Alice In An Infernal World
2 Capítulo 2 - País dos pesadelos
Alice se assusta, e começa a dar passos para trás. Ela coloca sua faca em seu bolso novamente, e senta-se em um tronco de árvore no chão.
–Olha, eu devo estar tendo umas ilusões, mais pode ter certeza que não bebi nada. Finalmente estou livre e porra nenhuma pode me impedir de eu fazer o que eu quiser, nem vou voltar para aquele orfanato que só gente idiota, só sabem sorrir e ficar brincando e chorando o tempo todo, aguentei 6 anos com essa palhaçada, finalmente aquela guria burra me tirou daqui.
O gato puxou ela pelo seu vestido e começou a correr.
–Chega de falar de suas coisas, é hora de eu falar com a rainha que eu achei quem precisava.
–Como assim? Olha, não tenho medo de te matar! — Falou Alice 'tentando' assustar o gato, que não prestava atenção no que ela havia dito.
O gato parou, e bufou. Apenas percebia um silêncio no local.
–PERA. Nunca vi um gato que fala, e agora, eu to sonhando? Não vai me dizer que eu ainda to na porra do orfanato né?
–Respira fundo.
–POR QUE?- Perguntou Alice irritada.
–Tá esquece, só fecha os olhos, te encontro amanhã, se é que o amanhã vai existir para você! — disse o gato rindo. Logo abriu um grande buraco fundo que não tinha fim embaixo de Alice, e ela apenas deu um grito e tentou acordar, para voltar para o mundo real, porém nem ela sabia, que agora essa será a realidade dela.
Uma hora se passou e Alice caiu. Era um local meio estranho, havia 5 portas cinzas, e em cada uma, havia duas tochas, cada uma de uma cor, ao lado. O local era escuro, e não era possível enxergar quase nada, logo em todas tchas o fogo aumentou de tamanho e já era possível enxergar o necessário. Primeiro Alice pensou e pegou sua faca para tentar abrir alguma porta. Foi o que ela fez. Alice teve de se agaixar, pois a porta era um pouco menor, pois cada porta tinha uma proporção. Ela se colocou contra a porta e fez a maior força possível para a porta "rachar", porém ela apenas conseguiu fazer sua faca dobrar-se, logo 'partiu ao meio'. Alice começou a ficar um pouco desesperada pois não havia nenhuma saida, e apareceu uma caixa em cima da mesa. Alice correu para abri-lá, porém tinha que ter uma chave, da qual, estava no teto. Logo apareceu um pequeno biscoito com um bilhetinho em cima da mesa. Estava escrito "coma-me". Alice, sem pensar duas vezes, engoliu o biscoito, e começou a crescer. Ela precisava se agaixar para conseguir ficar no cômodo. Logo pegou a chave e jogou-a no chão, enxergou na mesa um pequeno vidrinho com outro bilhetinho escrito "beba-me", Alice bebeu, e voltou ao seu tamanho normal. Pegou a chave que havia jogado no chão e abriu a pequena caixinha. TInha apenas uma arma escrita "Atire, escolha a porta e atire no devido lugar que você sentir ter uma saída, a que você saiba que é a certa."
Alice não sabia o significado de ter que escolher a porta certa. Ela apenas colocou a arma na mesa, colocou a mão nos olhos e começou a girar, sem direção, e sem saber o lado que estava, Alice parou na frente de uma porta. Pegou a arma, e com firmeza apontou para a porta e atirou. A porta desabou, e Alice conseguiu entrar, era um mundo completemente diferente, estranho. Porém era exatamente o tipo de mundo que a Alice gosta, um mundo com vinganças e problemas...
Ela começou a andar, até que achou uma mesa com outra pequena caixinha. Alice abriu, e tinha uma faca. Uma faca brilhanta e cheia de detalhes, e ao lado havia um bilhete escrito "Eu sabia que você ia precisar Alice, agora aproveite, se você conseguir desvendar os segredos desse mundo traiçoeiro, descobrirá os poderes que essa faca poderá ter."
Alice fez um sorriso vingativo, com um ar feliz, porém triste para os outros.
Logo disparadamente o gato aparece novamente na frente dela, e fala:
–Bem-vinda Alice. Bem-vinda ao mundo dos seus pesadelos. Se for capaz continue, se não, apenas lamente, que poderá ser impossível sair daqui.
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