Alicia
5 Capítulo 5 - Luke pede desculpas.
Notas iniciais
Narrado por Camila
Entrei correndo na sala e me sentei ao lado de Car que tinha aula comigo (assim como Luke). Eu, Car e as meninas haviam ficado muito amigas depois da nossa desastrosa educação física. Agradeci a Mérlin por o professor ter se atrasado e ter chegado apenas minutos depois. Ele começou a falar, logo após ter nos cumprimentado.
– Enfim pessoal, estamos ainda na primeira semana de aulas, mas já tenho algo bolado para as duas turmas do segundo ano. — Ele fez uma pausa organizando suas coisas na mesa. Já gostei, coisas novas; amo coisas novas.– Trabalharemos com poesias este trimestre. Como vocês sabem, para se escrever uma boa poesia precisa-se de regras, e eu pensei, por que não ensinar aos meus alunos uma matéria nova, apresentando algo interessante? — Ele sorria. To gostando, to gostando... Amo poesias e português. Eu não sei se eu cheguei a comentar, mas a gordona, antiga professora de Port. se demitiu por que um aluno do ¹ ano colocou um lagarto dentro das calças dela, e, ela tinha fobia de lagartos. Trágico. — Enfim, hoje nós revisaremos poemas, e quero que, na próxima aula criem os seus próprios. — uhhul.– Em um dos últimos dias, irei pedir para que vocês escrevam poemas, e o melhor poema votado pelas duas turmas, será interpretado por um teatro. — Ai. Meu. MERLIN!James Potter me beije!Eu simplesmente amo teatro. E poemas. E atuar. E esse professor LINDO! — Para isso vocês farão grupos de quatro.
Eu e Carol comemoramos, assim como o resto da sala.
– Que serão sorteados.
Ouvi resmungos lá de trás.
O professor passou com um potinho cheio de papeizinhos, e depois de muitos resmungos e reclamações, chegou minha vez. Tirei meu papel e.. vermelho. Depois foi Car, que também tirou vermelho. Ai meu Deus, te agradeço, sério.
E depois, foi, "Luke"... Que tirou vermelho. Grande porcaria!
– JUNTEM OS SEUS GRUPOS! — avisou o professor. — SERÃO, COM AS DUAS TURMAS AO TODO, oito GRUPOS COM 8 PESSOAS!
Car já chegou com intimidade com tal de Louis e sentou-se do lado dele. Adivinha? Sobrou para "mim" sentar ao lado de Luke. Relutante, finalmente sentei emburrada enquanto os dois pareciam estar em outro mundo.
– É... — Luke começou, sem jeito. — Oi.
– Não finja que gosta de mim, você não é obrigado a falar comigo, tanto você quanto eu. Acredite, se eu pudesse trocar de grupo, eu trocava.
– U.o.u, calma, calma — Luke ergueu braços acima do peito -, eu pensei que você tinha superad...
– Superado? — ri nervosa. — Você é um idiota Luke, eu nunca vou perdoar você! N.u.n.c.a!
Ele fez um careta — que eu não decifrei e nem quero decifrar.
– Tudo bem... — ele olhou pra frente. — Eu pensei que poderíamos ser.. — ele hesitou.
Ri.
– Amigos? — Nos olhamos. — Do jeito como você me magoou? Háhá, você é engraçado!
Abri meu caderno e comecei a rabiscar nele.
– Sabe. Eu... e-eu.. eu aainda te amo Camy...
– Você fala te amo como se fosse bom dia. — Disse indiferente rabiscando. Agora ele parecia ofendido.
– Você não tem provas!
– Tem certeza?! — Ele me fitou em silêncio. — Olha — dei de ombros -, se você quer ser galinha, problema é seu só não me mete nas suas galinhagens.
– Galinha? Camila eu mudei por você.
– Notasse! Olha só! — Apontei para ele.
– Você não leva os meus sentimentos a sério! — Reclamou.
– Você não levou os meus.
– Olha, foi um erro, eu já pedi desculpas.
Eu já estava ficando com raiva. Quebrei o lápis, o qual eu rabiscava o meu caderno e ele me olhou assustado. Peguei os dois pedaços que haviam sobrado e lhe mostrei.
– Peça desculpas. — avisei.
– O que? — ele me encarou confuso.
– Peça.
– Des, desculpa?
– Com convicção! — revirei os olhos.
– Desculpa!
– Ele consertou? Ele voltou ao normal? Posso usar ele nova mente? — ele me encarou.
– Não... — respondeu quase como em um sussurro.
– Peça desculpas pro meu coração e veja se ele vai ficar novinho em folha e se ele estará pronto para dizer eu te amo outra vez sem ser pisoteado e esfaqueado.
Narrado por Jessica
Estranho, onde será que está Alicia? Nós tínhamos essa aula juntas agora e ela não apareceu.
Durante a aula, fiquei mandando olhares para Percy. Ele é muito gato, muito, um deus, o rapaz perfeito para mim. Acho que fiquei encarando ele por um longo tempo, pois um amigo que estava a seu lado, o cutucou apontando em minha direção. Corei assim que seus olhos acinzentados foram de encontro com o meu. Ele sorria um sorriso perfeito.
– Vão ficar se encarando ou vão copiar o conteúdo do quadro? — A professora resmungou, chamando a atenção de todos os alunos. — Vou precisar tirar os dois de dentro da sala?
– Este é meu sonho! — resmunguei baixinho, mas não o bastante para ela não escutar, e me por para a fora da sala.
– É, também é um dos meus sonhos. — Encarava Percy, surpresa, enquanto ele pegava a mochila e vinha na minha direção, sorrindo.
Assim que saímos da sala ele ficou me olhando.
– Que foi?
– Você é bonita.
– O-Obrigada. — sorri. — Você, ttambém...
– É se não fosse por isso, por qual motivo seria, você me cuidando na sala?
Percy abriu um sorriso bobo me fazendo querer mata-lo por fazer-me passas tanta vergonha. Revirei os olhos para amenizar a situação e ele riu. Agora, esta vamos já ao pátio, sentados em um banco perto de uma árvore.
– E você, sabe o porquê de eu ter retribuído? — neguei. — Eu gosto de você. – OH MEU DEUS! -Fica comigo?
Não falei nada, apenas o encarei.
– É... e-eu... Acho que é proibido alunos ficarem na escola. — franzi as sobrancelhas.
– O que é proibido é mais gostoso. — ele sorriu chegando mais perto e beijando-me. — Como nossos amigos ali fazem — ele apontou para trás do banco, onde estavam Ally e Jeremy, encostados na árvore com o rosto a milímetros de distância, prestes a se beijar.
Sorri assim como Percy e voltamos a nos beijar.
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