Alicerce
1 Prefácio
Notas iniciais
Austria sofre da síndrome de Borderline, portanto, irei explicar e me aprofundar mais nessa doença nos próximos capítulos.
Imagino e descrevo a Austria como Cara Delevingne, mas vocês podem imaginá-la da forma que preferirem.
É isso, espero que gostem!
Dois anos atrás.
Seu corpo estava tomado pela tão conhecida adrenalina, enquanto a música alta ecoava em seus ouvidos, fazendo-a se mover sem que nem percebesse. O arrepio que se apossava de seu corpo intensificava-se à medida em que reclinava seu pescoço de encontro ao homem à sua frente, mostrando-se o mais acessível possível ao encará-lo com seus olhos felinos.
Sorrira maliciosamente, pensando no quão fácil fora conseguir mais uma presa para aquela noite. Não importava em quais sites de fofoca sairia seu nome no próximo dia, nem em quantas revistas seu rosto estamparia a capa. Não dava a mínima para isso. Talvez, pudesse ter um mínimo deslumbre daquela noite no próximo dia e, ao olhar sua expressão deliciosa esperando o que iria acontecer pela madrugada, não sentiria remorso algum.
— Olha só, a tão bela e recatada Austria Hall, quem diria... – a voz rouca e inebriada por prazer de seu parceiro soava aos seus ouvidos, ultrapassando o eco da música qualquer que este colocara para tocar. Sua vontade era de, primeiramente, revirar os olhos e mandá-lo ir se foder. Mas então percebera que a melhor opção, naquele momento, era manter-se calada e deixá-lo a foder.
Todavia, quando sentiu o fecho de seu sutiã ser aberto e jogado em algum canto do quarto, sua cabeça começara a rodar quase como instantaneamente. Poderia ser o efeito dos incontáveis drinques misturados que bebera momentos antes começando a se instalarem. Mas, quando percebeu o tremor constante e a tremenda vontade de socar o homem ao qual deliciava-se por toda a extensão de seu colo, constatou que algo estava errado.
Irritando-se, conseguira afastar bruscamente o homem desprezível de perto dela, retornando às roupas e colocando-as rapidamente, deixando-o com uma expressão questionadora. Organizando sua bolsa a fim de que saísse dali o quão antes, fora impedida no momento em que segurou a maçaneta e começou a girá-la.
— Posso saber o que aconteceu? Por acaso fiz algo de errado, ou que não te agradou? Nós podemos voltar e... – perguntou, completamente afoito, mas ela não deixou com que terminasse sua sentença.
— Vai à merda.
E assim se sucedeu seu primeiro surto de limítrofe, mais conhecido como a Síndrome de Borderline.
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