subitamente concluí que Antônio e Francisco eram designações que os gigantes se davam.

"Já é tarde de sexta, vamos passear?", pensou Francisco.

Antônio estendeu a mão para o outro se levantar e juntos fomos andando, voltando o caminho pelos aros e saindo ao ar livre. Meu gigante guiou Francisco até um riacho, onde fui mergulhada enquanto sentavam. Privada de seus pensamentos, pus-me a admirar Antônio através da distorção da água. Ele tinha os pelos da cabeça maiores, marrons, e um nariz maior que o do outro, que mostrava os dentes enquanto pensei ouvir um murmúrio abafado de pensamento de riso.

Quando o céu escureceu, levantamos e voltamos para perto da construção, sem contudo atravessarmos os aros.

Eu e meu humanoide deitamos em uma rede suspensa e o outro sentou-se numa estrutura de madeira. Comemorei a visão privilegiada. Seus pensamentos não cessaram.

Ouvi-os rir. Eu estava ficando com sono.

Nossos pensamentos foram me parecendo confusos, até que eu não pudesse diferenciar meu pensamento do dos humanoides.

Já estava ficando frio amanhã a gente anda a cavalo, tem leite aqui eu faço pra você me toca aquele violão só conheço sertanejo ao vivo eu gosto então tá gostei daqui é mais tranquilo pena que você vai domingo. Né.

"Antônio, Antônio?", acordei e vi Francisco de pé pensar por meu gigante.

"Foi mal, essa rede tá tão gostosa que eu dormi", e eu também.

Fomos pelos aros e vi meu humano acender um foguinho numa maquinaria estranha e esquentar um líquido branco, que depois os dois beberam enquanto pensavam. "Vocês ainda estão acordados?" Ouvi uma humana na frente de um aro. "Só vou tocar uma musiquinha e a gente já dorme", pensou meu gigante, "Posso ouvir também?", ela inquiriu, "Claro, tia", explicou Antônio.

Pensado e feito. Entramos todos no cômodo onde vi Francisco pela primeira vez. Antônio segurou um objeto enquanto se sentava na estrutura de deitar, ao lado do outro humanoide, e a outra se acomodou numa estrutura de sentar.

Ouvi então um som encantador sair das cordas tocadas por Antônio. Todos pensavam em ritmo e quis que meu pensamento soasse junto. Senti-me em família, acolhida e amada.

A reunião por fim se encerrou, a humanoide saiu e ficamos os três em silêncio, ouvindo seus passos à distância.

"Quer dormir?", pensou Antônio, "Quero acordar cedo amanhã", pensou Francisco.

Meu gigante começou a arrumar coisas que não compreendo, camadas e camadas de coisas, um retângulo fofo, pôs tudo na estrutura de deitar e tirou algumas camadas do corpo colocando outras no lugar. Sua ação foi seguida por Francisco e ao término Antônio pensou: "Deita aí", caminhando depois com um braço estendido para um retângulo na parede vertical. A luz sumiu.

"Opa, ainda não deitei", pensou o outro.

Com minha visão pude assistir aos acontecimentos que se seguiram. Antônio caminhou vagarosamente, tocou o ombro de Francisco, deslizando até a mão, e guiou-o para a estrutura de deitar. "Foi mal pela falta de espaço, o outro colchão não estava em condições", pensou meu gigante.

Francisco penetrou pelas camadas, segurando-as alto para que Antônio também se deitasse. Camadas sobre mim, fui privada da visão.

"Você podia visitar a gente de novo", pensou baixinho meu gigante. "Que pé frio!", pensou Francisco. Os dois riram e senti Antônio aproximar suas pernas do outro, descontraído. Houve então um momento de seriedade, terminado com o entrelaçamento dos gigantes.

Silêncio.

Cansada de ouvir e ver coisa nenhuma, fui caindo no sono até que notei algo estranho acontecendo. Era você na minha mente. Querendo compartilhar alguma informação, resolvi recapitular os acontecimentos do dia. Eis que estou aqui. Quero dormir, mas você me envergonha, saia pra lá. Isso, vá embora.

Notas finais
Essa fic foi excluida por vários motivos e estou editando os capítulos (com modificações na história) antes de publicar o último.
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Ainda planejo mais dois capítulos. O próximo eu já comecei a escrever e já sei o que vai acontecer no final, mas se alguém quiser me sugerir alguma coisa, eu adoraria.
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Fique à vontade para mandar reviews, nem que seja para falar mal, acho que eu me sentiria melhor se soubesse que há alguém lendo o que eu publico aqui xD